Sobrevivente da tragédia da Chape morre após sofrer infarto jogando futebol

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Um dos quatro brasileiros sobreviventes na tragédia aérea da Chapecoense, em 2016, Rafael Henzel morreu na noite desta terça-feira após sofrer um infarto. O jornalista jogava futebol na cidade de Chapecó quando foi levado ao hospital regional, ainda com sinais vitais, mas não resistiu.

O jornalista de 45 anos trabalhava atualmente na rádio Oeste Capital e um ano após sobreviver à tragédia, tinha voltado normalmente à rotina dos jogos.

Na rádio Oeste Capital, o jornalista Marcinho San comunicou o falecimento de Henzel em mensagem aos ouvintes.

– Nosso colega Rafael Henzel veio a falecer na noite desta terça-feira. Ele jogva futebol com amigos e sofreu um infarto fulminante. Foi conduzido ao Hospital Regional de Chapecó, onde foi conformado o falecimento do colega jornalista, narrador, Rafael Henzel.

Em 2017, Rafael Henzel lançou o livro “Viva Como se Estivesse de Partida”. Na obra, fala sobre o incidente e a mensagem de importância à vida. Ele deixa filho e esposa.

Preso o mandante de chacina em Baião

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O governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou nesta terça-feira (25), em seu perfil nas redes sociais, a prisão de Fernando Ferreira Rosa Filho (foto), mandante do assassinato da líder rural Dilma Ferreira Silva, coordenadora regional do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) em Tucuruí.

Dilma foi morta na sexta-feira (22), no assentamento Salvador Allende, zona rural de Baião, no sudeste paraense, a 80 quilômetros de Tucuruí. O marido da coordenadora, Claudionor Amado da Silva, e Milton Lopes, que trabalhava para o casal, também foram mortos na residência da família.

MPF se manifesta contra tributo ao golpe militar: “Incompatível com democracia”

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Do Radar, da Veja:

O Ministério Público Federal acaba de emitir uma nota em que critica frontalmente o pedido de Jair Bolsonaro para que se comemore o golpe de 1964 nos quartéis.

Assinado pelos procuradores Deborah Duprat, Domingos Sávio da Silveira, Marlon Weichert e Eugênia Gonzaga, o documento afirma que a postura de Bolsonaro é de “enorme gravidade constitucional” e “incompatível com o Estado Democrático de Direito”.

“O golpe de Estado de 1964, sem nenhuma possibilidade de dúvida ou de revisionismo histórico, foi um rompimento violento e antidemocrático da ordem constitucional. Se repetida nos tempos atuais, a conduta das forças militares e civis que promoveram o golpe seria caracterizada como o crime inafiançável e imprescritível de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (…)”, diz trecho da nota.

(…)

Defesa contradiz Bolsonaro: 31 de março não terá comemoração pública

 

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Por Reinaldo Azevedo

Afirmou nesta segunda o general Rego Barros, porta-voz do presidente Jair Bolsonaro, que é, diga-se, da ativa: “Nosso presidente já determinou ao Ministério da Defesa que faça as comemorações devidas com relação ao 31 de março de 1964 incluindo a ordem do dia, patrocinada pelo Ministério da Defesa, que já foi aprovada pelo nosso presidente”.

Afirmou nesta terça o ministro da defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que está em Washington: “O termo aí, comemoração na esfera do militar, não é muito o caso. Vamos relembrar e marcar uma data histórica que o Brasil passou, com participação decisiva das Forças Armadas, como sempre foi feito. O governo passado [do PT] pediu que não houvesse rdem do dia, este [governo], ao contrário, acha que os mais jovens precisam saber o que aconteceu naquela data, naquela época.”

Afirmou ainda nesta segunda o porta-voz: “O presidente não considera o 31 de março de 1964 golpe militar. Ele considera que a sociedade reunida e percebendo o perigo que o país estava vivenciando naquele momento, juntou-se civis e militares e nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso país num rumo que salvo melhor juízo, se tudo isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém.”

Disse nesta terça Azevedo e Silva: “Vamos fazer coisa de soldado, as Forças, a Marinha, o Exército, e as Forças Aéreas. É uma formatura militar, é palestra, é ler a ordem do dia, coisa que sempre a gente faz em todas datas. Em todas as datas históricas do Brasil é feito isso, essa é mais uma”.

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, tentou amenizar a importância da “comemoração” do golpe determinada por Bolsoanro e contemporizou, enrolando-se desta vez: “É o primeiro 31 de Março sob a égide do governo de Jair Bolsonaro. Espera-se que haja algum tipo de comemoração, digamos assim, mas ela será, obviamente, intramuros”, disse o vice-presidente, general Hamilton Mourão.”

Vamos ver.

Inexiste manifestação intramuros para quem dispõe de armas. É simples assim. A depender do que se diga, trata-se de uma ameaça.

Até onde sei, as nossas Forças Armadas são reverentes à Constituição, e seu limite deve ser o Artigo 142 da Carta, a saber: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

A menos que um militar já reformado chegue ao poder pelas urnas, soldado não governa. Chegando pelas urnas, não se deve exaltar um período em que os soldados conquistaram o poder civil atropelando-as.

Se isso foi ou não inevitável; se o governo deposto flertava ou não com uma ditadura; se a intervenção se deu para evitar um mal maior, que isso fique para os historiadores e pensadores. Não é papel da tropa arbitrar a respeito. Quem lida com livros, sem tanques, argumenta. Quem, além dos livros, tem os tanques cuida da defesa da pátria, segundo dispõe a Constituição, e não entra em contendas de natureza política.

Digam uma democracia do mundo em que não é assim.

É bom que os militares tomem cuidado neste 31 de março. A depender do que diga nos quarteis, e não ficará intramuros coisa nenhuma, vamos entender se: – as Forças Armadas atuam segundo o Artigo 142, como se espera; – se exercem a tutela do governo Bolsonaro; – se, pior, julgam exercer uma tutela sobre a sociedade brasileira.

Se incidirem na terceira hipótese, o governo Bolsonaro terá sido mesmo um milagre: porque, então, teremos regredido 55 anos em três meses.

A frase do dia

“Eu nunca vi um time tão frio como esse do São Raimundo. Sem garra, morto dentro de campo. E não é esse o Pantera que nós conhecemos. Conhecemos um São Raimundo forte, brigando e lutando até o final. Eu queria pedir desculpas para a torcida. Não era nosso objetivo cair. Tínhamos time, no papel, para brigar entre os quatro melhores. O São Raimundo não deve para nenhum atleta deste elenco, está em dia. Tratamento bom, refeição boa, concentração em todos os jogos. Infelizmente o plantel não reagiu, não fez o seu papel.” 

Luiz Bernardino, presidente do São Raimundo

Papão inicia treinos para o jogo decisivo contra o Águia

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Dois dias depois de empatar em 1 a 1 com o maior rival e encaminhar classificação à semifinal do Campeonato Paraense, o elenco do Paissandu se reapresentou na manhã desta terça-feira (26) para realizar treinamentos na Curuzu e no CT da Desportiva.

Inicialmente, todos os atletas participaram de uma série de exercícios chamados de FMS (sigla em inglês para Avaliação Funcional do Movimento), com o preparador físico Fred Pozzebon e seu auxiliar, Roberto Onety.

Em seguida, os jogadores que iniciaram o clássico compareceram ao Núcleo de Fisioterapia do clube, onde realizaram exercícios regenerativos.

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Por outro lado, os atletas que entraram no segundo tempo do Re-Pa, ficaram no banco de reservas ou não foram relacionados foram até o CT da Desportiva para uma atividade técnica, em campo reduzido, dirigida pelo auxiliar técnico permanente Leandro Niehues.

Para intensificar a preparação para o jogo contra o Águia de Marabá, no próximo domingo (31), o Papão volta aos treinos nesta quarta-feira (27) em dois períodos: pela manhã, no CT da Desportiva, e à tarde, no estádio bicolor. (Com informações da Ascom PSC)