Surpresa no Papão: técnico Brigatti é demitido

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A Assessoria de Comunicação do Paissandu soltou, por volta de 23h, uma notícia surpreendente: o técnico João Brigatti e o auxiliar Alfredo Montesso foram demitidos pela diretoria do clube. A surpresa é que Brigatti deu entrevistas depois do jogo contra o Castanhal e parecia bastante tranquilo, projetando inclusive a preparação para o Re-Pa a partir desta segunda-feira.

Fontes do clube informam que a demissão foi decidida pelo presidente Ricardo Gluck Paul, por insatisfação com a falta de evolução do time. Ele assumiu responsabilidade total pelo afastamento dos dois.

Haveria também um certo estremecimento na relação entre o técnico e o executivo de futebol, Felipe Albuquerque. Circula também a especulação sobre um provável interesse do Guarani de Campinas na contratação de Brigatti, mas isso não foi confirmado.

Marcelo Oliveira, Claudinei Oliveira, Léo Condé, Junior Rocha e Hemerson Maria são os nomes cogitados para substituir Brigatti no comando do Papão.

Setores do Governo confraternizam em partida de futebol no Ceju

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Foto conjunta dos times que se enfrentaram amistosamente, ontem à tarde, no campinho do Ceju (Centro da Juventude), no entorno do Mangueirão. A partida reuniu as áreas do governo estadual e do setor logístico. Além do governador Helder Barbalho, participaram o vice-governador Lúcio Vale, os secretários de governo e vários parlamentares. O time do governador venceu por 5 a 3.

A reação do cansaço

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Por Janio de Freitas

As quatro derrotas dos integrantes da Lava Jato, na última semana, oferecem uma percepção retardatária e bem-vinda. A força e a sequência das derrotas, apesar das pressões disseminadas pelo grupo, indicam o esgotamento da tibieza com que autoridades maiores se curvaram a tantos desmandos, à margem da ação legal contra a corrupção, daqueles juízes e procuradores associados. Alguns começam a ver as entranhas sob o papel corretivo da Lava Jato.

Se faltassem exemplos, o fundo financeiro idealizado por Deltan Dallagnol e seus coordenados exibiria, por si só, todo o descaso do grupo, e de cada componente, por seus limites funcionais e legais. Deslocar R$ 2,5 bilhões de multa aplicada à Petrobras, tornando-os um fundo sob influência do grupo da Lava Jato, constituiu uma pretensão tão audaciosa, que exigiu práticas bem conhecidas dos procuradores e juízes moralizadores.

Primeiro forçar o acordo de desvio da multa devida à União ao Estado. Depois, firmar esse acordo, sem poder para tanto. Depois, incluir no projeto a ser examinado pela Justiça a afirmação falsa de que, nos termos negociados pela Petrobras para sua dívida nos Estados Unidos, ou os bilhões iriam para o tal fundo ou iriam para os americanos. É o grupo da Lava Jato aplicando os métodos de muitos dos seus presos e condenados por utilizá-los.

O Supremo Tribunal Federal destruiu o plano, dando motivo a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes arrasadora, nos sentidos jurídico e moral. Já era a segunda derrota do grupo, porque sua chefe, a procuradora-geral Raquel Dodge, preferira abrir um conflito com a Lava Jato a admitir o negócio de fundo em nome do Ministério Público. Seu parecer pediu ao Supremo a rejeição do fundo e a anulação do acordo respectivo, por inconstitucionais no teor e inaceitáveis na forma de obtê-los.

O Supremo decidiu, ainda, que o caixa dois das campanhas eleitorais (o dinheiro não declarado) e os crimes conexos (por exemplo, lavagem do dinheiro, retribuição por meio do Estado) são inseparáveis para o processo e o julgamento, que cabem à Justiça Eleitoral, como diz o seu Código.

A pressão da Lava Jato pela decisão oposta foi tão forte que indignou ministros do Supremo, como o decano Celso de Mello. Consumada essa terceira derrota, Deltan Dallagnol considerou que a decisão da maioria dos ministros “começa a fechar a janela do combate à corrupção”.

Acusações assim, e ainda mais fortes, têm sido usuais em integrantes da Lava Jato contra o Supremo.

Gilmar Mendes é um alvo particular, mas os demais ministros não escaparam de represálias verbais por eventual desacordo com a Lava Jato. Dias Toffoli é o primeiro presidente do tribunal a adotar uma atitude contra essa prática, em que diz haver “ofensas criminosas”. Abriu, a respeito, um inquérito que, se levado a sério, tratará sobretudo da respeitabilidade do Supremo tão questionada, no país todo.

O esgotamento da complacência com os abusos de poder da Lava Jato se dá —é interessante isso— quando as condições lhes foram mais favoráveis. Até para avançarem ainda mais em poderes alheios.

O governo de Jair Bolsonaro e a Lava Jato têm muitas afinidades, inclusive da atribuição de fins também religiosos ao poder público. Mas é possível que o desgoverno Bolsonaro, com o pasmo e a preocupação que causa, tenha dado contribuição involuntária, e ainda assim significativa, para o cansaço reativo onde reagir é menos conturbador.

Como complemento, também Sergio Moro —o ministro da carta branca que não pode indicar nem suplente de conselho— começa a passar por uma revisão de conceito entre seus admiradores.

Em quase três meses, ainda não disse por que ser ministro. E o que disse, seria melhor ter calado. Sob sua inutilidade, o crime avança para mais brutalidade.

Atriz prega fechamento do STF e vira símbolo da direita antidemocrática

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Do Catraca Livre

Apenas uma ditadura consegue fechar o STF.

Numa democracia, a lei tem de ser respeitada.

Sem Judiciário, não há democracia.

Ou seja, na prática a atriz passou a defender a ditadura.

Simples assim.

O mesmo temor que ela dizia ter do PT.

Em publicação no Instagram, a atriz acabou compartilhando uma imagem pedindo o fim do STF. “Conclusão: se acabar o STF, com certeza acaba a corrupção“, diz a imagem publicada por ela, acompanhada de um convite a manifestações marcadas para este domingo contra o tribunal.

Motivo: STF decidiu transferir para a Justiça Eleitoral os crimes de Caixa 2.

Quem também defendeu o fechamento do STF foi a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP). E um vídeo vídeo, a parlamentar acusa o tribunal de provocar insegurança jurídica no país e diz que pedirá o artigo 142 nas ruas – o artigo estabelece o emprego das Forças Armadas diante de ameaça à soberania nacional.

Ela chama o presidente do Supremo, Antonio Dias Toffoli de “advogado do PT”, Gilmar Mendes de “traidor da pátria” e conclui: “o supremo tem que ser dissolvido”.

É provável que o vídeo tenha sido gravado antes da votação no Supremo, que decidiu que a Justiça Eleitoral deve investigar casos de corrupção com caixa 2.

Técnico lamenta tropeço na Curuzu

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O empate diante do Castanhal frustrou a torcida do Papão e deixou o técnico João Brigatti insatisfeito. Ele lamentou os gols perdidos e a falha defensiva que permitiu o gol do Castanhal, neste domingo, na Curuzu. O resultado adiou a classificação da equipe às semifinais.

Para o técnico, o time dominou bem o setor do meio de campo e foi responsável pelas principais ações na partida, mas os jogadores pecaram na última bola. Em sua opinião, isso foi fundamental para que o time não alcançasse a vitória sobre o Castanhal.

“Na verdade que você tem que entender que no futebol as vezes você não consegue. Não fomos felizes no arremate e na última bola. Esse é daqueles dias que batalha, batalha e batalha e não acontece a vitória”, afirmou Brigatti.

Agora a comissão técnica bicolor ganhou a semana cheia para se preparar o clássico contra o Remo, no próximo domingo, 24, no Mangueirão, pela 9ª rodada do Parazão.

Força da grana ajudou delatores da Lava Jato a obter penas mais brandas

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Por Ricardo Balthazar, na Folha SP

A Lava Jato se transformou ou já nasceu para ser uma das quadrilhas de lavagem de dinheiro e de extorsão mais bem sucedidas do mundo.
De um lado, bastou aos empresários fazer uma delação sob encomenda e pagar uma módica taxa (pelos padrões dos super bilionários), a fim de obter a liberdade e a maior parte da fortuna roubada, para viver tranquilamente como rentistas.
Nos subterrâneos do sistema, fortunas foram feitas pelos promotores, juízes, policiais federais e advogados envolvidos, na maioria das vezes ligados por relações de parentesco ou amizade íntima. Do nada, um grupo obscuro de operadores jurídicos do Paraná se transformou em uma das principais forças políticas e econômicas do Brasil.
Outro resultado obtido foi o desmantelamento dos dois setores industriais mais vigorosos do país: a cadeia de petróleo e gás, assim como o setor de infraestrutura.
A cadeia do petróleo e gás, com a descoberta do pré-sal, apontava para levar o Brasil definitivamente para o patamar de potência mundial – sempre lembrando que Dilma pretendia levar a maior parte dos recursos obtidos para a educação. Assim, além do estímulo à indústria produtiva brasileira com a política de conteúdo nacional, o investimento inédito na educação faria o Brasil superar rapidamente o gap tecnológico, que separa o país das principais nações do planeta.
De outro lado, a armadilha da preservação da maior parte do patrimônio dos empresários corruptos, associada à virtual destruição das corporações do ramo industrial mais competitivo do país, provocou um golpe violento em um dos mais potentes motores da economia brasileira. É bom lembrar que, se os empresários são corruptos, ao atuarem como a imensa maioria dos executivos de todo o mundo, as suas organizações, compostas por milhares de profissionais sérios e bem formados, não são corruptas. Essas organizações formadas ao longo de décadas acumularam imenso volume de experiência e conhecimento técnico, que fazia com que superassem em concorrências internacionais corporações de todo o mundo.

Com sua atuação internacional e no Brasil, essas organizações já haviam iniciado a diversificação de suas operações. Algumas delas optaram por aproveitar as oportunidades suspeitas oferecidas pelas privatizações, como a AG, que se tornou uma sócia pesada e desnecessária da Cemig. Mas outras, como a Odebrecht, estavam preferindo avançar no negócio de inovação e alta tecnologia.

O grupo baiano, por exemplo estava investindo, criando ou adquirindo iniciativas de alta tecnologia, nas avançadas indústrias de mísseis, aviônicos, construção naval militar, radares e eletrônicos avançados. Com o debacle da Lava Jato, a Odebrecht foi obrigada a vender esses ativos para grupos israelenses e estadunidenses.

Independente do tipo de investimento que as empresas de infraestrutura estavam fazendo, eram grupos poderosos, que projetavam a influência do Brasil mundialmente e com elevado valor agregado. Dessa forma, também eram importantes motores da economia brasileira.
A destruição desses dois sistemas – petróleo-gás e infraestrutura -, que provoca duríssimos danos à indústria produtiva (sendo responsável pela desindustrialização acelerada do país); é responsável pelo desemprego de milhões de profissionais do mais alto nível. É uma catástrofe tão violenta, que reduz a capacidade competitiva da economia brasileira àquela dos anos pré Juscelino Kubitschek.
Acasos nessa dimensão épica, capazes de desestruturar a economia de um país que rondava o quinto posto, entre as maiores economias do planeta, não são comuns de acontecer. Parece uma ação planejada e executada com operacionalidade perfeita contra o Brasil. Uma ação, que contou com uma alavanca imperceptível no início do processo, mas que se revelou fundamental: a estranha organização cujo nome fantasia é Lava Jato.

Ex-ídolo do PSC denuncia ter sofrido golpe com prejuízo superior a R$ 30 mil

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Aplicativo de mensagens do celular do ex-atacante Robson dispara mensagens pedindo transferências bancárias. O próprio Robgol procurou a Polícia Civil para denunciar o golpe, que já causou prejuízos superiores a R$ 30 mil. As investigações estão em andamento.

Na última quarta-feira, o ex-atacante Robgol, ídolo da torcida bicolor, conversava com Lecheva, outro ex-atleta do Papão, quando percebeu que seu aplicativo de mensagens no celular estava travado. O amigo, então, comentou que já tinha vivenciado a mesma situação e que, na oportunidade, seu número havia sido clonado.

A partir daí, vários contatos de Robson começaram a receber mensagens pedindo transferências bancárias. Até agora, golpe já teria rendido cerca de R$ 30 mil aos bandidos.

“Eu estava conversando com o Lecheva e, de repente, meu WhatsApp travou. Ele me disse achava que poderia ter sido clonado, pois tinha acontecido isso com ele. Não deu outra. Até agora sei que foram seis amigos lesados. Meu primo foi mais de R$ 10 mil, teve meu cunhado com R$ 4 mil, dois amigos de Belém com R$ 3 mil e pouco, mais um amigo de Campina Grande com R$ 3,8 mil. Ou seja, mais de 27 mil já”, explicou Robson.

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A Polícia Civil confirmou que o caso foi registrado na Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos, no bairro da Sacramenta, em Belém. O caso está sendo investigado. “Registrei o Boletim de Ocorrência imediatamente após a confirmação do caso e das transferências que foram realizadas. Estão investigando, tenho acompanhado, e logo eles serão descobertos e presos”, disse o ex-jogador.
Desde que se aposentou do futebol, Robgol estabeleceu residência em Belém, onde se tornou ídolo do torcedor do Paysandu e chegou a ser eleito deputado estadual, envolvendo-se em escândalo financeiro na Assembleia Legislativa. Como jogador, teve passagens por vários clubes do país, incluindo o Santos-SP, Bahia e Náutico. No exterior, Robson atuou pelo Oita Trinita, do Japão, na temporada 2003.

“Alegria” de jogadores após rebaixamento revolta torcida do S. Bento

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Cada pessoa reage de uma forma diante de problemas que surgem ao longo da vida. Rebaixado com o São Bento para a Série A2 do Campeonato Paulista, o atacante Mazola parece não ter sentido o baque da queda como os outros companheiros de equipe.

Ao término da partida contra o RB Brasil, que terminou com vitória do rival por 3 a 2 e decretou o rebaixamento do São Bento, o atacante Mazola não escondeu os risos e as brincadeiras em bate-papo com os adversários Uillian Correia e Rafael Carioca.

Vídeos da conversa descontraída logo caíram nas redes sociais, gerando revolta entre os torcedores do São Bento, que ainda acusam o jogador de ter mandado corações na saída de campo após empate contra o Corinthians, em Sorocaba, quando também foi alvo de críticas.

Em uma rede social, o vice-presidente do São Bento, Almir Laurindo, não poupou críticas a boa parte do elenco, classificando vários dos jogadores como “sem caráter”. Diego Ivo, ex-capitão do PSC, é um dos mais contestados da equipe.

Rebaixado com uma rodada de antecedência, o São Bento soma quatro empates e sete derrotas, sendo dono da pior campanha do Campeonato Paulista. O time de Sorocaba tenta encerrar a participação na elite com uma vitória na quarta-feira, às 21h30, quando recebe o Bragantino, no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba. (Com informações do GE)