Trivial variado do governo das fake news

“Enquanto Bolsonaro se distrai mentindo no twitter, Paulo Guedes inicia o genocídio econômico. Reforma da previdência e outras medidas vão matar os brasileiros mais pobres (fome, desemprego, doença)”. Lula Falcão

“OAB e Abraji fecharam os olhos quando o fascismo rasgou a Constituição e Bolsonaro sequer era candidato à presidência. Silenciaram, quando sabiam que os militares tuitavam ordens aos tribunais. Agora, ainda bem, repelem o q os generais prepararam para o país”. Toni Bulhões

“Site francês afirma que as informações publicadas sobre a repórter Constança Rezende são “falsas”. A fake news foi espalhada por site editado pelo bolsonarista e, posteriormente, publicada por .” Mônica Bergamo

“A Folha de SP publicou UMA FICHA FALSA da Dilma no Dops na primeira página. Ache algum post em que Dilma expõe a repórter autora da matéria à sanha de criminosos ou então pare de colocar o PT nesse balaio, senão eu vou achar que você tá mesmo é passando pano pro Bolsonaro”. Cynara Menezes

“O fascismo se alimenta do ódio. O fascista que hoje manda apoia pedófilo, torturador, estuprador, assassino, divulgou pornografia; ontem expôs uma jornalista e seu pai. Só o Amor pode vencer esse ódio.

“As ações da Boeing estão indo para as cucuias em Wall Street após a segunda queda do modelo 737 MAX 8 em cinco meses. A China suspendeu o uso do avião. A Gol está em cima do muro. E nós demos de presente para eles a Embraer. Que vai para as cucuias junto com a Boeing”. Palmério Dória

Morre Coutinho, ídolo do Santos e campeão mundial em 1962

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Morreu nesta segunda-feira o ex-atacante Coutinho, um dos maiores ídolos da história do Santos e campeão do mundo em 1962, na Copa do Chile. Ele tinha 75 anos, e a causa da morte ainda não foi confirmada. A informação foi confirmada pela assessoria da presidência do Santos. O clube prestou homenagem ao ex-jogador com uma postagem nas redes sociais.

Coutinho tinha diabetes, doença que levou à amputação de três dedos do pé esquerdo, e em janeiro foi internado em Santos com uma pneumonia. Antônio Wilson Honório nasceu em Piracicaba em 11 de junho de 1943. Ele estreou no Santos em 1958, quando tinha apenas 14 anos. Ele defendeu o time até 1967 e depois entre 1969 e 1970.

No Santos, formou o lendário ataque que Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Foi campeão paulista em 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967, venceu cinco vezes a Taça Brasil, de 1961 a 1965, depois reconhecida como Brasileiro, além das Libertadores e dos Mundiais de Clubes de 1962 e 1963. Com a Seleção, venceu a Copa do Mundo de 1962 no Chile.

 

Deliverance, o Amargo Pesadelo do Brasil, ante a família Bolsonaro

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Por Luis Nassif, no Jornal GGN

Se cercar vira hospício; se cobrir, vira circo. É impressionante o que o aventureirismo político produziu no país. É o desmonte institucional completo, com a presidência entregue a uma família desequilibrada e com requintes de depravação.

Parece uma cena de “Deliverance” – ou “Amargo Pesadelo” -, o filme que mostra os amigos que querem se aventurar em uma corredeira e acabam se deparando com uma família de interioranos, isolados da civilização, desequilibrados e violentos contra qualquer “estrangeiro”.

É a síntese do Brasil, depois da aventura inconsequente do impeachment, encontrando no final das corredeiras a família alucinada dos Bolsonaro. Durante anos se esconderam em suas bolhas de WhatsApp, da mesma maneira que os interioranos do filme. De repente, por conta da “refundação” do país, os lunáticos assumem o comando, e se vê todos os cidadãos urbanos cercados por vultos toscos, moralmente desequilibrados, violentos, com ligações nebulosas com o submundo.

E agora?

A quantidade de sandices cometidas há muito deixou de ser folclórica para se constituir em ameaça concreta aos interesses nacionais e à imagem do país no mundo. O país que se orgulhava de ter como representante um Fernando Henrique Cardoso e um Lula, agora é humilhado diretamente pela exposição grotesca de um presidente desajustado.

Nem se fale da pornografia distribuída pelo Twitter do presidente da República, valendo-se do álibi de criticar a “imoralidade” do carnaval brasileiro para dar vazão às suas taras. Não é apenas a desmoralização de um sujeito imoral, mas de todo o país que cometeu a loucura de elegê-lo presidente.

Logo depois, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reage contra uma crítica do Deutsche Welle – a BBC alemã – tratando os alemães como nazistas. O chanceler Ernesto Araújo, com pouco tempo à frente do Itamaraty, foi saudado como o pior Ministro das Relações Exteriores do mundo. E o colombiano Ricardo Vélez, Ministro da Educação, a exemplo de seu chefe, Jair, acusou todos os brasileiros de pilantras.

E não param de tuitar, de ofender, de atacar, de desmoralizar o país aos olhos do mundo. Eduardo, Carlos, Flávio, Jair, Salles, Vélez, e mais um enorme cordão de puxa-sacos, copiando suas truculências para ganhar cargo no governo.

Não se trata mais de inexperiência política, falta de verniz intelectual. São desajustados sociais.

Não adianta buscar consolo na suposta racionalidade de Paulo Guedes, Sérgio Moro ou General Augusto Heleno. Guedes jamais conseguiu comandar uma estrutura com mais de duas pessoas e se move exclusivamente por ideologia, sem a menor sensibilidade para as construções sociais, econômicas ou administrativas.

Moro é submisso, provinciano, de pouco brilho, apesar dos esforços ingentes de seus porta-vozes na mídia, de apresenta-lo como um Ministro com luz própria. O general Heleno, na opinião de uma pessoa que conversou longamente com ele, é um “fofo” – ou seja, sem nenhuma vocação para o comando ou para administrar conflitos.

Tudo fica preso à reforma da Previdência, conduzida por Onix Lorenzoni, um parlamentar medíocre, que parece sentir orgasmos ao ouvir a própria voz.

O poder não comporta o vácuo. O país está tão desmontado que a Lava Jato, depois de ajudar o Departamento de Justiça norte-americano a processar a Petrobras, fica com R$ 2,5 bilhões, praticamente tudo o que ela diz que recuperou para a Petrobras. E o vácuo de autoridades é tão grande que a PGR Raquel Dodge não se manifesta, a mídia finge não se tratar de um mega escândalo, Ministros boquirrotos do STF (Supremo Tribunal Federal) se calam.

Em suma, é uma terra de ninguém. Em algum momento, esse vácuo político será ocupado, sabe-se lá por quem. Mas dá para acompanhar online a historia e compreender porque o Brasil nunca conseguiu se tornar uma nação desenvolvida.

Excentricidades, mistérios e bizarrices: acordo da Petrobras mostra poder supremo da Lava Jato

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Mais de R$ 2,5 bilhões: esse é o valor que a Petrobras depositou há poucas semanas, em nome do MPF, numa conta corrente bancária de Curitiba/PR, em cumprimento ao “acordo” feito com autoridade financeira norte-americana. O montante não é pouca bobagem. Para o migalheiro ter um grau de comparação: é o equivalente a mais de 60% do orçamento de todo MPF brasileiro para o exercício financeiro deste ano, que será de R$ 4 bilhões.

Os R$ 2,5 bi correspondem a 80% das penalidades definidas no acordo da Petrobras com autoridades dos EUA, e isenta a estatal de pagá-las naquele país.

Em setembro do ano passado, quando o acordo foi anunciado pelas autoridades ianques, dizia-se que a destinação de 80% das multas, ou seja, US$ 682 milhões, iria aos meninos de Curitiba, a serem depositados pela Petrobras em um fundo especial e utilizados conforme instrumento que seria assinado com o MPF.

O que não se sabia, e agora ficou claro, é que o acordo com os EUA não previa a criação de fundo algum. O que se dizia é que o dinheiro era para o Brasil, a ser pago às autoridades brasileiras.

Vejamos os trechos do acordo, nos quais há a informação do pagamento:

That the Fraud Section and the Office will credit 80% of the criminal penalty against the amount the Company pays to Brazilian authorities, pursuant to their resolution.”

The Fraud Section and the Office agree to credit the remaining amount of the Total Criminal Penalty against the amount the Company pays to Brazil, up to 80 percent of the Total Criminal Penalty, equal to $682,560,000.

Não se sabia também, e agora deu pra entender, é que a ideia para que o dinheiro tivesse essa destinação, ou seja, fosse empregado pelo MPF de Curitiba foi do próprio MPF de Curitiba, como consta no documento.

Tal instrumento foi assinado no dia 23 de janeiro e homologado dois dias depois pela 13ª vara de Curitiba. Embora envolva a tão propagada “maior operação” do país, tem míseras 17 páginas, cujo texto traz uma série de excentricidades, mistérios e até bizarrices.

Na primeira linha do documento lemos a primeira invenção tupiniquim: “ACORDO DE ASSUNÇÃO DE COMPROMISSOS”. Quer dizer que a Petrobras deposita R$ 2,5 bi num “Acordo de Assunção”?

Vá um agente político fazer tal absurdo para ver quanto tempo demora para ir parar em Pinhais.

Isso para não falar que é um típico contrato de adesão, no qual a Petrobras adere ou…

Deus no céu e Lava Jato na terra

O referido “instrumento” deixa claro quem o criou: o MPF, “por intermédio dos Procuradores Regionais da República e Procuradores da República signatários, com designação para oficiar na Operação Lava Jato”.

A petroleira foi representada no acordo pela gerente executiva do Jurídico, Taisa Oliveira Maciel. Os integrantes do parquet que assinaram o termo: Deltan Martinazzo Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação no Paraná, Antonio Carlos Welter, Isabel Cristina Groba Vieira, Januário Paludo, Orlando Martello Junior, Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique Pozzobon, Júlio Carlos Motta Noronha, Jerusa Burmann Viecili, Paulo Roberto Galvão, Athayde Ribeiro Costa e Laura Tessler.

Resta saber onde está a portaria da PGR que delegou aos procuradores da força-tarefa a competência para celebrar o instrumento desse diapasão.

Algoz ou vítima?

Nos “Considerandos” do “acordo”, o item de nº 2 parte da premissa de que a Petrobras foi “vítima e diretamente lesada por ilícitos praticados em seu desfavor”. Todavia, o que o instrumento prevê é uma penalização à companhia pelos ilícitos ocorridos.

Tanto que, se a Petrobras não pagasse o valor estipulado no acordo com o MPF, 100% do montante acordado com as autoridades norte-americanas iria direto para o Tesouro do Tio Sam.

Ou seja, os EUA foram bonzinhos em autorizar que 80% ficasse no Brasil. Só que os ianques não disseram que só poderia ficar se fosse na mão de Dallagnol.

Mas há mais.

Vem aí a Fundação Lava Jato

Metade do valor depositado pela Petrobras (R$ 1.2 bilhões) será, segundo o MPF, destinado para “investimento social em projetos, iniciativas e desenvolvimento institucional de entidades e redes de entidades idôneas”. Novamente, frise-se, vá o agente político destinar dinheiro para “entidades idôneas” para ele ver quanto tempo demora para ter o MP no seu encalço. É o famoso faça o que eu digo, mas não o que eu faço.

Ainda no documento, saltam aos olhos os objetivos de tal investimento:

– Promoção da cidadania;

– Formação de lideranças;

– Aperfeiçoamento das práticas políticas;

– Promover a conscientização da população brasileira.

Curiosamente, as cartilhas dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40 foram profícuas em exaltar “a construção de uma constituição que una a vontade do povo com a autoridade de uma liderança”. A saber, a frase entre aspas é do maior facínora da história do mundo.

Enfim, o tal acordo prevê ainda a constituição de um fundo patrimonial que garantirá a “perenidade deste investimento social”.

Mas olhemos ainda a estrutura organizacional deste fundo, conforme as cláusulas do acordo, após uma longa lista de “missões” a serem contempladas (2.4.1.).

Diz-se que a sede será Curitiba.

Por quê?

Diz-se que o MPF e MP/PR têm assento em board.

Por quê?

Fato é que a própria constituição da fundação é inexplicável. Com efeito, o art. 129 da Constituição (“são funções institucionais do Ministério Público”) não prevê que o órgão fiscalizador do país crie uma fundação.

Aliás, ao Ministério Público complete justamente o dever de fiscalizar as fundações. Como, então, irá fiscalizar sua própria bilionária fundação? Ou, em bom latim, quis custodiet ipsos custodes?

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Como é que é?

Como se não bastasse de esdruxularia num contrato só, há ainda a cereja no bolo.

De fato, a cláusula 2.3.2. destina 50% do depósito (R$ 1.2 bi) para a satisfação de eventuais condenações ou acordos com acionistas que investiram no mercado acionário brasileiro (B3) e ajuizaram ação de reparação, inclusive arbitragens.

Espera aí: a Petrobras é vítima e o dinheiro é uma punição norte-americana, o que já parece estranho, mas vá lá. Agora, uma parte da punição se transforma num contingenciamento para pagar credores?

Ora, o dinheiro era para o Brasil, e o MPF da Lava Jato, nitidamente usando seu poder, inventou a história do fundo. Agora, 50% volta para a Petrobras? Segundo o acordo feito com os EUA, isso pode ser motivo de nova punição. Sim, pois o destino do dinheiro não era esse, e há previsão para o caso de descumprimento:

In the event that the Company does not pay to Brazil any part of the $682,560,000 in the timeframe specified in the agreement between Brazilian authorities and the Company, the Company will be required to pay that amount to the United States Treasury.”

Cereja do bolo

E aí que vem a cereja do bolo. Pelo “acordo”, a Petrobras, uma empresa privada, deve manter o MPF atualizado sobre os andamentos dos processos judiciais e arbitrais que esteja sofrendo. E, segundo os termos, a empresa não poderá se opor ao pedido de ingresso do MPF em tais processos.

Ou seja, o MPF anuncia que irá atuar em processos privados, mesmo sem ter partes incapazes. E mais, já informa que ingressará também nas arbitragens, ferindo de morte os princípios que balizam essa solução de conflitos.

E por que o MPF está tão interessado nos processos de indenização contra a Petrobras? Porque, leitor, segundo o “acordo”, depois de dois anos os juros dos 50% que ficaram contingenciados para pagar os demandantes serão direcionados à Fundação que eles adredemente criaram (2.5), e depois de cinco anos o saldo bancário destes 50% será integralmente enviado para a Fundação (2.5.1). Ou seja, o MPF é parte interessada. Financeiramente interessada.

PGR aí vamos nós

O acordo prevê que qualquer conflito ou dúvida deve ser dirimido na JF em Curitiba – “mais especificamente o juízo da homologação” – “com renúncia de qualquer outro por mais privilegiado que seja ou venha a ser”.

Em resumo, o acordo deixa explícito que a força-tarefa da Lava Jato, liderada pelo procurador Deltan Dallagnol, acabou ficando maior que a própria PGR.

E tanto é assim que já se anuncia que Deltan Martinazzo Dallagnol será nomeado Procurador-Geral da República tão logo termine o mandato de Raquel Dogde.

Saldo final

Um dos grandes causadores de rombo na Petrobras foi o diretor Paulo Roberto da Costa. Condenado a vários anos de prisão, ele fez acordo com o MPF e já está em casa. Devolveu menos de R$ 100 milhões que teria roubado.

Como se vê pelas cifras, Paulo Roberto da Costa é fichinha.

(Do site Migalhas)

Passeio bicolor em Santarém

POR GERSON NOGUEIRA

O confronto de ontem, em Santarém, expôs com clareza o fosso técnico existente entre o Papão, líder invicto e isolado, e o S. Francisco, dono de uma das piores campanhas do Parazão. Três jogadas aéreas deram ao Papão os gols necessários para se tranquilizar e tomar as rédeas da partida.

Não se pode nem dizer que a vitória se deveu a uma boa atuação, tamanha foi a quantidade de falhas exibidas pelo Leão tapajônico. Aliás, o passeio mencionado no título significa que a delegação passou um folguedo de fim de semana na bucólica e belíssima Santarém.

Com o time bem posicionado, arriscando pouco, o PSC teve tempo, vantagem no placar e espaço em campo para desenvolver um plano de jogo sem atropelos e determinar o ritmo das jogadas.

Nos minutos iniciais, o S. Francisco esboçou uma meia pressão, insistindo pelos lados, principalmente em cima do improvisado Fábio Alemão. Wendell, Boquinha e Alexandre apareceram bem, desferindo alguns chutes perigosos em direção à meta do goleiro Mota.

Acontece que as falhas primárias da defesa acabariam por sabotar o planejamento ofensivo do S. Francisco. Logo aos 15 minutos, Marcos Antonio levantou na área, Paulo Rangel tocou para o meio e Nicolas cabeceou para baixo, obrigando Labilá a fazer grande defesa. A bola foi no travessão e voltou para Vinícius Leite completar para as redes.

Não houve tempo nem para esboçar uma reação. Aos 23’, saiu o segundo gol, produto novamente da desarrumação da zaga santarena. Marcos Antonio bateu escanteio e encontrou Victor Oliveira livre de marcação. O zagueiro cabeceou forte, no meio do gol, fazendo 2 a 0.

Na tentativa de descontar, o S. Francisco adiantou as linhas e até desfrutou de domínio territorial, mas o esforço era inútil porque a troca de passes se revelava pouco objetiva, facilitando as ações de bloqueio do PSC.

Para a etapa final, Junior Amorim trocou Wendell por Jefferson Monte Alegre. O time se manteve no ataque, rondando a área com boa troca de passes, mas agredindo pouco. Sem referência na área, pois Rafael Paty era bem vigiado, as bolas aéreas acabavam controladas pela defesa.

Apesar de todo o esforço do S. Francisco, foi de Nicolas, aos 21 minutos, a primeira jogada mais aguda de ataque na etapa final. Pegou um rebote e disparou chute de fora da área. Labilá espalmou para escanteio.

João Brigatti trocou Paulo Rangel, pouco participativo, por Elielton. Depois, Leandro Lima substituiu Marcos Antonio. Junior Amorim botou Daniel Papa-Léguas no lugar de Paty, dando mais velocidade ao ataque.

A 15 minutos do fim, Brigatti substituiu Primão por William, alterando bastante a composição de meio-campo, mas sem alterar a postura estudada de ficar à espera de contra-ataques. Cruzamentos rasantes se repetiam na área do Papão, mas sem levar maior perigo.

Aos 34’, como não tinha muito trabalho lá atrás, Micael foi ao ataque e escorou de cabeça o escanteio cobrado por Leandro Lima, ampliando para 3 a 0. Foi mais uma chegada fulminante do PSC em bolas aéreas, sem marcação por parte da defesa azulina.

Daniel Papa-Léguas ainda disparou um chute cruzado aos 39’ na última tentativa de chegar ao gol. Atrás, porém, a defesa vivia momentos de desassossego, ameaçada nos contragolpes puxados por Elielton. O quarto gol só não saiu porque o PSC não forçou as jogadas.

Foi uma vitória tranquila do Papão, que praticamente sela a classificação às semifinais (embora sem posição definida). No jogo, Nicolas foi o melhor dos bicolores. No combalido S. Francisco, Alexandre foi a exceção.

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Independente avança e se consolida no grupo A2

A vitória sobre o Castanhal, obtida nos instantes finais do jogo, deu ao Independente boa vantagem na disputa pela classificação no grupo A2, a quatro pontos do Paragominas a três rodadas do fim desta fase.

Depois de atuações pouco destacadas pelo Galo, Tiago Mandií foi o herói da partida, assinalando os dois gols da vitória. O segundo foi um chute no ângulo direito da trave do Castanhal.

O Paragominas empatou em casa com o Bragantino, permitindo que o Galo ampliasse a vantagem na classificação. Terá que partir agora para um esforço de recuperação nas três partidas que restam.

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Preocupações com o futuro próximo

Baluarte do blog campeão, Miguel Ângelo Carvalho mandou comentário antes da rodada deste final de semana, chamando atenção para os perigos da Série C para a dupla Re-Pa, levando em conta o baixo nível técnico demonstrado no certame estadual.

“No único clássico disputado, o que vi não foi uma superioridade bicolor sobre o rival. O que não vi foi a presença do Clube do Remo em campo, fato este refletido no nervosismo explicável de seus atletas. Somados à falta de conjunto e à deficiência técnica de seus atletas, passaram ao torcedor do Paysandu uma falsa imagem de que o quadro alviceleste seja o bamba do Parazão, o que, na minha opinião, é um ledo engano”.
Sobre a Série C, Miguel mostra-se muito preocupado. “Acompanhando de perto os possíveis adversários dos paraenses no mata-mata da competição, isso projetando que pela camisa e tradição PSC e Remo se classifiquem para esta etapa, muito me preocupo com um adversário em particular: o Botafogo-PB, o Belo, que neste Nordestão não tem tomado conhecimento de seus mais tradicionais adversários”.
Miguel finaliza sugerindo que a Leão e Papão reforcem seus elencos, pois no cenário atual “fica difícil pensar em acesso à Série B em 2020”.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 11)