Força, Lula, força por milhões de guris como o seu Arthur!

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Por Fernando Brito

Não há o que se possa dizer aos pais e avós de uma criança que morre, de repente, por conta de uma meningite meningocócica bacteriana, uma doença que atinge, principalmente, a infância e a velhice, pessoas que, por alguma razão, sofrem uma baixa das defesas imunológicas, com o caso de Arthur, neto de Lula, aos sete anos.

O silêncio é a única companhia que se pode dar à dor.

Também não se deve reagir aos animais que, embora poucos, se abrutalharam ao ponto de fazer deboche e agressões com isso.

É tão pungente o episódio de sofrimento a que, outra vez, é submetido um homem a quem o povo brasileiro deve tanto que mesmo os monstros que habitam o nosso Judiciário não terão a coragem de repetir a monstruosidade que fizeram quando do sepultamento de seu irmão mais velho.

Lula sairá do cárcere por um dia, embora eu e todos tenhamos a certeza de que ele preferiria um milhão de dias encarcerado a sair por tão trágica razão.

É terrível, mas verdadeiro, que a força moral de um mártir se imponha também pela dor e pelo sofrimento que lhe recaem.

Muito duro pedir a ele, mas peço:

Força Lula, força por milhões de guris como este que se foi, que dependem de você para terem um país livre e justo.

É por eles, não por nós, que já tivemos a a felicidade de viver, lutar e sonhar.

Trivial variado do carnaval BozoWorld

“Sabiam que Guaidó o presifake ‘interino’ da Venezuela, veio ao Brasil foragido da justiça venezuelana, sem passaporte e bolsonaro o hospedou em hotel 5 estrelas, suite presidencial, com regalias de chefe de Estado (que ele não é) tudo usando verba publica?”. Cristina Andrade

“Gangue do Judiciário sádico e macabro se articula para arrumar um argumento atroz para impedir que Lula se despeça de Athur, neto de 7 anos que morreu de meningite. Da última vez, para impedir que se despedisse do irmão Vavá, apelaram até para a tragédia de Brumadinho”. Palmério Dória

“Carolina Lebbos, Sérgio Moro, a PF e o STF têm a obrigação de liberar imediatamente a ida de Lula para velar o corpo do neto. Não se pode admitir que repitam a canalhice do caso Vavá”. Guilherme Boulos

“Outra coisa: decidi instituir, seguindo um conselho de Chico Buarque, o Ministério do Vai Dar Merda. A cada decisão importante esse ministro será chamado e perguntado: ‘Vai dar merda?’. O ministro analisa o caso em profundidade e, se for dar merda ele me avisa: ‘vai dar merda!'”. José de Abreu, autoproclamado Presidente do Brasil

“Vão deixar o presidente Lula dar um beijo de despedida em seu neto, Arthur, menino de sete anos que morreu hoje de meningite? Vão aumentar o nível de ataque aos direitos e dignidade de Lula, mesmo em (mais) um momento de luto e sofrimento profundos? Podem apostar que sim.” William De Lucca

“A face do bolsonarismo e o ódio à ciência: o medo de uma pesquisadora e especialista na área de Segurança Pública como Ilona gerou uma mobilização contrária mais forte que os escândalos de corrupção e proximidade do clã com milícias. Tirem daí as conclusões que forem possíveis”. George Marques

Queiroz alegou que “gerenciava” salários em gabinete de Flávio Bolsonaro

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O motorista Fabrício Queiroz, que foi assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), quando o parlamentar era deputado estadual no Rio de Janeiro, se manifestou pela primeira vez ao Ministério Público sobre as suspeitas sobre o antigo gabinete de Flávio, informa o jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

Segundo o Estadão, Queiroz fez uma defesa por escrito, depois de ter recusado quatro convites para depor pessoalmente. No documento, o assessor conta que fazia o “gerenciamento financeiro” dos salários dos demais servidores da equipe de Flávio, mas negou ter se apropriado indevidamente de qualquer valor.

Queiroz afirmou ao MP, de acordo com o jornal, que o dinheiro recolhido por ele com os colegas era usado “para ampliar a rede de colaboradores que atuavam junto à base eleitoral do parlamentar fluminense”.

A investigação sobre o gabinete começou com um dado revelado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de que o ex-assessor movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta bancária no período de um ano, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

No documento ao MP, o ex-assessor alega ter feito este “gerenciamento” sem o conhecimento de Flávio Bolsonaro, porque acreditava estar agindo de forma lícita. Segundo o Estadão, Queiroz disse que “nunca reputou necessário expor” ao então deputado “a arquitetura interna do mecanismo que criou”.

As primeiras impressões

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POR GERSON NOGUEIRA

Márcio Fernandes foi apresentado, anteontem, botando logo a mão na massa. Acompanhou o treinamento do Remo ciente de que não tem tempo a perder e precisa otimizar os sete dias de folga até o próximo compromisso pelo Campeonato Estadual – no dia 7 de março, contra o Tapajós, em Santarém.

Deixou a impressão inicial de ser um profissional focado, com amplo conhecimento prático da realidade do futebol e dos negócios envolvendo o esporte em todo o país. Tem a cabeça voltada para o mercado do Sudeste,  deixando no ar que pensa em buscar reforços nos clubes paulistas.

Quanto ao relacionamento com seu antecessor, João Neto, que é o novo coordenador técnico do Remo, há dúvida se irá cultivar uma parceria como fez Givanildo Oliveira no ano passado, com excelentes resultados práticos para o Remo.

A situação mudou. Naquela ocasião, Neto ficou subordinado ao veterano treinador que acabava de chegar e a sintonia se estabeleceu pelo temperamento tranquilo do jovem profissional paraense. Agora, será o superior hierárquico e não se sabe como irá encarar a nova função.

Na primeira entrevista, Fernandes fez elogios protocolares ao ex-técnico, sem se estender muito. Disse ter visto o último jogo e, sutilmente, acabou criticando a má atuação, ao mencionar que o gramado ruim prejudicou o rendimento do time remista.

As dúvidas que se avolumam em relação ao novo comandante se concentram sobre sua capacidade de entender o campeonato estadual e se adaptar às suas particularidades. O inverno pesado é quase personagem da competição, influindo sobre desempenho de times e atletas.

Neto caiu porque não conseguiu colocar em prática em oito jogos as bases de seus conceitos teóricos. O sistema idealizou não teve tempo para maturar e se estabelecer, acabando por ruir nos jogos mais importantes, contra o Serra-ES pela Copa do Brasil e no clássico Re-Pa.

A propósito disso, o atacante Gustavo Ramos teve um posicionamento surpreendente fazendo elogios ao trabalho de Netão e lamentando que as pressões tenham interrompido o projeto. Entende que faltou paciência dos torcedores e da diretoria.

Ironicamente, a depender dos resultados imediatos, a paciência talvez seja ainda menor com Fernandes. Apesar de ter sido contratado para dirigir o time na Série C, ele terá seu trabalho rigorosamente avaliado e julgado no decorrer do Parazão.

A conferir.

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O que se passa com o futebol santareno?

A chegada de Tapajós e São Francisco à primeira divisão estadual na disputa da Segundinha abriu a expectativa de que Santarém iria reinar no Campeonato Estadual. Com três representantes – incluindo o São Raimundo –, a cidade se credenciava a ser a “capital do futebol” no Parazão 2019. Ledo engano.

Depois de disputada metade da fase classificatória, o trio santareno ostenta pífia campanha, ocupando as últimas posições nos dois grupos. São Francisco e São Raimundo são lanternas e o Tapajós vem em quarto lugar no grupo A2.

Com dois pontos ganhos até agora, o São Raimundo é o pior time do campeonato. Já trocou de técnico, substituindo Vladimir de Jesus por Everton Goiano, e fez novas aquisições para tentar estancar a queda. Em meio a isso, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Criciúma dentro de Santarém.

O mais grave é que tem apenas mais três jogos para tentar o milagre de fugir ao rebaixamento. Joga contra Bragantino, Castanhal e São Francisco, em casa, tentando tirar a diferença em relação ao Tapajós, penúltimo colocado na chave, com quatro pontos.

Em situação igualmente aflitiva, o Tapajós convive com o desmanche da equipe – dispensou oito atletas na quinta rodada – e a dificuldade para rearrumar a casa em pleno voo.

O São Francisco vive situação ligeiramente diferente. Ocupa a última colocação do grupo A1, com quatro pontos, mas está a apenas dois pontos do Castanhal, que está em 4º lugar, e três do Bragantino, 3º colocado. Por sorte, apenas o Remo sobra na chave e já está praticamente classificado.

A oscilação levou a diretoria a trocar o técnico Osvaldo Monte Alegre por Junior Amorim, mas os resultados continuam ruins. Os dois jogos em casa, contra PSC e Tapajós, constituem a esperança de uma reabilitação salvadora.

De maneira geral, os problemas vividos pelos times de Santarém têm muito a ver com a mudança de filosofia nas contratações. Antes, havia um investimento maciço em jogadores da região. Nos últimos dois anos, a importação de reforços é quase uma cópia do que a dupla Re-Pa faz há tempos, com resultados questionáveis.

Os péssimos resultados deste ano talvez induzam os dirigentes a refletirem sobre o que seus clubes estão fazendo com o futebol santareno.

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A risível patriotada boleira paulistana

Os programas esportivos nos canais a cabo (Fox, ESPN, Sportv), de cabo a rabo, passaram o dia ontem endeusando a fabulosa façanha corintiana da véspera, quando o time de Fábio Carille derrotou o Racing B na cobrança de penalidades. Cássio, que defendeu dois penais, virou instantaneamente o melhor do mundo. Brasiiill-iilll-iiilll…

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 01)