Atacante deixa o Papão alegando divergências com o técnico

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O pedido de desligamento do atacante Caion na semana do Re-Pa causou surpresa no Paissandu, pois o jogador era tido como titular – entrou de cara contra São Francisco e Bragantino e jogou por alguns minutos em Castanhal. O problema é que Caion avalia que seu rendimento em campo não estava sendo reconhecido pelo técnico João Brigatti.

A amigos, o jogador disse que decidiu sair por conta do relacionamento ruim com Brigatti. E desmentiu nota divulgada pela Assessoria do Papão: “A decisão foi tomada por mim. Estava insatisfeito com algumas atitudes da comissão. Saiu (na nota divulgada pelo PSC) que eu tive proposta para o exterior, mas não é o real motivo. Preferi vir para o Paissandu pela identificação que tinha pelo clube, por gostar de jogar aqui. Tanto que alguns jogadores que vinham para cá me pediram informações e eu dei as melhores possíveis. Acho que, de todos os jogadores, o mais empolgado era eu, já conhecia o clube”.

Segundo ele, apesar das boas atuações no começo do Parazão, não era valorizado pela comissão técnica. “A partir do momento que dou o máximo pelo time, com raça, vontade, fazer de tudo para ajudar e não ser reconhecido, dar o máximo e o comandante não dar o devido valor, acaba colocando outras pessoas no teu lugar, você fica chateado por não se sentir importante para o treinador. Não era o que queria, minha esposa estava vindo amanhã (quarta-feira) para Belém, já tinha pago três aluguéis, meu carro estava aqui, meu planejamento era ficar até o final da temporada”, acrescenta Caion.

A gota d’água pode ter sido no jogo contra o Bragantino. Ele não era cobrador oficial de pênaltis, mas pediu para bater a penalidade, a fim de homenagear a filha recém-nascida. Apesar de fazer o gol, recebeu um pito do treinador. Apesar de chateado com a situação, Caion afirma que continua a ter um carinho especial pelo Papão.

“Minha vontade era de ficar e ajudar o time. Sei o quanto podia, do quanto iria ajudar o clube, mas essas coisas aconteceram e já passei por coisa semelhante, não dá para ter paciência. Tenho propostas de fora do país, mas o motivo para sair não foi esse. Está todo mundo vindo me xingar, dizendo que eu tinha ido embora por causa de proposta. Eu tenho, sempre tive, mas o real motivo para sair não é proposta para fora”, reafirma.

Ao saber da insatisfação de Caion, o técnico João Brigatti mostrou-se surpreso, disse que não tem mágoas e comentou o episódio: “Conversamos, ele e eu, no início do campeonato, sobre o comportamento dele, que é disperso. É um bom garoto, mas é disperso nos treinos. Tenho amigos na Coreia que me disseram que ele não ficou lá por esse motivo. Falta intensidade nos treinos. Dessa maneira fica difícil. Na questão do pênalti, existem atletas pré-determinados para a cobrança. No dia do jogo, ele tomou a bola das mãos do Leandrinho (Lima) e cobrou. Na volta dele, depois que foi ver a filha, chamei perante o grupo e disse que não fizesse mais isso, que no Paissandu existiam regras, que ele passou a frente dos outros”.

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