Para alegrar a domingueira

DESENHOS-03

POR GERSON NOGUEIRA

O peso saiu dos ombros dos comandados de João Brigatti. A goleada e o bom jogo mostrado na estreia contra o São Francisco, quarta-feira, deixaram o grupo bicolor bem mais relaxado para o confronto deste domingo frente ao Bragantino, na Curuzu, às 10h.

A parte mais complicada da equação foi parcialmente resolvida na primeira partida. Sem definir um meia para organizar a movimentação do time, Brigatti atribuiu a missão a Alan Calbergue, cujo rendimento esteve bem acima do esperado.

Com desenvoltura, o jogador lembrou os bons momentos vividos no próprio Bragantino no Parazão 2018, quando liderava as ações e era ponto de equilíbrio na equipe montada por Artur Oliveira.

Sem a sombra de figurões que o PSC tinha no elenco da Série B, Alan procurou fazer sua parte, esbanjando resistência e velocidade. Foi ao ataque, marcou dois golaços e ainda encontrou tempo para dar combate nos lados do campo, ajudando os companheiros de marcação.

É improvável que saia do time se mantiver o nível da atuação de quarta-feira. A tendência é que evolua ainda mais com o natural entrosamento com os demais jogadores do setor – Johnny Douglas, Leandro Lima e Nicolas.

Aliás, Nicolas foi um dos poucos a serem contestados por parte da torcida, mas teve movimentação razoável, ajudando a aproximar o meio-campo do ataque e deu a assistência para o quarto gol, o 2º de Alan.

Na frente, Paulo Rangel é o homem de referência e Caion exibiu entendimento quase perfeito com Bruno Oliveira nos avanços pela direita. O único ponto em aberto é o centro da zaga, onde Micael e Vítor Oliveira cometeram deslizes, mas nada tão alarmante que não possa ser corrigido.

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A ideia simples que virou um grande achado

Atento ao sucesso popular da música “Jenifer”, o Marketing do Remo agiu rápido e lançou a promoção “O nome dela é…” concedendo 50% de desconto a torcedoras de nome Jenifer na compra de ingresso para o jogo Remo x Tapajós, domingo, 3 de fevereiro. A partida foi adiada do último dia 20 e marca a estreia do Leão diante de sua torcida em Belém.

A cangula pegou vento. Concebida na equipe do publicitário Junior Assayag, a ideia ganhou visibilidade nos portais de jornalismo esportivo e canais de TV a cabo, repercutiram de maneira muito positiva.

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Bola na Torre

O programa vai ao ar às 21h, na RBATV, comandado por Guilherme Guerreiro, com Giuseppe Tommaso e este escriba na bancada de debatedores. Em pauta, todas as informações e gols da rodada do Parazão. O programa dá espaço e premia a participação dos telespectadores.

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Copa América: última chance para Adenor

Em meio à pândega argumentação de que o Brasil caiu em grupo “equilibrado” na Copa América – quando vai encarar garapas, como Bolívia, Venezuela e Peru, nossos fregueses de carteirinha –, Tite se prepara para novo giro pelo Velho Mundo, onde irá observar Liverpool, Barcelona e PSG.

Talvez veja de novo Artur em ação no meio-de-campo do Barça depois de ter preferido Fred, Taison e outras bombas na Copa de 2018. A vantagem é que agora não há mais espaço para experiências sem pé nem cabeça.

Com a cabeça a prêmio pela pífia campanha em gramados russos, Adenor Bacci terá que fazer convocações mais coerentes a partir de agora, correndo ainda o risco de ficar sem Neymar para a disputa do torneio continental.

Bom de entrevista e mestre da autoajuda inútil, Tite ainda não mostrou no comando do escrete nenhuma inovação ou inventividade, apesar de contar com jogadores que estão entre os melhores do futebol mundial.

A Copa América talvez seja sua última oportunidade de retomar o controle da situação.

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Banco esfria a euforia corintiana

Em clima de euforia, banda de música e até certa provocação ao rival Palmeiras, a diretoria do Corinthians anunciou pomposamente a chegada de um patrocinador máster de peso. Firmou acordo com o Banco BMG, com o recebimento adiantado (e à vista) de R$ 30 milhões.

As cifras impressionaram, mas a alegria durou pouco. O banco revelou na sexta-feira que o patrocínio é bem mais modesto – de R$ 12 milhões. A história faz lembrar o velho ditado, nascido em Wall Street, segundo o qual não existe almoço grátis.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 27)

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