Amigo de Bolsonaro ganha emprego de R$ 50 mil na Petrobras

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicou Carlos Victor Guerra Nagem, seu “amigo particular”, como ele mesmo definiu, para a gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras. Após o anúncio, o presidente apagou uma publicação no Twitter na qual mostrava o currículo do indicado e afirmava que a “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”.

“A era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”, escreveu, às 23h16 de ontem. No entanto, a mensagem foi removida e substituída às 23h59, sem esse trecho.

Em nota, a Petrobras confirmou a indicação e afirmou que o nome ainda “será submetido aos procedimentos internos de governança corporativa”. Segundo a estatal, Nagem é graduado em Administração pela Escola Naval e há seis anos atua na área de Segurança Corporativa da Petrobras. “Apesar de brilhante currículo, setores da imprensa dizem que é apenas ‘amigo de Bolsonaro’”, disse o presidente, também no Twitter, para se defender das críticas recebidas.

O senador Humberto Costa (PT-PE) ironizou a atitude do presidente, também nas redes sociais. “A era dos apadrinhados chegou. Agora, vale tudo pelos amigos e parentes”, disse ele, que lembrou também da promoção do filho do vice-presidente, General Mourão.

“Agora é a vez de um grande amigo de Bolsonaro galgar um cargo de gerente na Petrobras”, publicou Bolsonaro. “Peço desculpas à grande parte da imprensa por não estar indicando inimigos”, acrescentou o presidente, que havia prometido nomeações técnicas.

O caso a que o senador se refere é o de Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice de Bolsonaro, nomeado assessor especial do presidente do Banco do Brasil. Com a nomeação, ele mais que triplicará seu salário, passando a ganhar R$ 36,3 mil por mês. A nova função equivale a um cargo nível executivo.

O governo federal também fez uma terceira nomeação de “amigo”. Alex Carreiro foi nomeado para gerir a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), após indicação de Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente da República, de quem é amigo pessoal. Ele foi empossado como presidente da entidade no último dia 3 e exonerado do cargo nessa quarta-feira (9).

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