Com venda para a Boeing, Embraer deve sumir do mercado

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Aviação comercial, alvo da “fusão”, respondeu por 58% dos lucros da Embraer em 2017

São Paulo – A fusão entre a Boeing e a Embraer, anunciada oficialmente na última segunda-feira (17), compromete a soberania nacional e coloca em risco a viabilidade a longo prazo da empresa brasileira, que deve perder espaço no mercado internacional. Segundo o Dieese, não se trata de uma fusão propriamente, já que os norte-americanos passam agora a deter 80% da nova empresa, e os brasileiros, 20%.

“Não se trata de uma fusão ou combinação de negócios; se trata de uma compra. E a gente não tem, de fato, elementos econômicos e técnicos que garantam a sobrevivência do que vai restar da Embraer”, afirmou a economista e técnica do Dieese Renata Belzunces ao Brasil de Fato.

acordo, avaliado em U$ 5,26 bilhões, prevê ainda que, após dez anos da dita parceria, a empresa norte-americana tem direito a adquirir os 20% restantes da nova empresa pertencentes à Embraer, quando a brasileira perderia por completo sua participação na gerência nos negócios.

joint-venture criada vai abranger o setor de aviação comercial da empresa brasileira, o mais lucrativo, enquanto permanece com a Embraer os segmentos de aviões de defesa aérea e aviação executiva. Segundo dados oficiais, a produção de aviões comerciais foi responsável por 58% dos lucros em 2017. A aviação executiva respondeu por 26% e o setor de defesa, 16%.

Em nota técnica, o Dieese também alerta que a “fusão” representa risco para o emprego, já que a nova empresa, sob controle da Boeing, poderá remanejar 100% dos trabalhadores das atividades da aviação comercial, ameaçando também postos de trabalho indiretos. Hoje a empresa conta com 16 mil empregos diretos, que contribuem para a dinamização da economia local da região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.

A preocupação com o emprego fez o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrar com ação, movida ainda em julho deste ano, para que as duas empresas garantam a manutenção dos postos de trabalhoapós a “fusão” e que a produção de aeronaves não seja transferida para o exterior. Por ora, Boeing e Embraer negaram os pedidos e a ação aguarda julgamento da Justiça.

“Se as duas estão dizendo que o negócio é bom, mas não garantem emprego, então, pro trabalhador, é óbvio que não é bom. É bom só para os acionistas. O clima de apreensão é muito grande”, afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Hebert Carlos.

O governo ainda tem 30 dias para aprovar ou não a dita “fusão” das empresas, mas tanto o atual presidente, Michel Temer (MDB), como o eleito, Jair Bolsonaro (PSL) demonstram que o negócio será validado. (Da Rede Brasil Atual) 

2 comentários em “Com venda para a Boeing, Embraer deve sumir do mercado

  1. BOSTOminions e Midiotas
    Vejam o que vcs fizeram ao derrubar a DILMA, colocar o TEMERvampiro e agora, ao eleger o BOSTObosta para presidir o país.
    Assim como EMBRAER e PETROBRAS, outras grandes empresas estatais irão desaparecer feito fumaça em um mercado voraz, sanguinário, ávido por destruir iniciativas nacionalistas (como no caso das duas gigantes brasileiras). Lembrem-se do que fez o FHCfdp, com a então poderosa VALE do RIO DOCE, hoje uma joão-ninguém no mercado da mineração de metais, se segurando apenas porque vende FERRO (essa ferrugem barata) aos chineses.
    No caso da EMBRAER, serão no mínimo 16 mil desempregados (80 mil pessoas, se considerarmos o padrão nacional de 5 pessoas/família), além da destruição completa de toda uma cadeia socio-econômica estruturada no Vale do Paraíba no PHODEROSO E FASCISTA ESTADO DE SÃO PAULO.

    ESTE É UM PAÍS QUE VAI PRA FRENTE,
    hohohohoho,
    de uma gente subservienteeeeeeee,
    hohohohoho,
    ESTE É UM PAÍS QUE VAI PRA FRENTE,
    com uma elite de grande valoooooor
    uma país sem fibra, sem nenhum valor,
    é o braZil do nosso horroooooooooooooor!

    TUDO ISSO A TROCO DE 5,6 Bi (!!!)

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  2. Assim como a venda da Vale marcou definitivamente o príncipe da privataria como uma das figuras mais abjetas de nossa história; essa venda da Embraer obriga os futuros registros históricos fazer referência ao mercenário temerário como um dos bandidos mais repulsivos que conhecemos nestas terras brasilis

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