Remo é destaque no ranking nacional de público nos estádios em 2018

Ranking do Globoesporte.com considerando a média de todos os jogos em todos os campeonatos das 60 equipes das três divisões principais do Campeonato Brasileiro 2018.

1º Flamengo – 37.549 (média-pagantes), R$ 33,9 milhões (renda bruta) 

2º Palmeiras – 32.006 (média-pagantes), R$ 79,5 milhões (renda bruta) 

3º Corinthians – 31.552 (pagantes), R$ 59,3 milhões

4º São Paulo – 29.565 (pagantes), R$ 30,1 milhões

5º Fortaleza – 23.931 (pagantes), R$ 9,8 milhões

6º Grêmio – 23.857 (pagantes), R$ 37.204.289,00

7º Internacional – 23.508 (pagantes), R$ 20.488.940,00

8º Cruzeiro – 23.046 (pagantes), R$ 30.455.241,00

9º Ceará – 18.544 (pagantes), R$ 9.884.247,00

10º Bahia – 16.857 (pagantes), R$ 12.887.493,00

11º Atlético-MG – 16.470 (pagantes), R$ 8.626.730,00

12º Vasco – 14.507 (pagantes), R$ 16.685.269,00

13º Fluminense – 13.846 (pagantes), R$ 14.641.662,00

14º Botafogo – 11.440 (pagantes), R$ 5.349.657,00

15º Remo – 11.276 (pagantes), R$ 4.859.675,00

Torcida - Carlos Filip

16º Santos – 11.231 (pagantes), R$ 10.768.193,00

17º Atlético-PR – 10.842 (pagantes), R$ 10.960.295

18º Sport – 9.438 (pagantes), R$ 4.622.165,00

19º Vitória – 8.780 (pagantes), R$ 3.469.965,00

20º Chapecoense – 8.660 (pagantes), R$ 7.186.535,00

21º CSA – 8.425 (pagantes), R$ 4.411.699,00

22º Goiás – 7.859 (pagantes), R$ 3.652.375,00

23º Paissandu – 7.376 (pagantes), R$ 5.263.660,00

24º Vila Nova – 6.713 (pagantes), R$ 2.582.930,00

25º Náutico – 6.194 (pagantes), R$ 3.245.800,00

Jogos de maior público na temporada 2018

FLAFLU02
Fluminense 0 x 2 Flamengo (Brasileirão) – 59.987
São Paulo 3 x 1 Corinthians (Brasileirão) – 58.624
Vasco 0 x 1 Botafogo (Carioca) – 58.135

Flamengo 2 x 0 Internacional (Brasileirão) – 55.283

Flamengo 2 x 0 Paraná (Brasileirão) – 54.526

Flamengo 0 x 0 Ponte Preta (Copa do Brasil) – 52.497

Ceará 0 x 3 Flamengo (Brasileirão) – 51.952

Flamengo 0 x 1 São Paulo (Brasileirão) – 51.777

Flamengo 2 x 0 Bahia (Brasileirão) – 50.141

Grêmio 0 x 0 Internacional (Brasileirão) – 48.035

Recurso dos incompetentes

DESENHOS-03

POR GERSON NOGUEIRA

O caso do lateral esquerdo Ernandes, do Goiás, acusado de falsificar documentação de identidade, apesar de ser mais comum do que se imagina num país ainda marcado por carências de registro, expõe o mau hábito nacional de conviver com a frustração dos resultados ruins em campo.

Antes de se transferir para o Goiás, o jogador defendeu o Ceará. Participou apenas de um jogo, mas isso encorajou o Sport a tentar subtrair três pontos do alvinegro cearense, quantidade suficiente para mudar a classificação final da Série A.

Diante disso, o Sport decidiu, como parte interessada, pleitear uma punição do Ceará, em absoluta e desavergonhada afronta ao bom senso. Se Ernandes cometeu ato de falsificação, visando algum tipo de benefício pessoal, obviamente isso não envolve o clube como parceiro de delito.

De mais a mais, a eventual condição de “gato” do atleta não representa na prática nenhum tipo de vantagem extra ao Goiás, que não acumulou pontos na Série B porque Ernandes é mais velho do que declara ser ou porque usa um nome diferente daquele que seria o original.

Todos sabem disso, inclusive o Sport e Ponte Preta, clube que levantou a denúncia inicialmente. Os tribunais esportivos tomaram decisões anteriormente isentando clubes em casos idênticos a esse. É certo que a questão não irá adiante, mas surpreende que agremiações tradicionais embarquem na aventura do “se colar, colou”.

Virou recurso fácil de times rebaixados a busca de artifícios jurídicos, substituindo as batalhas de campo pelas tramas do tapetão. É claro que o futebol perde com isso sempre que os resultados não são aceitos ou, pelo menos, são mal recebidos.

Mesmo que se aceite a tese de que a defesa (e o esperneio) é livre, não há discussão quanto à imagem de incompetência que cola naqueles que recorrem aos tribunais como meio de se livrar de rebaixamento ou apagar derrotas.

Defendo a tese de que, em situações do tipo, o reclamante deveria sofrer sanções pesadas caso não consiga provar a veracidade ou aplicabilidade das denúncias apresentadas. Efeito reverso necessário para inibir espertezas dessa natureza.

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Temporada de especulações no mercado da bola

Algumas especulações sobre contratação de jogadores são típicas desta época do ano, quando as notícias rareiam na mesma proporção que aumenta o esforço de agentes e empresários para conseguir bons contratos para seus representados.

Das raras informações confirmadas até agora, a possível transferência de Luan do Atlético-MG para o Corinthians. A proposta oficial dos corintianos gira em torno de R$ 13 milhões.

O valor, muito acima da média nacional, surpreende pelo nível apenas mediano do jogador, agravado pelo histórico de problemas físicos.

De toda sorte, negócios desse tipo tendem a se repetir num mercado em que o dinheiro até circula, mas é baixa a oferta de jogadores realmente interessantes. Afinal, os bons não ficam por aqui.

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Atlético decide Copa em meio a mudanças radicais

Na esteira da onda de modernização que varre o futebol do século XXI, voltado para faturamento e marketing pelo marketing, o Atlético Paranaense surge com um escudo (e uniforme) diferente do tradicional, pela simples razão de que não quer ser confundido com outros clubes brasileiros.

As mudanças começam pela grafia, com um toque até anacrônico, que remete ao português castiço. Passará a se chamar Athletico, como o Athletico Bilbao, da Espanha. A camisa perde a configuração rubro-negra, que tanto incomodava a atual diretoria do clube. O ponto mais radical está no escudo, que virou um conjunto de setas.

O exemplo que inspirou os atleticanos foi a repaginada pela qual passou a Juventus de Turim, cujo emblema foi radicalmente simplificado e hoje mais parece uma logomarca de banco ou operadora de telefonia. O belíssimo e centenário escudo foi impiedosamente extinto.

Todo o processo de reformulação visual do Atlético passou meio ao largo da opinião de sua torcida, mais ou menos como ocorre com os clubes europeus que têm proprietários e tomam decisões sem consultar sócios ou adeptos.

Tudo isso talvez seja atenuado pelo indiscutível progresso vivido pelo clube paranaense, cujas gestões mais recentes puseram as finanças em ordem, construíram uma arena sofisticada e mantiveram elencos qualificados.

Evidência óbvia disso é a presença do Atlético na decisão da Copa Sul-Americana. Pode se sagrar campeão continental hoje à noite, com os nossos conhecidos Bergson e Roni em campo.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 12)