General é a alternativa à “deficiência individual assombrosa” de Jair

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O colunista Janio de Freitas, em sua coluna publicada na Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (6), chama a atenção para uma frase, citada de passagem pelo vice eleito Hamilton Mourão, em palestra a empresários: “Estamos tentando criar um centro de governo”.

“Um centro de governo é um governo colegiado. Como ideia, muito atraente, para o mundo que testemunha e padece o impasse entre as insatisfatórias formas de governo. O regime brasileiro, no entanto, é presidencialista, com amplo poder administrativo e legislativo. Não sendo a ideia proveniente de uma consolidada concepção de governo, tem significados importantes sobre as circunstâncias atuais”, alerta.

A seguir, o colunista adverte que “esse colegiado, à imagem de um estado-maior, é uma alternativa a Jair Bolsonaro”, para, então, desfilar as preocupações que o despreparo para o cargo do presidente eleito causa a todos: “por ausência de conhecimentos gerais, por imaturidade mental, por suprir suas deficiências com a crença na força e na arma, pela interpretação primária das relações mundiais. Uma carência de qualificação, mínima embora, que disseminou no país preocupações de várias ordens e, no exterior, depreciação lastimosa do Brasil”, escreve.

Janio recorda ainda “a entrega a Paulo Guedes de plenos poderes sobre os planos e escolhas da área econômico-financeira, por confessado desconhecimento do assunto pelo eleito, mesmo no nível comum, antecipou a realidade previsível no futuro governo”.

Ainda em função do despreparo do presidente eleito, o jornalista lembra que “Bolsonaro só pode ser um presidente em parte. Parte ainda menor que a exercida pelos generais Médici e Figueiredo, cujos governos foram conduzidos pelo professor Leitão de Abreu, chefe do Gabinete Civil em ambos”.

Posto isto, ele alerta que “o centro de governo que projetam é uma forma de reduzir a corrosiva disputa de influência sobre um presidente. Às quais Bolsonaro, mais do que suscetível, precisa estar oferecido. E, acima de tudo, o centro de governo é um modo aceitável de proporcionar uma instância de decisões menos sujeitas, em princípio, aos riscos de deficiência individual assombrosa”, encerra.

Coaf rastreia movimentação de R$ 1,2 milhão por ex-assessor de filho de Bolsonaro

Do Congresso em Foco

Reportagem publicada nesta quinta-feira (6) no jornal Estadão revela que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) rastreou a movimentação bancária de R$ 1,2 milhão por Flávio José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a reportagem do jornalista Fábio Serapião, o órgão foi acionado pelo banco, que considerou a transação atípica. Relatório do Coaf cita que os valores são incompatíveis com o patrimônio, atividade econômica ou ocupação profissional e capacidade financeira do ex-assessor parlamentar. Fabrício é policial militar, motorista e era segurança do deputado. Ele foi exonerado em 15 de novembro deste ano.

O valor foi movimentado de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, e parte em espécie. Os dados foram incluídos em investigação do Ministério Público Federal que culminou na operação Furna da Onça, deflagrada no mês passado. A ação prendeu dez deputados estaduais do Rio de Janeiro. Os políticos são suspeitos de envolvimento no chamado “mensalinho” da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Flávio Bolsonaro e Fabrício não foram alvo da operação. Porém, o ex-assessor de Bolsonaro é citado em levantamento feito pelo Coaf a pedido do MPF de movimentações financeiras suspeitas envolvendo funcionários e ex-servidores da Alerj.

Segundo o relatório do Coaf, de R$ 1,2 milhão; R$ 320 foram saques, sendo que R$ 159 sacados em agência no próprio prédio doo legislativo estadual.

Ao Estadão, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro disse não saber nada sobre o assunto. O deputado estadual confirmou que Fabrício foi seu motorista e segurança por mais de dez anos e que não tem nenhuma “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-funcionário. Flávio disse ainda que o ex-assessor foi exonerado para tratar de sua passagem para a “inatividade”.

A evolução de Pikachu

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POR GERSON NOGUEIRA

Mais rápido do que se imaginava, o paraense Yago Pikachu está na rota internacional de contratações. A condição privilegiada em que se encontra deve-se, naturalmente, à excelente temporada vivida no cambaleante Vasco. Note-se: apesar dos maus passos do Almirante, Pikachu conseguiu se sair muito bem, fazendo gols (19 na temporada) e se credenciando como principal jogador do elenco.

Pikachu jogou tão bem em 2018 que rompeu até o estigma de jogador eternamente hesitante entre a lateral-direita e a posição de meia avançado. No período em que defendia o PSC, chegou a ser escalado por Lecheva na segunda linha pela direita, tendo Djalma como suporte mais recuado.

Apesar de qualidades para atuar ofensivamente, Pikachu relutava em deixar a ala direita, arriscando-se a críticas pelas dificuldades de marcação. No Vasco de Jorginho teve problemas justamente porque era escalado atrás e não rendia o suficiente para sustentar a titularidade.

Sob o comando de Zé Ricardo, Pikachu evoluiu bastante no ano passado, mas a perda do título estadual no começo de 2018 quebrou um pouco de sua ascensão. O resgate veio no Brasileiro, agora dirigido por Alberto Valentim, que soube dar ao arisco multiuso paraense a confiança necessária para jogar à vontade.

Pikachu passou então à condição de protagonista incontestável, a partir da artilharia e da utilidade que tem na equipe. A possibilidade de transferência para o exterior já era cogitada antes, mas se torna realidade agora com os interesses manifestados por Orlando City (último clube de Kaká), da Major League Soccer, nos Estados Unidos, e por clubes da China e do Japão.

Obviamente, na terra do sol nascente, Pikachu se sentiria ainda mais em casa, podendo adquirir poderes e recursos técnicos para evoluir ao estágio de Raichu. A conferir.

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Leão anuncia reforço sem o “peso” esperado

A contratação do paraguaio Echeverría (29 anos) não teve o impacto esperado pela diretoria do Remo, anteontem. O anúncio ocorreu durante o lançamento do repaginado programa ST Nação Azul. Foi a opção encontrada pela nova diretoria azulina, assolada por dificuldades financeiras herdadas de gestões anteriores.

Apontado como “reforço de peso”, Echeverría talvez não seja o jogador que o torcedor esperava. Com passagens por equipes nordestinas de porte médio, nunca chegou a se consolidar. Seu melhor momento foi pelo ABC-RN, onde jogou maior quantidade de vezes. Ainda assim, jamais foi visto como um ídolo.

É um meia-atacante que finaliza bem, mas faz poucos gols. Tem bom arremate de média e longa distância, mas não faz o papel de organizador. Está longe de ter o perfil de camisa 10 clássico que o Remo busca desde a saída de Eduardo Ramos.

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Tapajós ganha taça, mas corre risco no tapetão

O Tapajós, de forma surpreendente, suplantou o favorito São Francisco e levantou ontem à noite a taça da Segundinha, torneio de acesso ao Parazão 2019. Um empate em 1 a 1 garantiu a conquista tapajônica, no jogo realizado no estádio Barbalhão. No primeiro confronto, o Boto havia vencido por 1 a 0.

Apesar da festa de torcedores e jogadores, o Tapajós ainda pode ter a conquista (e o acesso) anulada por força de uma ação movida pela Tuna junto ao TJD da Federação Paraense de Futebol. Os tunantes denunciam uma suposta irregularidade envolvendo a inscrição do atleta Tiago Costa.

Mas, pelo resultado que realmente importa, dentro das quatro linhas, a equipe santarena é a legítima campeã da Segundinha paraense.

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Ranking da CBF expõe ano ruim do futebol paraense

Reflexo da temporada pouco produtiva do futebol paraense em competições nacionais, o Ranking Nacional de Clubes 2019 traz o Papão ainda bem posicionado, em 27º lugar, com 5.239 pontos. À frente de clubes tradicionais, como Santa Cruz , Juventude, Fortaleza e Náutico, os bicolores mantêm folgada diferença em relação ao maior rival.

Apesar de haver melhorado seu posicionamento, o Remo aparece em 54º lugar, 2.014 pontos. Caso cumpra boas campanhas na próxima temporada, o Leão tem chances de saltar várias posições porque as diferenças são relativamente pequenas em relação aos times que estão logo acima.

Além da dupla Re-Pa, merece destaque a classificação do São Raimundo, 93º colocado, com 721 pontos. O Independente aparece em 110º lugar, com 530 pontos. O Águia, que já foi o segundo paraense no ranking, despencou para 116ª posição, com 497 pontos. E o São Francisco pulou para o 121º posto, com 457 pontos.

No ranking das federações, importante na partilha de vagas em divisões como a Série D, a FPF caiu para o 12º lugar, com 9.558 pontos, 1.434 pontos atrás da federação alagoana, a 11ª, com 10.992 pontos.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 06)

Gritos de “Lula livre!” irritam tucano Dória em festa da revista IstoÉ

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O tucano João Agripino Dória, governador eleito de São Paulo, não gostou de ouvir dedicatórias a Lula de dois dos vencedores do prêmio “Brasileiros do Ano” da revista Istoé durante a festa de entrega, segunda-feira à noite, em São Paulo. A cerimônia de premiação teve como protagonista o ex-presidente Lula, citado e aplaudido várias vezes ao longo do evento.

Apesar de não ter sido premiado este ano – Lula ganhou o prêmio de Brasileiro da Década pela mesma revista, em 2010 –, o petista recebeu elogios e dedicatórias dos premiados, para ira de Dória, que recebeu a premiação.

O primeiro a homenagear o ex-presidente foi o escritor Geovani Martins, vencedor da categoria “Brasileiro do Ano na Cultura”. Em sua intervenção, o carioca revelou que um de seus maiores orgulhos é saber que Lula leu na prisão seu livro “Sol na Cabeça”.

“Eu sou muito agradecido pelo governo do Lula, sempre vou ser agradecido e gostaria que esse recado chegasse a ele”, disse, arrancando aplausos e gritos de “Lula livre!” da plateia.

Pouco tempo depois, foi a vez da atriz Jéssica Ellen, que recebeu o prêmio de “Brasileira do Ano na Televisão”. A jovem disse que se não fosse Lula ela talvez não estivesse naquele evento, mas “limpando o chão”. “Graças a Deus pude estudar e hoje estou tendo essa oportunidade”, revelou.

Dória, que ganhou o prêmio “Brasileiro do Ano em Política”, demonstrou irritação quando foi até o palco para receber o troféu. Depois de fazer alguns agradecimentos, o tucano pediu espaço para rebater as intervenções pró-Lula e decidiu subir o tom: “Tenho muito orgulho do juiz Sergio Moro e do ministro Barroso. Delegados e promotores públicos que colocaram o Lula na cadeia, onde deveria estar há muito tempo. Fui eleito duas vezes em S. Paulo e vou fazer de tudo para o país derrotar vocês petistas, esquerdistas e vigaristas”, disparou, com a retórica habitual que usa para impressionar eleitores de direita. A plateia, em resposta, gritou ainda mais alto “Lula livre!”.

Decacampeão, Palmeiras assume liderança do Ranking Nacional de Clubes

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A Diretoria de Competições da CBF (DCO) divulgou, nesta quarta-feira (5), o Ranking Nacional de Clubes (RNC) 2019. Após a mais recente atualização da relação, o Palmeiras assume a primeira colocação de forma isolada com 16.914 pontos somados.

A seguir vem o Cruzeiro (15.822), que, em 2018, dividia a primeira posição do ranking com o Palmeiras. O Grêmio (14.936) vem em terceiro lugar. Na sequência, fecham o Top 10 do país: Santos (14.682), o Corinthians (14.208), o Flamengo (13.850), o Atlético-MG (13.352), o Atlético-PR (11.380), o Internacional (10.902) e a Chapecoense (10.706), seguido pelo Botafogo, com 10.619, e São Paulo, com 10.508 pontos.

Além da relação de clubes apresentada no RNC, a CBF também compila o Ranking Nacional das Federações. Os documentos estão anexados ao final deste texto. Antes, confira abaixo os critérios adotados para a elaboração da lista, que elenca 228 clubes do futebol brasileiro.

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