Hora do tudo ou nada

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POR GERSON NOGUEIRA

Não há espaço para meio-termo ou meias vontades. O PSC tem hoje contra o Coritiba talvez a última oportunidade de partir para uma arrancada salvadora na Série B. Dos 18 pontos que tem a disputar, são necessários 13 para garantir permanência na competição.

Óbvio que a tarefa é das mais difíceis, visto que o time não demonstrou até agora força, ânimo e técnica para empreender uma reação. O que o torcedor espera é que em algum momento a velha gana vitoriosa volte a aparecer e o Papão consiga sair do buraco em que se meteu.

O adversário de hoje é, historicamente, um osso duro de roer. Nos confrontos diretos ao longo do tempo foram 11 vitórias do Coxa contra apenas três do PSC. O momento exige que os bicolores enfrentem esse retrospecto ruim e partam para obter um triunfo que pode reabrir as chances no campeonato.

Na 10ª colocação, ainda sonhando com o acesso, o Coritiba nem faz campanha excepcional. Ao contrário do Papão, o representante paranaense teve um mau começo e oscilou muito ao longo da disputa.

É superior ao PSC e vive momento menos conturbado, mas não é uma equipe imbatível. Longe disso. Terá mudança no meio-campo, com Giancarlo na vaga de Chiquinho. O ataque tem como referência o veterano Alexsandro, que passou por Palmeiras e Atlético-MG.

João Brigatti (foto) mantém a confiança numa reviravolta dentro do campeonato, apostando na repetição do time que teve desempenho razoável contra o Fortaleza na rodada passada. Nando Carandina, que volta de suspensão, deve ser o parceiro de Renato Augusto e Felipe Guedes na marcação.

Mesmo avaliando que o time sofre muitos gols – 42 até hoje –, a preocupação em fechar o meio é reflexo direto da insegurança que afeta a todos na Curuzu. O Coritiba joga com dois volantes e três atacantes, visivelmente disposto a arrancar uma vitória.

O Papão, que tem os mesmos objetivos, enche de marcadores a meia-cancha e perde a oportunidade de lançar um time leve e rápido para buscar superar a pesada defesa do Coxa.

A essa altura, excesso de zelo pode ser um desserviço à causa.

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Noite de derrotas no Leão

O Remo viveu anteontem, na quadra do ginásio Serra Freire, um episódio inusitado e triste. Era disputado um Re-Pa de basquete, válido pela categoria sub-12. No intervalo da partida, com placar favorável aos remistas (21 a 19), a quadra foi tomada por pais, mães e atletas do futsal sub-17 do próprio Remo para um treino não programado.

A invasão impediu o reinício do confronto de basquete e a arbitragem deu por encerrado o jogo, declarando o PSC vencedor. As pessoas responsáveis pela programação do basquete mirim tentaram dialogar, observando o lado das crianças impedidas de terminar a partida.

Nenhuma argumentação conseguiu dobrar a fúria de pais e atletas do futsal remista, empenhados em fazer valer um suposto acordo para treinar naquele horário. O problema é que as crianças não tinham culpa da falha de comunicação do próprio clube.

Treinaram o ano inteiro para jogar um playoff de cinco jogos e o primeiro não terminou, por impedimento de gente do próprio Remo! Pais das crianças prejudicadas procuraram as redações para denunciar o triste acontecimento, manifestando estranheza pela atitude dos invasores. Faltou educação, respeito e um mínimo de razoabilidade.

Do outro lado da história, pais de atletas do futsal sub-17 tentam explicar o incidente dizendo ter sido um protesto pacífico. Alegam que tentaram dialogar, justificando só dispor de dois dias para treinos na semana, das 19h30 às 21h. Não seria justo, na visão deles, perder o horário.

Fica óbvio que ninguém observou que as crianças do basquete nada tinham a ver com a lambança interna dos responsáveis pelo ginásio Serra Freire. E faltou alguém lembrar que jogo oficial é mais importante que treino.

Um dos pais, em mensagem ao blog, pede que as pessoas analisem e se coloquem em seu lugar: “Vocês gostariam quer seus filhos estivessem sendo prejudicados?”. É importante, porém, observar que o prejuízo maior, até porque irreversível, foi da garotada do basquete.

Em síntese: o Remo segue derrotando o próprio Remo.

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Direto do blog

“Autofagia: é a serpente comendo o próprio rabo. Sou remista histórico, de família orgulhosa das cores azulinas, de hastear bandeira a pleno mastro, de discutir com vizinhos etc. Até onde essa esbórnia vai dar?! Fora, detratores da gloriosa história do Clube de Periçá! Fora, Manoel Ribeiro ET caterva!”.

Fernando Pina, leonino indignado com a bagunça reinante no clube.

(Coluna publicada no Bola deste sábado, 27)

Um comentário em “Hora do tudo ou nada

  1. Incrível como o Clube do Remo está largado às traças. É preciso renovar e pensar o Clube a longo prazo. Toda diretoria tem atrasado o crescimento do Clube por ser imediatista. Tudo bem, entendo que toda diretoria tem como desafio montar um time competitivo, mas será que ninguém percebe que a competitividade tem muito a ver com a estrutura do Clube e o caixa? Da forma como o futebol vem sendo tratado ao longo dos anos, o caixa é cada dia mais fundamental para se ter um time porque não há investimento em atletas locais, e sim apostas em atletas importados, o que custa muito mais caro. E, sobre estrutura, o Clube, pelo investimento incrivelmente errado em atletas caros demais, sacrificou a construção de uma infra-estrutura mínima para a formação de atletas. Esse é o esforço necessário que as diretorias azulinas tendem a evitar ou pôr em segundo plano e é isso que significa pensar o Clube do Remo a longo prazo. O Mais Querido tem que começar a investir mais pesado e agora na formação de atletas porque precisa se tornar financeiramente sustentável, sem que a cada temporada aumente dívidas por incompetência e oportunismo dos dirigentes.

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