Lembranças da barbárie

Por André Forastieri, no Linkedin

Eu realmente queria que você soubesse a história de César e Maria Amélia Teles.

Era um jovem casal, vinte e poucos anos, e já com dois filhos pequenos, Janaína, 4, e Edson, 5 anos. Eram os anos mais difíceis da ditadura militar, que enfrentavam.

César era integrante do Partido Comunista Brasileiro. Cuidava da gráfica clandestina do partido.

O casal foi preso. Os dois foram torturados. Na frente das crianças.

Maria Amélia ouviu: “Seus filhos também estão sendo torturados. A esta hora, sua Janaína já está no caixãozinho.”

O líder da tortura foi o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Foi beneficiado pela Lei da Anistia. Morreu de velhice. É o herói de Bolsonaro e Mourão.

Quando eu leio depoimentos de mulheres, mães, declarando apoio a Bolsonaro, lembro de Maria Amélia.

Um comentário em “Lembranças da barbárie

  1. Muita gente realmente acha que estaria longe de sofrer tortura caso tornássemos a ter um regime de ditadura militar simplesmente porque são cristãos e de direita, o que adoram referir como “gente de bem”. Pior ainda, acham que a tortura a pessoas que não sejam “gente de bem”, isto é, cristãs e de direita, é algo como ter uma política de segurança nacional, o que é simplesmente ridículo, mas isso é tão verdade que defendem abertamente a posse de armas somente para toda “gente de bem”, excluindo petralhas, feminazis, quilombolas e índios, só para começar. Os idiotas querem mesmo formar um exército de ignorantes bem na nossa cara e acham de verdade que vamos só ficar olhando e não fazer nada? Erraram. Já estamos fazendo o bom combate a essa tropa de alienados, as mulheres a frente já tornaram Bolsonaro inelegível na prática. Na verdade, esses que se dizem “gente de bem”, que não passam de covardes que se sentem representados pela estupidez, que se sentem ofendidos quando alertados de que se comportam como fascistas, estavam apenas desorganizados a espera de uma liderança. Agora que acharam, ganharam a forma posterior à metamorfose e serão derrotados pelos que mais abominam: mulheres independentes, trabalhadores negros, ativistas LGBT e feministas e, pior ainda para eles, pela esquerda progressista. Ditadura, não. Tortura, nunca mais. Pelo avanço do humanismo.

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