STF aceita pressão de empresários e aprova terceirização irrestrita

Após cinco sessões, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por maioria, nesta quinta-feira (30), que a terceirização irrestrita é constitucional. Com o entendimento, fica validada para as empresas a terceirização de todas as atividades, incluindo a atividade-fim. Uma escola, por exemplo, poderá terceirizar até mesmo seus professores. Até a sanção da reforma trabalhista, em novembro do ano passado, a legislação só permitia a terceirização da atividade-meio. A nova lei passou a permitir a terceirização irrestrita, mas duas ações sobre o tema tramitavam no Supremo.

Votaram a favor da terceirização irrestrita os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux, relatores do caso, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Votaram contra a medida Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello.

Piores condições

Inúmeros estudos revelam que a terceirização proporciona piores condições de trabalho, salários menores e menos estabilidade. Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), por exemplo, revela que salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais. O mesmo estudo mostra ainda que terceirizados trabalham, em média, 3 horas a mais por semana do que contratados diretamente e que são os trabalhadores que mais sofrem acidentes de trabalho.

Galeria do rock

Dl06T4GX0AA1F2W

Bob Dylan lançou seu sexto álbum de estúdio “Highway 61 Revisited” há 53 anos, no dia 30 de agosto de 1965. O disco foi todo gravado na Columbia Studio A, Sétima Avenida, em Nova York. Trechinho da faixa-título: “Rodovia 61: Eu sempre estive nele; tinha as mesmas cidades de um cavalo, e os mesmos antepassados espirituais.. “.

Dl06T4KXgAACpMj

 

Luto na Globo sem Corinthians e Flamengo na Libertadores

galvao-bueno-30082018125020361

Por Cosme Rímoli

Em 2013, o Corinthians caiu nas oitavas, diante do Boca Júniors.

O Flamengo não estava classificado.

2014, o Corinthians não alcança vaga para a competição.

O Flamengo é eliminado na fase de grupos.

2015, Corinthians cai nas oitavas.

Diante do Guarani paraguaio.

Flamengo nem se classifica.

2016, Flamengo outra vez fora.

Corinthians desclassificado nas oitavas.

Pelo Nacional do Uruguai.

2017.

Flamengo fora na fase de grupos.

Corinthians não se classifica.

2018.

Corinthians eliminado pelo Colo Colo.

Flamengo também cai nas oitavas.

Para o Cruzeiro.

Há seis anos, a mesma história.

Para desgraça da tevê Globo, os clubes mais populares do país e que têm maior intimidade com a dona do monopólio do futebol no Brasil, caem. Fracassam. Não vão além das oitavas na Libertadores.

O que é terrível para patrocinadores.

Para a audiência.

galvao-bueno-30082018125928778

A ligação é umbilical. Desde que o demitido diretor de Esportes Marcelo Campos Pinto, costurou a implosão do Clube dos 13, com Andrés Sanchez e com Kléber Leite, Corinthians e Flamengo passaram a ter privilégios. Mais dinheiro e maior número de jogos exibidos, para agradarem seus patrocinadores. E revolta dos rivais.

Não foi por acaso que Galvão Bueno estava ontem no Itaquerão narrando Corintians e Colo Colo. O clube paulista era a esperança de pontos no Ibope, já que havia a certeza que o Flamengo não reverteria a desvantagem de 2 a 0 para o Cruzeiro.

flamengo-30082018130153647

O principal narrador da Globo torceu e gritou como um profissional do Esporte Interativo. Seu desespero diante da incompetência do Corinthians em tirar o limitado Colo Colo e seguir na Libertadores era de dar pena.

Aos 68 anos, sua voz não alcança mais os graves que precisa nos gols. Mas ele se esgoelou, suou. Fez o que pôde para tentar carregar o Corinthians para as quartas da Libertadores.

Depois do fracasso consumado, descontou seu ódio em Andrés Sanchez, que não priorizou a Libertadores, principal competição para a Globo em 2018, depois do fracasso do Brasil na Copa do Mundo.

A raiva do narrador, voz oficial da emissora, não era por acaso.

Galvão já sonhava com o melhor dos mundos.

Corinthians e Palmeiras disputando uma vaga para as semifinais do torneio.

Só que não acontecerá o duelo pelo fracasso corintiano.

O time de Felipão joga sua sorte hoje na sua arena, com a vantagem de 2 a 0, diante do Cerro.

Mas o Palmeiras não é ‘queridinho’ da Globo.

Nunca foi.

Tanto ficava esquecido nas transmissões, que seus conselheiros pressionaram os dirigentes para assinar contrato de cinco anos com o Esporte Interativo, de 2019 a 2024, quando  não sabiam que o canal será extinto pela AT&t no dia 25 de setembro.

Grêmio, Cruzeiro são dois clubes importantes fortíssimos, mas de torcidas regionais para a Globo.

Os gritos de Galvão Bueno, em 2017, que o “Grêmio é Brasil na Libertadores”, não convenceram nem o pipoqueiro da arena gremista. Para paulistas e cariocas, donos dos principais mercados da Globo, o time gaúcho não desperta atenção. Nem quando o Atlético Mineiro foi campeão, em 2013.

Diante do fracasso na Libertadores, a Globo vai apelar para a Copa do Brasil. E tentar fazer o maior estardalhaço possível na semifinal entre os amados Corinthians e Flamengo. É o que resta em termos de mercados paulistas e cariocas.

O São Paulo na liderança do Brasileiro também não é atraente.

Nos últimos dez anos, a audiência do futebol na tevê aberta já caiu 22 pontos.

Os patrocinadores estão cada vez menos interessados. Volkswagen, Coca Cola, Johnson & Johnson, Sadia, Casas Bahia, Magazine Luíza, desistiram do futebol nacional.

Em 2018, a emissora decidiu separar a Copa do restante do futebol. Banco Itaú, Brahma, BRF, Coca-Cola, Johnson & Johnson e Vivo apostaram na fracassada Seleção de Tite. Amarraram suas marcas em um time derrotado, decepcionante. Péssimo marketing. Ainda mais em tempos de crise.

Por isso, diante da eliminação diante da Bélgica, o amargo na voz de Galvão Bueno chegou perto do insuportável. A Seleção de Tite foi um desastre para o marketing de empresas que se reaproximavam do futebol da Globo.

Banco Itaú, Brahma, Chevrolet, Hypermarcas, Unilever e Vivo seguem no futebol nacional. E é por elas que Galvão transpirava de ódio com a eliminação precoce do Corinthians. Assim como mostrou sua tensão na vitória do Cruzeiro por 2 a 0 sobre o Flamengo, em pleno Maracanã, no dia 8 de agosto.

Agora é respirar fundo.

E seguir com o inimigo Palmeiras e com os regionais Cruzeiro e Grêmio na Libertadores. O insoso São Paulo no Brasileiro.

A saída está em apostar todas as fichas na semifinal do Brasileiro. Transformar Flamengo e Corinthians em jogos épícos, inesquecíveis.

Até porque já é hora de buscar patrocinadores para 2019. Em plena recessão.

Com o futebol brasileiro só acumulando decepções. A saída dos queridinhos Flamengo e Corinthians foi trágica.

Golpe duro demais para a Globo. Basta prestar atenção na voz embargada de Galvão Bueno…

TSE vai atropelar a Constituição para tirar Lula da TV?

laertepresopol

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Amanhã, começará outro circo de horrores do direito brasileiro.

Não se vai discutir apenas o direito de Lula ser candidato, vedação absurda que jamais foi aplicada a quem tem recurso contra condenação tramitando e que, portanto, está protegido dos efeitos da Lei da Ficha Limpa, que reconhece a exclusão de sua aplicação nestas situações.

Vai-se, por incrível que pareça, discutir se Lula pode aparecer nos programas de sua candidatura ou de quem vier a substituí-lo, sob a alegação de que o ex-presidente tem seus direitos políticos suspensos.

Não não tem, porque o artigo 15 da Constituição diz  que perda ou suspensão de direitos políticos, só se dará em caso de condenação criminal transitada em julgado.

A condenação de Sérgio Moro e dos três cidadãos do TRF-4 não transitou em julgado, é evidente. Mas a senhora Raquel Dodge se manifesta ao TSE não apenas contra a candidatura de Lula, mas contra sua simples aparição no horário eleitoral.

É simples: Lula não pode ser visto ou ouvido. Ele não existe. Ou melhor, não tem o direito de existir perante o povo brasileiro.

É a restauração política da pena de banimento de cidadãos, praticada pela ditadura. Em tempos normais, seria impensável que isto tivesse sido proposto, mais ainda que pudesse vir a ser aprovado.

Mas nossos tempos são anormais e nossos juízes apenas joguetes dos interesses dominantes.

Um jab certeiro no pseudo feminismo conformista

40389457_10213077756965107_9123246805767684096_n

Por Sheila Grecco, no Facebook

Quer dizer então que:

1) uma pessoa que se veste como professorinha Helena da década de 50 pra transmitir “seriedade”;
2) uma pessoa que acha que uma emissora que é uma concessão pública não deve satisfação alguma à sociedade;
3) uma pessoa que ganha menos que seu colega de bancada pra fazer o mesmo circo jornalístico e ainda o defende, assumindo totalmente o discurso do opressor,

Essa pessoa lacrou e emparedou o Bozo, então? É ícone feminista? Ai, meus sais, cês vão tudo tomar no meio do olho do koo. Apenas.

É um insulto ler essas merdas e escritas por mulheres ainda. 🙈🙈🙈🙈

Que tiro. Disse tuuudooo…

Inchaço de clubes do Norte e Nordeste pode forçar mudanças na Série C

remo1x0psc-8

A Série C 2019 terá um inchaço de times do Norte e Nordeste, tornando obrigatória uma modificação no critério geográfico de divisão de grupos na competição. A chave A conta atualmente com 11 equipes (9 nordestinos e dois nortistas), pois três clubes nordestinos conquistaram o acesso na Série D e estão confirmados em 2019: Treze (PB), Imperatriz (MA) e Ferroviário (CE).

Além disso, a chave A poderá receber equipes rebaixadas da Série B. Atualmente, Paysandu e Sampaio Correa (MA) estão na zona de rebaixamento – e o CRB (AL) está fora graças ao saldo de gols.

Segundo o Estatuto do Torcedor, a fórmula de disputa de uma competição deve ser mantida, no mínimo, por dois anos. O regulamento atual da Série C é o mesmo desde 2012, o que permite sua o que permite sua alteração para 2019.

O formato mais adequado aos interesses dos clubes seria o de turno e returno, como ocorre nas Séries A e B. A CBF alega não ter recursos para bancar a competição, mas uma parceria com a TV poderia viabilizar o projeto.

Outra possibilidade é a volta ao antigo formato, com quatro grupos iniciais de cinco times, que reduz a quantidade de jogos e aumenta os riscos de prejuízos para os clubes.

Equipes classificadas:

ABC-RN

Atlético-AC

Botafogo-PB

Confiança-SE

Ferroviário-CE

Globo-RN

Imperatriz-MA

Luverdense-MT

Náutico-PE

Remo

Santa Cruz-PE

São José-RS

Tombense-MG

Treze-PB

Volta Redonda-RJ

Ypiranga-RS