Atacante quer ajudar Papão a desencantar contra o Juventude

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A Curuzu será o palco do duelo entre Paissandu e Juventude, que ocorre na próxima sexta-feira (31), às 19h15, pela 24ª rodada da Série B. Além do mando de campo, o Papão terá outro trunfo para o confronto: trata-se do atacante Hugo Almeida, velho conhecido da equipe gaúcha.

Almeida defendeu as cores do Juventude em 2016. Por lá, o atacante construiu uma bela história. Ele atuou em 17 partidas e marcou oito gols na Série C daquele ano, um deles foi o tento responsável por garantir o acesso jaconero diante do Fortaleza. Após o 0 a 0 no Rio Grande do Sul, o jogador balançou as redes no empate em 1 a 1 no Castelão, que selou a vaga do Juve na Série B graças ao saldo de gols.

Segundo Hugo Almeida, o respeito pelo Juventude é muito grande, mas hoje ele está totalmente focado em ajudar o Papão. ”Fui muito feliz no Juventude. Naquele ano conseguimos o acesso para a Série B e chegamos às quartas de final da Copa do Brasil. Meu respeito pelo clube é enorme, mas hoje defendo as cores do Paysandu e é por essa camisa que vou lutar. Espero poder ajudar a minha equipe a conquistar mais uma vitória em nossa casa”, disse o jogador, que chegou a Belém em julho, após defender as cores do Ittihad Tanger, onde foi campeão marroquino.

Apesar da bonita história construída com a camisa do Juventude, Hugo Almeida também sabe fazer gols no time alviverde. Pela Série C de 2015, quando vestia as cores da Portuguesa, o jogador deixou a sua marca nas duas vezes em que enfrentou o time gaúcho. Até por isso, ele espera fazer valer a fama de ”carrasco jaconero” para anotar o seu primeiro gol com a camisa bicolor.

“Fico feliz com esse meu retrospecto positivo diante do Juventude. Isso me traz ainda mais confiança para realizar uma boa partida e buscar o meu primeiro gol pelo Paysandu”, afirmou o atacante, campeão da Série B em 2017 pelo América Mineiro. Hugo Almeida passou em branco nos dois primeiros jogos com a camisa alviceleste, com atuações discretas.

A despedida de uma lenda: ‘Obi-wan’ Ginóbili anuncia aposentadoria

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Manu Ginóbili não vai mais jogar basquete profissionalmente. Lenda da NBA e estrela do San Antonio Spurs, o jogador argentino anunciou nesta segunda-feira a sua aposentadoria. “Hoje, com uma ampla gama de sentimentos, estou anunciando minha aposentadoria do basquete. GRATIDÃO IMENSA por todos (familiares, amigos, companheiros de equipe, treinadores, funcionários, torcedores) envolvidos em minha vida nos últimos 23 anos. Tem sido uma jornada fabulosa. Muito além dos meus sonhos mais loucos”, escreveu em sua conta oficial no Twitter.

Ginóbili é o jogador sul-americano com maior sucesso no basquete. Em 16 temporadas com os Spurs, o argentino venceu quatro títulos e é dono do maior aproveitamento da história NBA entre jogadores que participaram de pelo menos mil partidas: 72,1% (762 vitórias e 295 derrotas).

57ª escolha do draft de 1999, ele esteve em quadra em 1.057 jogos. Durante sua carreira, Ginobili tem médias de 13.3 pontos, 3.5 rebotes e 1.32 roubos de bola. Ele é o jogador com mais bola de três (1,495) e roubos (1.392) da história dos Spurs. É o terceiro em número de partidas disputadas, quarto em assistências (3.380) e quinto em pontos marcados (14.043).

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Ginóbili foi escolhido para o terceiro time All-NBA em 2008 e 2011 (o único sul-americano a ser lembrado para as ‘seleções da liga). Também foi All-Star em 2005 e 2011. Em 2008, o argentino foi escolhido o Sexto Homem da temporada.

O argentino é um de sete jogadores na história da NBA que passaram todas suas carreiras com apenas uma franquia (Kobe Bryant, Tim Duncan, John Havlicek, Reggie Miller, Dirk Nowitzki e John Stockton são os outros).

Antes de chegar nos Spurs, em 2002, Ginobili jogou profissionalmente na Argentina e na Itália. Ele foi MVP da EuroLiga em 2001, quando liderou o Virtus Bologna ao título.

A carreira do argentino também ficou marcada por tudo que ele fez com sua seleção. Ginóbili vestiu a camisa da Argentina entre 1998 e 2016. Foi medalha de ouro na Olimpíada de 2004, prata no Mundial de 2002 e bronze na Olimpíada de 2008. Ele é um de dois jogadores na história do basquete com título da EuroLiga, ouro olímpico e título da NBA.

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Os ‘cabos judiciais’ e a campanha suja

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O Estadão mancheteia acusações velhas contra Fernando Haddad.

É a mobilização da nova versão dos velhos ‘cabos eleitorais’, agora judiciais.

O MP “move uma ação” contra ele, embora não se diga em que Haddad teria beneficiado uma empreiteira para receber dela o benefício de lhe pagarem gráficas de campanha, se ele próprio, na Prefeitura, afastou a empresa de contratos públicos firmados pelo antecessor, Gilberto Kassab, para construção de um túnel denominado “Roberto Marinho”.

O tema é do ano passado, mas foi devidamente “ressuscitado”, por razões óbvias e nenhuma prova, senão delações de um sujeito – Ricardo Pessoa, da UTC –  posto a mofar na cadeia de Moro até dizer o que queriam ouvir.

Do resto, encarrega-se a mídia, como você vê no espaço dado na capa do Estão à denúncia, formal e tempestiva, do caso envolvendo Roberto Jefferson, aliado de primeiríssima linha de Geraldo Alckmin.

É evidente que muita coisa prosperará no Judiciário, que em boa parte virou uma máquina partidária, tanto quanto na mídia.

Que tem como candidato um personagem que não podia ser mais distante do respeito ao Estado de Direito e às leis. Que promete balas a granel e recomenda às crianças que aprendam a atirar.

E que se presta a campanhas ridículas como esta de criminalizar os tais “influenciadores digitais” com base numa denúncia onde sequer se fala em dinheiro para promover candidaturas.

Quem andava de robôs, fake news e armações digitais – e às centenas – era o outro lado, mas aqueles, claro, eram só “no amor”.

Não creia, por um minuto, que se trata das funções constitucionais do MP. É campanha, pra valer, com o uso, esta sim, de “influenciadores judiciais”, estes sim pagos – e regiamente – com dinheiro público. (Do Tijolaço)