Bate-papo no boteco virtual – Londrina x PSC

Campeonato Brasileiro da Série B 2018 – 21ª rodada

Londrina x Paissandu – estádio do Café, em Londrina (PR), 19h15

Na Rádio Clube, Claudio Guimarães narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens – Giuseppe Tommaso, Dinho Menezes. 

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FICHA TÉCNICA: LONDRINA x PAYSANDU

Local: Estádio do Café, em Londrina (PR)

Data: 17 de agosto de 2018, sexta-feira

Horário: 19h15 (de Brasília)

Árbitro: Vinicius Furlan (SP)

Assistentes: Herman Brumel Vani (SP) e Vitor Carmona Metestaine (SP)

LONDRINA: Vagner; Matheuzinho, Luizão, Lucas Costa e Victor Luiz (Sávio); João Paulo, Jardel (Moisés) e Dudu (Higor Leite); Dagoberto, Paulinho Moccelin e Thiago Ribeiro. Técnico: Roberto Fonseca

PAYSANDU: Renan Rocha; Guilherme Teixeira, Perema e Fernando Timbó; Maicon Silva, Renato Augusto, Nando Carandina e Guilherme Santos; Thomaz, Pedro Carmona e Mike. Técnico: Guilherme Alves.

Lombardi ganha R$ 227 mil em ação judicial contra o PSC

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O Paissandu sofreu uma derrota judicial nesta sexta-feira (17) na ação movida pelo zagueiro Fernando Lombardi, ex-atleta do clube. Ele teve seu pedido acatado pelo juiz Raimundo Itamar de Lemos Fernandes Junior, da 16ª Vara do Trabalho. Com isso, o PSC terá que pagar a quantia de R$ 227.891,47 ao zagueiro, que passou pelo clube entre os anos de 2015 e 2017. Cabe recurso.

Após 100 anos, Seleção convoca jogador nascido fora do Brasil

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Uma das grandes surpresas na convocação de Tite para a seleção brasileira, anunciada nesta sexta-feira, foi a presença de Andreas Pereira, meia que atua no Manchester United. Ele, porém, não é nascido no Brasil, algo que não acontecia no time principal brasileiro desde a década de 1920. Andreas, atualmente com 22 anos, é filho de brasileiros, mas nasceu na cidade de Duffel, na Bélgica, já que na época seu pai, Marcos Pereira, atuava pelo Mechelen.

Ele é tido como uma promessa desde muito novo e, com nove anos, já treinava no PSV, da Holanda. Por causa disso, passou a ser convocado para as seleções de base da Bélgica, defendendo as equipes sub-15, sub-16 e sub-17.

Em 2014, porém, quando foi contratado pelo Manchester United, passou a chamar atenção da CBF e decidiu trocar de seleção, passando a defender o Brasil desde a categoria sub-20. A convocação desta sexta foi a sua primeira para a equipe principal.

Apesar de um não-brasileiro de nascença defender a seleção parecer estranho para nós, essa não é a primeira vez que isso acontece. Isso porque no início do século XX, atletas como Sidney Pullen (nascido na Inglaterra), Casemiro Amaral (nascido em Portugal) e Francisco Police (nascido na Itália), também defenderam o Brasil em pelo menos uma oportunidade entre as décadas de 1910 e 1920.

Além deles, alguns outros jogadores também atuaram pelo Brasil nas categorias de base, caso do atacante Marcelo Moreno, nascido na Bolívia e que atualmente defende seu país e também de Gabriel Kazu, garoto atualmente na base do Flamengo que é constantemente convocado para a seleção sub-20. Ele nasceu no Japão.

NOVIDADES NA CONVOCAÇÃO

O técnico Tite divulgou a primeira convocação da seleção brasileira no projeto para a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Os primeiros compromissos serão contra Estados Unidos e El Salvador, nos dias 7 e 11 de setembro. Da lista da Copa do Mundo da Rússia, 10 nomes não se repetiram. Como levou 24 jogadores, Tite convocou 11 novidades.

Antes da divulgação da lista, Edu Gaspar informou que o planejamento para 2022 conta com três fases, que mudarão as características da convocação. Nesta primeira, de curto prazo (até o final de janeiro), será de mais testes na equipe. No médio prazo, que vai até o final da Copa América, as convocações serão de menos observações.

Sobre a polêmica das convocações de jogadores de times que estão nas semifinais da Copa do Brasil, Tite anunciou que convocaria no máximo um jogador por time envolvido na disputa. Corinthians, Flamengo e Cruzeiro tiveram convocados, sendo apenas o Palmeiras a ficar de fora da lista.

Goleiros: Alisson (Liverpool), Hugo (Flamengo), Neto (Valencia)

Laterais: Filipe Luís (Atlético de Madrid), Alex Sandro (Juventus), Fagner (Corinthians) e Fabinho (Liverpool)

Zagueiros: Dedé (Cruzeiro), Felipe (Porto), Marquinhos (Paris Saint-Germain) e Thiago Silva (Paris Saint-Germain)

Meio-campistas: Andreas Pereira (Manchester United), Arthur (Barcelona), Casemiro (Real Madrid), Fred (Manchester United), Lucas Paquetá (Flamengo), Coutinho (Barcelona) e Renato Augusto (Beijing Guoan).

Atacantes: Douglas Costa (Juventus), Everton (Grêmio), Roberto Firmino (Liverpool), Neymar (Paris Saint-Germain), Pedro (Fluminense) e Willian (Chelsea)

(Da ESPN)

ONU diz que Brasil deve respeitar o direito de Lula ser candidato

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O Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou nesta sexta-feira (17) que o Estado Brasileiro “tome todas as medidas necessárias” para garantir os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato, incluindo o acesso à imprensa.

A decisão decorre de um pedido da defesa do ex-presidente que foi apresentada pelo advogado inglês Geoffrey Robertson, e determina que a candidatura de Lula não deve sofrer impedimentos “até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final”.

O ofício, assinado pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU,  reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da entidade e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.

“Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha”, diz em nota a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins. (Do Sul21)

Conceito minimalista transforma logo da Pepsi

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Na Colômbia, a Pepsi criou uma campanha de conceito bem minimalista para a linha Pepsi Light. Brincando só com as curvas que são características do logo da marca, a ideia é adicionar uma pequena figura humana no desenho e pronto, o contexto muda e passa a representar diferentes atividades esportivas. As criações feitas pela agência Sancho BBDO para outdoors transforma as curvas do logo em pistas de esqui, paraquedas, ondas e montanhas.

Segundo o diretor executivo de criação da agência, Daniel Alvarez, a Pepsi Light historicamente destacou as curvas do logo “estabelecendo um conceito de mulheres magras e curvilíneas que se refrescaram com o refrigerante com zero de açúcar e zero calorias”.

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A nova campanha busca mudar também esse conceito , deixando-o menos objetivado: “Transformamos as curvas do logotipo em uma atividade esportiva que convida as pessoas a sentirem-se leves, mudando o foco da estética para algo realmente significativo”, diz o diretor. (Da B9)

Fogão despacha Nacional e avança na Sul-Americana

Com uma linda festa da torcida, que esgotou os ingressos no Estádio Nilton Santos, o Botafogo derrotou o Nacional-PAR por 2 a 0 nesta quinta-feira e se classificou para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na próxima etapa, o Fogão enfrentará o Bahia, num confronto doméstico, com o primeiro jogo em Salvador.

Rodrigo Lindoso abriu o placar, de cabeça, no primeiro tempo – é bom lembrar que o Botafogo havia perdido o primeiro jogo por 2 a 1. Na etapa final, o Fogão ainda colocou duas bolas na trave e ampliou já no fim, com Leo Valencia.

No próximo domingo, o Botafogo volta a atuar no Estádio Nilton Santos, desta vez pelo Campeonato Brasileiro, contra o Atlético-MG, às 16h.

BOTAFOGO – Saulo; Igor Rabello; Joel Carli, Marcinho e Moisés; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Renatinho (Rodrigo Pimpão), Léo Valencia e Luiz Fernando (Gilson); Aguirre (Brenner). Técnico: Zé Ricardo.

NACIONAL – Rojas; Franco (Nery Cardozo); Victor Velázquez, Paniagua e Montiel; Alegre (Báez), Luis Miño, Argüello (Vieyra), Clarke e Santacruz; Bareiro. Técnico: Celso Ayala.

GOL – Rodrigo Lindoso, aos 38 minutos do primeiro tempo; Léo Valencia, aos 44 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Patricio Loustau (ARG)

CARTÕES AMARELOS – Montiel e Paniagua (Nacional); Rodrigo Lindoso e Léo Valencia (Botafogo)

PÚBLICO – 35.788 torcedores (33.891 pagantes)

RENDA – R$ 362.285,00.

LOCAL – Estádio do Engenhão, no Rio.

Abril e o Brasil

Por Denis R. Burgierman, no Nexo Jornal

Conheci Roberto Civita numa tarde há 12 ou 13 anos. Eu já o havia visto muitas vezes, pelos corredores da empresa, onde eu trabalhava e ele dava ordens. Mas, até então, eu era só um entre os milhares de rostos impressos nos crachás com o logotipo da árvore verde. Naquela tarde, pela primeira vez, sentei à frente dele. Eu tinha acabado de assumir o comando de uma entre as dezenas de revistas de sua propriedade, a “Superinteressante”. Fui à sua vasta sala envidraçada no 26° andar acompanhado de meu chefe de então, o Adriano Silva, que tinha cometido a temeridade de me entregar a responsabilidade, eu mal passado dos 30.

Entrei, sentei com São Paulo aos meus pés, ele abriu um daqueles sorrisos imensos dos quais era capaz e, com seu improvável sotaque meio americano, perguntou: “Quando vocês escolhem as ilustrações, vocês querem que seja feio ou erram mesmo?” A conversa seguiu daí para baixo: ele começou a discordar de quase todas as escolhas que fazíamos. Na época, eu tinha bem mais arrogância que juízo, e discordei enfaticamente. Eu tinha índices de satisfação em alta para exibir – e também números crescentes de venda.

“A revista não é para você, doutor Roberto. É para gente mais jovem que você”, concluí, e ouvi escorregar a frase da minha boca com uma agressividade maior do que a que eu pretendia. Senti o Adriano soltar um meio suspiro ao meu lado, como quem folheia mentalmente uma lista de editores no mercado, pensando em alternativas à disposição. Mas não. O fato é que naquela tarde ganhei a confiança do “doutor” Roberto.

Daí para a frente, ele me encomendava pesquisas e me mandava visitar redações pelo mundo. Pedia minha opinião sobre o que fazer com títulos problemáticos. Seu maior prazer era papear com seus editores. Para mim, contava histórias da faculdade nos Estados Unidos – estudou física nuclear antes de se conformar com o destino de herdeiro de magnata da mídia – e me mostrava que amava ciência e entendia do assunto.

De vez em quando opinava sobre a “Super” – muitas vezes em tom de crítica. Não gostava de ler nossa revista. Anos depois, ele organizou um curso de editores e me convidou para a segunda turma. Só aí, nas aulas que ele dava, entendi porque ele me respeitava, apesar de não gostar da revista que eu ajudava a fazer. Eu tinha dado a resposta certa para a primeira pergunta que ele me fez: “a revista não é para você”. É que ele era um profissional da segmentação.

Aprendeu com o pai – o idolatrado “seu” Victor Civita – que sua maior riqueza era a diversidade, e por razões bem pragmáticas. Se a empresa dele queria conversar com vários públicos, de maneira a publicar anúncios para eles, precisava aprender a conviver com vários tipos de gente. Não é à toa que seu Victor empregou na época da ditadura mais esquerdistas do que o PT tem hoje filiados: sabia que precisava conversar com todos os setores da sociedade.

Não é que Roberto Civita confiasse em mim apesar de não gostar da minha revista: ele confiava em mim porque ele não gostava da minha revista. Sabia que eu fazia revista para alguém diferente dele e achava bom: se eu fizesse como ele, não atingiria meu público, que era imenso (a “Super” teve naquela época uma das maiores circulações do Brasil: quase meio milhão por mês). Por causa disso, a Abril para mim foi uma universidade.

Convivi lá com uma quantidade imensa de talento – e mais que tudo, com uma diversidade impressionante. Havia uma editora, a Marília Scalzo, que entre um fechamento e outro, viajava o Brasil em busca de gente diferente uns dos outros: designers de Olinda e Santa Maria, jornalistas de Aracaju e Belém, fotógrafos de Porto Alegre e Belo Horizonte. Era uma busca permanente por diversidade. Nessa diversidade, encontrei minha turma (inclusive acabei casando com a tal designer de Olinda que citei aí em cima).

Conto essa história para explicar porque foi tão chocante para mim quando, depois de um tempo experimentando coisas diferentes, voltei para a Abril, no final de 2012. Encontrei lá – e vi chegar cada vez mais – gente autoritária, adepta do pensamento único. Havia um clima burocrático, quase o estereótipo de estatal – gente sem querer se expor, sem coragem de propor diferente, com um discurso “o chefe quis assim”. O chefe, no caso, ainda era o mesmo doutor Roberto, no finalzinho da vida, amargurado com assuntos de política, talvez jogando suas frustrações na revista sobre a qual mais tinha influência, a Veja, que virou um pote de fel, mais preocupada em influir na política do que em fazer jornalismo de verdade. A coisa desandou de vez quando Roberto morreu, em 2013, e deixou a empresa para filhos desinteressados. O espaço para a diversidade foi rareando. Eu via colegas talentosos de cabeça baixa no elevador, envergonhados.

Num dia de 2016, a esposa de um dos vários presidentes executivos que a Abril teve nesses tempos turbulentos comentou em seu Facebook que “o Nordeste colocou Dilma no Planalto, agora um nordestino não quer deixá-la sair. Depois dizem que somos preconceituosos, será mesmo?” (era uma referência ao deputado Waldir Maranhão, do estado de mesmo nome, que tentou parar o impeachment). Em reação, um ótimo designer pernambucano de uma revista da Abril perguntou no Facebook “se eu ofender essa senhora, serei demitido?” Foi, no dia seguinte.

Segundo a explicação que lhe deram, por corte de custos. Pouco depois, assim que Dilma caiu, o mesmo presidente da empresa enviou um email esquisito para os editores: um texto confuso, no qual não dizia diretamente, mas insinuava que era hora de pegarmos leve com Temer. Escrevi para ele em busca de esclarecimentos, ele nunca respondeu. Após a morte de Roberto, não fui mais convidado ao 26°.

A “Super” não tratava de política partidária, mas também não fugia de assuntos polêmicos. Mencionamos Temer em notinhas, geralmente para a internet – nada muito pesado, mas com olhar crítico. Marcamos cerrado a falta de noção de sua política agrária e de sua agenda científica, apontamos os riscos que ele representava para a democracia, desmentimos desinformação. Um dia recebi o pedido explícito de que não mais falássemos de política, nem em notinhas na internet. E que evitássemos mencionar Temer. Declinei. Disse que isso – evitar um tema inteiro, ainda mais um que nos dava tanta audiência – eu não poderia fazer. Não combinava com a forma como eu via o serviço que eu prestava ao meu público.

Fui demitido semanas depois, também por corte de custos, na explicação oficial – e quem há de negar que uma empresa que perde centenas de milhões ao ano precise mesmo cortar custos? Não é fácil diagnosticar a doença terminal que acometeu a Abril e que a colocou naquilo que desde a grande demissão da semana passada parece ser a embicada final de sua história.

A empresa foi vítima de um coquetel de crises simultâneas: da mídia impressa no mundo, da economia no Brasil, da sucessão na família. Mas tenho para mim que a maior de todas as crises foi de confiança. A uma certa altura de sua história notável, a editora esqueceu de que precisava falar com todo mundo. E embarcou na canoa furada de ter um projeto político e usar suas capas para fazer campanha de ataque a reputações – sem se dar conta de que isso acabaria machucando a sua própria.

A ironia é que, quando percebeu e tentou mudar de rumo, colocando a Veja nas mãos mais moderadas de André Petry, um jornalista de verdade que tentou fazer uma revista equilibrada, foi vítima de suas próprias criações. A direita irracional, cultivada pela Veja, passou a acusá-la de petismo, e abandonou-a também. André Petralha, eles dizem. A crise da mídia é global, mas há pelo mundo empresas que a estão enfrentando com dignidade, cabeça erguida e dedicação ao melhor jornalismo possível.

Por exemplo, o “New York Times”, que também perdeu centenas de milhões, mas seguiu trabalhando sério, inovando, fazendo reportagens e produtos incríveis, e parece que já saiu do outro lado do túnel – vem lucrando dezenas de milhões de dólares ao ano, engordados pela eleição de Trump, que convenceu os americanos de que eles precisavam financiar bom jornalismo.

Para a Abril, infelizmente, parece tarde demais para encontrar uma saída dessas. A empresa não esteve à altura deste país diverso – não esteve nem à altura dos valores pragmáticos de seus dois primeiros donos. Pena, foi um bom lugar. Que seu desaparecimento próximo abra espaço para coisas melhores.

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Denis R. Burgierman  é jornalista e escreveu livros como “O Fim da Guerra”, sobre políticas de drogas, e “Piratas no Fim do Mundo”, sobre a caça às baleias na Antártica. Foi diretor de redação de revistas como “Superinteressante” e “Vida Simples”, comandou a curadoria do TEDxAmazônia, e fez parte do time que criou o Greg News, primeiro comedy news da TV brasileira. Escreve quinzenalmente, às quintas-feiras.  

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Abril-e-o-Brasil