Ex-técnico do Botafogo é demitido após 3 jogos no futebol egípcio

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Recém-chegado ao Pyramids, o técnico Alberto Valentim está fora do time egípcio por causa de um atrito com o dono do clube, que é o presidente da Autoridade Geral Esportiva da Arábia Saudita. Segundo apurou o UOL Esporte, o treinador foi demitido após contrariar o dirigente, que tentou barrar o atacante Ribamar da equipe. Na rápida passagem pelo Pyramids, Alberto Valentim acumulou duas vitórias e um empate no comando da equipe.

O atrito com Turki al-Sheikh, bilionário saudita que comprou o clube em junho, começou antes da partida contra o El Geish, na última terça-feira (14). Antes do duelo, o dono do clube determinou que o treinador brasileiro deixasse Ribamar no banco de reservas.

Contrariado, Alberto Valentim manteve o atleta brasileiro no time. Ribamar correspondeu às expectativas do treinador ao marcar dois gols na vitória por 2 a 1. A situação, porém, irritou o ministro. Ele, então, decidiu demitir o ex-técnico do Botafogo e do Palmeiras. Antes da concretização da saída, o treinador buscou garantir o dinheiro da rescisão, assim como toda a comissão técnica, que conta, por exemplo, com o preparador físico Ricardo Henriques.

Segundo apuração do UOL Esporte com pessoas ligadas ao estafe do técnico, o dono do clube aceitou pagar os valores correspondentes a dois anos de contrato. Campeão carioca deste ano, o treinador deixou o Botafogo no dia 19 de junho de maneira inesperada. Além dele, o Pyramids contratou cinco brasileiros durante a janela de transferências: Keno, Rodriguinho, Ribamar e Carlos Eduardo.

O atacante Arthur Caike, ex-Chapecoense, chegou a fazer parte da pré-temporada, mas acertou com o Al Shabab, da Arábia Saudita. Após a saída de Valentim, o Pyramids também decidiu emprestar atacante Ribamar, personagem central da divergência. O ex-jogador de Botafogo e Atlético-PR assinou contrato de três anos com o clube egípcio em junho passado. O destino deve ser o Ohud Medina, da Arábia Saudita.

Apertem os cintos, o piloto foi sequestrado

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Nem mais causam escândalo os dados escandalosos do IGBE sobre o emprego, ou sobre a falta dele. Ou sobre o “bico”, que o substitui no que pode, quando se pode arranjar um. Falta trabalho, no todo ou em parte, para nada menos que um quarto (24,6%) dos brasileiros em idade de trabalhar.

São 13 milhões de desempregados, 6,5 que não conseguem ocupação integral, 4,8 milhões que desistiram de procurar emprego e 3,3 milhões que nem o tentam, detalha o site Poder360. Mais de 4 milhões de jovens entre 18 e 24 anos procurando emprego sem conseguirem.

Como descreve hoje, com sua habitual agudeza, Luiz Fernando Veríssimo, a sensação que se tem é a de quem está num avião, a caminho de uma tempestade e ouve a aeromoça perguntar se “há alguém a bordo que saiba pilotar um avião?”

Há, sim.

Mas está sequestrado, preso no compartimento de carga e assim mantido pelos pressurosos comissários de bordo que atendem aos desejos de quem o sequestrou, enquanto o voo segue, aos solavancos, rumo ao desastre. (Por Fernando Brito, no Tijolaço) 

Fifa encontra jeitinho de salvar cartolas da CBF acusados de corrupção

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Casos que envolvem suspeitas de corrupção contra cartolas brasileiros podem ser arquivados de forma definitiva pela Fifa graças ao novo código de ética aprovado pela entidade, segundo o Estadão. Ricardo Teixeira, por exemplo, tem sido alvo de investigações por parte dos EUA e Suíça, acusado de envolvimento com propinas da ISL, em contratos com a Nike nos anos 1990, e ainda na votação do Catar para a Copa de 2022.

Mas, em todos os casos, os supostos crimes estão prestes a prescrever na entidade ou já estariam fora dos prazos. A publicação afirma que, pelo novo código de ética da Fifa, em vigor desde o dia 12, um ato irregular tem dez anos para ser investigado. Caso contrário, o assunto é arquivado e ninguém pode ser punido – o ex-presidente da CBF Confederação Brasileira de Futebol) pode se valer disso.

Fifa sendo Fifa…

Filho de Edmundo transforma abandono parental em arte

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Por Nathalí Macedo, no DCM

Sempre que ouço alguém ensaiar um “o que falta no cinema brasileiro é…” sei que lá vem lorota, e provavelmente só o que falta é que o sujeito em questão consuma cinema brasileiro. Desde Cidade de Deus a safra de jovens cineastas que transvêem o mundo através do cinema não para de brotar.

O filme “Todos nós cinco milhões”, de Alexandre Mortágua, por exemplo, toca em um tema sensível e necessário nesses tempos: o abandono paterno. O filme é um doc-ficção, seguindo uma tendência mais ou menos recente do cinema brasileiro, que mistura ficção e realidade.

O realismo do filme fica por conta da bagagem empírica do diretor, que foi abandonado pelo ex-jogador de futebol Edmundo aos quatro anos de idade, teve a paternidade reconhecida só na fase adulta e até hoje não mantem qualquer contato com o “pai”.

Alexandre é formado em artes visuais, gay e filho do ex-atleta com a modelo Cristina Mortágua. Além do abandono paterno, ele teve dificuldades em ser aceito pela própria família em razão de sua orientação sexual. “Minha mãe promoveu até um princípio de exorcismo para me forçar a deixar de ser gay”, disse à IstoÉ.

Segundo Alexandre, seus pais se separaram quando ele tinha quatro anos, e Edmundo nunca mais voltou a aparecer, só reconhecendo a paternidade por força judicial. Em sua defesa, o ex-atleta diz que “ele [Alexandre] me liga para falar da pensão, mas nunca no meu aniversário ou no dia dos pais”.

Senta lá. 

Quer dizer que o pai ausente ainda tem a pachorra de se fazer de vítima? Quem, afinal, ia querer saber de um pai que nunca esteve nas festinhas da escola, não estava lá nas quedas no parquinho, nunca foi porto seguro na adolescência e preferia fingir que o próprio filho não existia? 

Alexandre transformou sofrimento em arte – uma das coisas mais bonitas que um ser humano pode fazer em sua efêmera existência – nesse filme que mistura depoimentos de jovens que sofreram abandono paterno a cenas de ficção que Alexandre construiu a partir de sua própria experiência, e é tão necessário quanto o debate que propõe: em um país com mais de cinco milhões de crianças sem o nome do pai no registro de nascimento, abandono paterno é um tema urgente. 

Além do abandono civil e material, o abandono afetivo é frequentemente perdoado pela família tradicional brasileira. Em pleno Século XXI, a sociedade aceita a exclusão do filho fora do casamento como natural, porque considera natural que o homem fuja à sua responsabilidade de pai – mas mãe que cai no mundo e deixa o filho pra trás? VADIA! Antes de opinarem sobre aborto, por exemplo, os homens deveriam ver mais filmes como “Todos nós cinco milhões” e levar o tema pra a rodinha de amigos. Por ora, é o que lhes cabe. 

Sevilla reduz valor e pede R$ 25 milhões para negociar Ganso

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Foram mais de 15 minutos em campo. Os seus primeiros em uma partida oficial desde o último dia 20 de dezembro. E Paulo Henrique Ganso fez de tudo um pouco: distribuiu passes verticais, fez enfiadas, driblou, cadenciou o jogo e roubou bolas. Na vitória de 1 a 0 do Sevilla sobre Zalgiris Vinius (Lituânia) pela fase eliminatória da Liga Europa, o meio-campista concretizou sua volta aos gramados e deixou boa impressão.

Os espanhóis resolveram tirá-lo do ostracismo e deixá-lo na vitrine em mais um movimento para atrair interessados. “Desesperado”, o clube andaluz informou recentemente a interlocutores no mercado que aceita reduzir a sua pedida e negociar Ganso por 6 milhões de euros (R$ 25,5 milhões).

Conforme apurado pelo UOL Esporte, não houve ainda qualquer oferta que tenha chegado próxima de seu desejo. Outro fator que dificulta as conversas é a resistência do atleta de 28 anos em se transferir para ligas alternativas, como a mexicana e a turca. Em entrevista recente, o diretor de futebol Joaquín Caparrós deixou clara a sua preocupação com a desvalorização a cada janela de transferências que se encerra e ele segue encostado.

Caparrós trabalha para encontrar uma solução até o próximo dia 31 de agosto. Como tem sido recorrente ao longo do ano, Ganso voltou a ficar de fora da lista de relacionados para o confronto de volta. contra o Zalgiris Vinius, fora de casa, e aguarda por uma decisão em torno de seu futuro. Mesmo tendo atuado na semana passada, ele não entra nos planos do técnico Pablo Machín.

Esse é um dos motivos para o Sevilla ter deixado de lado a sua postura irredutível de recuperar o investimento de 10 milhões de euros (R$ 42,5 milhões, na cotação atual) feito em sua contratação ao São Paulo, ainda em julho de 2016. Os andaluzes, inclusive, ainda têm dinheiro a pagar ao clube paulista e à empresa DIS, que dividiram a receita da venda.

É preciso arcar também com o salário do brasileiro, que gira ao redor de 2 milhões de euros anuais (R$ 8,5 milhões), sem impostos – um dos maiores de seu grupo. Para efeito de comparação, a cifra estaria no topo dos vencimentos também na também na vizinha Portugal e é superada apenas pelos principais times do continente.

Em reportagem, o jornal espanhol Marca ainda sugeriu outro motivo que causa apreensão: a suposta má influência de Ganso sobre Guilherme Arana. De acordo com a publicação, a presença do meia dentro do elenco afeta o processo de adaptação do lateral esquerdo, que não se abre com os demais companheiros. Os dois estão sempre juntos no dia a dia.

Como revelado anteriormente, o desejo de Ganso é ser negociado dentro do futebol espanhol ou ter o seu vínculo rescindido. O meia ainda tem contrato com o Sevilla até julho de 2021.

A frase do dia

“O que começou com uma fake news do triplex publicada em O Globo virou condenação baseada em power point e “fatos indeterminados” que se desdobram em milhares de fake news diários enquanto a emissora que as leva ao ar desencadeia campanha contra as fake news do qual é rainha”.

Palmério Dória, jornalista e escritor

Carta aos brasileiros

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Confira a carta de Lula, divulgada por Fernando Haddad após o registro da candidatura:

“QUERO QUE O POVO POSSA DECIDIR SE ME DARÁ A OPORTUNIDADE DE CONSERTAR O PAÍS”

Registrei hoje a minha candidatura à Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história.

A partir dessa aprovação do meu nome pelas companheiras e companheiros do PT, do PCdoB e do Pros, passei a ter o direito de disputar as eleições.

Há um ano, um mês e três dias, Sérgio Moro usou do seu cargo de juiz para cometer um ato político: ele me condenou pela prática de “atos indeterminados” para tentar me tirar da eleição.

Usou de uma “fake News” produzida pelo jornal O Globo sobre um apartamento no Guarujá.

Desde então o povo brasileiro aguarda, em vão, que Moro e os demais juízes que confirmaram a minha condenação em segunda instância apresentem alguma prova material de que sou o proprietário daquele imóvel.

Que digam qual foi o ato que eu cometi para justificar uma condenação. Mas o que vemos, dia após dia, é a revelação de fatos que apenas reforçam uma atuação ilegítima de agentes do Sistema de Justiça para me condenar e me manter na prisão.

Chegou-se ao ponto em que uma decisão de um desembargador que restabelecia a minha liberdade não foi cumprida por orientação telefônica dada por Moro, pelo presidente do TRF4 e pela procuradora Geral da República ao Diretor-Geral da Polícia Federal.

Como defender a legitimidade de um processo em que conspiram contra a minha liberdade desde o juiz de primeira instância até a Procuradora-Geral da República?

Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história.

Tenho certeza de que se a Constituição Federal e as leis desse país ainda tiverem algum valor serei absolvido pelas Cortes Superiores.

A expectativa de que os recursos apresentados pelos meus advogados resultem na minha absolvição no STJ ou no STF é o que basta, segundo a legislação brasileira, para afastar qualquer impedimento para que eu possa concorrer.

Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que os direitos que vem sendo reconhecidos pelos tribunais em favor de centenas de outros candidatos há anos também sejam reconhecidos para mim. Não posso admitir casuísmo e o juízo de exceção.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU já emitiu uma decisão que impede o Estado brasileiro de causar danos irreversíveis aos meus direitos políticos – o que reforça a impossibilidade de impedirem que eu dispute as eleições de 2018.

Quero que o povo brasileiro possa decidir se me dará a oportunidade de, junto com ele, consertar este país.

A partir de amanhã, vamos nos espalhar pelo Brasil para nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, mas principalmente olhando nos olhos das pessoas, lembrar que esse país um dia já foi feliz e que os mais pobres estavam contemplados no orçamento da União como investimento, e não como despesa.

Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida.

Que um nordestino que mora no Sul podia visitar sua família de avião e não somente de ônibus.

Que um pobre, um negro, ou um índio podia ingressar na universidade.

Que o pobre podia ter casa própria e comer três vezes ao dia.

Que a luz elétrica era acessível a todos.

Que o salário mínimo foi aumentado sem causar inflação.

Que foi posto em prática aquele que a ONU considerou o melhor programa de transferência de renda do mundo, beneficiando 14 milhões de famílias e tirando o Brasil do mapa da fome.

Que foram criadas novas universidades e novos cursos técnicos.

Para recuperar o direito de fazer tudo isso e muito mais é que sou candidato a Presidente da República.

Vamos dialogar com aqueles que viram que o Brasil saiu do rumo, estão sem esperança mas sabem que o país precisa resolver o seu destino nas urnas, não em golpes ou no tapetão.

Lembrar que com democracia, com nosso trabalho, o Brasil vai voltar a ser feliz.

Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz. Vamos retomar a esperança, a soberania e a alegria desse nosso grande país.

Companheiras e companheiros, o Moro tinha até hoje para mostrar uma prova contra mim. Não apresentou nenhuma! Fato indeterminado não é prova! Por isso sou candidato.

Repito: com meu nome aprovado na convenção, a Lei Eleitoral garante que só não serei candidato se eu morrer, renunciar ou for arrancado pelo Justiça Eleitoral. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pelo meu registro até o final.

Não quero favor, quero Justiça. Não troco minha dignidade por minha liberdade.

Um forte abraço,

Lula