Milhares marcham até Brasília para defender candidatura de Lula

Dkq-zq0XgAASkNb

Na grande manifestação desta quarta-feira, em Brasília, pela libertação de Lula e em defesa de sua candidatura à presidência da República, o momento culminante foi quando Fernando Haddad, Manuela D’Ávila, Dilma Rousseff e Gleisi Hofman mostraram o documento atestando o registro da candidatura Lula junto à Justiça Eleitoral. Milhares de pessoas participaram da manifestação organizada pelo MST.

registroleonardomilanoninja

“Do Brasil afora dezenas de milhares de militantes marcharam para Brasília. Em apoio à candidatura Lula. Nesta quarta, 15, até quase final da tarde, Mídias esconderam das manchetes os milhares em Brasília. Como se eles lá não estivessem…ou fossem invisíveis”, afirmou o jornalista Bob Fernandes em comentário na TV Gazeta, de S. Paulo.

Pela primeira vez na história um registro de candidatura à presidência da República foi acompanhado por milhares de pessoas. A capital federal, onde fica o prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi tomada por uma multidão de apoiadores do ex-presidente Lula que vieram de todas as partes do país para garantir que a candidatura do petista, preso desde abril, fosse formalizada.

O registro foi feito e o PT aguarda agora os recursos que tentarão barrar a candidatura (os primeiros foram apresentados pela própria Raquel Dodge, da PGR, e Alexandre Frota) de Lula – opositores já sinalizaram que tentarão o impedir de concorrer utilizando a lei Ficha Limpa. Enquanto a situação do ex-presidente fica sob judice, de acordo com o Código Eleitoral, ele é considerado candidato e goza das mesmas prerrogativas de outros candidatos. Como Lula permanece preso, o vice da chapa, Fernando Haddad, encabeçará a campanha até que a candidatura de Lula seja indeferida ou não.

Sem recursos, Remo tem dificuldades para fechar renovações de contrato

remo3x0juazeirense-ba-9

Depois da partida final pela Série C, no último sábado, o Remo mergulhou na fase dos acertos e pagamentos de débitos pendentes. A maioria dos atletas tem ainda julho e agosto a receber. Com poucos recursos disponíveis, a Diretoria de Futebol tenta alternativas para acelerar os pagamentos e partir para a renovação de contratos com atletas que interessam ao clube para a próxima temporada – casos de Vinícius, Mimica, Rodriguinho (foto), Dedeco, Vacaria, Fernandes e Nininho.

A arrecadação do jogo contra o Náutico gerou uma receita líquida de R$ 250 mil aos cofres do clube, valor que deverá ajudar a compor as dívidas com o elenco. Apesar do desgaste provocado pelos seguidos adiamentos da reunião para definir acordos salariais, os jogadores demonstram interesse em permanecer no Evandro Almeida, embora só admitam conversar a respeito depois de receberem os atrasados.

Pacote dos demitidos do Esporte Interativo não foi generoso como empresa prometeu

Do blog do Juca Kfouri

“De tudo, o único consolo está em que os mais de 100 demitidos estão recebendo um pacote de saída digno, acima do que seria obrigatório”.

Assim se encerrou a nota neste blog, na última quinta-feira, sobre o fim do canal Esporte Interativo. Infelizmente, como se verá, não foi bem assim. Hoje houve a reunião sindical no Rio e o blog ouviu alguns depoimentos dos presentes cujo resumo é o seguinte:

img_0629-1

“É importante que essa informação chegue ao mercado para que fique o registro de que o decantado pacote para dar mais tranquilidade aos demitidos tratava-se, na verdade, de uma quase bazófia. A rigor, foram oferecidos todos os valores legais de uma rescisão (incluindo FGTS + multa de 40%) e um pacote de 80% do salário multiplicado pelo número de anos completos de trabalho, além de uma extensão de seis meses do plano de saúde (o que é praxe hoje em dia no mundo corporativo).

Como em caso de adesão não haverá liberação do seguro desemprego, esse pacote servirá apenas para compensar o valor do seguro na imensa maioria dos casos, já que boa parte das pessoas não tem muito tempo de casa — embora a empresa tenha acabado por concordar em aumentar o valor para os casos em que este ficar abaixo do seguro desemprego. Ou seja, não há bônus, carinho ou nada do tipo como foi anunciado no dia da demissão. Se a Turner quis passar essa impressão, será bom botar os pingos nos is.

A reunião teve, por exemplo, um momento de enorme constrangimento. Depois de um dos funcionários afirmar ser irrisório o valor oferecido no pacote, principalmente para aqueles funcionários que vieram de outros empregos, assim como os estagiários, o vice-presidente demissionário protagonizou cena lamentável: pegou o microfone e disse que estava no mesmo barco (embora tenha ignorado o abismo entre seu salário e o pago à maioria dos funcionários).

Diante da exposição de que os estagiários trabalhavam muito além do permitido por lei, reagiu afirmando que ‘eles assim fizeram por que quiseram’. A reação foi de revolta da maioria dos jovens que participava da assembléia convocada pelo Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual – STIC.

No fim, ficou a certeza do que já indicava uma pesquisa sobre a cultura da empresa promovida pela Turner há alguns anos. A pesquisa apontou que o EI era um “canal de amigos”, em que apenas um limitado círculo de pessoas tinham acesso às benesses. O que se verificou ser verdade.

No ambiente da redação, dos poucos que ficaram, há quatro casais: um, formado por dois executivos da ex-TV; outros dois, formados por um executivo e uma repórter; e outro formado por um executivo e a responsável pelo departamento de RH.

As pessoas acabaram se sentindo não só desprotegidas, mas desrespeitadas – sobretudo pela maneira como as pessoas foram comunicadas da decisão, como se fossem bois numerados a caminho. Mas houve outras situações, como o caso da repórter Liliam Fonseca. Ela foi contratada no início da semana, apesar de a direção saber que o canal sairia do ar. Como a empresa autorizou a contratação em tais circunstâncias?!!!

Com a concordância da emissora, ela abandonou sua cidade, Aracaju, e fez mudança e aluguel de imóvel em Recife, onde trabalhou só um dia como correspondente. Soube do fim do canal através dos portais de notícia. Sem maiores detalhes, satisfação ou compensação pelo prejuízo que sofreu ao seguir as instruções do empregador.

Este é só um pequeno bastidor de como um canal de TV, erguido por profissionais aguerridos, os transformou, nos estertores, em bucha de canhão para tão lamentável fim”.

Morre líder histórico do MST no Pará

39021195-2302657643108030-1794288412572778496-n

Ulisses Manaças, da Direção Nacional do Movimento dos Sem Terra (MST) e coordenador do movimento no Pará, morreu nesta terça-feira (14) devido um câncer, segundo informações da Direção Nacional do MST. De acordo com amigos de Ulisses, ele estava retomando o tratamento e, nesta terça-feira, na primeira investida na quimioterapia, não resistiu e faleceu.

Por causa da sua luta por direitos sociais e pelo direito de morar, Ulisses era uma das lideranças ameaçadas de morte no Pará. Em nota, o MST o classificou como grande guerreiro, militante histórico do movimento.

“Para nós, ele marchou o tempo todo conosco, por seu exemplo de homem que vivia o extraordinário como cotidiano. Sempre firme em suas posições, colocou suas ideias a serviço do povo, a partir das longas caminhadas pelas terras continentais de nossa Amazônia. Ali, na Regional Cabana, à qual se referia como a região do amor, escolheu para amar a terra, e nela plantar sementes”, publicou o MST.

Ulisses Manças atuou desde muito cedo nos movimentos de luta pela reforma agrária, onde liderou inúmeras ocupações de terras e manifestações por desapropriações de áreas consideradas improdutivas no estado do Pará.

A morte do líder chocou lideranças dos direitos humanos e religiosas ligadas à Comissão Pastoral da Terra (CPT) e à Comissão de Justiça e Paz da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Professores e parlamentares ligados à luta pela terra também lamentaram a morte de Ulisses. O Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) também publicou uma nota de pesar. (Do UOL)

Grande perda.

Os 50 anos de um clássico dos Mutantes

os-mutantes-2

Por Julinho Bittencourt

Os meninos, chamados de Os Mutantes, já eram bem manjados aqui e acolá em programas de TV, festivais, shows ao vivo entre outros. Estouraram mesmo no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, quando acompanharam o cantor e compositor Gilberto Gil na sua antológica “Domingo no Parque”.

O disco de estreia só veio mesmo um ano depois e agora, no meio de 2018, por mais incrível que possa parecer, acaba de completar 50 anos de seu lançamento. O álbum foi batizado singelamente de “Os Mutantes”. Não foi um sucesso retumbante, como basicamente nada do grupo, mas, por outro lado, é impossível qualquer conversa séria sobre música brasileira onde o disco não entre, assim como vários outros que gravaram.

No princípio, os Mutantes eram basicamente três, ou seja, a loirinha Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista. Extremamente simpáticos, irreverentes e criativos, pegaram esta primeira chance e não se fizeram de rogados. Tiveram direito até a um George Martin próprio, o maestro tropicalista Rogério Duprat que, de certa forma, requalificou a ousadia da garotada.

O resultado é inesquecível, profuso, repleto de tendências e timbres, arranjos inusitados, enfim, uma farra que rimava com toda a barafunda que rolava mundo afora naquele momento. O trio tinha um talento musical abusivo. Tocavam bem diversos instrumentos, cantavam e vocalizavam muito bem e estavam repletos de energia.

O repertório, como quase todo disco de estreia de uma banda de rock ficou dividido entre canções de terceiros e composições próprias. Logo de saída, feita quase que por encomenda, a antológica canção “Panis et Circenses”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, quase que indivisível do grupo, escancara o escárnio às pessoas na sala de jantar ocupadas em nascer e morrer. O caminho estava traçado.

A partir dali, com outra canção inédita, desta vez do então Jorge Ben, Os Mutantes esbanjam suingue com “A Minha Menina”. Logo depois, a esquisitíssima e psicodélica “O relógio”, composta pelo trio, inaugura o repertório autoral. Posto isto, mais uma volta de 360 graus pra ir parar no animado baião de Humberto Teixeira e Sivuca, “Adeus Maria Fulô”.

Até então, nada de exatamente rock and roll e, na mesma toada, a um tanto reflexiva “Baby”, de Caetano, enche o caminho de cores com uma versão virada do avesso. Mais uma composta pelo trio, manda o “Senhor F” dar “um chute no patrão”, com direito à polifonia e final falso estilo Beatles. Outra virada do avesso, mais uma vez de Caetano e Gil e uma versão repleta de ruídos para “Bat Macumba”, também de Caetano e Gil.

Do repertório anterior de Rita Lee, foi parar no disco a singela “Le Premier Bonheur du Jour”, clássico francês de Frank Gérald, Jean Renard gravado por Françoise Hardy. Outra do trio, desta vez com o dedo de Caetano, “Trem Fantasma” recria de maneira magistral, com melodia e arranjo circulares, o efeito do brinquedo de parque de diversões.

Para encerrar, Os Mutantes fizeram versão para o clássico da banda Mamas and the Papas “Tempo no Tempo (Once Was a Time I Thought)” e, logo em seguida, também de autoria do trio, “Ave Gengis Khan”.

No final das contas, um disco que entrou para a história e, de quebra, ficou em nono lugar na lista da revista Rolling Stone entre os 100 melhores discos de música brasileira de todos os tempos.

Adeus a um grande jornalista

Perdemos nesta terça-feira, 14, o amigo e colega de Redação Euclides Farias, jornalista da equipe do Diário. Tinha 59 anos, três filhos e era torcedor do Botafogo e do Paissandu. Estava internado, há duas semanas, no hospital Amazônia para tratar de uma leucemia. Nascido em Macapá, em novembro completaria 60 anos de idade.
Grande cronista, Euclides atuou no jornal O Liberal e integrava a redação do Jornal Diário do Pará, onde integrava desde 2006 a equipe do RD. Entre 2003 a 2006, trabalhou na Secretaria de Comunicação do governo do Estado. Recebeu, no final de 2017, um prêmio especial da Fiepa pelos 40 anos de jornalismo.

Exames de rotina detectaram a leucemia durante o mês de julho. Depois de internado, a medicação específica atrasou por três semanas, contribuindo para o agravamento do quadro. O velório será realizado na capela do Recanto da Saudade e o enterro será no cemitério do Recanto, na BR-316.

Mais um grande profissional que se vai.

A veia roqueira do futebol

bandas-que-amam-futebol

astro_do_oasis-manchester_city

Declarados fãs de futebol e torcedores fanáticos do Manchester City, os irmãos Liam e Noel Gallagher continuam frequentando assiduamente estádios em jogos do time na Premier League. Mesmo com o fim da banda Oasis, Noel e Liam são vistos sempre no meio da torcida do City, como torcedores comuns.

Liam Gallagher 3

img_xmunoz_20161016-231803_imagenes_md_terceros_guardiola_se_hace_un_selfie_con_noel_gallagher-kaZH-U4110526765029qC-980x554@MundoDeportivo-Web

Em foto recente, Noel aparece ao lado do técnico Pep Guardiola, após um jogo em Londres. Amigos, como o guitarrista Johnny Marr (ex-Smiths), também são levados pelos irmãos aos jogos, unindo forças em torno da bandeira alviceleste do grande rival do United no futebol inglês.