Ederson que se cuide

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Por José Inácio Werneck

Não houve surpresas nesta primeira rodada da liga inglesa. Ganhou quem devia ganhar: Manchester United, Chelsea, Liverpool, Manchester City…

Unai Emery, ex-técnico do PSG, estreou pelo Arsenal logo contra o Manchester City, campeão do ano passado, e deve ter compreendido que precisará trabalhar muito para dar um jeito no time que foi  dirigido por Arsène Wenger durante  tanto tempo. Nem o mando de campo ajudou a atuação do  Arsenal.

Dois problemas me parecem claros: 1) Petr Cech não tem mais a firmeza  de outras eras, falhou no primeiro gol  e quase ia fazendo um outro, contra; 2) se Mesut Özil continuar mostrando a apatia deste domingo, merece ir para o banco.

Por falar em goleiros, cabe uma observação quanto a Ederson. Ele foi contratado por Pep Guardiola por ser firme nas defesas e excelente na distribuição de bola a partir de sua área, atuando como um autêntico goleiro-líbero.

E assim foi que brilhou bastante na Premier League da temporada passada.

Mas neste domingo, com o Manchester City derrotando o Arsenal por 2 a 0, nos últimos minutos Ederson deu três saídas de bola nos pés de jogadores adversários, escapando por pouco de estragar o domingo de Guardiola.

Minha impressão foi de excesso de confiança, talvez até arrogância, um pouco de máscara.

Ederson que se cuide. Guardiola já barrou gente muito mais famosa. É conhecida sua  teoria: ele sempre defenderá seus jogadores, mesmo quando erram clamorosamente, nas entrevistas após os jogos.

Mas  explicou que lá dentro, no vestiário, vai dizer exatamente o que pensa.

Anistia Internacional cobra providências sobre assassinato de Marielle e motorista

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No dia 14 de março de 2018, a defensora de direitos humanos e vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e seu motorista, Anderson Gomes, foram brutalmente executados no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro. Após cinco meses, às vésperas de se iniciar o processo eleitoral, não há respostas sobre os autores, os mandantes e a motivação do assassinato de Marielle, a quinta vereadora mais votada da cidade nas eleições de 2016.

“Cinco meses depois do assassinato de Marielle Franco ainda não temos respostas sobre quem a matou. É grave que se inicie um processo eleitoral sem que se descubra quem são os responsáveis pelo assassinato de uma vereadora em pleno exercício de seu mandato e quais foram as motivações. O início do período de campanha eleitoral levanta a preocupação de que o caso seja negligenciado”, disse Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional.

“As autoridades e instituições do sistema de justiça criminal devem garantir que as investigações sobre o assassinato de Marielle Franco não sejam colocadas de lado durante o período de campanha eleitoral. Marielle era defensora de direitos humanos e vereadora na segunda maior cidade do país. Sua execução na vigência de seu mandato parlamentar significa não só um ataque aos direitos humanos, mas também um ataque às instituições democráticas. Seu assassinato não pode ficar sem uma resposta adequada”, completou Werneck.

Ao completar cinco meses do assassinato de Marielle Franco, a Anistia Internacional continua reiterando a urgência do estabelecimento de um mecanismo externo e independente de monitoramento das investigações, formado por especialistas no tema e que não tenham qualquer conflito de interesses em relação ao caso. Este mecanismo deverá acompanhar as investigações, o cumprimento das diligências e verificar se está havendo algum tipo de influência indevida ou negligências.

O fato de uma defensora de direitos humanos e vereadora com a visibilidade de Marielle ser executada sem que haja uma resposta contundente do Estado brasileiro é muito preocupante e deixa outros defensores de direitos humanos expostos a maior risco, gerando medo e silenciamento.

“No Brasil, dezenas de defensores de direitos humanos são assassinados todos os anos. A grande maioria destes crimes não é investigada. A resolução correta desse caso é fundamental para que se rompa um ciclo de impunidade e violência contra defensores de direitos humanos no Brasil”, finalizou Werneck.

CBF vigia planos de dirigentes para criação de associação de clubes

Os presidentes de Corinthians, Flamengo e Atlético-PR, Andrés Sanchez, Eduardo Bandeira e Mario Celso Petraglia estão à frente de uma comissão de clubes das Séries A e B que estuda a formação de uma associação nacional que possa, entre outras coisas, comercializar internacionalmente o Campeonato Brasileiro sem a sombra da CBF. Entretanto, a Confederação Brasileira de Futebol segue de perto os passos dos clubes.

Há cerca de 15 dias os clubes se reuniram em Brasília para discutir a venda dos direitos do Brasileirão para um grupo internacional, em proposta trazida por Petraglia. Walter Feldman, da CBF, acompanhou a reunião que ainda teve representantes de Fluminense, Bahia, Cruzeiro e outros clubes das duas principais séries nacionais. A ideia da criação da associação é fazer a negociação sem a figura da CBF, entidade que os clubes consideram estar com uma imagem desgastada.

A Confederação abriu concorrência para venda da competição no exterior e até conseguiu um interessado, que ficaria com a publicidade estática, mas a proposta levada por Petraglia, que seria de um grupo chinês, deixou os clubes interessados, conforme publicado pelo blog do Rodrigo Mattos. Um modelo que possa casar os interessados deverá ser apresentado até 25 de agosto.

Em setembro, tem nova reunião marcada entre os clubes. Feldman também esteve no evento para garantir que a associação não seja um embrião de uma liga de clubes. O modelo de estatuto da possível nova associação chegou a prever o direito de organização de campeonatos, mas a pressão da CBF e o entendimento de alguns clubes acabou derrubando a ideia. (Do UOL)