STJD suspende Vacaria e obriga Remo a pedir efeito suspensivo

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Os volantes Geandro e Vacaria (foto) e o preparador de goleiros Juninho foram julgados e punidos pelo STJD, na tarde desta quinta-feira. Geandro, que já cumpriu suspensão de um jogo, está livre para atuar contra o Salgueiro (SP), segunda-feira (06), pois sua pena foi de apenas uma partida por ter sido expulso contra o Santa Cruz (PE).

Os casos de Vacaria e Juninho foram mais graves e cada um recebeu punição de três partidas. O advogado Osvaldo Sestário, que representa o Remo no STJD, ficou de ingressar com pedido de efeito suspensivo para Vacaria nesta sexta-feira.

A pena imposta ao volante foi considera excessivamente rigorosa, visto que o preparador Juninho, que chegou a espetar o quarto árbitro com uma caneta, também pegou gancho de três jogos.

Acordo com Facebook dá ao EI transmissão da Champions na TV e na rede social

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A Liga dos Campeões terá uma novidade para a próxima temporada. Com a vitória de Esporte Interativo e Facebook sobre a Globo, os telespectadores que estavam acostumados a ver os jogos em TV aberta terão de recorrer ao computador. Segundo apurou o UOL Esporte, uma parceria entre os dois grupos foi o que permitiu a compra dos direitos de transmissão para o próximo triênio. Serão três opções para acompanhar os jogos, todas elas diretamente relacionadas ao Esporte Interativo.

Os duelos passarão nos dois canais do Esporte Interativo na TV fechada, no pacote do EI Plus na internet e na fanpage da emissora no Facebook, esse último modelo gratuito para todas as pessoas. Para que a concorrência do Facebook não derrube as vendas do EI Plus, o grupo Turner apostará nas partidas simultâneas em seu pacote online. Será uma variedade maior de jogos do que será possível de ver na televisão e na rede social.

Os direitos de transmissão, que até agora não foram oficializados, foram divulgados em primeira mão pelo blog blog do Rodrigo Mattos. Para derrubar o domínio da Globo na TV aberta, que já vinha desde a temporada 2009/2010, EI e Facebook entraram juntos na negociação.

Como a negociação não foi oficializada até o momento, Esporte Interativo e Facebook não comentam o assunto e sequer confirmam o acordo ou admitem serem os vencedores da licitação. Na próxima semana, a ESPN terá um jogo de Liga dos Campeões, mas o acordo é apenas para um duelo da terceira fase de playoffs do torneio. (Do UOL)

Nas asas da criatividade

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POR GERSON NOGUEIRA

A evolução de Papão e Leão nas últimas rodadas dos campeonatos que disputam, Séries B e C, respectivamente, está diretamente associada à destacada participação de dois meias de ligação que extrapolam as exigências e limites habituais da função.

Além de assumirem a responsabilidade pelas tarefas mais criativas de suas equipes, Pedro Carmona e Rodriguinho participam ativamente de ações ofensivas, transformando-se em verdadeiros atacantes se o andamento da partida permitir.

As semelhanças dos papéis também encontram eco na trajetória de ambos no futebol paraense. Rodriguinho chegou ao Remo depois de Carmona, mas teve praticamente a mesma quantidade de partidas, pois ficou fora do time titular durante muito tempo.

Chamou atenção da torcida, durante a gestão de Givanildo Oliveira, pelo golaço de fora da área marcado em Re-Pa valendo pela fase decisiva do Campeonato Paraense. Entrou naquele jogo, deu sua contribuição ao título estadual e depois não voltou mais.

Na Série C, seguiu no ostracismo e ia deixar o clube quando Artur Oliveira resolveu resgatá-lo para integrar um quinteto ao lado de Dudu, Brasília, Rafael Bastos e Everton. A chance foi bem aproveitada e o Remo pela primeira vez na temporada passou a tratar a bola com criatividade e zelo.

De estilo técnico, Rodriguinho caiu como luva na nova composição de meia-cancha. Pela regularidade e importância tática, acabaria herdando o papel de organizador com as saídas de Artur, Everton e Rafael.

Sua movimentação a partir do meio é o ponto de equilíbrio do novo Remo estruturado por João Neto. Sem ele, o time fica previsível, apelando para o chutão e a ligação direta. Além disso, Rodriguinho é especialista em arremates de fora da área, cobrando faltas com grande perícia.

Por seu turno, Carmona não conseguiu ajudar o Papão na luta pelo tri estadual, mas deu inestimável colaboração na Copa Verde, fazendo o gol que garantiu o título diante do Atlético-ES, no Mangueirão.

Castigado por lesões crônicas e com dificuldades para adquirir condições plenas de jogo, andou desfalcando a equipe no começo da Série B. Chegou a sair apupado no jogo contra o S. Bento após jogar por apenas 20 minutos.

Seu resgate ocorreria pelas mãos de Guilherme Alves. Por coincidência, as quatro rodadas sob o comando do novo técnico marcaram também o renascimento de Carmona, que atuou muitíssimo bem contra o Oeste, em Barueri, participando do lance do primeiro gol.

Manteve o nível contra Guarani e foi um dos melhores frente ao Figueirense, cobrando faltas e organizando e até fazendo um gol de cabeça, como um aplicado centroavante. Voltou a atuar bem contra o Atlético-GO, em Goiânia, apesar do revés.

A rigor, pela primeira vez, Carmona é visto como titular incontestável no PSC, ao contrário do que ocorria na era Dado Cavalcanti, quando carregou a pecha de jogador “bichado” e era tido como descartável.

A esses dois armadores reabilitados, de estilo meio à moda antiga, cultores do esmero no chute e no passe, que não usam 10 nas costas, a dupla Re-Pa deve a atual fase positiva, que rendeu quatro vitórias nos últimos dez dias. O futebol às vezes nos premia com o improvável.

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As sombrias perspectivas da eleição azulina

Os bastidores fervilham no Remo com vistas à eleição presidencial no final do ano. O time ainda luta para se manter na Série C e já é possível observar pré-candidatos se lançando à rinha. Certas articulações juntam o não tão novo ao obsoleto absoluto, a falta de inspiração à ausência de competência, deixando entrever perspectivas sombrias para o clube.

Impressiona nesta fase de apresentação de nomes a carência de jovens lideranças, confirmando que a parvoíce e a pesporrência continuam a ditar as regras no desinteressante e previsível processo eleitoral azulino.

Até mesmo o veteraníssimo atual presidente alimenta pretensões de continuísmo, em total dissonância com os novos tempos e as exigências das estruturas profissionalizadas do esporte. Nem sombra de atualização ou reciclagem. Nada de inovação ou modernidade. Nenhum sinal de grandeza em nome da instituição.

É como se o Remo, potência popular por excelência, fosse mera capitania hereditária, joguete nas mãos de senhores ungidos por desígnios dos céus. Até quando os jovens (refiro-me à idade mental) leoninos irão esperar para tomar as rédeas da agremiação?

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 03)