Novidades na visitação ao romântico Palácio da Pena

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O Palácio da Pena, monumento mais visitado de Sintra, tem uma novidade para turistas durante o verão europeu: vai estar aberto às quintas-feiras à noite entre 2 de agosto e 13 de setembro para “oferecer experiências diferenciadoras no pico da época alta” e fora dos horários mais procurados, anunciou a Parques de Sintra – Monte da Lua, que gere aquele e outros monumentos em Sintra.

A iniciativa dá pelo nome de «Noites de verão no Palácio» e alarga assim o horário de funcionamento do monumento, às quintas-feiras, das 20h às 00h, com a última entrada a pode ser feita às 23h. A visita “fora de hora” ao palácio romântico do século XIX custa 14 euros por adulto e pode incluir uma visita guiada por mais 5 euros por pessoa.

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“Os visitantes que optarem por esta incursão noturna terão acesso gratuito ao transporte público da Estação Ferroviária de Sintra para o monumento [assegurado pelo autocarro 434 da Scotturb], bem como ao transfer da entrada principal do Parque da Pena até ao Palácio”, acrescenta a empresa. No palácio, a loja e cafetaria também estarão funcionando até à meia-noite.

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Já o Parque da Pena – que se estende por 85 hectares à volta do palácio e acolhe uma floresta e jardins com mais de 500 espécies arbóreas oriundas dos quatro cantos do mundo – também vai poder ser visitado em paralelo com a iniciativa noturna, mas durante o dia. Para tal haverá um serviço de shuttle gratuito, e diário, para levar os visitantes entre o Picadeiro do Parque da Pena e o Chalet da Condessa d’ Edla.

Durante a época alta mantêm-se igualmente os passeios de charrete (que fazem o percurso entre os Lagos e o Chalet da Condessa d’Edla), assim como os passeios a cavalo e de pônei (a partir da Abegoaria da Pena), e a interação e passeios com burros, que estarão situados na zona dos Lagos, das 11h às 16h.

O Parque e o Palácio da Pena, implantados no segundo ponto mais alto da serra de Sintra, são o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, tendo sido mandados construir pelo rei D. Fernando II. O Palácio propriamente dito é constituído pelo antigo convento manuelino da Ordem de São Jerônimo e pela ala edificada no século XIX por D. Fernando II. (Por André Rosa, de Sintra)

Distraídos venceremos

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Por Ricardo Capelli

Para onde vai a esquerda? Faltando poucos dias para o registro das chapas, o cenário permanece indefinido.

A bola parece estar com o PT e com o PSB. O PDT já definiu seu rumo. Marchará com Ciro, mesmo que isolado. O PCdoB, o irmão menor, mais velho e mais responsável é o único que ainda clama por unidade.

A convenção comunista confirmará a candidatura de Manuela. A gaúcha responde a um antigo anseio do partido de construir identidade própria e sair das “barbas do PT”. Na vida real, nem sempre vontade e realidade andam juntas.

Se o PT colocar na mesa a vice de Lula, este deverá ser o destino dos marxistas. A direção petista aprova a ideia, mas ela não avança. Há duas hipóteses. Pra fora o discurso é que o PT ainda espera o PSB. Os socialistas são maiores, parece um argumento razoável.

O problema é que todos sabem que o partido de Arraes está entre a neutralidade e Ciro. Não existe hipótese de apoio ao plano B do PT. O governador de Pernambuco luta para que o partido fique neutro. Carlos Siqueira, presidente da sigla, afirma que esta hipótese não existe, “que o PSB não nasceu para ser satélite de ninguém”.

A segunda hipótese para o PT não oferecer a vice parece mais verossímil. Quando a proposta foi levantada, Gleisi foi taxativa: “é preciso consultar Lula”. O cálculo do ex-presidente se relaciona com a estratégia definida pelo PT.

Se o objetivo central é fortalecer e proteger a legenda, faz sentido deixar Manuela (65) rodar o país durante 45 dias em nome de Lula? Com o candidato preso, o vice será a grande estrela até a provável troca.

Nos últimos dias cresceram os sinais de que o PSB pode apoiar Ciro. O jornal Diário de Pernambuco afirmou que será a primeira vez, desde que Arraes ingressou no PSB, que o diretório do estado será derrotado internamente. Os movimentos de Alckmin assustaram Márcio França, que teria se deslocado em direção ao pedetista.

A convenção do PSB será no domingo. Circula ainda que o mineiro Márcio Lacerda teria declinado da vice de Ciro e que o PSB pode defender que a vaga seja oferecida a Manuela.

Mesmo com a preferência pelo PT, se isto acontecer os comunistas estarão diante de um dilema. Não será fácil dizer não a uma Frente envolvendo PDT, PSB e PCdoB.

Se o PT não oferecer a vice ao PCdoB e o PSB for para neutralidade, a tendência é que Manuela siga candidata até o final. Prevalecendo a lógica do “cada um no seu quadrado” a esquerda irá para a eleição brincar de roleta russa.

Bolsonaro tem 11% na espontânea. Pode ter 15% dos votos? Alckmin com tempo de TV gigantesco e uma imensa máquina pode chegar a 15%? É razoável imaginar que um candidato do PT alcance 15%? Ciro, sem Lula, tem 9%. Se ampliar, pode chegar aos 15%?

Marina está isolada, parece fadada a desidratação. Entretanto, quem acompanha o noticiário percebeu que a Globo continua a bater no ex-governador paulista. Ela pode ser uma reserva?

Apesar das “vacas sagradas” da análise da política brasileira cravarem que será mais do mesmo, um segundo turno entre PT e PSDB, não me parece que o jogo será tão simples assim.

A “Aliança do Coliseu”, bloco liderado pela Globo com setores neopositivistas da burocracia estatal, por enquanto só observa. Os acontecimentos recentes recomendam não subestimá-los.

Possuem um canhão midiático e, tudo indica, munição estocada.

A unidade garantiria um candidato do campo “vermelho” no segundo turno. Com a divisão, a esquerda abriu mão da frieza do cálculo político e adentrou na linda poesia do anarquista curitibano Paulo Leminski: “Distraídos venceremos”. Será?

Há 120 anos saía o primeiro anúncio de automóvel em jornal

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Anúncios para venda de automóveis estão por todo o lado. Não interessa se são para carros novos ou usados, se estão no jornal, em outdoors ou na televisão, é quase impossível evitar ver um. E já nem pensamos que estão lá. Mas houve um dia em que um anúncio automóvel foi uma completa novidade. E faz hoje 120 anos que publicidade foi usada pela primeira vez para vender um automóvel.

A edição de 30 de julho de 1898 da revista Scientific American tinha um anúncio quadrado a falar das qualidades de um automóvel. Era o Winton, um carro produzido por uma nova marca, que dizia no anúncio que só custava meio cêntimo por milha e que era mais barato de manter que um cavalo. Também afirmava não ter mau cheiro, barulhos nem vibrações, e ter acabamentos elegantes. E o anúncio funcionou, tanto que um cliente, chamado Robert Allison, encomendou um depois de ler o anúncio na revista.

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A Winton foi fundada em 1897, um ano depois do seu fundador, Alexander Winton, ter construído um protótipo. Até aí, o emigrante escocês nos Estados Unidos ganhava a vida a construir bicicletas. Os carros da Winton foram um sucesso imediato, com 100 unidades vendidas em 1899. Isto obrigou o dono da empresa a abrir a primeira concessionária do mundo, e a criar o primeiro veículo para transporte de automóveis. Num ano, chegou mesmo a ser o recordista de vendas para carros a gasolina nos Estados Unidos.

Para promover a superioridade dos seus carros, Winton participou de várias corridas de automóveis, e chegou até a perder uma prova em confronto direto com Henry Ford. Embora nenhum Winton vencesse uma prova importante, conquistou vários triunfos em eventos menores, inclusive um na praia de Daytona, com o campeão americano Barney Oldfield ao volante.

No entanto, após a Primeira Guerra Mundial, Winton deixou de inovar, devido à falta de interesse dos seus clientes, já envelhecidos, em automóveis modernos. Assim, deixou de construir automóveis em 1924, para se dedicar a motores Diesel para uso industrial, transportes marítimos e caminhos-de-ferro. A empresa foi renomeada Cleveland Diesel e comprada pela General Motors, que extinguiu esta divisão em 1962. (Do Motor24)

Trio paulista vai apitar Salgueiro x Remo

O jogo que pode sacramentar a permanência do Remo na Série C do Campeonato Brasileiro, na segunda-feira (06), às 21h15, contra o Salgueiro (PE), no estádio Cornélio de Barros, no interior de Pernambuco, terá trio de arbitragem de São Paulo. A CBF sorteou Leandro Bizzio Marinho (SP) como árbitro principal. Os auxiliares serão Daniel Luis Marques (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP).

Descuido custa caro ao Papão

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POR GERSON NOGUEIRA

Um lance de baixa vigilância na marcação pelo lado direito e no centro da defesa determinou a derrota do Papão, ontem à noite, em Goiânia, diante do Atlético depois de três bons jogos sob o comando do técnico Guilherme Alves. A jogada começou com troca rápida de passes pela esquerda atleticana, sendo arrematada com o cruzamento endereçado ao artilheiro Junior Brandão.

Quando o Atlético abriu o placar, aos 12 minutos do segundo tempo, o jogo era absolutamente igual, com ataques de parte a parte, mas a desvantagem depois de um primeiro tempo em bom nível desnorteou um pouco a equipe paraense por alguns minutos.

O Atlético teve ainda duas boas chances para liquidar a fatura, mas desperdiçou contra-ataques seguidos permitidos pela zaga alviceleste. A partir dos 20 minutos, com Lúcio Flávio no lugar de Carandina e Moisés substituindo a Mike, o PSC iniciou uma tentativa de pressão pelo empate.

A presença ofensiva aumentou, mas a qualidade do passe caiu muito em relação ao primeiro tempo, comprometendo o esforço em busca do gol. Pedro Carmona, que tinha sido praticamente impecável nos 45 minutos iniciais, acusou cansaço e não rendeu mais nas jogadas de aproximação com o ataque.

O estreante Lúcio Flávio nem teve chances de mostrar qualidades porque ficou excessivamente isolado entre os zagueiros, pouco acompanhado por Moisés, que voltava para armar jogadas com Thomaz pela faixa esquerda do Papão. Numa tentativa dentro da área, aos 36’, quase essa dobradinha funcionou, mas a zaga e o goleiro Jefferson conseguiram abafar.

Foi um jogo de muitas ações ofensivas, mas prejudicado pelo excesso de erros de passe. Do lado bicolor, uma atuação que permite avaliar como positivo a etapa inicial do trabalho de Guilherme Alves, que venceu dois jogos, empatou um merecendo vencer e perdeu outro quando podia ter empatado.

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Técnico garante que não há risco de queda

Depois do jogo, o técnico Guilherme Alves não deixou barato e cravou, enfático: “Descenso não vai acontecer. Sob meu comando, o time não vai cair”. A segurança demonstrada após quatro jogos e 15 dias de trabalho integra o arsenal de franqueza do treinador nas entrevistas, mas foi um aceno em direção ao torcedor.

A convicção de Guilherme encontra amparo na distribuição do time em campo, bem superior ao do período de Dado Cavalcanti. A postura agressiva do começo da partida deixou uma impressão positiva, reafirmando a evolução iniciada contra o Oeste, em Barueri.

Ao mesmo tempo, a busca pelo gol fora de casa mostrou um time com atitude diferente jogando fora de casa, confirmada pela ousadia de colocar quatro atacantes para tentar o empate no 2º tempo.

O técnico prometeu mais estreias, provavelmente do lateral esquerdo Guilherme Santos e do atacante Hugo Almeida, para tornar o time mais consistente ofensivamente.

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Neymar pisa na bola ao tentar pedir clemência

A repercussão em torno do anúncio-desculpa de Neymar, veiculado em rede nacional no domingo, escancara nova pisada de bola no planejamento para resgatar a imagem do principal jogador brasileiro. Foi o chamado tiro no pé. Se a intenção era fazer com que a peça de propaganda fosse vista como uma mensagem à paz, respondendo às críticas ferinas ao atacante, terminou provocando efeito contrário.

O pedido de clemência acabou soando como falso e artificial, pela leitura de um texto claramente preparado por redatores publicitários, sem um pingo de verdade da parte do próprio jogador.

Decorou as falas, proferiu palavras que não eram suas e não conseguiu convencer o público que buscava comover. A visão sobre o atual momento da carreira, esboçada no próprio texto, passa a impressão de que o craque continua convicto de que só o chamado futebol moleque e as gingas teatrais irão garantir sua permanência no coração da galera.

A questão que se apresenta agora para Neymar é de cunho mais simples e prático. Precisa jogar bola, mostrar o futebol que todos sabem que tem e responder aos críticos dentro de campo. Sem firulas, nem teatro.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 01)