ESPN negocia com SporTV para fazer proposta conjunta pela Champions

trofeu-uefa-champions-league-liga-dos-campeoes-1522942609507_615x300

As últimas semanas foram corridas na ESPN, principalmente a respeito dos direitos dos dois torneios mais importantes atualmente na televisão esportiva: a Libertadores e a Champions League. Segundo apurou o UOL Esporte, a emissora esportiva da Disney não entrou na briga pelos direitos da Libertadores na atual licitação, que deve ter seu resultado divulgado até o fim do mês. E para voltar a transmitir o torneio europeu, o grupo avalia uma proposta conjunta com o SporTV.

O canal definiu como a grande prioridade para este ciclo de licitações conseguir novamente os direitos da principal competição de clubes do mundo. No entanto, para ter poder de barganha e conseguir competir com o Esporte Interativo, que novamente virá forte para manter a exclusividade da competição na TV paga, a ESPN tem uma conversa muito avançada com a Globosat para uma proposta conjunta para a Champions.

Curiosamente, na última semana, o SporTV exibiu pela primeira vez no ciclo entre 2015/2016 e 2017/2018, o qual o Esporte Interativo é dono dos direitos, os gols da rodada da Champions, o que sinaliza o interesse do canal novamente na competição. Vale ressaltar que, na última licitação, a ESPN e o SporTV fizeram uma proposta conjunta para ter os direitos da Champions.

Segundo informações da época, foram US$ 100 milhões oferecidos, contra US$ 130 milhões do Esporte Interativo. Caso ela se concretize, será a segunda vez que ESPN e SporTV vão para a briga pela Champions juntas. (Do UOL)

O golpe não brinca: Alckmin, mesmo denunciado, está livre da Lava Jato

santo2

A notícia do dia – menos na Folha, que a reduziu a uma pequena chamada na capa e a uma cobertura “sem sal” do seu interior, além de pé de um editorial mais insosso ainda – foi aquilo que Bernardo de Mello Franco, em O Globo, definiu com muito espírito no título de sua coluna, referindo-se ao “apelido” do ex-governador de São Paulo na “lista da Odebrecht”: Salvaram o Santo: Alckmin está livre da Lava-Jato.

O altar blindado é obra de uma concordância providencial entre a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, através de um de seus auxiliares, e a Ministra Nancy Andrighi, do STJ, que, juntas, produziram um pequeno milagre: é provável que, assim, Alckmin fique livre, ao menos durante a campanha eleitoral, de acontecimentos “inconvenientes”, deixando a Aécio Neves e a Michel Temer a encarnação dos personagens destinados a fazer-nos quer que “a lei é para todos”.

Como diz Franco, em seu artigo:

Na prática, o “Santo” ganhou um salvo-conduto eleitoral. Poderá fazer campanha tranquilo, sem o risco de uma visita indesejada da polícia. Se ainda quiser produzir algum fogo no PSDB, a Lava-Jato terá que riscar fósforos queimados, como o ex-senador Eduardo Azeredo ou o ainda senador Aécio Neves.

Os já “sem-serventia”.

Boa notícia para Jair Bolsonaro, que sabe que a “reserva” de votos do tucano em São Paulo, ainda que ande pelo “volume morto”, é importante para que não apareça alguma novidade no cenário eleitoral. (Por Fernando Brito, no Tijolaço) 

A lei é para (quase) todos. Tidizê…

Globo contrata mais dois ex-jogadores para equipe de comentaristas

petkovic-em-partida-entre-fluminense-e-vitoria-1496669027839_1920x1277-1024x681

O Grupo Globo contratou mais dois ex-jogadores para o seu time de comentaristas: Dejan Petkovic,  ídolo da torcida do Flamengo, e Ricardinho, destaque por vários clubes, especialmente no Corinthians, além de campeão do mundo com a com a seleção na Copa de 2002 na Coreia e Japão. Os dois foram contratados para atuarem em todas as plataformas: TV Globo, SporTV, Premiere (serviço pay-per-view da Globosat) e site Globoesporte.

No caso de Petkovic, ele já fará sua primeira aparição em vídeo na tarde desta quinta-feira (12) como debatedor do programa Seleção SporTV, enquanto Ricardinho, ainda sem data de estreia definida, pode iniciar como comentarista em maio. O curioso é que os dois novos comentaristas tentaram a carreira de treinadores. Petkovic treinou Criciúma, Sampaio Corrêa e Vitória, enquanto Ricardinho comandou, entre outros, Paraná, Ceará, Portuguesa e até março deste ano o Londrina. (Do UOL)

Vitória para acalmar espíritos

paysandu_comemoracao2

POR GERSON NOGUEIRA

A batalha foi insana, principalmente contra a pobre bola, castigada implacavelmente pelos dois times em boa parte do jogo. Ainda assim, o Papão foi o mais lúcido – ou menos errático – do confronto e saiu merecidamente vencedor, garantindo outra vez vaga na final da Copa Verde na busca pelo bicampeonato da competição. A vitória tira a corda do pescoço do técnico Dado Cavalcanti e exorciza um pouco dos fantasmas que o atormentam desde a final do Campeonato Paraense.

O triunfo sobre o Manaus pode ter um efeito transformador sobre o ânimo do elenco alviceleste, que estava abatido pelas quatro derrotas frente ao Remo. Mesmo que a atuação de ontem não tenha sido um primor de técnica, o time se esforçou para alcançar o objetivo, embora com graves erros de posicionamento e alguns precários desempenhos individuais.

Renan Rocha entrou no gol e teve atuação discreta, mas segura, tendo aparecido bem principalmente na etapa final em ataques do Manaus. A defesa, porém, sofreu bastante com as bolas aéreas, única jogada do adversário, mas sempre perigosa.

Hamilton, Rossini, Nena, Derlan, Negueba e Panda criaram diversas situações no 1º tempo, explorando a visível insegurança da última linha alviceleste, onde Diego Ivo se saía razoavelmente, mas Edimar rebatia para todos os lados.

O meio-campo, com Carandina e William, funcionava no desarme, mas distribuía mal os passes, sabotando boas opções de contra-ataque, que se acentuaram depois do gol de Cassiano, desviando um chute rasteiro e meio despretensioso de Mateus Miller, aos 15 minutos. William fez um de seus piores jogos desde que chegou ao time titular, preocupando-se mais em cometer faltas do que jogar propriamente.

Pedro Carmona, que deveria ser o organizador, rendia pouco e optava claramente pelas ações burocráticas, tocando de lado e se livrando da bola. Em meio a isso, Cassiano foi o melhor da primeira etapa, pois brigava com os zagueiros e tentava ajudar no bloqueio à saída de bola dos amazonenses. Moisés, dispersivo, pouco apareceu.

Rossini empatou aos 33’, após um dos 500 cruzamentos na área e em meio a um apagão da defesa e surgindo livre diante do goleiro Renan. Foi o momento de maior desatino dos bicolores na partida, mas o Manaus não teve cabeça e nem talento para aproveitar.

Depois do intervalo, estranhamente, o Manaus abriu mão de sua arma mais temível. Parou de cruzar bolas e tentou entrar na área trocando passes. Até deu certo numa chegada de Cleitinho, que errou no arremate final. Apesar das tentativas, Rossini e Romarinho se perdiam em lances individuais e o time foi se enervando.

Magno substituiu Cassiano e deu outra dinâmica ao ataque, caindo sempre pela esquerda em dupla com Mateus Miller, que deixou a última linha, pois Dado havia povoado o time de zagueiros – terminou com quatro, incluindo Danilo Pires – com receio da pressão do Manaus, que se acabava na ligação direta.

A questão é que o time da casa insistia com passes forçados e de maneira atrapalhada, facilitando os desarmes, mas o PSC não conseguia trabalhar as jogadas e fazer com que a bola chegasse ao ataque. Somente com a entrada de Magno a transição rápida passou a ser tentada. Surgiram dois contragolpes e, no segundo, saiu o gol que decidiu o jogo já nos acréscimos.

——————————————————————————————

Dado ganha tempo, mas time precisa de ajustes urgentes

A classificação para decidir a Copa Verde é um prêmio de consolação para o torcedor, que estava cabisbaixo pelos maus passos no Parazão, e também representa muito no aspecto financeiro, pois é a chance de conquistar a bonificação em dinheiro e a vaga qualificada nas oitavas de final da Copa do Brasil 2019.

Ao mesmo tempo, cabe ressaltar que os problemas permanecem. O time voltou a se apresentar mal, sem mostrar entrosamento, falhando nas iniciativas de envolver o adversário e até abusando da distração em muitos momentos. Por sorte, o Manaus conseguiu ser pior. Caótico em todas as suas linhas, acabou contribuindo para o êxito bicolor.

Por tudo isso, o resultado obtido em Manaus não pode empolgar a comissão técnica. Permite uma trégua nas cobranças do torcedor antes da estreia na Série B contra a Ponte Preta, sábado, em Campinas, mas a escalação deve ser reavaliada, bem como a forma de jogar. Erros que se repetem expõem as vulnerabilidades do desenho tático que Dado adota.

Como se viu na decisão do Parazão, a zaga continua exposta em excesso e o meio-campo não funciona quando precisa empreender ações criativas. Fábio Matos talvez já mereça uma nova oportunidade e até a correria de Maicon Silva, por mais incrível que possa parecer, faz falta na movimentação pela direita.

——————————————————————————————

Uma garfada monumental em Madri

Apreciei do princípio ao fim o belíssimo jogo entre Real e Juventus. A surpreendente e heroica atuação juventina assombrou a torcida em Madri, com um 3 a 0 que fez lembrar o que a Roma havia aprontado na véspera em seu estádio contra o Barcelona.

Tudo ia bem, principalmente para os milhões de telespectadores que se regalavam com o desfile de técnica, força e disciplina. Um jogão. CR7, marcado em cima, nada fazia além de simular faltas e reclamar do vento.

Quando a coisa se encaminhava para uma prorrogação épica, surge a figura nefasta do árbitro, aquele contumaz estraga-prazeres. Do alto de toda a idiota objetividade, ele pode ter cumprido a Lei, mas não fez justiça.

Um pênalti fabricado no penúltimo minuto dos acréscimos. Sim, o lance permite interpretações variadas. O zagueiro esbarrou no atacante do Real, mas a queda teatral denuncia a farsa. O jovem árbitro caiu na esparrela e estragou um jogo maravilhoso. Arrogante, ainda excluiu do jogo um mito, Buffon, compreensivelmente irritado com a marcação. O consolo é que a Velha Senhora, operada miseravelmente, caiu de pé.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 12)