Como fizeram de Lula, contra sua vontade, ser um revolucionário

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Por Fernando Brito, no Tijolaço

Ontem, cedo, quando se esperava o ato final da vergonha da prisão de Lula, disse que o furor e o ódio de Moro e da máquina de mídia se voltariam contra eles próprios.

Já se viu, pela multidão que acorreu ao Sindicato dos Metalúrgicos até a madrugada, que ele não conduzirá à cadeia um Lula cabisbaixo e solitário, mas verá um cortejo humano impressionante a levar seu líder ao exílio em sua própria terra.
O juiz marqueteiro, envenenado por seu ódio incontido, produzirá uma cena para a história, a imagem de um povo altivo, deixando a vergonha para seus algozes.
Moro dará ao povo brasileiro a representação do calvário dos que, neste país, carregam a cruz dos oprimidos.

Aí está o que fica do drama de hoje e não é à toa que os grandes jornais se engalfinham para produzir qualquer outra, mixuruca, mas que possa  servi-lhes para colocar Lula numa situação humilhante.

Ainda assim, ser-lhes-á difícil fugir da imagem.

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