Sobre golpes ou não

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Por Flávio Nassar, no Facebook

Nos regimes presidencialistas vigentes nas Américas, toda vez que um governante com mandato obtido nas urnas é deposto, por impeachment ou a mano militari, há um GOLPE à soberania do voto popular.
Impeachment e quarteladas são atos políticos que só prosperam se obtiverem apoios para além das conspirações.
Jango ficou pendurado no pincel, enquanto os “golpistas” conquistavam territórios e apoios. 
Collor, messiânico e nordestino, não agradava a elite paulistana que desejava FHC no planalto, isso e não o Fiat Elba, determinou o “golpe” que derrubou seu governo.
Contra o Dilma/PT levantou-se uma vasta aliança, parlamento, organizações empresariais e a grande mídia. Isso, e não pedaladas fiscais, determinou o “golpe” que a destituiu.
Três presidentes foram depostos entre 1964 e 2016. Entre Jango e Collor foram 28 anos, de Collor a Dilma 24.
Três golpes à vontade popular em 52 anos.
Discutir como se aglutinaram e se organizaram as forças desejosas de golpear a vontade popular expressa nas eleições, essa é a questão.

P.S. Para exercer algum controle sobre essa atual expressão de golpe, dito parlamentar, as constituições de regimes presidencialistas não deveriam prever a deposição do presidente por votação congressual. O processo seria aberto no âmbito do legislativo, mas a cassação do mandato só com a manifestação dos eleitores em votação direta.

5 comentários em “Sobre golpes ou não

  1. Rapaz, dizer que Collor não merecia o impeachment é forçar a amizade. Por outro lado, esse arranjo proposto não existe em nenhum sistema democrático, porque retira exatamente a possibilidade política do impedimento, que em última análise é expressão dessa mesma democracia, que é, gostemos ou não do resultado, representativa.

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  2. O problema, meu caro, são as motivações e a manipulação dos meios. Ignorar isso é de uma sacrossanta ingenuidade.

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  3. Não há ingenuidade, amigo, apenas a escolha pelo regime democrático, que é representativo, e não censitário. Se ele não funciona bem em nosso país, como também acho, não vejo como remédio a troca por outro sistema, pois parece que o problema está nas pessoas.

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  4. O regime democrático é censitário e representativo ao mesmo tempo. Os representantes são colocados no poder por meio do voto dos eleitores. No Brasil, temos ainda o voto obrigatório. O problema é qualificar esse voto. Mas como qualificá-lo com um sistema educacional podre e uma elite gananciosa que compra corações e mentes e tem como aliada, na sua empreitada de capturar o estado e as instituições, a grande mídia.

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  5. Sobre o caso da presidente impedida já opinei diversas vezes. Por isso me limito a falar sobre aquele que se proclamou o pai dos descamisados e pés-descalços. Deveras, dizer que o impedimento do collor de melo foi golpe, é foçar demais a barra. golpe quem deu foi o collor.

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