Ritual de cartas marcadas

“O julgamento de Lula é uma encenação tão escancarada que tem seu resultado publicado pela mídia antes mesmo de começar – como uma novela cujos capítulos são descritos por revistas de fofocas no início de cada semana.”

Pablo Villaça, crítico de cinema e jornalista

Um comentário em “Ritual de cartas marcadas

  1. O promotor deu a deixa ao citar Dostoiévski: Homens de bronze são uma referência de Dostoiévski a Platão. N’A República, Platão fala sobre os homens de ouro – que detêm a sabedoria -, homens de prata – que detêm coragem, guerreiros – e os homens de bronze – que têm temperança, que são comedidos. Evidentemente, ao referir-se à Lula desse modo, o promotor o afastou do panteão dos homens de ouro e dos homens de prata, querendo referir-se ao ex-presidente não como um líder, mas como um simplório operário de quem apenas se esperava que ficasse quieto no seu canto. A sutileza não passa despercebida e ao citar Dostoiévski o promotor entregou Lula como só mais um pobre a ser condenado pelo “infalível” judiciário brasileiro com seus preconceitos e convicções.

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