Operação da Polícia e do MP mira dirigentes e chefes de torcida no Rio

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A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especializada do Desporte e Defesa do Torcedor (Gaedest), do Ministério Público do Rio, deflagraram, nesta segunda-feira, a segunda fase da Operação Limpidus, que tem como alvo dirigentes de futebol, funcionários de clubes e integrantes de torcidas organizadas do Rio. Os agentes visam a cumprir nove mandados de prisão de suspeitos de envolvimento num esquema de repasse de ingressos por parte dos clubes para torcidas organizadas — outros cinco envolvidos já estão presos.

Nesta segunda-feira, seis pessoas foram presas: Artur Mahmoud (foto abaixo), assessor de imprensa da presidência do Fluminense; Filipe Dias, gerente de operações de arenas e jogos do tricolor; Alesson Galvão (foto acima), presidente da Raça Rubro-negra; Leandro Schilling, coordenador da Imply, empresa responsável pela confecção de ingressos para jogos do Flamengo; Monique Patrício dos Santos Gomes e Vinícius Carvalho, funcionários da Imply. No início da tarde, Claudio Tavares de Lima, funcionário da tesouraria do Flamengo, foi levado para a Cidade da Polícia. Ele era o responsável por receber o pagamento da torcida organizada e entregar os ingressos dos planos corporativos de sócios-torcedores para os líderes. Todos os presos serão transferidos ainda nesta segunda-feira para a Polinter.

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De acordo com a denúncia, a empresa repassaria ingressos para organizadas. Em nota oficial, a Imply nega a acusação e afirma “que todos os ingressos dos jogos do Clube de Regatas do Flamengo são entregues direta e exclusivamente ao clube e registrados em protocolo. A empresa não compactua e não tolera qualquer ato que comprometa os valores éticos estritamente seguidos desde a sua fundação, há 15 anos”.

A delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), esteve na casa do policial Edmilson José da Silva, o Tubarão, chefe de segurança do Vasco. Ele é considerado foragido. Outro alvo dos agentes é Rodrigo Granja dos Santos, o Batata, também funcionário cruz-maltino.

— Existem regras estabelecidas pelo Ministério Público e pelo Estatuto do Torcedor. A partir do momento em que um clube de futebol, que tem como objetivo impedir atos de violência,simplemente não liga para isso e continua fornecendo ingressos para torcidas banidas, ele está sim fomentando a briga no futebol, os atos de violência. Assim, a gente nunca vai conseguir ter paz — afirmou Daniela. — As pessoas que estão ali para torcer não são facções criminosas. Mas as que dirigem essas torcidas e não cumprem com as regras são sim, na minha opinião, considerados como se fossem uma facção criminosa. É um esquema muito grande. (De O Globo) 

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