O dia em que conversamos sobre futebol com Placido Domingo

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Daquelas coisas que só o futebol pode proporcionar: um inesperado encontro com o tenor espanhol Placido Domingo, no tradicional restaurante Dona Lucinha, em Belo Horizonte (MG), mais ou menos 2 horas depois da maior tragédia do futebol brasileiro, na noite de 8 de julho de 2014. A seleção de Felipão, Fernandinho, Davi Luiz, Dante & cia. havia caído fragorosamente perante a Alemanha por 7 a 1.

Ainda imersos em profunda dor, forçando sorrisos depois da surra alemã, Guilherme Guerreiro, mestre Carlos Castilho encontramos o tenor no lotado salão do restaurante, surpreendentemente sem ser reconhecido até então. Estavam conosco também os companheiros Paulo Fernando Bad Boy, Jones Tavares e Giuseppe Tommaso.

Coube a este escriba avistá-lo de longe e pedir uma foto com ele (com direito a bicão lá atrás), no que fomos gentilmente atendidos, ganhando ainda palavras de conforto pela chilenada sofrida na Arena Mineirão. Fã de futebol (foi goleiro na juventude), Placido Domingo estava no estádio e também iria ao Rio para ver a final entre Alemanha e Argentina.

Em tempo, o Dona Lucinha é um dos templos sagrados da cozinha mineira, localizado na rua Padre Odorico, 38, bairro da Savassi, BH. Recomendo.

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Mufarrej é eleito no Bota para manter política dos ‘pés no chão’

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“Um novo olhar, com os mesmos princípios”. Foi com esse slogan que Nelson Mufarrej chegou à presidência do Botafogo. De fato, a filosofia – especialmente orçamentária – traçada nos últimos anos tende a ser a mesma com a reeleição do grupo da situação. Porém, não será apenas o olhar que mudará a partir de 2 de janeiro, data marcada para a posse do futuro presidente.

Nelson Mufarrej tem perfil bem diferente do que o de seu antecessor e futuro vice-presidente, Carlos Eduardo Pereira. Discreto, tímido, político e diplomático são alguns dos adjetivos atribuídos por pessoas próximas ao dirigente. Engana-se, no entanto, quem crê em um perfil de pouco comando à frente do Botafogo. Nelson é descrito por aliados como um exímio negociador.

– É um líder nato – elogiou um dirigente próximo, logo após a confirmação da vitória neste sábado.

Avesso a holofotes e entrevistas, Mufarrej passou quase que despercebido pelo torcedor durante os três anos em que foi vice-geral de CEP. Mas esteve presente e teve voz ativa nas principais decisões no último triênio. O contato com o público, em geral, começou de certa forma quando seu nome foi definido como candidato pelo “Mais Botafogo”.

Mufarrej, aliás, não fazia parte do grupo político. A aproximação se deu devido a uma composição para as eleições de 2014. A parceria rapidamente deu certo. Apesar de ter um perfil diferente, a união com Carlos Eduardo Pereira engrenou, e Mufarrej foi o nome natural para suceder o presidente.

– O Nelson é um lorde, uma pessoa extremamente preparada e dedicada ao Botafogo. Uma pessoa com origens sólidas no clube, grande negociador, conciliador e terei um enorme orgulho de continuar trabalhando com ele. Estarei à disposição do Nelson. Os princípios e a maneira de trabalhar são coisas bem consolidadas dentro do clube – elogiou o presidente (e futuro vice) Carlos Eduardo Pereira.

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Avesso a holofotes e entrevistas, Mufarrej passou quase que despercebido pelo torcedor durante os três anos em que foi vice-geral de CEP. Mas esteve presente e teve voz ativa nas principais decisões no último triênio. O contato com o público, em geral, começou de certa forma quando seu nome foi definido como candidato pelo “Mais Botafogo”.

Mufarrej, aliás, não fazia parte do grupo político. A aproximação se deu devido a uma composição para as eleições de 2014. A parceria rapidamente deu certo. Apesar de ter um perfil diferente, a união com Carlos Eduardo Pereira engrenou, e Mufarrej foi o nome natural para suceder o presidente.

– O Nelson é um lorde, uma pessoa extremamente preparada e dedicada ao Botafogo. Uma pessoa com origens sólidas no clube, grande negociador, conciliador e terei um enorme orgulho de continuar trabalhando com ele. Estarei à disposição do Nelson. Os princípios e a maneira de trabalhar são coisas bem consolidadas dentro do clube – elogiou o presidente (e futuro vice) Carlos Eduardo Pereira.

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Advogado, 68 anos, formado em Economia, Mufarrej é funcionário aposentado do Tribunal de Contas do Estado. O futuro presidente do Botafogo também é sócio de um escritório especializado em perícia judicial. Ele é casado, não tem filhos, e é muito próximo das sobrinhas (com ele na foto acima).

Neto de libaneses e botafoguenses, esteve desde cedo esteve envolvido na política do clube. Seu pai foi vice-presidente em 1964. Período em que Nelson se aventurou, sem muito sucesso, como remador do Botafogo. Em 2008, Mufarrej foi presidente do Conselho Fiscal, mas se afastou na segunda gestão de Maurício Assumpção. (Do Globo Esporte)

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Adeus sem glória

POR GERSON NOGUEIRA

A 16ª derrota do Papão na Série B 2017, sofrida perante o Figueirense na sexta-feira à noite, fechou a participação do time no torneio, mas não desestimulou o técnico Marquinhos Santos a entoar o discurso maneiroso de sempre, dando como missão cumprida a permanência na Série B.

Há quem aprecie a oratória pré e pós-jogo de alguns treinadores, quase sempre com voz empostada, a discorrer sobre um cenário sem amparo na realidade de campo.

Marquinhos cultiva esse perfil e, ao analisar o comportamento do time em Florianópolis, voltou a ressaltar o espírito de luta e o comprometimento dos jogadores. Conceitos importantes, mas vagos quando o debate é sobre rendimento técnico.

A atuação em Floripa foi bem ilustrativa da própria campanha do Papão no Brasileiro deste ano. O time começou com boa movimentação, mas acabou dominado pelo resto do primeiro tempo. Sofreu o gol em cobrança de falta e se safou de outras quatro situações de muito perigo, graças à firme presença do goleiro Marcão.

Na etapa final, quando se imaginava um Papão destemido e ofensivo, para buscar a igualdade, Marquinhos manteve a mesma formação e não mudou o posicionamento dos jogadores. A única novidade foi a utilização de Ayrton mais centralizado, sem qualquer resultado prático, a partir dos 20 minutos.

A evolução só veio com a entrada de Jonathan na vaga de Augusto Recife, alteração que fez a equipe se lançar em jogadas mais verticais pela direita, envolvendo Rodrigo Andrade e Caion. Foi o melhor momento do Papão no jogo, mas sem o capricho necessário nas finalizações.

O Figueirense se conformou com a vantagem mínima, recuou muito e teve contra si a queda de rendimento de Xuxa (autor do belíssimo gol) e Ferrugem. Ainda assim, quase no final, Renan Mota perdeu grande oportunidade, após cruzamento recuado do lateral Dudu.

A registrar a inacreditável entrada de Willian, substituindo a Ayrton, no último minuto da partida. A mexida contradiz declarações do técnico Marquinhos, que costuma destacar o aproveitamento de jogadores da base.

Ansioso, o garoto só teve tempo de entrar e dar uma pernada em Jorge Henrique, só escapando de advertência mais rigorosa porque a árbitra Edina Batista estava mais confusa que o setor de criação do Papão.

Vale observar que na formação que começou o jogo a ausência de Perema também soou esquisita. Rafael Dumas entrou, levou uma finta desconcertante de Dudu e pouco fez na partida. Ficou a impressão de que foi escalado para mostrar serviço na hora da avaliação sobre quem vai permanecer na Curuzu em 2018.

O Papão encerra sua jornada na Série B 2017 em 11 lugar, com 48 pontos, 13 vitórias, 9 empates e 16 derrotas. Marcou 42 gols e sofreu 40. Aproveitamento de 42,1%. É verdade que melhorou três posições em relação a 2016, mas ainda é muito pouco para o investimento feito e as expectativas criadas.

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Executivo deixa no ar possível retorno de Marquinhos

Pelas afirmações do executivo André Mazzuco ao repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube, Marquinhos Santos (com 43% de aproveitamento) tem boas possibilidades de renovar contrato com o Papão, decisão aparentemente respaldada em enquetes virtuais que teriam apontado aprovação dos torcedores ao trabalho do treinador.

O executivo destacou a “boa vontade” do técnico em querer continuar na Curuzu e destacou a preocupação com valores regionais. Deve ser mais um projeto futuro porque na atual temporada Marquinhos esteve longe de prestigiar jogadores oriundos da base bicolor.

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Bola na Torre

O programa começa às 21h, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participações de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Sorteios, interatividade e análise da rodada final da Série B. Gols da Segundinha do Parazão e noticiário do Remo.

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Aperreio financeiro faz Leão voltar às origens

Os novos diretores do Remo têm se empenhado para encaixar as contratações no magro orçamento disponível (cerca de R$ 250 mil para a folha salarial do elenco), procurando trazer jogadores capazes de representar bem a equipe nas competições nacionais, regionais e no Parazão.

A tarefa é complexa e o exemplo mais recente, deste ano, com Josué Teixeira, prova que a combinação grana pouca + elenco qualificado é quase uma miragem.

Nos últimos dias, o executivo Zé Renato esteve em Belo Horizonte buscando obter a cessão de jogadores sub-20 de Atlético-MG e Cruzeiro, prática que o Remo já adotou em tempos passados com excelentes resultados.  É um bom caminho e talvez ajude a qualificar tecnicamente o elenco sem onerar as contas.

Além dos garotos mineiros, o clube tem urgência em contratar um meia de ligação experiente e um centroavante, posições ainda carentes na atual agenda de aquisições.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 26)