Ziggy recebe programação do 12º Festival Se Rasgum

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A semana do 12º Festival Se Rasgum chegou com tudo em Belém e o Ziggy não ficou de fora: a casa vai receber duas noites especiais de selos de música nacionais e várias mesas debates gratuitos pra fomentar ainda mais a cena cultural da cidade. Isso tudo será acompanhado por três dias de Happy Hour, de quarta a sexta, com horários estendidos.

O projeto Music On The Table (MOT) vai promover diversos encontros na cidade com entrada gratuita e muito bate-papo sobre cultura e empreendedorismo. No Ziggy, o MOT inicia na terça-feira com as mesas “Editais de patrocínio do Banco da Amazônia: principais dúvidas sobre elaboração de projetos” e “Streaming, um caminho sem volta”. Enquanto que a quinta-feira dá lugar para os painéis “Oi Futuro – Labsônica” e “Música e Cidade”. Pra finalizar a programação do Music On The Table no Ziggy, a sexta recebe uma Rodada de Negócios, que vai orientar artistas com projetos engavetados. Mais informações: bit.ly/MusicOnTheTable.

Na terça, o Se Rasgum vai movimentar o Teatro Margarida Schivasappa com shows de Marisa Brito, Estrela Leminski & Téo Ruiz e Ava Rocha. Depois do teatro, a festa é no Ziggy com a noite MidSummer Madness, que vai apresentar os shows das bandas Lava Divers (MG), foto acima, e Loomer (RS) + discotecagem do DJ Mancha (SP).

A banda mineira Lava Divers vai abrir a noite com seus blocos de ruídos, batidas rápidas, distorções e vozes submersas que apontam diretamente para o trabalho produzido por veteranos do rock alternativo que surgiram entre o final dos anos 1980 e início da década de 1990. Eles vão mandar as faixas de seu primeiro disco, “Plush”, lançado em julho deste ano.

Foto Loomer - 03 (médio P&B)

O quarteto gaúcho Loomer (acima) vai tocar o repertório do “Deserter”, segundo álbum deles, que sucede “You Woudn’t Anyway” (2013). Todos lançados pela parceria independente Sinewave e Midsummer Madness, forjadas no do it yourself punk. Todos ardidos, de guitarras abrasivas, clima de festa adolescente dos anos 90, daquelas que poucas coisas sobrevivem.

Na quarta-feira, o Ziggy não vai abrir devido ao feriado de Proclamação da República. A casa retorna na quinta-feira com mais programação do MOT + Happy Hour e outro After Party Se Rasgum. No dia 16, o Se Rasgum estaciona na Estação das Docas com apresentações de Juliana Sinimbú, Baile do Mestre Cupijó e Francisco El Hombre (SP/MEX). Em seguida, a festa vem pro Ziggy com a noite do selo paulista Balaclaba. O evento vai trazer o show da banda Terno Rei (SP) + discotecagem dos DJ’s Fernando Dotta (SP) e Rafael Farah (SP).

Na sexta, além da programação do MOT, o Ziggy vai promover a festa Old Friday, que vai trazer uma noite totalmente dedicada aos sons da década de 80. A ocasião vai receber a discotecagem de dois nomes bastantes conhecidos nas noites belenenses: DJ Halden BOY e Fábio Miranda vão tocar os hits e hinos oitentistas pra todo mundo dançar e cantar junto. No sábado, o Ziggy não irá abrir, pois a festa é lá no Parque dos Igarapés com a programação principal do 12º Festival Se Rasgum.

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SERVIÇO

(TER) 12º Festival Se Rasgum – Noite Midsummer Madness
Happy Hour: 16h às 21h
Shows: Lava Divers (MG) e Loomer (RS)

DJ: Mancha (SP)

Entrada: R$ 20 a partir de 21h // R$ 25 a partir de 23h

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(QUA) ZIGGY FECHADO

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(QUI) Happy Hour + 12º Festival Se Rasgum – Noite Balaclava

Happy Hour: 16h às 21h

Show: Terno Rei (SP)

DJ’s: Fernando Dotta (SP) e Rafael Farah (SP)

Entrada: R$ 20 a partir de 21h // R$ 25 a partir de 23h

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(SEX) Old Friday – 80’s

Happy Hour: 15h às 21h

DJ’s: DJ Halden Boy + Fábio Miranda

Entrada: R$ 15 a partir de 21h // R$ 20 a partir de 23h

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(SÁB) ZIGGY FECHADO

Remo pode contratar até 19 jogadores para compor o elenco

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O Remo planeja contratar até 19 jogadores para compor o elenco visando a temporada 2018. A busca por atletas vem sendo feita pelo executivo de Futebol, Zé Renato, e o técnico Ney da Matta. O grupo de atletas deve ser fechado com 28 nomes, sendo que nove jogadores são oriundos das divisões de base e atletas regionais.

Até o momento, cinco jogadores estão apalavrados com o clube. Todos preenchem características do perfil desenhado por Ney da Matta: vencedores, jovens e com bom comportamento extracampo. Apesar de especulações que apontavam para a contratação do volante Ricardo Capanema, ex-Paissandu, Zé Renato desmentiu qualquer interesse pelo jogador.

Flamel, que defendeu o Remo em 2017, também não está confirmado na lista de nomes visados para 2018. Pimentinha e Edgar, que disputaram a Série C pelo Leão, estão inteiramente descartados.

Já o atacante João Victor (foto), formado nas divisões de base do Remo e que atualmente defende a Tuna, está sob observação e pode retornar ao Baenão. “Não conheço o João Victor, mas tem diretores que conhecem. Preciso o ver jogando neste final de semana, para ver se encaixa no perfil do Ney. Se encaixar, vamos conversar”, disse o executivo.

Outros atletas que disputam a Segundinha do Parazão também estão na mira dos azulinos. A apresentação do novo elenco será no dia 4 de dezembro. Jogadores e comissão técnica irão trabalhar até o dia 23 de dezembro, cumprem a folga de fim de ano, e se reapresentam em definitivo a partir de janeiro.

IV Prêmio de Jornalismo em Turismo divulga relação de finalistas

Saiu a lista dos profissionais finalistas à IV Edição do Prêmio de Jornalismo em Turismo Comendador Marques dos Reis, divulgada pela comissão organizadora, formada pela Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet/Pará) e Governo do Pará através da Secretaria de Turismo do Estado do Pará – Setur e da Secretaria de Comunicação do Estado do Pará – Secom. Os jornalistas, comunicadores e estudantes universitários concorrem a uma vaga em cada subcategoria das categorias “Profissional”, “Universitário” e “#MeuBemPará”.

Os vencedores de cada categoria serão anunciados durante cerimônia de premiação que acontece no evento Publicom Belém 2017 nesta quarta-feira (15), a partir das 18h, no Teatro Maria Sylvia Nunes/Estação das Docas, em Belém.

Conheça a relação dos finalistas:

CATEGORIA: PROFISSIONAL

*Jornalismo Impresso:

Airton Gontow – “Jesus não nasceu lá, mas a cidade é divina”

Alice Morais – “Na Estrada”

Thelma Montanha – “Ilha do Marajó – Amazônia para iniciantes”

*RadioJornalismo:

Celso Freire – “O Pará é destaque na mídia nacional e turismo aumenta com a exposição”

Luis Fernando Machado – “Série Festival das Tribos de Juruti”

Felipe Feitosa – “Embarque Imediato – São Domingos do Capim”

*Telejornalismo:

João Jadson – “Círio, um fim fé semana em que a fé flui pelas ruas de Belém”

Raimundo Reginaldo Ramos – “Expedição Jornalística Amazônia +”

Roges Paes – “Tá na rua pra comer”

*Jornalismo On Line:

Altier Moulin – “Círio de Nazaré: a emocionante festa religiosa de Belém”

Gerson Nogueira – “Aromas, temperos e sabores a serviço do turismo do Pará”

Thais Rezende – “Viseu esconde praias, grutas e serra no limite entre o Pará e o Maranhão”

*Fotojornalismo:

Celso Lobo – “Fotógrafo leva imagens da Amazônia para a Europa”

Wagner Santana – “40 Anos/Operação Prato”

Wilson Soares – “O potencial do Xingu”

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CATEGORIA: UNIVERSITÁRIO

 *Jornalismo Impresso:

Ana Laura da Silva Carvalho – “Princesa do Marajó acena a visitantes”

Marcelo Cardoso Monteiro – “Revista Veropa”

*RadioJornalismo:

Cinthia Martins de Vasconcelos – “Viva Belém! Histórias e Causos”

Erlane Pereira dos Santos – “Cametá: A beira do imaginário popular”

Jhonata da Costa Chaves – “Mestre Vieira: de Barcarena para o mundo fomentando o turismo”

*Telejornalismo:

Leandro Tocantins Silva – “Chocolate Dona Nena”

Marcos Wagner Braga Nascimento – “Ritos Sagrados no Pará” e “História do Bosque Rodrigues Alves contada pelo Programa Eita Pará Pai P´Égua”

*Jornalismo On Line:

Francisco Soares Chagas Neto – “Belém 401 Anos: Espaços onde a literatura encontra a arte”

Luana Cantanhede Bezerra da Silva – “Museu Goeldi: 150 anos de pesquisa e memórias afetivas”

Thais de Souza Amorim – “Conectividade em Algodoal”

 *Fotojornalismo:

Felipe Cássio Coelho Nobre – “Chegadas e Partidas”

Ryssa Izabelle Sousa da Silva – “A alegria de cores que explode no Mangal” e “Quero puxar a corda da tua berlinda”

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CATEGORIA: MEUBEMPARÁ

#MEUBEMPARÁ:

Anderson dos Santos de Souza – “Olhar Carajás”

Deia do Socorro Pinheiro Lima – “Por Belém”

João Magno Pacheco Filho – “A Lei do Alcance”

Luiz Cláudio Nascimento Ferreira – “A Feira”

Luiz Cláudio Nascimento Ferreira – “Cavalhada”

Maria da Conceição Miranda de Souza – “Pedra do Ver o Peso”

Otávio Henriques Nascimento Ferreira Nepomucena – “Imponente”

Rafael Fernando Serrão Chaves – “Quando a vida é uma poesia”

Wagner Nascimento de Almeida – “Aniversário de Belém”

Wendell Azevedo de Medeiros – “Entardecer em Prainha”

Impactos negativos da reforma para profissionais da comunicação

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A reforma trabalhista elaborada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer pode trazer malefícios aos profissionais da comunicação social. Quem garante isso são entidades ligadas a quem trabalha em órgãos da imprensa, como os sindicatos dos jornalistas do Distrito Federal e de São Paulo. As duas instituições chegam a endossar 20 pontos que impactam negativamente no setor.

A lista – elaborada pela jornalista Flaviana Serafim, publicada originalmente no site do sindicato de São Paulo e repercutida pela instituição da capital do país – traz o seguinte conteúdo:

1. Prevalência do negociado sobre o legislado
Hoje, já é permitido que os sindicatos negociem com as empresas pontos previstos em lei, mas só para melhorar as condições de trabalho. Os direitos trabalhistas legais são o mínimo. O projeto permite que as empresas forcem negociações nocivas aos trabalhadores, sem a necessidade de qualquer contrapartida.

2. Fim da homologação no sindicato
Atualmente, quando o trabalhador é demitido (com mais de um ano no emprego), a empresa tem de homologar sua demissão no Sindicato dos trabalhadores. Isso permite que a entidade sindical confira as contas e alerte o trabalhador sobre os direitos que a empresa possa estar sonegando. Além do mais, também permite que o Sindicato tenha conhecimento das demissões que ocorrem na categoria. O projeto prevê que a homologação seja feita diretamente pela empresa, sem a participação do Sindicato.

3. Criação de uma nova modalidade de demissão sem justa causa…
Na qual o trabalhador recebe apenas metade da multa do FGTS e do aviso-prévio, além de só poder sacar apenas 80% do Fundo de Garantia e perder o direito ao seguro-desemprego – abre uma nova forma de pressão contra o trabalhador, forçando acordos de demissão com redução de direitos.

4. Criação de banco de horas por acordo individual, sem a intermediação do sindicato
Hoje, a lei garante o respeito à jornada de trabalho, com o pagamento de horas extras (se as empresas não cumprem, violam a lei). Mas é possível flexibilizar a jornada, se houver acordo com o Sindicato. Isso permite que os trabalhadores negociem coletivamente a questão com as empresas. O acordo individual acaba com isso: como a empresa é a parte forte das relações de trabalho, ela pode impor sua posição ao assalariado individualmente.

5. Jornada de 12 horas X 36 horas por acordo individual, ou seja, sem a participação do sindicato
É o mesmo problema do ponto anterior. Na relação de trabalho frente ao assalariado, a empresa tem posição de força e pode impor o que quiser.

6. Autorização para demissões coletivas, sem exigência de negociação prévia com o sindicato de trabalhadores
Hoje, há jurisprudência considerando que, em caso de demissões coletivas, as empresas têm de avisar previamente as categorias, por meio dos sindicatos, para que haja uma negociação. Com base nisso, o SJSP tem conseguido forçar negociações que estabeleceram contrapartidas, barraram demissões e até chegaram à reintegração de demitidos. Agora, a lei “libera” demissões em massa.

7. Retirada da natureza salarial de verbas pagas a título de “ajuda de custo”, diárias de viagens, abonos, vale-refeição (ainda que pagos em dinheiro) e prêmios pagos ao empregado
A medida “legaliza” o salário “por fora” (sem incidência de Fundo de Garantia, férias, 13º salário etc.), propiciando que as empresas fixem um salário baixo (como um piso salarial) sobre o qual incidem direitos, e determinem o restante do salário como verbas adicionais, sem direitos associados.

8. Limitação dos valores em caso de condenação por danos morais em no máximo 50 salários nominais
A determinação inclui até acidentes de trabalho, mesmo em casos de responsabilidade direta do empregador. Com isso, um trabalhador pode sofrer um dano que o impeça de ter uma vida produtiva, mas a empresa responsável não poderá ser condenada a arcar com as consequências de seu ato.

9. Em três pontos: dificulta a responsabilização solidária do grupo econômico em caso de não pagamento ao trabalhador, livra o ex-sócio de empresa da dívida trabalhista de seus antigos empregados e deixa os débitos à empresa sucessora, impedindo que o empregador originário seja acionado
Hoje, já são muitos os casos em que trabalhadores ganham ações trabalhistas, mas não conseguem ser pagos (pois a antiga empresa alega não ter patrimônio, bem como os seus donos, para honrar os compromissos). Os jornalistas sabem muito bem disso, como nos casos da Gazeta Mercantil, TV Manchete e Diários Associados. A lei introduz ainda mais obstáculos para que se responsabilize judicialmente empresas do grupo, seus donos ou seus compradores, facilitando aos empresários que “esvaziem” empresas em dificuldades e deixem os trabalhadores na mão.

10. Desestimula o ingresso de reclamações trabalhistas, pois limita a concessão de gratuidade da Justiça e impõe o pagamento ao trabalhador de honorários advocatícios e periciais (ainda que ele ganhe vários pontos do processo)
Hoje, o trabalhador entra com ação judicial para reclamar de questões legais não respeitadas pelas empresas. No caso de jornalistas, são correntes ações pelo não pagamento de horas extras (situação generalizada na categoria), não pagamento de adicional noturno, não cumprimento de intervalo intrajornada, acúmulo de função e equivalência salarial (decorrente do exercício de função de responsabilidade sem que a empresa formalize o cargo). Segundo o projeto, mesmo que o trabalhador ganhe em diversos pontos, terá de pagar honorários para os pontos que a Justiça não lhe der ganho de causa. A medida visa expressamente bloquear o ingresso de ações trabalhistas.

11. Cria a figura do empregado “hipersuficiente”, aquele que ganha mais de dois tetos da Previdência (hoje, pouco mais de R$ 11 mil) e tem curso superior
Ele poderá ser obrigado a aceitar (ou “negociar”) individualmente, sem a proteção do Sindicato, direitos como parcelamento de férias, banco de horas, PLR, bem como assinar um “compromisso de arbitragem”, renunciando previamente à proteção da Justiça do Trabalho em caso de descumprimento do contrato – o projeto deixa os assalariados com remuneração acima de R$ 11 mil totalmente desprotegidos diante das empresas, que terão facilitado o caminho para o desrespeito total às relações de trabalho.

12. Dificulta as regras para a obtenção da equiparação salarial entre empregados da mesma empresa
A legislação já é restritiva neste ponto, e os jornalistas sabem bem disso. Com frequência, as empresas jornalísticas ampliam as responsabilidades dos jornalistas, dando-lhes funções de chefia, sem melhorias no salário. O projeto dificulta ainda mais a reclamação relativa a este ponto.

13. Criação de representação de trabalhadores por empresa sem qualquer ligação com os sindicatos
Facilita a criação de órgãos de “representação” dos trabalhadores sob pressão direta das empresas. A determinação de que não tenham ligação com os sindicatos visa esvaziar o caráter de representação e negociação coletiva das entidades sindicais, enfraquecendo seu papel. Isso abre o caminho para que as empresas rebaixem ainda mais direitos coletivos.

14. Cria a homologação judicial de acordo entre empresa e trabalhador demitido sobre as verbas rescisórias e sobre qualquer direito trabalhista, sem a participação do sindicato
Com isso, abre-se a possibilidade de a empresa impor ao trabalhador individualmente um acordo que rebaixe ou parcele o pagamento de verbas rescisórias (cuja obrigação legal é o pagamento em dez dias após a demissão), sem que o Sindicato sequer tenha conhecimento do caso. Hoje, qualquer caso desse passa por negociação sindical, com a imposição de multas adicionais, correção e garantias legais ao trabalhador.

15. Regulamentação do teletrabalho apenas para registrar que o trabalhador não tem direito a horas extras, ainda que seja obrigado a ir até a empresa
Isso permite que o trabalhador seja obrigado a fazer jornadas totalmente desregulamentadas, sem que possa cobrar a empresa por isso.

16. Criação do trabalho intermitente
Modalidade altamente nociva ao assalariado e benéfica ao empregador, pois o empregado fica gratuitamente à disposição da empresa para ser acionado quando esta quiser, mas só recebe pelo tempo que trabalhar. Uma vez convocado, se confirmar a presença e faltar, terá de pagar multa para a empresa.

17. Derruba a prorrogação dos efeitos das Convenções Coletivas e dos Acordos Coletivos vencidos enquanto não forem renovados (ultratividade)
Com isso, enquanto o sindicato dos trabalhadores e o das empresas negocia a renovação de uma convenção, suas cláusulas perdem efeito legal. Hoje, isso não ocorre. Assim, se as negociações passam da data base, deixa de existir o piso salarial, por exemplo, que é determinado por Convenção Coletiva, até a renovação do acordo. No caso dos jornais e revistas da capital e do interior e litoral, por exemplo, a última convenção foi assinada somente em dezembro passado, seis meses depois da data base, que foi em junho de 2016.

18. Determina a possibilidade de terceirização de atividade-fim
Como se sabe, a terceirização é uma forma de reduzir custos com salários e direitos trabalhistas. O projeto deixa clara a possibilidade de que as empresas terceirizem sua atividade, reforçando as condições para a precarização do trabalho, a redução de salários e de direitos.

19. Troca do índice de atualização de débitos trabalhistas pela TRD (taxa referencial diária, do Banco Central)
Os valores devidos aos assalariados pelas empresas deixam de ser corrigidos pela inflação, em medida que prejudica de forma explícita os trabalhadores, reduzindo os valores que têm a receber.

20. Limitações à Justiça do Trabalho na análise do mérito de Acordos Coletivos e na criação de súmulas
Hoje, a Justiça do Trabalho decide sobre o mérito de Convenções e Acordos Coletivos, sobretudo em casos de greve, e estabelece súmulas para situações em que não há clareza em lei. Reforçando o que já faz boa parte dos pontos da reforma, este explicita a disposição de tolher a possibilidade de os trabalhadores usarem a Justiça do Trabalho para garantir direitos. O objetivo explícito é deixar as empresas de mãos livres para ampliarem a exploração dos trabalhadores, deixando-os sem defesa para impedir abusos. Ampliam-se assim as desigualdades nas relações de trabalho, nas quais a força já está totalmente do lado das empresas.

(Do Comunique-se)

Reforma provoca deformação e caos

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POR ANDRÉ FORASTIERI, via Linkedin

Sobre a Reforma Trabalhista, atenção: ela NÃO está valendo. Porque as pessoas encarregadas de aplicá-la, os juízes, entendem que vários pontos dela são inconstitucionais. A própria Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho se posicionou assim. Isso tudo ainda vai dar muito pano pra manga, muito processo, e muita encrenca.

Teria sido muito melhor fazer uma reforma com calma, negociada, ouvindo todas as partes. Tratando de maneira diferente MEIs, PMEs e grandes empresas. Estendendo direitos a todos os brasileiros. Simplificando a burocracia. Cobrando os bilhões de INSS devidos (só a JBS deve R$ 2,4 bi)  – enfim, uma reforma sólida.

Fizeram na correria, aprovaram no tapetão, deu no que deu. Agora é mais uma área da economia brasileira em que a insegurança jurídica impera. Perdemos todos, trabalhadores e empresas…

Óbvio está que quem perde mais é o lado menos forte da corda.