A rotina de sempre

13 de novembro de 2017 at 1:11 6 comentários

POR GERSON NOGUEIRA

Virou marca registrada do PSC na Série B deste ano. Quando ganha fora, entrega em seguida dentro de casa. Foi assim em vários momentos da competição, sem que a comissão técnica ache um antídoto para tantas oscilações. Contra o Brasil, no sábado à noite, o time conseguiu realizar um de seus piores jogos em Belém. Posicionou-se mal na defesa, foi ruim na tentativa de organizar jogadas e pior ainda nas chegadas ao ataque.

O Brasil veio com tática típica de visitante. Botou um centroavante grandalhão, Lincoln, para receber cruzamentos e armou as tradicionais duas linhas de marcação. Com esse jeito previsível de jogar, amarrou o Papão e chegou a dominar a partida em vários momentos.

É certo que achou o primeiro gol, em cobrança de falta de longa distância que Emerson aceitou, aos 23 minutos. Sem qualquer lampejo de criatividade e jogando com medo de se expor, o time paraense ficou muitas vezes acuado em seu campo, apesar do incentivo da torcida que encheu as arquibancadas da Curuzu.

Diogo Oliveira andava em campo, desconectado, e Rodrigo Andrade, longe da forma ideal, errava muitos passes e nem lembrava o jogador vibrante que costuma ser. Com duas peças improdutivas, o Papão permitia que o Brasil se sentisse em casa, ganhando confiança a cada momento.

Só no finalzinho do primeiro tempo a galera teve motivo para sorrir. Foi quando, após uns 200 cruzamentos na área do Brasil, a bola resvalou nas costas de Bergson e entrou no canto do gol de Marcelo Pitol.

Parecia que o Papão iria voltar do intervalo com ânimo renovado. Que nada. O time gaúcho seguiu jogando do mesmo jeito, explorando os lados e a boa movimentação do atacante Cassiano. E foi com ele que chegou ao segundo gol, aos 12 minutos, abafando o projeto de reação alviceleste. O cruzamento de Misael atravessou a área, passou por Emerson e chegou ao atacante, que só tocou para as redes.

Só então Marquinhos Santos tirou Diogo Oliveira, botando Magno em seu lugar. O Papão melhorou a aproximação entre meio e ataque, mas seguiu errando nos arremates. Aí veio o apagão dos refletores, de certo modo retratando a baixa eletricidade do time em campo.

A partida ficou paralisada por quase 10 minutos, esfriando ainda mais o Papão. Tanto que, no reinício, aos 31’, o Brasil foi à frente e liquidou a fatura, novamente com Cassiano, aproveitando bobeira geral de marcação na última linha defensiva bicolor.

Juninho, que havia substituído a Rodrigo Andrade, ainda descontou, aos 45’, mas o Papão não tinha fôlego e tempo para encetar uma tentativa final de empate. No fim das contas, justiça no placar. O Brasil foi quem buscou o caminho da vitória, e acabou encontrando.

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No Remo, prazo se encerra e contas seguem pendentes

Terminou na sexta-feira (10) o prazo concedido pelo Conselho Deliberativo do Remo ao presidente Manoel Ribeiro para apresentação de comprovantes e defesa sobre as muitas pendências encontradas no relatório do primeiro quadrimestre de sua gestão.

Como já era mais ou menos esperado, nada aconteceu com o gestor. O prazo, pelo que se tem notícia, não foi respeitado. Cabe ao Condel tomar atitude, sob pena de passar recibo de omisso. Ou será que um novo e generoso prazo será ofertado ao mandatário? A conferir.

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No Souza, simpatia de sobra e futebol de menos

Comentei para a Rádio Clube, na manhã de ontem, o jogo entre Tuna e Bragantino pela Segundinha de acesso ao Parazão 2018. Público simpático, festivo e hospitaleiro no estádio do Souza, mas o time de Sinomar Naves não atuou bem e acabou derrotado diante de sua própria torcida.

Não que o Bragantino tenha sido brilhante. Foi, no máximo, mais objetivo, embora errando muito nas tentativas de ataque. Sob sol intenso, sensação térmica de 39 graus no segundo tempo, os times até que correram bastante, mas esqueceram de botar a bola no chão.

Tiago Mandii e Jefferson Monte Alegre entraram na etapa final quando a Tuna já perdia a partida. Fizeram duas boas jogadas e Mandii mandou uma bola no travessão, mas ficou a sensação de que deveriam começar jogando. O consolo é que o embate decidia apenas a primeira colocação no grupo.

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Apito amigo entra em ação na despedida de Popó

Quem viu a luta de despedida de Acelino Popó, sábado à noite, acabou mais impressionado com a agressividade do desafiante mexicano, que quase nocauteou o dono da festa. A coisa ficou tão dura que dava a impressão de que, a qualquer momento, o árbitro Antonio Bernardo marcaria um pênalti para ajudar o pugilista baiano.

O juiz deu um jeito, porém, de levar as coisas até o final, segurando o ímpeto do mexicano e caprichando na contagem de pontos.

Pior que a performance de Popó, só mesmo a incrível figuração da Rotam como “escolta” do homenageado. Nonsense total.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 13)

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Rock na madrugada – Jefferson Airplane, Somebody to Love Chamusca x Marquinhos

6 Comentários Add your own

  • 1. Comentarista  |  13 de novembro de 2017 às 7:04

    Como não gosto de rotina, principalmente a oferecida pelo time do Papão, quando joga em Belém, nesta Série B, deixei de ir ao estádio. As permanências de Diogo Oliveira, Marcão e Anselmo, no elenco, mostra o desrespeito da Diretoria do clube com sua torcida e, principalmente, com o Sócio Torcedor, que deveria ser visto como um acionista. Já fiz minha parte; como não rasgo dinheiro, deserdei do ST. Espero voltar, em 2018, se vislumbrar um mínimo de empreendedorismo e respeito aos acionistas, por parte da Diretoria.

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  • 2. Jorge Paz Amorim  |  13 de novembro de 2017 às 10:06

    Lendo no BOLA os reclamos do Marquinhos Santos sobre o fato do Paysandu não ter sabido tirar proveito do cansaço do time de Pelotas, lembrei da paródia que o Casseta&Planeta fazia do interino Itamar Franco, este sempre reclamando que não tinha ninguém que tomasse providências contra certos descalabros, quando ele é que devia faze-lo.
    O treinador do Papão jogou a idade do seu meio de campo lá pra cima e ficou reclamando que não deu certo. E só tirou o Diogo Oliveira depois que este perdeu de forma tola a bola pra surgir o lance que redundou no segundo gol do Brasil.
    Mesmo assim, com os gaúchos em estado de miséria física, ele tirou o R. Andrade e deixou o Recife. Não que o Rodrigo estivesse jogando boa partida, mas é fisicamente bastante superior ao companheiro de meiúca.
    Marquinhos é bom, conseguiu dar ao Papão uma forma mais competitiva de jogar, mas parece um imberbe na profissão a perder-se em detalhes que acabam comprometendo o time e levando a situações adversas como a de sábado.
    Com a volta de Jonnathan, a possível melhora do ritmo de Andrade espera-se que ele escale os três, os dois citados e mais o Renato Augusto, com o Juninho na ligação. Sim porque fechar o time tornou-se ainda mais urgente pelo que restou do miolo de zaga bicolor, a inspirar tanta confiança quanto Temer quando diz que a economia está melhorando. Preocupante.

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  • 3. Miguel Silva  |  13 de novembro de 2017 às 13:41

    Os patrocinadores da rinha, poder público estadual e grupo privado de comunicação, não se fizeram de rogados em usar agentes públicos, no caso policiais militares, para fazer figuração no evento porradeiro. No caso do patrocinador estatal, não o incomodou a série de assassinatos e roubos ocorridos justamente neste final de semana, em que a polícia se fez presente nos locais dos crimes para fazer outro tipo de figuração: aparecer nas fotos dos jornais junto a corpos estendidos no chão ou dar depoimentos vazios em programas de TV exploradores da violência.

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  • 4. Osvaldo Costa  |  13 de novembro de 2017 às 20:11

    Há muito tempo o Paysandu não montava um elenco tão fraco ! A salvação deve-se mais pela mediocridade dos concorrentes que méritos do Papão. É irritante assistir Diogo Oliveira e Recife se arrastando em campo, por que a direção de futebol não começa a fazer uma limpeza no plantel e testa os jovens da base ?

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  • 5. Nelio( Maior campeão nacional de NORTE , NORDESTE A CENTRO OESTE)  |  13 de novembro de 2017 às 21:35

    Muitos dizem que no time de futebol quando perde um perde todos. quando ganha um ganha todos. auto lá! devagar com a dor que o santo é de barro. No caso time do Paysandu nesta serie B é verdade que a maioria do plantel é de qualidade duvidosa ou pelo mens atuaram com futebol duvidoso nesta competição. No entanto vários desses pelo menos em algum momentinho do decorrer da competição, seja até em lance de sorte mostraram uma fagulha ou resquício de bom futebol ao longo da competição . Foi assim que já fizeram Welington Junior, Marcão , Magno Leandro Car… e outros. Mas Diogo Oliveira é exemplo triste exceção. O cara começou mal, continuou mal e continua mal. E apesar se estar no fim da competição não existe um só jogo que ele tenha sido destaque positivo. É ruindade sempre a flor da pele. E ainda andou falando que a culpa não é dele. Tá legal. Nisso que ele falou pode ter tripla interpretação: Ou seja, A culpa pode ser da diretoria que o contratou. A culpa pode ser do treinador que insiste em colocar ele no time quando era para já ter ido embora há tempo, ou a culpa é da torcida porque ele não gosta de ver estádio cheio. É cada um, te dizer… tem de haver seleção. É por causa desse tipo de bonde que o Paysandu que diziam estar livre de queda começou a correr seríssimos riscos após essa derrota em casa . Se não somar pontos contra o Ceará, vai ser obrigado a vencer o franco atirador santa Cruz no próximo último jogo em casa e não vai ser fácil. Se não vencer , vai ser obrigado a conseguir pontos contra o Figueira lá fora. Aí meus amigos sinto dizer ……. é REXPA na terceira divisão na certa. Notem que eu coloquei muito SE. O SE nunca nos ajudou. Espero que não nos prejudique agora.

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  • 6. Osvaldo Costa  |  13 de novembro de 2017 às 23:06

    Nelio, o Paysandu não cai mais ! A briga pela última vaga será entre LEC, CRB, BOA e Figueirense. Mesmo tendo feito toda força do mundo pra cair, o Papão jogará a série B em 2018.

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