Archive for 4 de novembro de 2017

Fim de novela: Ney da Matta é o novo técnico do Remo

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A diretoria do Remo fechou acordo com o técnico Ney da Matta para dirigir o time na temporada 2018. As negociações vinham acontecendo há dias, chegaram a ser interrompidas – quando o clube esteve perto de acertar com Itamar Schülle -, mas voltaram à ordem do dia na sexta-feira (3) e o martelo foi batido na manhã deste sábado. Da Matta deve vir a Belém na segunda-feira para conhecer as instalações do clube e assinar contrato. No começo da tarde de hoje, a Assessoria de Comunicação do Remo divulgou a notícia da contratação do treinador.

Seu último clube foi o CSA, que dirigiu durante a Série C classificando para a Série B 2018. Deixou o clube alagoano no começo de setembro depois de brigar com o volante Rosinei, ex-Corinthians. Na ocasião, o meia Daniel Costa relatou o que ocorreu: “Ontem acabou tendo um fato no treino entre dois jogadores, ele (Ney) acabou intervindo e teve uma discussão mais acalorada com Rosinei. Quando esse jogador chegou perto, ele, covardemente, deu um soco no jogador, o jogador revidou com um soco em cima dele… Aí chegou a turma do deixa disso e logo depois teve a decisão da diretoria de afastar ele”, disse Daniel.

4 de novembro de 2017 at 14:53 18 comentários

Presidente do STF mantém liminar do atraso: ofensa a direitos humanos não zera redação no Enem

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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, decidiu pela não validade da regra que determina a aplicação de nota zero ao candidato que desrespeitar os direitos humanos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ela atendeu a liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região que suspendia esse trecho do edital. O tema foi levado ao Supremo em recursos da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A liminar foi concedida pelo desembargador Carlos Moreira Alves, acatando pedido da Associação Escola Sem Partido. O movimento argumenta que o critério não é “objetivo” e tem “conteúdo ideológico”.

Em seu recurso, a AGU destacou que tal regra está em vigor no Enem desde 2013 e que o critério adotado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) está descrito de forma clara no manual de redação. O órgão divulgou, inclusive, exemplos de frases que foram interpretadas de tal forma em exames anteriores.

A PGR, por sua vez, destacou que a liminar provoca insegurança jurídica, uma vez que os candidatos fizeram toda sua preparação levando a regra em consideração. A procuradora-geral Raquel Dodge observou que dos 6,1 milhões que fizeram o Enem no ano passado, foram 291 mil os que tiraram nota zero na redação e apenas 4.798 por ferirem os direitos humanos.

A procuradora-geral afirma que a regra do edital “visa prevenir o discurso de ódio, com proteção aos direitos humanos” e que “nada há de ilegítimo, na regra em si, que pudesse ensejar a interferência do Judiciário e a retirada do item da lei do concurso”.

Dodge afirma que a liberdade de expressão prevista na Constituição tem de ser interpretada levando em conta artigos da mesma carta que preveem “a punição de discriminação atentatória aos direitos e liberdades fundamentais e de atos de racismo”, além de tratados internacionais sobre o tema dos quais o país é signatário.

“Não se trata de tolher o direito de livre manifestação do candidato, e, sim, de alertá-lo para a necessidade de exercício responsável do direito, que não desrespeite, em seu discurso, direitos fundamentais de seus semelhantes, que com ele convivem”, argumenta Dodge. (Em O Globo)

4 de novembro de 2017 at 13:29 3 comentários

A imagem da semana

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4 de novembro de 2017 at 11:39 Deixe um comentário

Só os sem-terra e sem-teto salvam o Brasil

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POR XICO SÁ, no El País

Dias desses, em um breve encontro com Guilherme Boulos  líder do movimento dos sem-teto , na casa de Caetano Veloso, no Rio de Janeiro, baixou um caboclo Brecht neste cronista que vos bafeja a nuca e eu repetia, sob efeito do catimbó e da cachaça sincretista de Zé Pelintra, aqueles versos sobre os homens que lutam toda a vida e se tornam as imprescindíveis criaturas. Lembramos, óbvio, de um amigo comum, para quem ligamos, em plena madrugada: o cearense Preto Zezé, necessário dirigente da Cufa, a Central Única das Favelas, cabra de responsa em plantão permanente com os direitos dos lascados do mundo inteiro, uni-vos.

Naquele ambiente que o escritor Tom Wolfe definiria como “radical chique” ainda nos anos 1960, passamos em revista um listão dos imprescindíveis brasileiros. Lembro-me bem, a infalível memória de todas as ressacas, quando bradei o nome de Bárbara de Alencar, heroína do Crato, a primeira mulher a assumir papel de protagonista na história do Brasil ao botar para quebrar no movimento da Confederação do Equador, ainda em 1824. Moços, pobres moços, procurem saber quem foi esta heroína, vale muito a pena.

Daí tratamos também de Josué de Castro (1908-1974), médico e cientista da fome, o pernambucano autor de “Homens e caranguejos” que inspirou as imagens de caos e lama de Chico Science e do mangue beat. “Ô Josué, nunca vi tamanha desgraça/ quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça!”, cantava o malungo, no seu pós-tropicalismo.

Imprescindíveis criaturas, caro Boulos, como aqueles dez mil sem-teto que marcharam esta semana da ocupação de São Bernardo ao Palácio dos Bandeirantes, que bela romaria em busca do que lhes é de direito no latifúndio urbano. Pobre de espírito quem chama de vagabundo quem não tem casa ou terra no país que sempre foi o reino dos capatazes, sempre viveu sobre o tacão da monocultura  da cana-de-açúcar da Casa Grande à Sojolândia. A cara de pau, assim como o agro, é pop.

Entre os milhões de sem-qualquer-coisa, os sem-teto do MTST e os sem-terra do MST, ave palavra, são um alento. Ainda mais nesta hora calada que mais parece um minuto de silêncio sem fim antes de um jogo da Pátria em chuteiras.

Os sem-teto e os sem-terra lutam todos os dias, estes são imprescindíveis, velho Brecht. Eles não se rendem à mudez geral da nação. Eles aguentam as buzinas dos apressadinhos da urbe  acelera, São Paulo! Eles suportam a história universal da infâmia e todos os xingamentos de “vagabundos”. Será que temos ao volante ou nas caixas de comentários da internet alguém que já trabalhou mais que essa gente? Duvido muito.

Eu sempre quis muito como cronista vira-lata, mas nem vou citar a censura que o Caetano sofreu ao não poder cantar o que seria a mais genial das músicas de acampamento:

“Terra! Por mais distante/ o errante navegante/ quem jamais te esqueceria?…”

Os baianos e os paraíbas, a gente toda do meu pequeno exílio sem um sítio ou um quarto-sala para sonhos particulares, certamente amariam. Repare na ironia da injustiça histórica: justamente o seu Morando (PSDB), prefeito de São Bernardo, vetou, com a mão amiga da jurisprudência que fode pobre, a parada. Assim que funciona, Preto Zezé, ninguém sabe mais disso do que teu repertório de peleja no Ceará e no mundo.

Quem quiser que fale mal ou tire onda do Caetano, mas acho bonito que este menino da cinquentenária Tropicália esteja na luta lenta, como sopraria um rapaz de Irará, Bahia. Que sorte deste país tê-lo no jogo das contradições políticas. Importante, baby. Lá vai o Brasil de volta para o o ABC paulista, beirada nervosa do punk-rock, discutir o redemoinho que nos faz vivos desde que o Lula virou, para o espanto geral da taba Tupi, o maior presidente da história da República. Com todos os acertos e pisadas. Eterno retorno ao chão da fábrica e aos que não têm um solo sobre os pés para largar os sapatos ou chinelos.

Relax, amigos, é apenas o começo do fim do mundo, as criaturas que lutam toda vida nunca foram tão necessárias. O resto é silêncio.

Xico Sá, escritor e jornalista, é autor de “A Pátria em sandálias da humildade” (editora Realejo, 2017). Comentarista dos programas “Papo de Segunda” (GNT) e “Redação Sportv”.

4 de novembro de 2017 at 11:34 2 comentários

Privatização: o que é de Temer, o que é de Fernando Henrique

calabares

POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Começo o dia com uma cobrança de leitora dizendo que “8 horas da manhã, mas os sites ‘alternativos’ ainda estão dormitando. É a única explicação que encontro para só encontrar no 247 a notícia do decreto assinado pelo inominável, que na prática permite a privatização de TODAS as estatais e economias mistas do país”.

Com os devidos pedidos de desculpa por ser um só a escrever e a fazer tudo no blog, além de ter todas as fraquezas e cansaços humanos, atendo à curiosidade da leitora, porque o tema nada tem de simplese tem muito de malandragem.

O decreto de Temer não tem o poder de permitir a privatização de todas as empresas estatais e de economia mista do país. Mas regula, para evitar problemas judiciais, a forma de depená-las, como já vem fazendo com a Petrobras.

A origem deste processo está numa lei, a que permitiu privatizar quase tudo, a Lei 9.641/97, de Fernando Henrique Cardoso, que faz dispensável a aprovação legislativa  para que o Estado brasileiro se desfaça de: I- empresas, inclusive instituições financeiras, controladas direta ou indiretamente pela União, instituídas por lei ou ato do Poder Executivo;II – empresas criadas pelo setor privado e que, por qualquer motivo, passaram ao controle direto ou indireto da União; III – serviços públicos objeto de concessão, permissão ou autorização; IV – instituições financeiras públicas estaduais que tenham tido as ações de seu capital social desapropriadas; V – bens móveis e imóveis da União. (artigo 2°)

A lei de FHC exclui, de fato – o que o decreto de Temer não faz – algumas empresas:

Não se aplicam os dispositivos desta Lei ao Banco do Brasil S.A., à Caixa Econômica Federal, e a empresas públicas ou sociedades de economia mista que exerçam atividades de competência exclusiva da União, de que tratam os incisos XI e XXIII do art. 21 e a alínea “c” do inciso I do art. 159 e o art. 177 da Constituição Federal (artigo 3°)

Temer não poderia legislar sobre a venda de ativos destas empresas, por decreto, se o “príncipe tucano” não tivesse, no final deste mesmo artigo, a porta aberta para depenar estas empresas, escrevendo que esta proibição não se aplica ” às participações acionárias detidas por essas entidades, desde que não incida restrição legal à alienação das referidas participações“.

O objetivo de seu decreto é criar um rito que livre de vetos judiciais as vendas de patrimônio que, embora quase todos derrubados pelos tribunais superiores, sempre dóceis ao interesse do dinheiro, criam problemas para o “depenamento da galinha do Estado”.

É por isso que é grave, porque tira dos cidadãos brasileiros parte das já pequenas possibilidades de reagir à dissipação criminosa do patrimônio nacional.

Mas o decreto, por mais lesivo que seja, não nos impede de reagir politicamente. E a reação política, desde logo, é denunciar a precariedade de operações que, com o voto de 2018, estão sujeitas à anulação.

Temer, como qualquer delinquente, precisa de rapidez para a consumação de seus crimes. É por isso que estuda fazer por Medida Provisória (juridicamente pra lá de questionável) a lei que o autorize a vender o controle acionário da Eletrobras. Seu desejo é fazer “na marra”, porque a maioria parlamentar já lhe é cada vez mais escassa.

Temer é um privatizador desavergonhado, como o foi Fernando Henrique Cardoso. Mas ainda falta um pouco para que Michel Temer ocupe o posto oficial de Calabar-Mor deste país.

4 de novembro de 2017 at 10:17 10 comentários

Capa do Bola – sábado, 04

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4 de novembro de 2017 at 8:15 2 comentários

Guerrero é pego no antidoping e está temporariamente suspenso

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Ontem à tarde, a Comissão Disciplinar da Fifa anunciou a suspensão temporária do jogador por 30 dias, à espera da decisão final sobre o caso.

4 de novembro de 2017 at 8:13 5 comentários

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