Sobre o papel do crítico

7 de setembro de 2017 at 15:31 Deixe um comentário

POR MAURO CEZAR PEREIRA, na ESPN

Criticar um ator ruim, uma péssima música, uma peça pífia. Elogiar um ótimo filme, uma canção sensacional, uma excepcional interpretação. Criticar uma decisão política equivocada, uma prato caro e nada saboroso, uma medida econômica desastrosa. Elogiar uma ótima lei aprovada, uma comida boa de preço e paladar, uma decisão governamental positiva para as finanças.

Various microphones aligned at press conference isolated over a white background.

Tudo isso faz parte da rotina do crítico. Seja ele de cinema, teatro, música, política, gastronomia, economia, futebol… Se o resultado apresentado é ruim, os comentários serão negativos. Caso os erros se repitam, ficarão mais intensos. Mas quando o que é proporcionado se mostra positivo, virão os elogios. E eles também ficarão mais fortes caso o bom desempenho ocorra mais e mais vezes.

Análises críticas constantes não representam “perseguição”, desde que sejam frequentes como o que de negativo foi mostrado pelo objeto das mesmas. Dessa forma, os elogios assíduos também não significarão “babação” ou favorecimento ao alvo de tão generosos comentários. Desde que os agraciados com palavras positivas façam por merecê-las, naturalmente.

Se você não gosta de determinado critico porque elogia demais, crítica muito ou costuma tem pensamentos diferentes dos seus, tente refletir a respeito. Por mais que isso possa incomodá-lo, é possível que ele tenha razão e você esteja errado. De qualquer forma, desde que respeitando os limites da educação e civilidade, nada deverá tirar o seu sagrado direito de criticar o crítico.

Tampouco devemos embarcar na tese oportunista que tenta transformar toda e qualquer crítica em desrespeito. Algo conveniente para quem tenta dela se proteger, por saber que erra demais. Com isso, espera que as pessoas fiquem intimidadas ao analisar suas ações. Manobra supostamente esperta e merecedora de atenção por quem deve ser obrigatoriamente crítico.

Jornalista que trabalha com opinião tem obrigação de tecer comentários positivos e negativos, sem rabo preso e sem ser ingênuo diante de manobras movidas por quem tenta se proteger a partir de outros acontecimentos.

Seguiremos de olho.

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