Missão desafiadora

25 de agosto de 2017 at 1:46 4 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA

O Papão tem hoje seu maior desafio neste segundo turno da Série B. Enfrentar o Internacional dentro de Porto Alegre é normalmente difícil para qualquer visitante, mas os problemas redobram de tamanho quando o Colorado atravessa boa fase técnica e aspira alcançar a liderança do campeonato – como se sabe, na partida desta noite, o time treinado por Guto Ferreira tem pela primeira vez a chance de chegar ao topo.

Além do poderio do Inter, que parece ter encontrado a formação ideal e aprendido a encarar as particularidades da competição, o Papão terá que lutar contra a empolgação da massa colorada, cada vez mais entusiasmada com o bom momento do time.

Em comparação com o jogo da última rodada, que resultou no empate diante do Paraná Clube, os bicolores terão mudanças no gol e no ataque. Emerson, titular da equipe, sai da equipe por contusão e Marcão será o goleiro no Beira-Rio. Em contrapartida, o artilheiro Bergson volta ao ataque.

A presença de seu principal atacante deve dar ao PSC a mobilidade ofensiva tão ausente contra os paranaenses. Bergson anotou seis gols na Série B e, acima de tudo, vem se destacando pela movimentação que imprime às manobras de ataque.

Nos últimos triunfos fora de casa, contra Santa Cruz e Oeste, o time se mostrou rápido nas saídas para o ataque e certeiro nas finalizações, em boa medida graças às intervenções de Bergson, cuja participação na tarefa de construir jogadas não pode ser minimizada.

Outro aspecto deve ser ressaltado quando o assunto envolve o artilheiro. É dos poucos jogadores da equipe que demonstra absoluto desembaraço para arriscar chutes de longa e média distância, sem qualquer receio de eventuais erros.

A menção a Bergson se impõe obrigatória por sua importância óbvia para as armações que o ataque bicolor elabora a cada jogo. Sem um meia de ofício (Rodrigo tem sido o jogador mais utilizado na função, embora sem dar as respostas esperadas), o time carece de rapidez e qualidade nas investidas rumo à área adversária.

Quando o goleador está em campo, garantindo agilidade nas jogadas e força ofensiva, o papel de um meia-armador chega a ser relativizado, embora não necessariamente esquecido. Marquinhos Santos certamente levou isso em conta ao esquematizar o Papão para o jogo, com Rodrigo próximo a Marcão e a Bergson.

Talvez fosse mais interessante e produtivo utilizar um atacante menos óbvio, como Magno, ao invés de um centroavante de características mais centralizadoras, como Marcão. De toda sorte, o técnico demonstra coerência em não abrir mão do sistema utilizado nas últimas rodadas, com três homens de marcação à frente da defesa e três avançados.

Pode dar certo, como no Recife e na Arena Barueri. Vai, logicamente, depender bastante da capacidade de concentração do time contra um adversário que há muito deixou de lado as hesitações exibidas no jogo do primeiro turno em Belém, quando acabou superado sem maiores dificuldades no Mangueirão. (Foto: FERNANDO TORRES/Ascom-PSC)

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Direto do blog

“Sou da época em que jogavam Remo e Paysandú, cada um no seu respectivo estádio, na mesma hora, como uma espécie de tira-teima, e também como atrativo para o torcedor que queria ver o seu time levar mais torcida. Sei que nunca vai ficar esclarecido, como no caso do homem do sapato branco que confessou ter comprado títulos para seu clube de coração, mas noticiava-se à boca pequena que endinheirados do Paysandú chegavam a comprar ingressos e distribuir a seus torcedores como forma de engordar o número de público. Pois bem, nem assim o time bicolor conseguia botar mais gente no estádio como o Remo.

Isso porque a torcida do Leão Azul é simplesmente maior. Além disso, o público do Remo que vai a estádio é também maior. Contra fatos não há argumentos.”

Antonio Valentim, a propósito de recente comparação de público nos estádios, favorável ao lado azulino

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“Só na adversidade mais braba é que a torcida do Papão dará resposta. Lembremos que a massa bicolor ganhou o apelido de ‘fiel’ na década de 1970, época em que o Remo surfava nas ondas da simpatia do regime militar e foi ‘nomeado’ o representante do Pará nas disputas nacionais, mesmo com a Tuna sendo campeã de 1970, e o Paysandu bi, em 1971 e 1972. Veio o século XXI e o Papão passou a ser hegemônico, com conquistas até então impensáveis pra realidade do nosso futebol e junto vieram os maiores públicos já registrados na história do Mangueirão.

Hoje essa hegemonia perdura, todavia, muito mais pela decadência do rival, daí a torcida bicolor demonstrar ter hoje o mesmo nível de exigência que tinha a massa azulina há tempos atrás, enquanto hoje os azulinos dormem, sonham e acordam pensando em superar o rival, esta a maior motivação da torcida remista ter comportamento semelhante aos torcedores do Papão daqueles tempos e vice versa”.

Jorge Paz Amorim, a respeito do mesmo levantamento sobre torcidas.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 25)

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4 Comentários Add your own

  • 1. Frederico Teron  |  25 de agosto de 2017 às 9:15

    Qualquer resultado estará dentro da normalidade por se tratar de 2 grandes equipes. Como o Papão tem surpreendido a muitos em seus domínios, acredito em uma vitória bicolor.

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  • 2. jackson  |  25 de agosto de 2017 às 10:08

    Analise super coerente do amigo Jorge, desprovida de parcialidade exagerada.

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  • 3. Raime  |  25 de agosto de 2017 às 10:54

    Também nunca vai ficar esclarecido na célebre série C, que um Gestor do Governo da época comprou ingressos para os mijados. E segue o jogo… Com relação a frase do prezado Jorge Paz, como dito em outro post, simplesmente mitou!!!

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  • 4. Robson de Oliveira  |  25 de agosto de 2017 às 16:36

    Realmente amigo Valentim, a torcida do mais querido sempre botou mais publico que a torcida do listrado e não é de hoje. Isso é um fato histórico e contra fato e não há argumentos. PERFEITO.

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