O protagonista

23 de agosto de 2017 at 0:08 1 comentário

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POR GERSON NOGUEIRA

Bergson tem sido uma exceção na conturbada campanha alviceleste no Brasileiro. Com faro de goleador, marcou seis vezes e participou diretamente de outros três gols, tendo ainda desperdiçado um penal – contra o Londrina. Contribuições valiosas para um time que se caracteriza por um ataque quase inofensivo, com centroavantes que não conseguiram emplacar e jogadores de lado improdutivos.

Passou várias partidas de fora no começo da competição, recuperando-se de lesão sofrida ainda na Copa Verde. Quando voltou, custou a entrar no ritmo de competição, passando em branco em vários jogos. Sem explosão, limitava-se a ficar entre os zagueiros, com pouca participação nas jogadas de definição. Aos poucos, foi retomando a melhor forma e assumiu o protagonismo da equipe.

Apesar de jovem ainda, Bergson tem experiência de passagens por equipes de torcidas exigentes, como Inter, Grêmio e Náutico. Essa bagagem tem sido de extrema valia na relação com a Fiel bicolor, sempre pronta a cobrar bom futebol e comprometimento.

Pode-se dizer hoje, sem erro, que Bergson é o destaque individual de um time que busca se consolidar no aspecto coletivo, apesar de seguidos tropeços em casa. Com ele em campo, o Papão ganha em personalidade e até em atrevimento. Seus companheiros primam por um excesso de timidez que não combina com a vibração própria da camisa alviceleste.

Até chutes de fora da área rareiam quando Bergson não está em campo. Quem arrisca, sempre está passível de errar, mas o artilheiro tem tido um aproveitamento acima da média, tanto quando arremata da intermediária – como no golaço contra o Oeste – como em jogadas combinadas dentro da área, como se viu no gol que deu a vitória ao Papão diante do Santa Cruz, no Recife.

O destemor é parte indissociável do repertório dos grandes anotadores. Como se sabe, atacante encabulado não faz gol. Bergson demonstra isso ao encarar as jogadas sem receio de vaias ou recriminações. Parte, resoluto e confiante, em direção ao gol, buscando um atalho imaginário entre a lateral do campo e o bico da área inimiga. Nem sempre chega ao objetivo, mas a tentativa é sempre válida.

Sua movimentação é benéfica também para os companheiros de ataque, pois abre espaços e ajuda a confundir a marcação. Pena que, por enquanto, essa postura não tenha se refletido em melhor desempenho dos centroavantes Marcão e Anselmo. Magno, que cai mais pelo lado esquerdo, tem sido mais produtivo, aproveitando-se dos deslocamentos de Bergson. O terceiro gol contra o Oeste prova isso.

Contra o Internacional, adversário em franca ascensão no campeonato e com uma torcida cada vez mais inflamada, Bergson terá uma dupla missão: fazer os gols necessários para uma importantíssima vitória fora de casa e transmitir confiança aos companheiros de time, evitando que o Papão venha a se amofinar no Beira-Rio.

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Semifinais da Copa BR reabrem velho debate

Definição de finalistas da Copa do Brasil concentra atenções da torcida brasileira hoje à noite. Previsão de jogos duríssimos entre Fla x Bota e Cruzeiro x Grêmio, do jeito que a galera adora, com possibilidade de decisão em penais e tudo o que vem dentro do pacote de emoções dos torneios disputados em mata-mata.

Aliás, sempre que a Copa BR chega aos momentos decisivos é imediatamente reaberta a temporada de debates sobre a forma de disputa da Série A, com críticos e opositores inflamados em relação ao sistema de pontos corridos.

De minha parte, reafirmo minha preferência por um modelo misto, com finalíssima entre os ganhadores de turnos.

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Duas armas timbiras em favor do Leão

O Remo pisará em gramado maranhense para enfrentar o Moto Clube, sábado à tarde, com trunfos de primeira grandeza em busca da sonhada vitória. Pimentinha e Edgar, atacantes timbiras de grande sucesso com a camisa tricolor do Sampaio Corrêa, rival histórico do Moto, podem fazer a diferença no confronto.

Edgar, mais mercurial e esquentado, andou trocando safanões com a zaga motense no jogo realizado em Belém na primeira fase. Pimentinha, mais diplomático e sorridente, desconversa sobre o gostinho especial de enfrentar o Moto.

O fato é que, provavelmente um em cada tempo, os dois ex-bolivianos terão uma chance única de infernizar a defesa adversária e de causar sérias dores de cabeça à torcida do Moto. A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 23)

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Vendo o futebol de olhos fechados: uma homenagem a Willy Gonser PF conclui que Dilma não cometeu crime de obstrução da Justiça

1 Comentário Add your own

  • 1. Peixoto  |  23 de agosto de 2017 às 17:01

    Porque não colocar o protagonista do time Bergson na condição de centroavante jogando apenas ele e Magno no ataque? Penso que Marcão e Anselmo devem ficar no banco em razão do baixo rendimento destes e, com a saída do centroavante fixo, haveria mais espaço para o Bergson fazer finalizações da entrada da área sem ser atrapalhado por um pivô ineficiente.

    Curtir

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