Santos acusa repórter da Globo e pede anulação de jogo com Flamengo

28 de julho de 2017 at 1:42 13 comentários

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O Santos enviou um ofício à CBF nesta quinta-feira pedindo a anulação do jogo contra o Flamengo, vencido por 4 a 2, que culminou na eliminação das quartas de final da Copa do Brasil. O motivo é, segundo o clube, a interferência externa na decisão do árbitro Leandro Pedro Vuaden, que voltou atrás na marcação de um pênalti a favor do Peixe.
​O clube acusa o repórter Eric Faria, da Globo, que transmitiu o jogo, de ter se comunicado com o quarto árbitro, Flávio Rodrigues, que foi quem avisou Vuaden antes da decisão final.

A diretoria santista, no documento, pede: a anulação da partida, punição do sexteto de arbitragem, proibição da presença de repórter na beira do campo em todos os jogos realizados pela CBF e descredenciamento do jornalista citado no documento.

Confira o ofício enviado pelo Santos na íntegra:

“A
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL
Avenida Luís Carlos Prestes, nº 130
Barra da Tijuca -Rio de Janeiro
CEP: 22.775-055

Ref.: arbitragem na partida da Copa do Brasil ente Santos e Flamengo, de 26/07/2017

Ilustríssimo Sr. Presidente da CBF, Dr. Marco Pólo Del Nero
Vimos, pelo presente, apresentar para vosso conhecimento, os fatos repugnáveis ocorridos ontem, 26 de julho de 2017, em partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil, entre Santos e Flamengo.
Tais fatos influenciaram diretamente no resultado da partida e, principalmente, na não classificação do Santos para as semifinais da competição.
Ocorre que aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o placar da partida estava empatado em 1 a 1, o árbitro Leandro Pedro Vuaden anotou um pênalti do zagueiro Réver, do Flamengo, sobre o atacante Bruno Henrique, do Santos. Insistimos: ele anotou a penalidade.
O árbitro, autoridade máxima da partida, estava a poucos metros de distância do lance e interpretou o contato do zagueiro com o atacante como faltoso e dentro dos limites da grande área. Porém, mais de 1 minuto após de sua marcação, influenciado pelo 4º árbitro, Sr. Flavio Rodrigues de Souza, que estava na linha de meio-campo, a penalidade foi cancelada e o Sr. Vuaden determinou a cobrança de escanteio.
Novamente, estamos diante de um caso em que o árbitro revoga sua marcação por comunicação do quarto árbitro, cuja participação teria sido provocada pelo repórter de campo, Sr. Eric Faria, da Rede Globo de televisão, que é elemento alheio ao certame, devendo se comportar como jornalista e não como torcedor de seu time do coração.
Aliás, esta atitude do repórter parece ser recorrente, visto que já foi criticada pela Diretoria do Fluminense.
Reportar ao 4º árbitro sua impressão do lance após ver replay na televisão não é função nem atitude condizente com um jornalista esportivo.
Esta ação repudiável foi testemunhada por dezenas de pessoas e pode ser constatada no vídeo da partida e em fotografias tiradas por outros veículos de mídia.
Destacamos que é a terceira oportunidade recente em que interferências externas atuam na remarcação de lances capitais de partidas de futebol no Brasil, a saber:
– Fluminense x Flamengo, em 13 de outubro de 2016;
– Avaí x Flamengo, em 11 de junho de 2017;
– Santos x Flamengo, em 26 de julho de 2017;
Entendemos que tais fatos devam ensejar a anulação da partida, pelo bem do futebol nacional e da credibilidade da entidade que V.Sa preside.
As decisões do árbitro são soberanas e a interferência externa não é autorizada pela FIFA ou CBF, tampouco recomendada pela comissão de arbitragem nacional.
Do ponto de vista desportivo e institucional, solicitamos as providências perante a comissão de arbitragem, para análise da conduta do árbitro e seus auxiliares, bem como junto a detentora dos direitos de transmissão sobre a postura de seus prepostos.
Não obstante, solicitamos a V.Sa que tome as providências no sentido de:
a) Anular a partida;
b) Proibir que repórteres permaneçam na lateral do campo e se comuniquem com a equipe de arbitragem durante as partidas;
c) Punir adequadamente a equipe de arbitragem que atuou em referida partida;
d) Descredenciar o Sr. Eric Faria como repórter de campo.
Certos de sua compreensão e providências, firmamos a presente com o respeito e as homenagens de praxe.”

Logo após, a TV Globo se manifestou sobre a acusação envolvendo seu profissional:
A Globo repudia as acusações feitas ao jornalista Eric Faria relacionadas ao pedido do Santos à CBF para anulação do jogo de ontem (26/7) contra o Flamengo.
Assim como seus profissionais, a Globo está em campo para garantir a melhor cobertura e transmissão para o público apaixonado por futebol. Com visão crítica e imparcial.
Investimos no futebol brasileiro há 30 anos. Não apenas na compra dos direitos, mas também na excelência das transmissões, com tecnologia e recursos de referência reconhecidos internacionalmente e com uma equipe de profissionais altamente especializada e comprometida com as melhores práticas jornalísticas.
(Transcrito de Lance!)

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13 Comentários Add your own

  • 1. Robson de Oliveira  |  28 de julho de 2017 às 7:15

    Reclamavam tanto quando não podia usar as imagens da tv para esclarecer duvidas em lances capitais e agora que as imagens mostram que o arbitro acertou querem ir contra as imagens. É cada um que vai entender…

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  • 2. Antonio Valentim  |  28 de julho de 2017 às 7:53

    Globo interferindo?
    Sempre vejo esse mesmo filme.

    Flamengo contando com o apito amigo?
    Também tenho visto.

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  • 3. Jorge Paz Amorim  |  28 de julho de 2017 às 8:34

    Primeiro, não foi após mais de um minuto que o árbitro voltou atrás. Se muito, uns trinta segundos.
    Segundo, não foi pênalti e o Santos podia usar sua boa memória pra falar do erro de Vuaden ni início do lance, lá em sua grande área, quando Pará foi derrubado e o juiz fez vista grossa.
    Terceiro, por que o ofício vem todo em sentido afirmativo até a hora da acusação, quando passa pro futuro do pretérito e entra no reino fantasioso do ‘teria’, ‘seria’ e outros ias?
    Quarto, onde estão as imagens e as trocentas fotos citadas que comprovam a acusação.?
    Quinto, claro que não se vai exigir que o Santos elenque em suas queixas contra o árbitro e contra o repórter global o gol do Guerrero anulado, muito menos a não expulsão do Lucas Veríssimo, muito menos a falta citada anteriormente, mas que houve, houve.
    Quanto a eventuais favorecimentos, devemos ter em conta que o futebol está dentro do contexto político do país, por isso, as nuvens mudaram seu desenho. Nesse sentido, desde quando aderiu ao Pró-Fut e dialogou com o Bom Senso F. C. o Fla teve mais prejuízos extra-campo do que lucros. O campeonato carioca do ano passado atesta isso, quando Eurico Miranda determinou bem antes do início da competição quais seriam os seus finalistas.

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  • 4. Antonio Valentim  |  28 de julho de 2017 às 8:48

    Não se contesta o uso da televisão para esclarecer lances capitais, o que se fala, no contexto dessa contenda, é a interferência indevida de terceiros.

    E, em quase cem por cento dos casos, essa interferência vem em favor de poderosos.

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  • 5. Antonio Oliveira  |  28 de julho de 2017 às 9:57

    Que não houve o penal a imagem da televisão, depois de tratada com os recursos de máxima aproximação, deixa claro que não houve.

    Que o motivo do árbitro ter voltado atrás na marcação do penal foi exatamente ter tomado conhecimento daquilo que foi captado pelas imagens, também não resta dúvida. O árbitro fez o sinal característico da motivação que o inspirou.

    A dúvida é se o uso das imagens foi feito corretamente, segundo as regras da fifa.

    Minha impressão é que não foi. Pelo menos não foi do mesmo jeito que foi feito durante o período experimental. E se realmente não foi é lamentável.

    Aí me pergunto: o que teria sido menos lesivo: o erro alusivo à marcação do penal inexistente? Ou o erro de voltar atrás mediante o uso irregular da tecnologia?

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  • 6. Jorge Paz Amorim  |  28 de julho de 2017 às 10:16

    O raciocínio do amigo Oliveira seria perfeito, caso não houvesse uma pequena confusão: o gesto do árbitro refere-se a bola, jamais a televisão. Até mesmo porque não fabricam televisão redonda.

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  • 7. blogdogersonnogueira  |  28 de julho de 2017 às 11:02

    Na mosca, amigo Valentim. A interferência externa (irregular, parcial e indevida) é um mal que a arbitragem não pode adicionar aos seus já excessivos pecados. Quando alguém prefere discutir se foi ou não penal naquele lance, naturalmente esquece da brutal agressão à inteligência humana nos argumentos de que o 4º árbitro a 50 metros de distância (visão de raios-x do Superman?) era uma fonte adequada de consulta.

    Curtido por 1 pessoa

  • 8. Antonio Valentim  |  28 de julho de 2017 às 11:31

    Não devemos ser tão simplistas assim, caro Oliveira.

    Se acharmos aceitável a interferência externa, acertando ou errando, vamos ter de concordar com o que vier de aqui em diante.
    Inclusive em relação aos times paraenses, já tão prejudicados no passado diante dos todo-poderosos Flamengo, Corinthians, …, de nada poderão reclamar mais tarde.

    O dano fica maior potencializado quando o agente que interferiu pertence aos quadros de um ente poderoso no Brasil: a Globo.

    Exatamente esse grupo vem dando as cartas no futebol brasileiro quanto a dias, horários (só eu que ainda não acho normal jogo às 22 horas?), fórmulas… Isso só pra dizer o que está visível. Nem falo de outras coisas que podem haver nos bastidores (“No creo em brujas, pero que las hay, las hay!”).

    Se acharmos normal o precedente, porque acertou, de nada poderemos reclamar quando errar.

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  • 9. Jorge Paz Amorim  |  28 de julho de 2017 às 14:12

    Meu caro Valentim, o Santos não acusou diretamente a Globo mas o repórter Eric Faria. Ou seja, evita brigar diretamente com o poderoso e ataca levianamente o profissional.
    Ora, é impensável que o Eric fique perambulando em torno das quatro linhas indicando o que deve ou não ser marcado. Imagine se amanhã Eric resolve tomar o mesmo rumo que tomou Luis Carlos Azenha, Rodrigo Viana ou qualquer outro que deixou a Globo pra respirar outros ares. Já imaginou o risco que esse profissional corre por conta do comportamento dos seus patrões?

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  • 10. Antonio Oliveira  |  28 de julho de 2017 às 15:48

    Amorim, você está prenhe de razão! Me equivoquei redondamente quando interpretei o gesto do árbitro como sendo indicativo de que recorrera à televisão (à tecnologia). Na realidade, o gesto que o árbitro fez com as mãos (que não dava conta assim e uma figura tão esférica), quando analisado com a devida atenção, dá conta de que ele está solicitando a bola para que seja executado o escanteio. ele inclusive acena claramente indicando o respectivo local da cobrança.

    Reconhecido o lamentável equívoco em que se baseou minha opinião, o momento, agora, é de perguntar: ainda restou algo de sustentável naquilo que opinei?

    Bom, de minha parte, a resposta é afirmativa. Todavia, os fundamentos apresentarei assim que terminar o almoço.

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  • 11. Nelio(O Paysandu jamais caiu para a vergonhosa quarta divisão)  |  28 de julho de 2017 às 16:42

    Eu sou anti flamenguista , quero que o urubu se exploda, mas tenho de admitir que não foi penalty, o zaqueiro do urubu foi certeiro na bola e tocou depois no atleta santista em contato normal do chamado toque casual e o juiz acertou não marcando penalty. Se o juiz foi informado por terceiros alheios ao jogo que não tinha sido penalty e voltou atrás da sua decisão após ter apontado para a marca da cal, isto é caso para anulação de jogo mesmo o juiz tendo acertado ao voltar atrás no lance. Porém muito difícil vai ser provar isso porque quem está na lide é o urubu e não foi penal mesmo. Mas curiosamente e coincidentemente esse caso não é raro e ainda este ano na semifinal Copa Verde quase o Paysandu leva farelo em Belém quando o juiz dessa vez marcou um penalty para o timinho do SANTOS de Macapá cerca de um minuto depois da bola rolando, quando o bandeilheira vermelha do jogo mandou para a jogada acusando ao Juiz um toque de mão de atleta bicolor que só ele viu. Nem toda a torcida que estava lá viu, nem imprensa viu, nem o juiz, nem o bandeira amarela viu , nem os atletas santistas viram o penal e todo mundo ficou surpreso com a marcação . Um lance que nunca tinha visto em se tratando de time pequeno contra grande. O lance foi muito duvidoso até pela TV e o certo era não marcar. De sorte que o Paysandu classificou senão seria polêmica grande de saber quem buzinou no ouvido do bandeilheira vermelha o ‘ toque de mão” ?? seria o treinador santista que estava pertinho do bandeilheira?? mistérios da meia noite.

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  • 12. Antonio Oliveira  |  28 de julho de 2017 às 20:59

    Com todo o respeito, meu xará, mas acho que não há simplicidade na minha posição.

    Ao contrário, ela é bem complexa, até. Afinal, para além de fincar pé numa posição, abre espaço para uma reflexão que cogita abrir os horizontes das alternativas de solução para situações polêmicas e controversas que são cada vez mais presentes.

    Sem contar que eu não me inclinei concretamente pela posição que admite interferência externa fora das regras da fifa, máxime quando esta venha de um agente estranho à arbitragem, muito menos quando tal agente seja da empresa monopolista da transmissão. Voce não encontra nada em tal sentido no meu texto. Nem indiretamente.

    A propósito, no momento, minha opinião é de que a tecnologia possa ser usada, guardadas as peculiaridades, em moldes semelhantes ao voley e ao tênis.

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  • 13. Antonio Oliveira  |  28 de julho de 2017 às 21:18

    Amorim, sendo absolutamente certo que errei quando interpretei o gesto do juiz, é preciso dizer que tal erro não muda o fato de que o juiz não viu que o penal realmente não ocorreu e que o auxiliar viu menos ainda, eis que estava a uma distância que tornava impossível que ele próprio tivesse visto que não houve o penal e que o juíz cometera um erro grave ao marcar tal infração.

    Com efeito, se nem o árbitro central e nem o auxiliar viram o que de fato ocorreu, e se o árbitro “retromictou” após ouvir o auxiliar, resta claro que o auxiliar obteve a informação por fontes alheias àquelas preconizadas pela fifa.

    Com efeito, remanescida a lógica da tese, voltamos ao questionamento:

    “O que teria sido menos lesivo … ?”

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