Riscos no caminho do Leão

9 de julho de 2017 at 3:31 2 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo já disputou oito rodadas de Série C e seu torcedor não consegue escalar o time. É bem verdade que este é um problema que aflige a maioria dos times da competição, mas cabe considerar que até uma semana antes do Brasileiro a escalação era conhecida por todos. A equipe que terminou o Campeonato Paraense podia não ser um primor de qualidade, mas tinha razoável entrosamento e os jogadores se conheciam.

As mudanças implantadas por Josué Teixeira ainda cobram um preço alto e estão na origem dos problemas enfrentados até aqui na Série C. Josué saiu, mas deixou como herança um arremedo de time, baseado em oito ou nove “reforços” indicados por ele e que despedaçaram o sentido coletivo e o conceito de superação que existiam no Parazão.

Oliveira Canindé está no comando há poucas rodadas e tem números razoáveis. Perdeu e empatou fora, ganhou em casa. É do último jogo, contra o Sampaio, em São Luís, que devem ser extraídas as lições mais valiosas para o confronto deste domingo (18h) diante do lanterna Salgueiro, no estádio Jornalista Edgar Proença.

A utilização de três volantes – João Paulo, Labarthe e Ilaílson – não trouxe a segurança defensiva esperada. O Sampaio, mesmo com sérias limitações, pressionou muito e levou sempre vantagem no duelo de meio-campo, principalmente porque os volantes remistas erravam muitos passes.

Eduardo Ramos não encontrou espaço para jogar, como já acontece desde os tempos de Josué. Marcado individualmente, busca os lados do campo, o que reduz sua margem de manobra e prejudica o eixo criativo da equipe.

Está óbvio que, para poder contar com seu camisa 10, o Remo tem que dividir os papéis no meio, de preferência posicionando outro meia para trabalhar na criação e diminuir a pressão sobre Ramos. Flamel é o nome mais indicado, pela experiência e capacidade de reforçar a linha de ataque.

O problema é que Oliveira Canindé, como boa parte dos treinadores, teme se expor defensivamente e acaba adotando estratégia que provoca exposição ainda maior. Quando utiliza volantes limitados, inferioriza o jogo na intermediária, compromete a transição e ainda cede todos os rebotes ao adversário, mesmo quando este não é lá muito qualificado. Contra o Moto essa situação ficou bem clara.

Acima de tudo, para manter volume ofensivo, Remo precisa de forte participação dos atacantes, laterais e meias. Contra o Sampaio, Canindé utilizou Edgar pela esquerda e Luiz Eduardo centralizado. Para hoje, o mais provável é que utilize três atacantes.

O esquema só dará certo se o ataque funcionar e abrir vantagem no placar, o que deixará a zaga menos sobrecarregada. Como sempre, a lição número um do futebol segue valendo: acertar o pé é o segredo do sucesso.

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Papão em tempo de novos horizontes

A notícia acerca de possível lista de dispensas no Papão, surgida logo depois da renúncia de Sérgio Serra, sinaliza para dois horizontes. O primeiro diz respeito ao atendimento da necessidade urgente de melhorar o elenco. O segundo é quanto ao custo e ao nível das novas contratações.

É preciso, acima de tudo, evitar os erros recentes. Na Série B 2016, o Papão sofreu ao embarcar em apostas furadas, como Robert e Rivaldinho. A salvação só veio com a contratação de Tiago Luiz.

Um dos primeiros nomes anunciados pela nova presidência é uma “promessa” vinda do Sport-PE, Fábio. Gera sempre desconfiança esse tipo de investimento, pois é no mínimo desconcertante imaginar que o rubro-negro pernambucano abriria mão de um bom jogador.

De mais a mais, Leandro Carvalho também era a joia do Papão e foi descartado por ser problemático demais.

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Bola na Torre

O programa terá comando de Guilherme Guerreiro, com participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Começa às 21h, na RBATV.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 09) 

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Rock na madrugada – Elton John, Saturday Night’s Alright For Fighting Capa do Bola – domingo, 09

2 Comentários Add your own

  • 1. Antonio Valentim  |  9 de julho de 2017 às 9:57

    O Remo, ganhando bem do Salgueiro, para mim será uma surpresa positiva.

    Não espero jogo fácil, a julgar pelas atuações bisonhas nas oito rodadas anteriores.

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  • 2. Nelson Albuquerque  |  9 de julho de 2017 às 10:54

    Também não espero jogo fácil, pois o treinador não ajuda na escalação. Zaga pesada, volante JP e lateral Damião muito ruins de bola…Hoje teremos ainda o Ronny no banco, mas espero que ele opte pelo Flamel no 2o tempo…

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