Uma aposta na ousadia

23 de junho de 2017 at 2:27 8 comentários

POR GERSON NOGUEIRA

A notícia surpreende positivamente: setoristas do Remo informam que Oliveira Canindé vem escalando Eduardo Ramos e Flamel no time titular. Todos lembram que, na semana passada, o treinador disse que ambos não poderiam atuar juntos, por terem supostamente características parecidas. É uma mudança de conceito que pode vir a beneficiar o Remo com a formação de meia-cancha mais qualificada.

unnamedFlamel ainda se recupera da longa inatividade, mas, em forma, será peça de grande valia para aumentar o poder de fogo do ataque. Canindé não disse, mas deve ter observado que Ramos e Flamel não se anulam jogando juntos. Pelo contrário, ambos se complementam.

Ramos fica na organização, enquanto Flamel se encarrega da aproximação com o ataque, preferencialmente pela direita em triangulações com o lateral (Léo Rosa) e o homem de frente (Pimentinha). Dependendo do jogo, podem trocar de função, sem prejuízo para a evolução do time.

Quanto à outra preocupação de Canindé – o enfraquecimento da marcação –, cabe observar que a qualificação do meio-de-campo leva ao aumento da posse de bola. E, com mais tempo de domínio, o time naturalmente diminui a pressão adversária.

De mais a mais, há que observar a questão do custo-benefício. O Remo já vinha atuando com uma peça a menos no setor de armação. Além de não marcar e de apoiar pouco, Mikael não tem os recursos de Flamel para jogadas de bola parada ou arremates de média distância.

Caso a intenção se confirme, o Remo sai ganhando, a começar pelo perfil do treinador, que revela um aspecto raro na atividade: a capacidade de se corrigir e mudar de ponto de vista.

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Quem tem amigos (de verdade) nunca está sozinho

Depoimentos comoventes continuam a chegar à Rádio Clube, saudando a volta da emissora líder, após breve interrupção de sua programação. As manifestações partem de todos os cantos do Estado, comprovando a tradição regionalista e unificadora da emissora fundada por Edgar Proença há 89 anos, sob o slogan matador “a rádio que fala e canta para a Planície”.

Ninguém cala uma instituição, ainda mais quando esta tem fé pública – como poucas coisas neste Pará tão avacalhado – e incontáveis serviços prestados ao povo. Para milhares de paraenses, é impossível imaginar a vida sem Rádio Clube, vigoroso exemplo de resistência àquilo que dizem ser o crepúsculo do rádio AM.

Seus poderosos transmissores fazem com que as ondas da eterna PRC-5 invadam os lares há tantas décadas, tratando com intimidade os donos da casa e passando de geração a geração sem perder a magia.

Nós, operários do ofício radiofônico, devemos exprimir gratidão pelos que nos ouvem todos os dias, sem nunca deixar de confiar na sinceridade de nossos propósitos. É um privilégio sem igual falar para a grande confraria radioclubina – sim, a Clube não tem audiência, tem amigos.

O episódio da suspensão serviu para confirmar essa verdade. Afinal, é nos momentos de dificuldades que os verdadeiros amigos se manifestam.

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Contra velho conhecido, Papão tenta reabilitação

Melhor adversário não poderia haver para o Papão do que este CRB que vai muito mal na Série B, desde já sob risco de rebaixamento (é o 17º colocado). Contratou Dado Cavalcanti para tentar mudar o ritmo da prosa, principalmente dentro de seus domínios. O Papão também vive fase difícil, com resultados negativos nas últimas cinco rodadas – três derrotas e dois empates em casa –, mas pode explorar o desespero do anfitrião.

Rogerinho, mantido no comando enquanto a diretoria procura técnico, tem nova oportunidade de mostrar seu valor. Uma vitória fora de casa pode alavancar a reação e – de quebra – respaldar o interino.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 23)

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De como a Globo caiu nas mãos do FBI Enquanto isso…

8 Comentários Add your own

  • 1. Jorge Paz Amorim  |  23 de junho de 2017 às 8:07

    Prenúncio de índice altíssimo de passes errados, em razão da manutenção de Wesley e Capanema, aliás, como já ocorrera no jogo passado.
    Bons no desarme, mas trágicos na hora de distribuir o jogo, colaboram em muito para que o time seja medíocre na hora de manter a posse de bola ou puxar um contra ataque. Tomara que não.
    Menos mal que Rogerinho faz voltar Marcão começando a partida. Mesmo sem ser brilhante, o veterano atacante pelo menos sabe reter a bola a ponto de ter cavado várias faltas na entrada da área adversária, contra o Boa Esporte, bem como ter conseguido ao menos finalizar mais que a ‘invenção’ do Rogerinho.

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  • 2. Mauricio Carneiro  |  23 de junho de 2017 às 10:22

    Capanema já não tem condições de jogar série B. Faz mais falta e consequentemente recebe mais cartões do que rouba a bola ou pelo menos interrompe um ataque do adversário. Mais, não tem a mínima categoria e tranquilidade pra resolver o que fazer quando tem a posse de bola, geralmente errando passe ou propiciando contra ataque. Wesley é só vontade. Destrambelhado. Rodrigo Andrade perto deles pode ser chamado simplesmente de Andrade, aquele do Flamengo, tamanha sua importância para o time e qualidade se comparado aos outros dois.

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  • 3. celira  |  23 de junho de 2017 às 10:42

    Amigos,

    Acho que Capanema ainda tem serventia e, com a ausência de Recife, ele é o substituto natural, pois, na Curuzu não há melhor marcador do que ele.

    Por sinal, as faltas que ele comete tem origem na formação deficiente do atleta (vemos muito isso no Brasil) e não é restrito a ele.

    Acho que Jonhatan não deveria entrar jogando, mas o tempo parado de Rodrigo Justifica sua ausência e sua entrada no decorrer do jogo.

    Eu confesso que gostaria de ver o PSC em um 4-1-3-1-1 estranho. Algo do tipo…

    Capanema

    Jonhatan – Rodrigo Andrade – Wesley

    Diogo Oliveira

    Bergson ou Marcão

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  • 4. Acácio F B Elleres - Campeão dos Campeões  |  23 de junho de 2017 às 11:26

    Discordo Gerson com o “melhor adversário não poderia haver”, pois o CRB, de técnico novo, já aprontou contra o ABC em Natal e virá com tudo para cima do maior do Norte. Na minha opinião será um jogo duríssimo.

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  • 5. Charles Resende  |  23 de junho de 2017 às 13:39

    Sou bicolor fervoroso, mas, sinceramente, creio que o Paysandu não conseguirá um bom resultado, no jogo de hoje.

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  • 6. blogdogersonnogueira  |  23 de junho de 2017 às 15:27

    Minha opinião vai em cima da campanha do CRB como mandante, amigo Acácio. Pressionado, acaba entregando a rapadura. Pode anotar.

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  • 7. blogdogersonnogueira  |  23 de junho de 2017 às 15:28

    O risco está justamente no estilo Capanema de ser, que faz qualquer torcedor arrancar os cabelos de nervosismo, amigo Carlos. Já entra em campo com um cartão garantido, aí fica difícil.

    Curtido por 1 pessoa

  • 8. blogdogersonnogueira  |  23 de junho de 2017 às 15:30

    De pleno acordo, amigo Maurício. Capanema é uma temeridade permanente, talvez seja útil como reserva para situações muito especiais.

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