Clube vê exagero no pedido de punição

31 de maio de 2017 at 17:31 2 comentários

Divulgado nesta quarta-feira, o inquérito que apontou o uso de e-mails falsificados pelo Inter no processo do caso Victor Ramos causou preocupação aos torcedores colorados diante da ameaça de exclusão do clube do Campeoanto Brasileiro da Série B. O Inter, no entanto, diz que recebeu o resultado das investigações com tranquilidade e vê exagero no pedido de punição feito pelo auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva, responsável pela investigação.

A investigação conduzida pelo auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apontou que o Inter não foi o autor da falsificação, mas anexou e-mails adulterados ao processo que buscava a punição do Vitória pela suposta escalação irregular do zagueiro. Na conclusão, ele sugeriu a suspensão do ex-presidente do clube Vitorio Piffero e advogados, além de aplicação do Artigo 61 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê a exclusão do clube de competições oficiais.

Em entrevista ao programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, o vice-presidente jurídico do Inter, Gustavo Juchem, disse que o relatório do STJD comprovou que o clube não foi o responsável pela adulteração dos documentos. O dirigente elogiou o trabalho de investigação do auditor, mas viu “erros” nos pedidos de punição, entre eles a exclusão do clube de competições oficiais.

– A apuração merece elogios. Já o enquadramento jurídico é questionável e, no meu entender, há uma série de equívocos. Não se justifica o enquadramento e muito menos a punição sugerida. Isso está nas mãos do procurador-geral Felipe Bevilacqua e ele vai decidir pela instauração ou não de processo para julgamento – disse Juchem, antes de ser questionado se temia alguma punição. – Quem não deve, não teme.

O CASO VICTOR RAMOS – Em 1º de dezembro, o Inter apresentou no STJD um documento com 42 páginas pedindo para fazer parte no processo que investigou supostas irregularidades na inscrição do zagueiro Victor Ramos, iniciado pelo Bahia. Na luta contra o rebaixamento, o clube gaúcho pedia que o tribunal reabrisse o caso para punir o clube baiano com a perda de pontos nas partidas em que o zagueiro atuou no Campeonato Brasileiro.

A principal linha sustentada pelo clube gaúcho diz respeito ao não cumprimento das normas do Transfer Matching System (TMS), que regulamenta as transferências internacionais no futebol. O jogador, que pertence ao Monterrey, do México, estava emprestado ao Palmeiras até se transferir ao Vitória, em fevereiro do ano passado. Na visão dos advogados do Inter, essa negociação ocorreu de maneira irregular.

No dia 8 de dezembro, o auditor Glauber Guadelupe, vice-procurador-geral do STJD, arquivou o pedido do Inter. No dia seguinte, a CBF enviou um ofício ao STJD alegando que os documentos usados pelo clube no processo – a troca de e-mails entre o diretor da CBF e o Vitória – foram adulterados. A entidade pediu a impugnação dos documentos pelo tribunal.

E, insatisfeito com a decisão do tribunal, o Inter entrou novamente, no dia 12 de dezembro, com um pedido de reexame do caso Victor Ramos no STJD. Uma semana depois, o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, optou por manter o caso arquivado.

Na última semana, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), comunicou de que a os laudos da perícia comprovaram a alteração nos documentos utilizados. Por sua vez, o presidente do Inter, Marcelo Medeiros, voltou a garantir a autenticidade dos e-mails utilizados. Sem obter sucesso no STJD, o Inter levou o caso à Suíça. Em janeiro desse ano, o clube ingressou com uma ação na Corte Arbitral do Esporte (TAS), com sede em Lousanne, para tentar reabrir o processo. Após a audiência de terça-feira, o julgamento foi suspenso por 48 horas para os árbitros analisarem a competência sobre o assunto. No dia 6 de abril, eles decidiram não levar o processo adiante, e o Caso Victor Ramos está encerrado. (Do GE)

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Relatório-bomba: fraude em e-mails pode tirar Internacional do Brasileiro Enquanto isso, na ilha de Caras…

2 Comentários Add your own

  • 1. celira  |  31 de maio de 2017 às 18:55

    Em um país sério o Inter cairia da B para C pela atitude antidesportiva. É muito cômodo achar que o culpado é apenas o dirigente, já que o dirigente é a figura do clube.

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  • 2. Gleydson  |  31 de maio de 2017 às 22:54

    Esquema de Suborno

    Segundo ex-presidente do Paysandu, Miguel Alexandre Pinho, o bicolor foi beneficiado num esquema de suborno no Estadual de 2000 e nos Brasileiros de 1991 e 2001….

    28.09.2005 – 15:41 – Pará
    A revelação do esquema de arbitragem na edição do Campeonato Brasileiro deste ano, trás a tona um novo caso do futebol nacional, com as conquistas do Paysandu nas edições da Série B do Brasileiro de 1991 e 2001 além da conquista do Paraense de 2000.

    Voltamos então a edição do Jornal O Liberal, do dia 12 de novembro de 2003 na matéria “Cartola revela esquema de suborno”, para relembrar as denúncias feitas pelo ex-presidente do Paysandu, Miguel Alexandre Pinho, que falou como o esquema foi realizado para beneficiar o Papão em algumas competições.

    Durante muito tempo, as pessoas suspeitavam e chegavam a comentar em mesa de bar, mas não havia confirmação. Agora é diferente. De forma surpreendente e estarrecedora, Miguel Alexandre Pinho, ex-presidente, grande benemérito e integrante da diretoria de futebol do Paysandu em vários mandatos, confirmou que o clube bicolor subornou árbitros para conquistar o Campeonato Paraense de 2000 e os brasileiros da Segunda Divisão de 1991 e 2001.

    Na Série B do Brasileiro de 1991, o Papão era presidido por Asdrúbal Bentes, Miguel Pinho era o vice-presidente de futebol e Antônio Carlos Nunes de Lima, hoje presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), o diretor de futebol. Em 2000, o clube alvi-azul era presidido por Joaquim Ramos, mas quem dava as cartas no futebol profissional era o presidente do conselho deliberativo, Arthur Tourinho. Em 2001, Arthur Tourinho presidia o Papão e também comandava diretamente o futebol profissional.

    Miguel Pinho disse ao colunista Carlos Ferreira, de O LIBERAL, que participou da entrevista concedida pelo cartola na Mais TV, que o árbitro envolvido no “esquema do Parazão de 2000” foi Wagner Tardelli, que dirigiu a decisão contra o Castanhal.

    O cartola acrescentou ter havido esquema também para beneficiar o Paysandu no clássico contra o Remo, que precisava vencer por dois gols e ganhou por 1 x 0, mas teve um gol legítimo de Robinho anulado pelo bandeirinha que era vizinho do jogador bicolor Da Silva, em São Paulo.

    O ex-presidente do Paysandu disse ainda que “ninguém é santo” no futebol, e desconhece um clube que nunca tenha se beneficiado de esquema de bastidores – suborno a árbitros, jogadores e treinadores de equipes adversárias. “Não basta você formar um time competitivo. Para ser campeão você tem que fazer esquema. E o torcedor quer saber é do título. Não interessa o que aconteceu”, justificou Miguel Pinho.

    O ex-presidente do Paysandu se incluiu entre os cartolas que praticavam suborno. Ele revelou que tentou subornar Mário Fernando, ex-goleiro de Paysandu, Remo e Tuna, quando o jogador atuava por um time pequeno (Sport Belém ou Pinheirense), mas não teve êxito. Segundo Pinho, Mário Fernando não quis conversa.

    Títulos

    Sobre os dois títulos da Série B conquistados pelo Paysandu em 1991 e 2001, Miguel Pinho afirmou comum todas as letras que o clube bicolor se beneficiou de fortes esquemas. CitouEsquema de Suborno
    Segundo ex-presidente do Paysandu, Miguel Alexandre Pinho, o bicolor foi beneficiado num esquema de suborno no Estadual de 2000 e nos Brasileiros de 1991 e 2001….

    28.09.2005 – 15:41 – Pará
    A revelação do esquema de arbitragem na edição do Campeonato Brasileiro deste ano, trás a tona um novo caso do futebol nacional, com as conquistas do Paysandu nas edições da Série B do Brasileiro de 1991 e 2001 além da conquista do Paraense de 2000.

    Voltamos então a edição do Jornal O Liberal, do dia 12 de novembro de 2003 na matéria “Cartola revela esquema de suborno”, para relembrar as denúncias feitas pelo ex-presidente do Paysandu, Miguel Alexandre Pinho, que falou como o esquema foi realizado para beneficiar o Papão em algumas competições.

    Durante muito tempo, as pessoas suspeitavam e chegavam a comentar em mesa de bar, mas não havia confirmação. Agora é diferente. De forma surpreendente e estarrecedora, Miguel Alexandre Pinho, ex-presidente, grande benemérito e integrante da diretoria de futebol do Paysandu em vários mandatos, confirmou que o clube bicolor subornou árbitros para conquistar o Campeonato Paraense de 2000 e os brasileiros da Segunda Divisão de 1991 e 2001.

    Na Série B do Brasileiro de 1991, o Papão era presidido por Asdrúbal Bentes, Miguel Pinho era o vice-presidente de futebol e Antônio Carlos Nunes de Lima, hoje presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), o diretor de futebol. Em 2000, o clube alvi-azul era presidido por Joaquim Ramos, mas quem dava as cartas no futebol profissional era o presidente do conselho deliberativo, Arthur Tourinho. Em 2001, Arthur Tourinho presidia o Papão e também comandava diretamente o futebol profissional.

    Miguel Pinho disse ao colunista Carlos Ferreira, de O LIBERAL, que participou da entrevista concedida pelo cartola na Mais TV, que o árbitro envolvido no “esquema do Parazão de 2000” foi Wagner Tardelli, que dirigiu a decisão contra o Castanhal.

    O cartola acrescentou ter havido esquema também para beneficiar o Paysandu no clássico contra o Remo, que precisava vencer por dois gols e ganhou por 1 x 0, mas teve um gol legítimo de Robinho anulado pelo bandeirinha que era vizinho do jogador bicolor Da Silva, em São Paulo.

    O ex-presidente do Paysandu disse ainda que “ninguém é santo” no futebol, e desconhece um clube que nunca tenha se beneficiado de esquema de bastidores – suborno a árbitros, jogadores e treinadores de equipes adversárias. “Não basta você formar um time competitivo. Para ser campeão você tem que fazer esquema. E o torcedor quer saber é do título. Não interessa o que aconteceu”, justificou Miguel Pinho.

    O ex-presidente do Paysandu se incluiu entre os cartolas que praticavam suborno. Ele revelou que tentou subornar Mário Fernando, ex-goleiro de Paysandu, Remo e Tuna, quando o jogador atuava por um time pequeno (Sport Belém ou Pinheirense), mas não teve êxito. Segundo Pinho, Mário Fernando não quis conversa.

    Títulos

    Sobre os dois títulos da Série B conquistados pelo Paysandu em 1991 e 2001, Miguel Pinho afirmou com todas as letras que o clube bicolor se beneficiou de fortes esquemas. Citou o árbitro baiano Manoel Serapião Filho, referindo-se a ele como “Serapapão”. Serapião foi o árbitro do jogo entre Paysandu e ABC, de Natal, no qual caiu o muro do estádio Leônidas Castro que fica para a travessa Curuzu, e da final, contra o Guarani, no Mangueirão.

    No jogo contra o ABC, Serapião realmente “fez chover”. Anulou um gol legalíssimo do ABC, marcado por Rildon, e, de quebra, permitiu que o jogo chegasse ao final sem o mínimo de segurança. “Existem dois tipos de torcida, a pacífica e a aguerrida. A do Paysandu é pacífica”, justificou Serapião, para dar continuidade à partida, vencida pelo Paysandu por 3 a 1. O ABC era comandado pelo técnico Givanildo Oliveira, hoje no Remo.

    No título paraense conquistado sobre o Castanhal, Miguel Pinho foi mais direto ao se referir a Wagner Tardelli. Disse que o árbitro carioca entrou no esquema montado para o primeiro jogo da decisão do Parazão, contra o Castanhal. O Papão venceu por 1 x 0 com um gol de pênalti, nos acréscimos. No lance seguinte Edil quase empatou, carimbando a trave. Tardelli teria dito a Miguel que se fosse gol ele teria anulado.

    O ex-cartola bicolor prosseguiu assegurando que o Paysandu continuou se beneficiando das arbitragens de Wagner Tardelli. E que ele, Miguel, foi quem colocou o árbitro carioca na vida do Papão.

    Fonte: Futeboldonorte.com/Jornal O Liberal o árbitro baiano Manoel Serapião Filho, referindo-se a ele como “Serapapão”. Serapião foi o árbitro do jogo entre Paysandu e ABC, de Natal, no qual caiu o muro do estádio Leônidas Castro que fica para a travessa Curuzu, e da final, contra o Guarani, no Mangueirão.

    No jogo contra o ABC, Serapião realmente “fez chover”. Anulou um gol legalíssimo do ABC, marcado por Rildon, e, de quebra, permitiu que o jogo chegasse ao final sem o mínimo de segurança. “Existem dois tipos de torcida, a pacífica e a aguerrida. A do Paysandu é pacífica”, justificou Serapião, para dar continuidade à partida, vencida pelo Paysandu por 3 a 1. O ABC era comandado pelo técnico Givanildo Oliveira, hoje no Remo.

    No título paraense conquistado sobre o Castanhal, Miguel Pinho foi mais direto ao se referir a Wagner Tardelli. Disse que o árbitro carioca entrou no esquema montado para o primeiro jogo da decisão do Parazão, contra o Castanhal. O Papão venceu por 1 x 0 com um gol de pênalti, nos acréscimos. No lance seguinte Edil quase empatou, carimbando a trave. Tardelli teria dito a Miguel que se fosse gol ele teria anulado.

    O ex-cartola bicolor prosseguiu assegurando que o Paysandu continuou se beneficiando das arbitragens de Wagner Tardelli. E que ele, Miguel, foi quem colocou o árbitro carioca na vida do Papão.

    Fonte: Futeboldonorte.com/Jornal O Liberal

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