Um desafio e tanto

POR GERSON NOGUEIRA

Peça importante na estrutura ofensiva do Remo, Flamel foi ausência bastante sentida no jogo de ida contra o Santos-AP, quinta-feira passada. Talvez hoje, no confronto final em Macapá, quando teoricamente haverá mais espaço para o contragolpe, sua perda seja ainda mais lamentada. O Remo venceu a primeira por 2 a 1 e joga pelo empate, mas o Santos saiu do Mangueirão acreditando que pode triunfar no mata-mata.

Cabe observar que não é a primeira vez que o Remo sofre por não dispor de um meia-atacante com a qualidade de Flamel, que é especialista tanto na troca de passes quanto na finalização, além de útil também nas jogadas de infiltração e tabelinhas com os atacantes de lado.

Na Copa do Brasil, diante do Brusque, o Remo acabou derrotado por não conseguir ajustar a parte ofensiva por não ter um jogador com suas características para dar suporte aos atacantes.

Por outro lado, contra o Rio Branco, na capital acreana, na fase inicial da Copa Verde, Flamel representou uma alternativa ofensiva a mais para o Remo e foi o autor do gol de empate, disparando um chute forte da entrada da área.

O torcedor-leitor há de perguntar: Eduardo Ramos não pode executar essa função? Sim, mas teria que jogar um pouco mais à frente, perto dos atacantes e longe da posição original de organizador da meia-cancha.

Sem Flamel, o Remo vai ter dois caminhos para chegar ao gol: explorar as subidas dos alas Léo Rosa e Jackinha e utilizar os lançamentos de Eduardo Ramos para os contra-ataques com Edgar e Gabriel.

O Santos-AP, apesar de limitações no ataque e no setor de criação, tem um time leve, que aprecia o jogo de velocidade. Ao Remo, cabe não negligenciar com a marcação como na primeira partida, quando sofreu um gol em contra-ataque no primeiro tempo e quase cedeu o empate nos minutos finais.

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Jogão confirma sucesso da Copa do Nordeste

Quando a fase é boa, o jogador se supera e faz coisas que até Deus duvida. É o que acontece com Diego Souza, que vive hoje no Sport-PE a melhor fase de sua carreira. Sua movimentação em campo é sempre decisiva, naquela faixa entre a linha de meio-campo e a área adversária. Sabe usar a força nas bolas divididas, mas dribla e chuta bem.

A experiência acumulada certamente contribui para o desempenho atual do meia-atacante. Não surpreende que tenha atraído a atenção de Tite. Mestre Tostão ensina que a força mental é primordial para o rendimento de um atleta. Diego Souza sente-se em casa no Sport, onde desfruta da condição de ídolo e tem um time todo jogando em com ele e para ele.

Acompanhei ontem Sport x Campinense, decidindo vaga nas semifinais da Copa do Nordeste. Diego só não fez chover. Deu passes, fez gols – um deles de bicicleta – e liderou sua equipe do começo ao fim no esforço para superar ou igualar a vantagem estabelecida pelos paraibanos no jogo de ida. O tempo normal terminou 3 a 1 para o Sport, igualando o placar de Campina Grande. Nos penais, o Leão pernambucano levou a melhor.

Além da atuação destacada de Diego, a partida teve o clima e a emoção de uma grande decisão, com a busca pelo gol e uma disputa sempre empolgante e em alta velocidade. Foi mais um bom jogo da Copa do Nordeste, competição que se consolida técnica e financeiramente a cada ano.

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Debate Bola põe em discussão a gestão profissional

O Troféu Camisa 13 promove na quinta-feira, 6, às 18h, um debate sobre “Gestão profissional no futebol”, no auditório do Laboratório Amaral Costa (à rua Antonio Barreto). Carlos Castilho, da Rádio Clube; o presidente do Papão, Sérgio Serra, e o vice-presidente do Remo, Ricardo Ribeiro, serão os debatedores. A entrada é livre, com inscrições no local e distribuição de certificados de participação.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 03)

8 comentários em “Um desafio e tanto

  1. Com todo respeito ao Santos…. mas dizer que eh desafio e tanto…. de um time que nem está jogando… eh dar crédito para esconder o débito. O remo está caindo a cada jogo de produção…so não ver quem eh cego…. temo muito por essas retas finais de campeonato pois na hora que o clube deveria estar totalmente entrosado… observo o contrário…o Remo tem obrigação de trazer uma Vitória la e expressiva…. pq até a torcida la vai ser em maior número do remo por isso eles colocaram 100 reais o ingresso. Se o remo cair eh por suas próprias pernas e não pela qualidade do Time adversário.

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  2. A Copa Verde está mostrando o nível das equipes paraenses, ou seja, baixíssimo para quem vai disputar uma série B é o outro uma série C.
    Pelo que observo não estão levando a sério as consequências de um insucesso nas competições nacionais.
    Para o time azulino o fantasma de voltar para a série D e para o Paysandu uma queda para a terceira divisão trará enormes perdas financeiras e jogar o futebol Paraense de uma vez na idade das trevas.
    Os nossos eternos amadores dirigentes ainda não entenderam que se no gramado a coisa for mal o resto desaba junto.
    Abram o olho antes que seja tarde.

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  3. Concordo em partes com o amigo Daniel… As vezes fico imaginando, como estaria o Remo, hoje, se o E.Ramos não tivesse voltado… Quanto a vir caindo.. Remo vai dar uma queda sim… Até pelo embalo com que vem jogando… Mas espero que não seja hoje… rsrs

    Penso que o Remo sentiu a falta de mais um meia.. O que não deverá acontecer hoje, com a presença do Renan, que vai liberar o Marquinhos e a presença do Jaquinha

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  4. Amigo Miguel, PSC vai contratar 2 meias, 2 atacantes de lado e 2 alas…na 1ª leva de contratações… depois, zagueiros e atacante de área Jogadores virão dessas competições… Paulista, Copa do NE e Gauchão… ANOTE

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  5. Na opinião, realmente é um desafio e tanto pro Remo.

    E os dois jogos anteriores a este mostram isso.

    Contra o rival, com um a menos, só conseguiu marcar o gol de empate no final do jogo, mesmo tendo assumido a posse de bola durante todo o segundo tempo da partida.

    No jogo seguinte, contra o próprio Santos-AP, o time passou o primeiro tempo parece que se ressebtindo do desgaste do jogo anterior, muito desconcentrado, sem vibração. Já no segundo tempo melhorou um pouco nestes itens, mas voltou a apresentar os problemas para deslanchar e fazer um placar mais confortável.

    Com efeito, pelo que tem mostrado, a expectativa é que seja um jogo difícil, onde se perder o jogo não será nenhuma surprenvolvido.as circunstâncias pelas quais o Clube está envolvido. E tudo isso sem falar até agora no adversário que mostrou não ser bobo. Enfim, a desclassificação será muito ruim financeiramente, mas não será algo impossível.

    Por isso, creio que o Remo vai precisar se empenhar bastante para trazer a classificação. Só duas ciisas pidem ajudá-lo além do empenho e da entrega de sempre: a saída afoita e descuidada do do Santos para buscar o resultado; e uma interação mais efetiva entre o Eduardo Ramos e o Edgar. Se isso ocorrer até aquele cansaço que o meia aparentou estar sentindo da metade para o final do segundo tempo vai ser minimizado, pois eles dividiram o trabalho com muito potencial de ganho para o Remo.

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