Um festival de erros

17 de fevereiro de 2017 at 11:32 3 comentários

POR GERSON NOGUEIRA

Com um time desfigurado, o Remo não teve forças para superar o modesto Brusque e jogou pela janela o bilhete premiado que seria o jogo contra o Corinthians na 2ª fase da Copa do Brasil. Por baixo, calcula-se que a arrecadação poderia chegar a R$ 2 milhões diante dos paulistas.

unnamedO problema é que antes do Timão havia o Brusque e, ao que parece, muita gente no Evandro Almeida achou que a parada seria tranquila em solo catarinense. Não foi a garapa esperada – como não é nenhum jogo da atual fase da Copa do Brasil reformulada.

Ceará, Fortaleza, Botafogo-PB e vários outros clubes de tradição já ficaram pelo caminho, abatidos por equipes emergentes dentro de seus domínios. O novo regulamento é interessante por dar equilíbrio aos confrontos iniciais. O visitante joga pelo empate e a decisão sai nos 90 minutos.

O Remo entrou em vantagem, mas cedeu espaços para o brioso Brusque alcançar vitória. O primeiro gol foi um primor de desatenção. A bola foi cruzada da esquerda e encontrou um atacante livre no bico da área pela direita. Sem marcação, ele tocou para Jonatas chutar para as redes.

A eliminação se confirmaria no segundo tempo, a partir de uma série de erros cometidos. Com um time desgastado pela viagem e as quatro baixas – Elizeu, Flamel, Renan Silva e Jaquinha –, o esquema utilizado pelo técnico Josué Teixeira mostrou-se excessivamente cauteloso e vulnerável pela presença de Caio, que havia atuado mal no Re-Pa, pela esquerda.

Depois de sofrer o primeiro gol, Josué Teixeira finalmente percebeu que a lentidão e a falta de combatividade do ala comprometiam o setor esquerdo e colocou Jayme para ajudar na pressão ofensiva. Tsunami passou a ser o jogador da marcação pela esquerda.

Em função dessas mexidas, o Remo começou a atacar, coisa que não havia feito até então. Aos 33, Tsunami mandou um tiro forte no poste de Rodolfo. Na sequência, veio uma falta à entrada da área, que Zé Antonio bateu com perfeição, empatando o jogo. Um golaço.

O gol deu ao Remo a confiança necessária para seguir pressionando a atrapalhada zaga catarinense, mas o time sofria os efeitos do baixo rendimento do atacante Edgar, sem o ímpeto de outras jornadas, e de Léo Rosa, pouco participativo ao longo dos dois tempos.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o árbitro assinalou um penal inexistente depois que a bola estourou contra o volante Tsunami, que tinha o braço preso ao corpo. O goleiro André Luís, que havia defendido penal no Re-Pa, pegou também a cobrança de Assis.

Esperava-se que o pênalti não convertido fizesse com que o Remo voltasse com mais agressividade para a etapa final. Ledo engano. O time voltou lerdo, pouco preocupado em manter a posse de bola e com os atacantes ainda mais esquecidos lá na frente.

Para piorar as coisas, um forte baque tirou momentaneamente de combate o capitão Henrique. Um erro da comissão técnica, apressando a substituição do zagueiro – que iria se recuperar em seguida –, oportunizou a falha que deu ao Brusque o gol da vitória, após rápida jogada de linha de fundo arrematada por Ricardo Lobo.

Os 20 minutos finais até permitiram que o Remo chegasse ao empate, mas a incapacidade criativa do meio-de-campo e a pouca mobilidade de Edgar e Jaime frustraram as tentativas de reação. As exceções foram os garotos Lucas Vítor e Gabriel Lima, que se movimentaram bem, mostrando qualidades e tornando patentes as falhas na escalação inicial do time.

—————————————————–

Leão amarga rotina de insucessos na Copa BR

Foi a quinta eliminação seguida do Remo na primeira fase da Copa do Brasil. Não é produto da sorte ou do acaso, é questão de organização e planejamento. O clube tem participado da competição como quem apenas cumpre tabela, sem maiores ambições.

Nas edições anteriores, enfrentou times gabaritados da Primeira Divisão – Internacional, Flamengo, Atlético-PR e Vasco –, mas desta vez tinha a oportunidade de seguir em frente, pois o adversário de ontem tem o mesmo nível de várias equipes do Campeonato Paraense.

Para desdita do Leão, a boa chance foi desperdiçada pelas limitações do elenco e os muitos desfalques de última hora. Fica para a próxima.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 17)

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Fla vence Coelho e mantém campanha 100% Capa do Bola – sexta-feira, 17

3 Comentários Add your own

  • 1. Nelio  |  17 de fevereiro de 2017 às 13:06

    Indiscutivelmente se o time do destruidão de antonio baena foi o time que foi mais longe na copa brasil detentor da melhor campanha da competição entre os times de Belém, por outro lado muito negativo é o time que também trouxe até hoje os maiores vexames para o futebol de Belem ao chegar pelo quinto ano seguido sem conseguir uma vitória e sem passar da primeira fase. Nem o Paysandu que disputava muito mal essa competição no inicio fez tão feio assim. esse time do remo é uma vergonha

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  • 2. Nelio  |  17 de fevereiro de 2017 às 21:45

    Muitos clubes de tradição de série a e b foram eliminados nesta primeira fase da copa brasil por times inexpressivos onde alguns nem divisão nacional possuem atualmente. estes times de tradição eliminados e seus torcedores estão revoltados com o novo regulamento da CBF pra a copa Brasil e já tentam derrubar. Foi por isso que tanto falei aqui que a vaga nas oitavas de finais para o Paysandu ficou de bom tamanho para compensar a vaga na sul americana e ainda teve gente que descordou, fez beicinho. Mas ja imaginaram o Paysandu com esse time atual fraco ter de ir decidir lá fora a vaga para segunda fase?????? ja era copa brasil e os jogos contra o santa e coral provaram isso. é por isso que morro dizendo: acreditem no que falo porque eu não nego fogo nos meus comentários. eu sou flórida.
    e tenho dito rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

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  • 3. Alessandro  |  18 de fevereiro de 2017 às 0:33

    Nelio tu não entendé nada o Remo eliminou os grandes e a loba roubou a vaga do Naviraiense kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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