
A imprensa francesa analisa nesta sexta-feira (23) a aquisição de dois campos de petróleo do pré-sal pela francesa Total. O jornal Les Echos informa que o grupo petrolífero francês vai desembolsar US$ 2,2 bilhões para comprar ativos no Brasil “em uma área cobiçada do pré-sal” no litoral de São Paulo.
O negócio decorre da aliança estratégica firmada entre a Total e a Petrobras há cerca de dois meses. Em comunicado transcrito pelo Les Echos, o presidente da Total, Patrick Pouyanné, diz que a operação permite à companhia francesa “integrar a promissora cadeia de exploração de gás no Brasil”.
A Petrobras anunciou na quarta-feira (21) que o acordo prevê a cessão à Total de 22,5% dos direitos de exploração do campo de Iara e de 35% do campo de Lapa, que começou a operar na terça-feira (20), na Bacia de Santos. Les Echos destaca que esses campos “guardam reservas gigantescas de petróleo e o valor pago foi interessante”, ou seja, a Total pagou pouco em relação ao que vai lucrar extraindo o petróleo brasileiro.
O texto explica que as reservas do grupo francês serão acrescidas de 1 bilhão de barris, a um custo estimado entre US$ 1,75 e US$ 2,4 o barril. Nas reservas adquiridas anteriormente pela companhia, o preço do barril custou US$ 2,55. Incorporando o petróleo brasileiro, a produção do grupo francês vai aumentar significativamente, assinala Les Echos.
O neuro cientista brasileiro Miguel Nicolelis defende a Petrobras, afirmando que comunidade científica internacional está perplexa com o retrocesso no Brasil. “É como um americano falou para mim, é o Black Friday da Petrobras”.
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