Um Dragão como inimigo

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão tem hoje novo desafio fora de casa, com chance de quebrar a sequência negativa em jogos como visitante. O adversário é Atlético Goianiense, líder do campeonato e dono de uma campanha marcada pela regularidade. É um time muito bem armado, com destaque para a qualidade do meio-de-campo. Com apoio entusiasmado da torcida, não costuma desperdiçar pontos dentro de Goiânia.

Ao longo desta Série B, o Papão tem tido um comportamento errático, mostrando-se frágil diante de oponentes inferiores (Tupi é o exemplo óbvio) e exibindo ousadia surpreendente diante de times bem situados na tabela de classificação. Foi assim contra o Vasco (duas vitórias), Ceará, Criciúma e Bahia.

É justamente este histórico de façanhas contra os grandes times da competição que embala as esperanças do torcedor para o confronto contra o Atlético. Pelo que o rubro-negro goiano vem jogando, porém, o compromisso de hoje é o mais duro já enfrentado pelo Papão neste returno.

unnamedHá vários anos fora da Primeira Divisão, o Atlético tem se mostrado confiante e focado no projeto do acesso. Ultrapassar o Vasco na classificação confirmou o fôlego da equipe para alcançar seu objetivo. Um adversário dotado de tamanha obstinação é sempre difícil de ser batido.

Com um ataque rápido, no qual se destaca o artilheiro Junior Viçosa, o Atlético costuma jogar no 3-5-2, com boa mobilidade de Michel e Caíque. Na meia-cancha, Luiz Fernando coordena as jogadas e se apresenta para definir também, atuando próximo a Viçosa.

Para ter sucesso hoje contra o time de Marcelo Cabo, o Papão precisará ser corajoso e jogar mais do que mostrou contra o Joinville no sábado. Dado Cavalcanti terá que corrigir a lentidão dos homens de meio e evitar o distanciamento entre os setores da equipe.

As dúvidas na escalação bicolor indicam que Dado pode ressuscitar o esquema mais conservador, a fim de conter a força ofensiva do Atlético. O perigo é tornar o time engessado, como na partida diante do Náutico, no Recife, quando até Tiago Luís não conseguiu se movimentar emparedado entre quatro volantes.

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Remo já tem candidaturas definidas

A sorte está lançada. Três chapas concorrem à presidência do Remo na eleição direta de 12 de novembro. Dos inscritos, André Cavalcante disputa a reeleição, com apoio do grupo que o elegeu para o mandato-tampão de nove meses. Manoel Ribeiro busca voltar a presidir o clube, contando com o suporte dos votos da chamada velha guarda. Magnata, lançado à última hora, é a grande surpresa. Já foi diretor do clube e deve se apresentar como a novidade do pleito.

À última hora, Milton Campos desistiu de lançar chapa, abrindo caminho para a confirmação de André na disputa. Apesar do desgaste sofrido ao longo dos últimos meses, pelo ano ruim no futebol profissional, o atual presidente desponta como favorito, pois ainda é o que mais consegue agregar apoio junto aos associados.

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Tempo de esperar e tempo de colher

Neymar foi inteligente e quase humilde ao agradecer os elogios feitos por Diego Maradona. Disse não ter pressa em se tornar o número 1 do mundo. É claro que todo mundo tem pressa em chegar ao topo, mas ele sabe que não pode estabelecer competição com Lionel Messi e comprar uma briga desnecessária dentro do Barcelona.

Quanto aos comentários de Maradona, Neymar tem motivos para se envaidecer. O argentino costuma ser certeiro em suas previsões, ao contrário do Rei Pelé, cujos palpites equivalem ao beijo da morte.

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Uma reverência ao rock na figura de Bob Dylan

Que belo tributo a Academia sueca prestou ao rock e seus milhões de adeptos com a premiação concedida a Bob Dylan, ontem. Eu sei, os idiotas da objetividade irão bradar que música popular não é poesia, no sentido formal da palavra. Bobagem. Poesia é a manifestação livre do que toca a alma. Dylan, como poucos, dentro e fora do rock, soube expressar brilhantemente esses sentimentos.

É claro que este Nobel de Literatura vai também, por tabela, para Beatles, Stones, Clapton, Hendrix, Led Zeppelin, Pink Floyd, Neil Young, Janis Joplin, The Band, Mutantes, Kinks, Beach Boys, Pearl Jam, Hüsker Dü, Ramones e um monte de gente poeticamente brilhante.

A coluna se reporta aos assuntos do esporte, mas não fecha os olhos (e ouvidos) às ondas sonoras do rock.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 14)

7 comentários em “Um Dragão como inimigo

  1. Sou cético em relação a algum resultado positivo neste jogo de hoje contra o Dragão, acho inclusive que o rubro-negro goiano passará feito rolo compressor sobre o pífio e irregular time paraense.
    Vejo que Dado jogando fora de casa não passa de um entregador de camisas, não gostaria de falar assim, mas é o que sinto pelo não futebol apresentado pelo Paysandú até aqui.
    Sou até partidário de um radialista que ontem mencionou que gostaria de deixar o Gameleira a frente do Paysandú jogando fora e nas mão do Dado quando atuando em Belém.

  2. Apesar de conhecer o talento do Neymar quando não joga sério e fica tipo “pisando no ovo”, eu sinceramente ainda não embarco nesse elogio de Maradona como sério. Esse elogio do Maradona ainda não me convence e parece mais uma jogada de marketing gratuito para mexes com os brios do poderoso Messi para que ele arrebente no no próximo Brasil e Argentina da próxima semana, o qual será o verdadeiro e esperado teste de fogo para o Tite, para, o Neymar e para a nova seleção. A Argentina não pode nem sonhar em perder esse jogo porque estará em crise e dificuldade de voltar ao G4. Por isso vai ser jogo tenso, com aquela velha catimba argentina para testar os nervos canarinhos e já começou guerra de bastidores com esse “elogio” de Mardona ao Neymar. Para quem tirou sarro em público afirmando que na copa 78 os argentinos serviram água mineral com remédio para dar bug na barriga dos brasileiros antes da semifinal Brasil x Argentina, fazer um elogio hoje barato nas custa nada.

  3. http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2016/10/conmebol-confirma-que-brasileirao-dara-seis-vagas-para-sul-americana.html

    Alegria de pobre, dura pouco, iram essa noticia?

    O Campeonato Brasileiro passará a classificar 12 equipes para competições continentais a partir deste ano. A Conmebol anunciou nesta sexta-feira, através de comunicado em seu site oficial, a a divisão de vagas de cada país para os torneios sul-americanos do próximo ano – confirmando que o Brasileirão dará seis lugares na Copa Sul-Americana de 2017: do 7º ao 12º colocado.
    Esta nova divisão faz com que campeonatos regionais como a Copa do Nordeste e a Copa Verde percam suas vagas diretas para o segundo torneio de clubes mais importante do continente.

  4. Jogo encardidíssimo para o Papão da Amazônia. Atlético Goianiense é favorito, é claro, mas quem sabe o bicola irregular como ele só, tenha uma atuação boa, no confronto de hoje.

  5. Paysandu Na Sul-Americana
    (\___/)
    ( ⚫⚫
    👅
    \👉 \
    Aiiii Pahhhhhhhhh
    saiu pela porta dos fundos, nada mais justo.
    😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂

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