Desafio para o time 100%

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão entrou no campeonato com a volúpia de quem precisa mostrar serviço e buscar o título estadual ausente da Curuzu há duas temporadas. Apesar da reformulação ampla no elenco, que levou o técnico Dado Cavalcanti a escalar já na estreia oito caras novas, o time engrenou rapidamente e tem apresentado desempenho satisfatório.

As mudanças extrapolam a simples troca de nomes. O Papão 2015 explorava os lados do campo, baseando sua força na marcação forte no meio e nos avanças de Pikachu e João Lucas para chegar à área inimiga.

O Papão 2016 parte de um núcleo central organizado e criativo, onde Celsinho e Rafael Luz transitam e se revezam nas arrancadas. Quando Celsinho se posiciona atrás, lançando e criando jogadas, Luz está bem adiantado, quase como um terceiro atacante.

A diferença é mais expressiva quando se compara a maneira de jogar entre o time da Série B e o atual. Aquele jogava mais pela força e velocidade, era mais transpiração e vontade. Este é calibrado pelo ritmo dos meias Celsinho e Rafael Luz, vive mais de inspiração e capacidade de surpreender.

A afinidade dos meias ajuda o Papão a controlar os jogos a partir do meio-campo. Raramente o time espera ser atacado. Em geral, toma a iniciativa de agredir. Quando o jogo está difícil pelo meio, as bolas paradas ajudam a abrir caminho para vitórias. E aí surge em destaque outra virtude de Celsinho, especialista em cobranças de média distância.

Nasceram de seus pés, em cruzamentos vindos da lateral esquerda, quatro dos 10 gols marcados pelo Papão no Parazão. Isso ocorreu duas vezes contra o São Raimundo em Santarém, para cabeceios de Lucas e Luz, e se repetiu na Curuzu contra o Tapajós, com finalizações de Luz e Gilvan.

Não satisfeito em originar as jogadas mais agudas, Celsinho também apareceu três vezes para finalizar. Com um talento produtivo como articulador, Dado finalmente conseguiu dar ao time o equilíbrio ofensivo que tanto faltou em 2015, por absoluta ausência de vida inteligente por ali.

Ocorre que Celsinho não resume o que é o Papão atual. Luz é uma peça importante no revezamento pelo meio e nas arrancadas com bola, mostrando-se também disponível para definir jogadas. Além dele, Fabinho Alves cumpre papel importante como atacante de lado, que se apresenta para reforçar a marcação.

A presença dos três a partir do meio-campo só não foi capaz ainda de tirar o centroavante da solidão. Leandro Cearense, que começou como titular, e Betinho não se destacaram como se esperava, apesar da intensa produção de lances agudos na área.

Talvez seja o caso de usar um atacante mais rápido, capaz de dialogar com Celsinho e Luz. Bruno Veiga, que tem esse perfil, pode entrar hoje contra o Águia, pois Betinho se lesionou e não tem presença confirmada. De todo modo, o Papão só tende a evoluir, o que acentua seu favoritismo.

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Flamel inspirado é trunfo do Águia

O Águia está invicto há cinco partidas e tem plenas condições de conter o Papão 100% – e não só pela longa tradição de atrapalhar os passos dos bicolores. A última derrota dos marabaenses foi para o Remo na estreia do Parazão, jogando bem e equilibrando as ações durante boa parte do confronto. Desde então, o Águia não perdeu mais. Venceu quatro vezes e empatou uma. Dois jogos, contra o Fast Clube, valiam pela pré-Copa Verde, o que só valoriza o momento vivido pelo time de João Galvão.

O fato é que Galvão achou a formação ideal a partir da Segundinha, torneio de acesso ao Parazão. A equipe estava traumatizada. Vinha do fracasso na Série C, mas se recompôs a tempo de disputar e obter uma vaga na elite estadual, depois de dois anos ausente da fase principal.

Para confrontar o Papão, Galvão sinalizou que vai utilizar o 4-4-2, com Rodrigo e Bernardo na zaga, Léo Rosa e Ednaldo nas laterais. É um dos melhores quartetos defensivos do campeonato, com a vantagem adicional da ofensividade de Léo e Ednaldo.

Flamel, em fase inspirada, é o maestro. Já fez quatro gols na competição, organiza as manobras e é o homem a ser marcado na meia-cancha marabaense, que ainda tem o experiente Mael como coadjuvante. Velocistas, os atacantes Joãozinho e Valdanes não guardam posição e exploram as ações de contra-ataque como poucos neste Parazão.

Não há dúvida: o Águia é o adversário mais perigoso já enfrentado pelo Papão até aqui.

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Bola na Torre

O atacante Ciro, do Remo, é o convidado do programa. Guerreiro apresenta, com Tommaso e este escriba de Baião na bancada. Começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20.

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Regras de bom comportamento

O Palmeiras foi o primeiro grande clube a adotar a prática, mas deve ser seguido pelos demais. Comemorações mais espalhafatosas, como cambalhotas, estão definitivamente vetadas pelo clube alviverde, depois que jogadores se contundiram com gravidade ao se exceder nos festejos.

Já não era sem tempo. Sempre achei que os times eram permissivos demais quanto aos saltos mortais de seus jogadores mais presepeiros. O futebol evoluiu muito como negócio e é mais do que natural que os clubes procurem zelar pela integridade de seus atletas.

Lembro que, no ano passado, o volante Radamés deixava a torcida do Papão em suspense sempre que saltava e executava aquelas acrobacias de lutas orientais. Imagino o pânico dos demais jogadores sempre que saía um gol. O lado bom da coreografia é que foi a única marca deixada pelo noivo de Viviane em sua pífia e curta passagem por aqui.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 28)

Remo x Independente – comentários on-line

Campeonato Paraense 2016 – semifinal do turno

Remo x Independente – estádio Jornalista Edgar Proença, 18h

Rádio Clube _ IBOPE_ Segunda a Sexta _ Tabloide

Na Rádio Clube, Ronaldo Porto narra; Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Paulo Fernando, Paulo Caxiado, Hailton Silva, Mauro Borges e Francisco Urbano. Banco de Informações – Adilson Brasil.  

Semifinal equilibrada

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POR GERSON NOGUEIRA

A crise de identidade que o Remo mostrou ao longo da fase classificatória do turno não impediu sua chegada à semifinal, mas deixou o torcedor de orelha em pé, angustiado com a instabilidade vista em praticamente todas as partidas. Para o jogo contra o Independente, hoje à tarde, a expectativa é de um time mais arrumado, com aproximação entre os setores e sem buracos no setor de marcação.

Boa parte dos problemas azulinos tem origem no desajuste no meio-de-campo. Apesar de contar com dois bons armadores – Eduardo Ramos e Marcos Goiano -, a equipe sofre com a falta de volantes marcadores à frente da linha de zaga.

Alisson e Michel, que enfrentaram o Cametá no domingo passado, ainda deixam a desejar nos desarmes e sobrecarregam a dupla de zaga Max-Ítalo porque não conseguem combater e neutralizar os atacantes adversários. Com isso, todas as jogadas em direção à área azulina terminam estourando em cima dos zagueiros.

No Parque do Bacurau, o técnico Leston Junior sanou o problema já na metade final do segundo tempo, lançando Yuri para bloquear as insistentes e perigosas tentativas do Cametá pelo lado direito da defesa azulina.

Além do problema à frente da zaga, o Remo sofre com o rendimento insatisfatório nas laterais. Murilo ainda não alcançou o nível de Levy pelo lado direito e, improvisado pela esquerda, Levy não consegue ser eficiente como na posição de origem.

Com isso, o ataque e o setor de criação acabam sacrificados também. Léo Paraíba, que entra com a função de ajudar Murilo na marcação, cansa rápido e não consegue ajudar Ciro lá na frente, enquanto Eduardo Ramos e Marco Goiano se distanciam e ficam mais vulneráveis à marcação. Os treinos da semana serviram para que o técnico tentasse corrigisse posicionamentos, sem fazer mudanças na escalação.

Artilheiro do campeonato, Ciro é a principal atração do jogo. Apesar de todas as dificuldades de criação e do isolamento no ataque, ele tem conseguido se sobressair pela agilidade na área e a capacidade de finalização.

O Independente tem exibido regularidade ao longo da campanha. A exemplo do Remo, sofreu apenas uma derrota (para o Papão, em Tucuruí) e tem como ponto alto a segurança defensiva, com o zagueiro Ezequias como destaque. No esquema montado por Lecheva, o lateral Jaquinha funciona como importante municiador do ataque, ao lado dos meias Fabrício e Alexandre. No ataque, Monga é o homem de referência, levando muito perigo no jogo aéreo.

Apesar da ligeira vantagem que o Remo leva pelo fator campo e torcida, a semifinal tem tudo para ser equilibrada e interessante do ponto de vista das propostas táticas.

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Fifa: mudança ou mais do mesmo?

Com o apoio de europeus e sul-americanos, o suíço-italiano Gianni Infantino chega à presidência da Fifa com desafios gigantescos pela frente. Braço direito de Platini na Uefa, o dirigente terá que desfazer a desconfiança geral de que é mero seguidor das práticas de Platini, banido do futebol por receber propina do ex-presidente Josef Blatter. Além disso, Infantino precisa trabalhar com afinco para sanear a entidade e afastar os vestígios do lamaçal deixado pela era Blatter.

As deliberações do Conselho de Reformas mostram que, pelo menos no papel, a intenção é mudar. Foi criado o Conselho da Fifa, substituindo ao desgastado Comitê Executivo. Na prática, o novo organismo cuidará da parte estratégica, enquanto o Secretariado Geral fica com as ações operacionais e comerciais.

Depois de 18 anos de era Blatter, a Fifa impõe limite para o tempo de mandato dos novos presidentes, a começar por Infantino. A partir de agora, mandatários e demais dirigentes só podem permanecer por 12 anos no cargo. Ainda é muito, mas já significa um avanço em relação ao sistema flexível de antes.

Com um aceno ao politicamente correto, o Conselho decidiu também inserir no estatuto da entidade a preocupação com a presença da mulher no futebol. O objetivo é dar espaço ao segmento feminino e criar “mais diversidade nas tomadas de decisão”.

Outro ponto que deve ser saudado é a decisão de divulgar a remuneração do presidente, dos membros do Conselho, do secretário-geral e dos ocupantes de cargos relevantes na organização. Ao mesmo tempo, haverá mais rigor no controle das movimentações financeiras.

Passa a ser item dos estatutos da Fifa o compromisso com os direitos humanos. Além disso, foi criado um comitê especial para garantir maior transparência, com a presença de representantes de outras áreas vinculadas ao futebol – jogadores, clubes e ligas.

Resta saber se todas essas resoluções irão funcionar efetivamente, mesmo porque as velhas práticas continuam valendo na Fifa. O tom nababesco de antes foi repetido no derrame de mordomias aos participantes do congresso extraordinário da entidade, convocado para a eleição do novo presidente.

A propalada disposição de virar a página era desmentida pela opulência do evento e o gasto com as diárias dos congressistas em Zurique, avaliadas em R$ 2,4 milhões, sem incluir bilhetes aéreos e hospedagem. Cada representante de confederação – entre os quais, o presidente da CBF, Antonio Carlos Nunes – recebeu R$ 4 mil/dia para “gastos pessoais”.

A única mudança em relação ao período de porteira aberta é que o dinheiro para despesas pessoais não foi entregue em envelopes, mas depositado na conta bancária de cada congressista. Como se vê, a velha e a nova Fifa são bastante parecidas.

(Coluna publicada no Bola deste sábado, 27)

Quem são os responsáveis pelo ódio que avança no Brasil: um 1964 em câmera lenta

POR RODRIGO VIANNA, em seu blog Escrevinhador

Não é exagero afirmar que estamos em meio à maior ofensiva conservadora no Brasil, desde 1964.

A violência verbal de blogueiros como Reinaldo Azevedo transbordou para as ruas. Isso desde 2013, quando brucutus de academia e falanges de direita tentaram impedir militantes de movimentos sociais de marchar na avenida Paulista.

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Em 2015, o tom subiu: pregou-se abertamente o golpe e a volta da ditadura, atacou-se gente ligada ao PT em restaurantes, hospitais e até na rua. Panelas batem nas varandas da classe média – que está à beira de um ataque de nervos.

O adversário não deve ser ouvido, nem levado em conta. Deve ser esmagado, preso, proscrito. É nesse pé em que estamos.

O músico Tico Santa Cruz recebe ameaças pelo telefone. Alinhado com as políticas sociais de Lula, ele virou alvo de gente que (em chamadas covardes, pelo telefone) fala em atacar os filhos adolescentes de Tico. Ouvi o aúdio de uma das ligações: o homem que ameaça sabe os nomes dos filhos do músico, e diz falar em nome de Eduardo Cunha. Tico pede que o áudio não seja divulgado, por enquanto, já que está buscando apoio da polícia contra as ameaças.

Miriam Dutra, que denunciou os esquemas da Globo com FHC, também recebe uma ameaça nada velada: a ex-amante de FHC, que a família Marinho escondeu na Europa para não gerar um escândalo, está internada num hospital espanhol – com grave crise emocional. Enquanto isso, invadem a conta dela no Facebook “anunciando” que Miriam está morta. Sim, são esses os métodos.

A Globo também ameaça blogueiros. Vai citar extra-judicialmente todos aqueles que fizeram referência à emissora. É o poder da Casa Grande que, diante da tibieza do governo, percebe a avenida aberta para uma restauração completa.

Os que se resistem contra o avanço conservador recebem uma dupla mensagem: da direita, vem o aviso de que não estamos mais no terreno dos debates, mas da guerra total; do governo eleito com os votos da esquerda e da centro-esquerda, por outro lado, chegam sinais de rendição e derrota.

A tabelinha mídia/Judiciário avança e aperta o torniquete. Estamos diante de um 1964 em câmera lenta. E não há outro caminho, a não ser enfrentar as ameaças.

Passei os últimos anos estudando a Colômbia, numa pesquisa de Mestrado. Desde o século XIX, o país tem eleições regulares, mas a característica básica do regime colombiano é ser uma democracia restrita: a esquerda e os movimentos sociais foram sempre excluídos do jogo político.Conservadores e Liberais se revezam no poder, enquanto setores populares sofrem com assassinatos, exclusão, perseguição.

Enquanto Brasil e Argentina incorporaram as massas ao jogo político, com o peronismo e o varguismo, a Colômbia viu ser assassinado o líder popular que se apresentava para liderar os trabalhadores: no dia 9 de abril de 1948, Jorge Gaitán foi morto no centro de Bogotá; era favorito para virar presidente nas eleições seguintes.

A morte de Gaitán mostrou a amplos setores que o caminho institucional estava fechado. Por todo o país, pipocaram guerrilhas que nem eram de esquerda, mas “liberais”. De uma dessas guerrilhas, surgiria alguns anos depois, no início da década de 1960, as FARC.

Não adianta dizer que as FARC são apenas uma “narco-guerrilha”. Claro, na Colômbia quase todos os entes têm relação com os interesses do tráfico. Mas as FARC não são filhas da droga. São filhas da exclusão social e do ambiente político excludente.

A democracia restrita jogou parte da população para fora do jogo político. Nunca houve na Colômbia um partido trabalhista. Nunca. O caminho foi o das armas.  

Hora dessas falo um pouco mais sobre a Colômbia. Mas o que me assusta é ver que o Brasil pode, muito tempo depois, seguir caminho parecido.

Tudo leva a crer que setores do Judiciário e da elite política e midiática tomaram a decisão de expurgar a esquerda (e mesmo a centro-esquerda) do jogo político.

Se isso ocorrer, estará aberto o caminho para que a política seja feita por outras vias.

Por enquanto, é a direita que toma a iniciativa de usar a violência. Mas, ao fechar as portas do sistema político para um partido com quase 2 milhões de filiados, e com pelo menos 30 ou 40 milhões de simpatizantes, a direita abre as portas para a guerra política.

Desde já é possível apontar 3 personagens e 2 famílias com responsabilidade pelo clima de ódio que avança:

Reinaldo Azevedo, que cunhou o termo “petralha”, e há anos é pioneiro em espalhar o ódio pelas redes sociais, sempre com patrocínio do tucanato;

José Serra, que na eleição de 2010 trouxe esse ódio das redes para as ruas, com uma campanha feita na base do preconceito e da pregação conservadora;

Ali Kamel, que colocou a máquina da Globo, de forma discreta mas persistente, numa campanha de criminalização da esquerda;

e as famílias Marinho e Civita, pela permanente semeadura do ódio.

Quando o caldo entornar de vez, cada um pagará sua cota por levar o país para um clima de confrontação e ódio. Por enquanto, eles comemoram, porque só um lado bate.

Em breve, talvez, essa gente vai perceber que quem apanha sem parar não esquece jamais os nomes de seus algozes.

A história vai dar o troco. Não tenham dúvidas.

Tribunal contratou empresa de limpeza para fazer trabalho jornalístico durante as eleições

Fachada do TSE. Brasília-DF, 01/12/2015 Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE
Fachada do TSE. Brasília-DF, 01/12/2015 Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE

DO COMUNIQUE-SE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou licitação, no fim de 2014, para a contratação de serviços jornalísticos para cobertura das eleições. O resultado do pregão está causando polêmica com entidades ligadas ao setor. Em contrato, a instituição destina R$ 2 milhões, por um ano, pelos serviços da empresa Liderança Limpeza e Conservação que – como o próprio nome diz – tem a “limpeza em prédios e domicílios” como sua principal atividade econômica. As informações são de O Globo.

Com a divulgação do contrato, a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) anunciou que pretende questionar judicialmente o resultado da licitação. Presidente-executivo da entidade, Carlos Henrique Carvalho explicou que alguns órgãos federais utilizam o pregão eletrônico para a contratação de serviços de comunicação. Porém, este tipo de licitação acaba levando em conta apenas o melhor preço, sem a questão técnica.

“Isso abre espaço para que empresas de terceirização, sem experiência no setor, ganhem as licitações oferecendo apenas os postos de trabalho. É uma forma disfarçada de contratar sem concurso público”, comentou Carvalho. Segundo o edital do pregão, devem ser contratados oito jornalistas e dois fotógrafos, com salários que variam entre R$ 6,3 mil e R$ 6,7 mil, fora encargos. Há, ainda, previsão de outras quatro vagas temporárias, para trabalho de 90 dias.

Sediada na cidade de São José (SC), a Liderança Limpeza e Conservação atua em diversas frentes e tem crescido no Governo Federal. De acordo com o Portal da Transparência, em 2010 a empresa recebeu R$ 42,6 milhões. Em 2015, foram R$ 69,9 milhões, arrecadados principalmente com serviços de conservação. Em seu registro na Receita Federal, a firma possui 46 atividades, além da principal, de limpeza. Infraestrutura portuária, nutrição, restauração de prédios históricos e serviços de agronomia são alguns exemplos. A “prestação de serviços de informação” também aparece na lista.

No site da empresa também é difícil encontrar referências aos serviços jornalísticos. Em filme institucional, a companhia fala apenas em “limpeza e conservação; copa e café; portaria; jardinagem; recepção; telefonia; apoio administrativo e segurança patrimonial”. O link “serviços” também não cita os trabalhos na área de comunicação. O jornalismo é citado apenas em texto no link “apresentação”.

Tanto a Liderança quanto o TSE foram procurados, mas não se manifestaram sobre o caso. O Ministério do Meio Ambiente, que gastou em 2015 quase R$ 3,7 milhões com a firma para a prestação de serviços de comunicação social, se manifestou afirmando que a firma “comprovou as capacidades técnica e operacional exigidas por meio de atestados de capacidade inerentes ao objeto licitado”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal também comentou o caso. Coordenador-geral da entidade, Jonas Valente afirma que o ideal seria a realização de concurso público para eleger a empresa que prestaria os serviços de comunicação. “Defendemos o concurso em primeiro lugar, mas, quando não é possível, que sejam ao menos contratadas empresas que têm atuação no setor de comunicação. É algo que nos preocupa já faz tempo, temos conseguido interlocução com alguns órgãos, mas infelizmente ainda não existe uma diretriz única no governo”, declarou o executivo.

Ambev convoca o Remo para virar jogo contra o Zika

O final de semana será emocionante nos gramados. Não só por conta dos jogos de futebol, mas porque os times de diversos estados brasileiros deixarão a rivalidade de lado e estarão unidos na luta contra o Zika vírus, a exemplo do Remo (PA), que entrará em campo neste sábado (27), contra o Independente pela semifinal do primeiro turno do Parazão.

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Além da equipe paraense, também no sábado, pelos campeonatos estaduais, São Paulo FC (SP), Cruzeiro (MG), Botafogo (RJ) e Náutico (PE) entrarão em campo carregando faixas com mensagens de combate ao mosquito Aedes Aegypti, que transmite os vírus da Zika, Dengue e Chikungunya. Já no domingo, é a vez de Flamengo (RJ), Internacional (RS), Vasco (RJ) e Vitória (BA) se engajarem na campanha.

A ação faz parte de uma ampla mobilização contra o Zika promovida pela cervejaria Ambev, que tem como mote a hashtag #naoficoparado. O objetivo é chamar a atenção da população para que todos façam a diferença. Afinal, quanto mais gente participar, mais rápido é possível virar o jogo contra o mosquito. (Da Assessoria/Ambev)