20 comentários em “E a estatueta vai para…

  1. Se a Dilma estivesse fazendo um bom trabalho, ninguém estaria reclamando, nem mesmo o dito cujo da foto. Infelizmente a nossa presidente nos colocou em uma recessão profunda e, pelas previsões, parece que vai terminar o mandato sem recuperar o país.

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  2. O mundo acaba de perceber que após mais ou menos duas décadas de globalização os 1% mais ricos da população detém em mãos 50% das riquezas produzidas no mundo. Vejam bem, 50% de todo $$$ está nas mãos de 15 dos homens e os outros 50% entre os 99% restantes. Infelizmente, esse é um fenômeno global e o Brasil de Lula foi aplaudido por, pelo menos, ter retardado essa tendência, por ter mostrado uma saída. No próximo ciclo de crescimento do capitalismo, o Brasil poderá dar outro salto se mantiver pelo menos a política socialista que o PT implantou, ou uma ainda melhor. Para quem não gosta de Marx, só resta discutir com a visão histórica do positivismo, que não pode negar em escala global o quão prejudicial para todos foi e tem sido a globalização. Contra números, não há argumentos. Dilma e Lula foram os presidentes que mais geraram empregos e promoveram a maior ascensão social da história. Só não vê, quem não quer.

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  3. É concomitantemente hilariante e sugestivo, com bastante propriedade e acuidade, bem ao seu estilo, nobre jornalista Gerson Nogueira. Antes e acima de tudo, caro Gerson, gostaria de dizer que é com grande e grata satisfação que agora leio e acompanho seus posts e artigos aqui no blog; no Bola já lia seus artigos há muito tempo, sempre admirando sua análise serena e acurada do jogo, além dos indispensáveis comentários pós-jogos na Rádio Clube . É um orgulho para mim como paraense nato(sou marajoara) verificar que cá por essas plagas temos profissionais da sua qualidade e gabarito. Além da reconhecida capacidade e competência, da pena afiada e reconhecido talento, passei a admirar o jornalista ainda mais pela franqueza e sinceridade com que expõe seus pensamentos e/ou opiniões, sua orientação e seus vieses político- ideológicos;os idiotas da objetividade, como você gosta de frisar, sempre tendem a reduzir as contendas à questão meramente partidária, o que enseja um nefasto e perigoso tendenciosismo aos debates, discussões e diálogos. A questão partidária está sempre em relevo, é claro, mas ela nao dissociada de outros atores do jogo político, que tem um leque e espectro bem amplos e diversificados. Mais do que um grande jornalista que você é, de fato, suas posições denotam algo para além disso, mais virtuoso e elevado:grandiosidade espiritual e nobreza de caráter. Não o conheço pessoalmente(teria uma grande satisfação, é claro), mas não tenho dúvidas disso.O jornalista faz parte de um seleto grupo de indivíduos que primam e se pautam pela coerência, ética e sempre progressista, olhando para frente, mas sem esquecer de lições importantes aprendidas com pesar por tristes períodos e episódios, longínquos ou nem tanto, “páginas infelizes” de nossa história. Permita-me apresentar, sou Cleber Miranda, aluno concluinte do curso de História da UFPA, já com um longo percurso na Instituição, tenho 37 anos , sou flamenguista fanático, remista aficcionado, petista convicto e consciente, e que sei também que devemos ter autocrítica, principalmente nós enquanto indivíduos, na nossa relação com o mundo e com aqueles à nossa volta. Penso que , para além dos manjados direitos e deveres, o cidadão tem responsabilidades, e nós, como formadores de opinião, estamos na linha de frente desse processo, e não podemos , junto a todas as tendências progressistas de nosso país, gente honesta, e inclusive com honestidade intelectual, gente humilde na acepção plena do termo, uma turma valorosa, briosa, que vai na contra- mão do pensamento hegemônico dos dominadores do mundo, das elites economico-financeiras nacionais e transnacionais, dos Rothschilds, Rockfellers, Marinhos e Lemahns da vida, dos tubarões das grandes corporações, esses verdadeiros donos do poder em escala global/mundial, posto que , infelizmente, se impõe pela pressão, coerção, corrupção e intimidação. Profissionais como você nos honram e dignificam, enchendo-nos de orgulho e alegria, pois praticam o melhor tipo de jornalismo possível, simplesmente bom jornalismo, de qualidade, comprometido, com responsabilidade e seriedade, sem brechas para dubiedades, mas sem “deixar de voar” de vez em quando. Ah, já para finalizar esse já longo comentário quero dizer que também, como você, gosto do bom e velho rock and roll;curto todos os estilos do som pesado, desde os pioneiros do blues eletrificado e do pop rock até death metal, mas eu diria que meu “núcleo sonoro”,para lembrar uma feliz expressão usada em uma entrevista lida ainda na década de 90 por mim na revista Rock Brigade , dita pelo estupendo baterista Mike Portnoy, do Dream Theater, esse meu núcleo sonoro, repito, se constituiria de três bandas:Pink Floyd, Rush e Iron Maiden. Mas isso é papo para outro post . Abraços, caríssimo Gerson, e longa vida aos que como você, combatem o bom e verdadeiro combate.

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  4. Lopes,

    Olhe os números reais e as séries históricas. A desigualdade social não melhorou com o Lula e Dilma. Você está absolutamente enganado. A concentração de renda continua a mesma.

    Não houve nenhuma política socialista. A política econômica do Lula foi manter a política macroeconômica do FHC. O país ganhou porque as commodities disparam de preco e como os fundamentos econômicos estavam bons, o país cresceu. Lula sabiamente usou os recursos excedentes para redistribuir para a população é assim ganhar popularidade.

    Veio a Dilma. Ela sim rompeu com a política econômica do FHC/Lula. O resultado você está vendo agora. País rebaixado internacionalmente, em profunda depressão financeira, com desemprego e inflação crescentes. Até 2018 não há nenhuma previsão de crescimento. So nos últimos dois anos foram mais de 11 milhões de desempregados e a crise continua, parecendo que não tem mais fim. Todos os ganhos sociais das últimas décadas estão sendo perdidos em menos de dois anos. Só não vê quem não quer..

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  5. Desculpem, notei que onde se lê: Vejam bem, 50% de todo $$$ está nas mãos de “15” dos homens e os outros 50% entre os 99% restantes, quis dizer “1%”. Fica assim: “Vejam bem, 50% de todo $$$ está nas mãos de 1% dos homens e os outros 50% entre os 99% restantes”. Obrigado.

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  6. Seja bem-vindo, Cléber. Como bom democrata e combatente da liberdade, sinta-se à vontade neste espaço. Precisamos de mentes abertas, cabeças roqueiras e corações valentes por aqui.

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  7. Correção:no trecho onde se lê:”estamos na linha de frente desse processo…”, a expressão ” não podemos” está deslocada do contexto, devendo ser suprimida, para pleno entendimento. Grato.

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  8. Jose Cardoso!!!!! E se Aécio eleito você agora estaria sem emprego certamente!!!!!
    Num reclama não e vá trabalhar!!!!!
    E não vote mais no traficante de cocaína!!!!!!
    O Brasil não merece e agradece!!!!

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  9. Pois é, caro Cardoso, não são as políticas públicas sociais, educativas ou de saúde, que irão afetar para baixo o desempenho da economia, mas os tais “fundamentos” econômicos ou a “credibilidade” (ou credulidade?) do mercado em autoridades financeiras cujas prerrogativas e autoridade se baseiam em nada.

    Os tais “fundamentos” colocados na economia brasileira por FHC, aqueles a que você se refere, são os ditames prescritos da economia neoliberal e da globalização como um discurso, vindo de fora, dos países que visaram lucrar com a globalização e políticas neoliberais. Lula, como você mesmo disse, distribuiu um pouco da riqueza produzida entre os mais pobres. Pois que se admita por um momento que o que você mesmo disse seja verdade, de que todo programa social colocado por Lula tivesse apenas esse caráter bastante questionável de só servir à popularidade do presidente. Pois esse mesmo programa social de caráter duvidoso injetou recursos nas camadas da população que antes sequer tinham como consumir, ajudou a economia a engrenar, diminuiu desigualdades regionais, das quais o crescimento do nordeste é o resultado mais visível, tirou milhões de famílias da miséria e da pobreza. Esse programa social de caráter totalmente eleitoreiro, marketeiro e populista, altamente suspeito de apenas ser como pirotecnia ao povo, produziu um resultado de tamanha monta que o programa social eleitoreitro, marketeiro e populista, que aquele metalúrgico sem-o-mindinho recebeu parabéns da ONU, dos presidentes de várias potências econômicas, como Obama, Sarkozy e Merkel e uma admiração que o antigo diplomado não obteve nem durante o mandato, e nem depois.

    As séries históricas a que você sempre se refere, e que nunca consulta, permitem a análise que apresento a você. Políticas econômicas neoliberais são altamente nocivas a qualquer economia que não possua certas qualidades, como uma industrialização moderna, o domínio de tecnologia de ponta e boa reserva de bons profissionais de nível superior. Isso é o que FHC deveria ter deixado como “fundamentos” da economia brasileira, e que Lula e Dilma têm dificuldades de implantar porque a Lei dificulta o investimento nessas áreas, o que veio ser refeito com a Lei do Pré-Sal, que o congresso coxinha quer desfazer. Pense um pouco Cardoso, as coisas não são como você imagina que são.

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  10. Dizer que a desigualdade social permaneceu como estava não corresponde à realidade, absolutamente.Ela foi sensivelmente reduzida,mas o percentual de redução, por ínfimo que seja, deve ser louvado, e não menosprezado.Engraçado essa galera :só cobra de um lado, né ? Então quer dizer que os governos do PT tem a obrigação de reduzir drasticamente as enormes desigualdades do Brasil(talvez das mais graves do mundo) em 13 anos,com quase todas as outras forças vivas do país contrários a seu projeto, inclusive alguns (falsos) aliados sabotadores.É brincadeira, né ? Imagine só um país surrupiado desde que a primeira capitania hereditária foi demarcada, desde os tempos de Tomé de Souza, ter esse processo revertido de uma maneira consideravelmente sentida em menos de uma década e meia.Quando há alguma tentativa de reverter esse monstruoso quadro desfavorável,as forças reacionárias tentam e historicamente são bem-sucedidas na empreitada de remover as forças progressistas de cena;é o que se verifica agora,aqui e na Venezuela e na Argentina, queiram ou não os antipetistas ou simples críticos do PT.Só que agora a parada será, parece-me, nais difícil.Bem, muita água ainda vai rolar até 2018.Quem viver, verá.

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  11. Edson,

    Como cidadão que paga imposto eu tenho direito de reclamar sim quando o governo é incompetente. Se você acha que não poode haver reclamação, você deve saber muito bem o que cidadanioa significa. Não posso te dizer o que aconteceria com o Aécio eleito, mas pelo menos ele e a Marina alertaram a população que a Dilma estava mentindo sobre a situação econômica do Brasil. Acreditou quem quis.

    Lopes & Cleber,

    Respeito a posição política de vocês, mas a sociedade brasileira decidiu por uma economia capitalista, não é verdade? Se sim, cabe ao governo estabelecer dois tipos de regras: (a) um tipo para para que o capitalismo possa florescer, apoiando inovação e empreendedores; (b) outro tipo para garantir que as atividades econômicas do capitalismo não destruam o ambiente e gerem benefícios sociais, sendo o emprego decente o maior deles. Governos eficientes encontram esse balanço.

    Lopes, você está errado ao dizer que foram as políticas sociais do governo que fizeram as pessoas sairem da pobreza no Governo Lula. O que o governo gasta nessas políticas é uma parcela ínfima do que ele gasta com outras coisas, incluindo ai subsidios para as grandes empresas). O que tirou as pessoas da pobreza foi uma combinação do crescimento da economia sem inflação (graças as políticas do Itamar e FHC) e o alto preço das commodities no mercado global durante o governo Lula. É ilusão pensar que projetos sociais sozinhos sem crescimento econômico é capaz de tirar as pessoas da pobreza. O que tira as pessoas da pobreza é emprego decente e uma economia crescendo sem inflação.

    Sobre os indicadores. Vá ao site da ONU e compare a taxa de crescimento anual do Indice de Desenvolvimento Humano no Brasil antes e depois do governo do PT. Estude os números com cuidado, depois você me diz se você encontrou essa melhoria toda que a propaganda oficial diz que gerou.

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  12. Bom, Cardoso, dei uma olhada na tabela na fonte, no site da ONU, e este é o link:

    http://hdr.undp.org/en/composite/trends

    Os dados de crescimento de IDH presentes na tal da tabela, são de uma década, de 1990 a 2000, depois de 2000 a 2010 e de 2010 a 2014, respectivamente, de 1.18, 0.76, 0.60 e com um crescimento acumulado de 1990 a 2014 de 0.91. Posso tecer alguns comentários sobre isso. Um dos fatores que melhoraram bastante o IDH nessa década de 90 foi o impeachment de Collor e o controle da inflação pelo plano real. Disso, não há dúvida. Se observarmos a China, nessa mesma lista, ela está em 90º lugar, bem atrás do Brasil, com 0.501 em 1991 e 0.727 em 2014. É preciso dizer que o IDH não avalia fatores, que poderiam melhorar a posição do brasil como o crescimento real valor do salário mínimo. A média que se observou na década de 90 é que se partiu de uma hiperinflação e de um impeachment logo no começo da década para o controle da inflação e valorização da moeda antes dos anos 2000. Para os anos seguintes, o crescimento do IDH, pelos próprios critérios do IDH (http://hdr.undp.org/sites/default/files/hdr2015_technical_notes.pdf) será sempre mais difícil obter um número mais expressivo para o crescimento porque os critérios de análise são liberais e, por isso, a China está com médias de crescimento na ordem de 1.62, 1.74, 1.02 e com um crescimento acumulado de 1990 a 2014 de 1.57, bem acima do Brasil, porque a China partiu de um cenário político e social em 1990 muito pior do que o do Brasil, mas economicamente superior ao nosso. Os incrementos acumulados de 1990 a 2014 para Noruega (0.44), Austrália (0.32) e Suíça (0.47) significa que entre as condições de 1990 e as de hoje relativamente pouco precisou ser melhorado.

    Os três indicadores utilizados para o cálculo de IDH não dependem exclusivamente de políticas públicas de educação, saúde e produção de riqueza, embora esses fatores influenciem os resultados. Escolaridade, longevidade e renda per capita são fatores que medem resultados, mas nem sempre resultados de políticas públicas. É preciso reconhecer o papel de cada setor da economia nesses resultados. E vemos claramente no Brasil que a elite não se comporta gerando os empregos e a produção de riqueza que ocorre de as elites naqueles países de primeiro mundo, realizarem, onde o Estado age menos sobre o mercado e se dedica mais ao povo. Esse é o mote do capitalismo, que o capitalista invista e produza a riqueza, não o Estado, cuja missão seria de criar as condições de o mercado interno florescer e prosperar, como se viu com Lula e que a plutocracia nacional fez questão de ignorar.

    Os brasileiros estão prontos, como sempre estiveram, para colaborar com o crescimento, trabalhando. Mas as elites não se manifestam quando a oportunidade se faz presente. E reclamam quando o governo cobra deles a atitude que se espera de quem defende a livre iniciativa e o valor social do trabalho. A atitude de produzir riqueza

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  13. Lopes,

    Os dados mostram que o IDH do Brasil cresceu mais antes dos governos do PT do que durante os governos do PT. Você constatou isso. Dizer que não cresceu mais porque não há nada para crescer não tem fundamento algum. Não estamos ainda no nível dos escandinavos.

    O pais poderia ter melhorado muito mais a qualidade de vida se as politicas públicas tivessem sido eficientes. Você diz que os indicadores usados no IDH não dependem das políticas públicas. Isso é um absurdo. Se o governo não trabalha para gerar empregos, melhorar a saude e a educação da população, então porque existe governo? Essas tres coisas são as mais básicas que um governo deveria se preocupar. Sem isso não há qualidade de vida. Estes tres indicadores deveriam ser prioridades para qualquer governo decente. Reconheça: se o Brasil cresceu pouco em qualidade de vida é porque as politicas públicas do período não foram adequadas. Ponto final.

    Como eu já te expliquei, o Brasil somente cresceu no governo Lula porque a economia estava estavel devido as politicas macroeconomicas anteriores e porque os preços das commodities que o Brasil exporta estavam altos. Quando os preços das commodities cairam e a politica macroeconomica mudou (graças a inteligência da nossa presidente!), a situação do país ficou ruim a ponto de estarmos em depressão econômica. O mercado interno não sustenta o crescimento que precisamos. Nem a China, que tem 1.7 bilhões de pessoas, depende exclusivamente do mercado interno. Ao contrário, a economia da China so cresceu por causa das exportações do pais.

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  14. Cardoso, por partes fica mais fácil. Não estamos mesmo no nível dos escandinavos, e não afirmei que estamos. Apenas te mostrei dois opostos desse índice, a Noruega (nº 1 no IDH) e a China (nº 90). O aumento de IDH é relativo ao próprio país, é dizer, o crescimento verificado não é um comparativo com um padrão, mas com o próprio estado anterior de desenvolvimento a cada intervalo de verificação. A Noruega em 1990 já tinha uma das melhores rendas per capita, uma população adulta na maioria com nível superior e expectativa de vida alta. Difícil melhorar o que já está bom, não é? Pois bem, eles conseguiram o feito, o que aparece como um crescimento médio de 0.44 no IDH, que é expressivo sim. Já a China, em 1990, havia acabado de passar pelo massacre da praça da Paz Celestial, tendo que sair do bloco dos países comunistas em meio ao fim da guerra fria, mas já preparada para o mercado com as Z.E.I.s. A economia chinesa era formalmente maior e melhor que a brasileira, mas sendo tecnicamente socialista, partiu de baixo no ranking do IDH. Com a capitalização chinesa e a indústria crescente, a China tem tido médias de crescimento do IDH que concordam com o crescimento anual do PIB, de dois dígitos durante duas décadas. As médias elevadas de aumento de IDH chinês significam que o crescimento econômico tem refletido em melhora social significativa, o que se espera de um país socialista.

    Você encontrará definições de IDH como um índice que pretende medir o nível de desenvolvimento humano dos países utilizando como critérios indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). Os três critérios são desde sempre questionáveis não porque não sejam importantes, mas porque são difíceis de avaliar numericamente. Por exemplo, a alfabetização e a taxa de matrículas aparecem depois como único resultado em uma média aritmética. Como reunir dois dados diferentes e fazê-los uma média aritmética e concluir dali um dado que tem impacto num índice que pretende avaliar o desenvolvimento humano em certa comunidade.

    Agora examinemos o caso do Brasil. Nosso país, nos anos 1980, teve transição da ditadura para a república, na era Sarney, e havia a hiperinflação, o desabastecimento e o desemprego. Os anos 1990 já começam com Collor surrupiando a poupança, gerando instabilidade econômica e insegurança jurídica, e o impeachment logo o depôs do poder. A média de crescimento do IDH dos anos 1990-2000 até podem refletir essa trajetória que saiu de Collor e terminou no início do segundo mandato de FHC (lembre, o intervalo da tabela sobre o número apontado por você primariamente é de 1990-2000), de controle de inflação e estabilidade monetária adquiridos com o plano real, a custo de arrocho salarial, desemprego em alta e aumento da dívida pública, o que, em médio e longo prazo, tenderão a levar o país para o buraco.

    O intervalo de 2000 a 2010, que compreende o finzinho de FHC na presidência e os dois mandatos de Lula, mostram que esse período parte já da estabilidade econômica, tendo como principais desafios a geração de empregos e melhorar a distribuição de renda, o que foi obtido pelo país no período Lula. Basicamente, a fórmula do IDH não considera fatores como distribuição de renda, mas a renda per capita, que não significa que o país efetivamente usufrua da renda per capita na qualidade de vida de cada pessoa da população, e nem que a renda per capita corresponda a uma distribuição de riqueza. Trata-se de um índice fantasioso e questionável.

    E, volto a dizer, as políticas públicas federais de educação estão aí, mas elas são implantadas pelos estados e prefeituras, assim como é para a saúde, mas não para a segurança pública. A não uniformização nacional de políticas públicas de educação e de saúde têm mostrado as fraquezas das instituições democráticas. Por quê? Por que não há convergências entre as diversas políticas públicas estaduais e verdadeiro isolamento administrativo dos outros entes da federação. Ainda que discorde dos métodos de cálculo do IDH, as políticas públicas de educação e saúde são muito mais que expectativa de vida, escrever um bilhete simples e ter em mãos a fatia do bolo financeiro que todos ajudaram a produzir e que nunca recebem, o PIB.

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  15. Lopes,

    Concordo com você sobre o indicador de renda não capturar a distribuição de renda, pois usa a renda per capita do país. Um pais pode ter excelente renda per capita e ter 90% da população abaixo do limite da pobreza (como a Guiné Equatorial). Entretanto, tirando esses casos absurdos, a renda per capita reflete de modo geral os rendimentos da população. Os paises nórdicos, por exemplo, possuem altíssima renda per capita. Sobre os outros dois indicadores eles são bons. A expectativa de vida é um produto de boa comida, bom trabalho e bom atendimento de saude. Os anos de escolaridade é um produto do sistema de educação que um pais possui. Quanto melhor for o sistema e mais acessível ele for, mais anos de estudo a população terá.

    É função do governo federal encontrar soluções inovadoras para retirar os gargalos da implementação de políticas públicas e entregar serviços de qualidade para a população. O Brasil é um dos paises que mais cobra impostos no mundo. E a maioria desses impostos vai para o governo federal. Dessa forma, é de se esperar que o governo federal seja capaz de usar esses recursos de forma eficiente para oferecer serviços de alta qualidade para a população. Se ele não faz isso, é porque é ineficiente. Simples assim.

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