22 comentários em “É por aí…

  1. Leis brandas aprovadas por políticos para interesses da classe . Por esse e outros descasos que o regime militar não refrescava malando nem zé mané. Se hoje adotada, levaria mais tempo que a operação lava jato diante de tantos delinquentes.

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  2. Uma das heranças da ditadura militar é a seletividade de quem deve ser preso, já que nenhum político de direita ia preso sob o regime. O militarismo é, e sempre foi, a última linha de defesa dos liberais na América Latina. É a retórica do painel, relembrando que foi encontrada essa quantidade de pasta base de cocaína em helicóptero de parceiro político de Aécio, que pode ter usado o aecioporto, em Cláudio-MG, cujo estado teve um desembargador preso sob suspeita de receber propina para soltar traficantes, episódios sobre os quais a imprensa do país não faz lá muito esforço para divulgar. Estranho, né?

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  3. Mas, enfim, quem sabe dizer em que pé realmente se encontra o caso da droga encontrada no Helicóptero?

    Quem pode dizer por que o Aécio não foi preso, se não resta nenhuma dúvida que o helicóptero era de propriedade de um sujeito que é inegavelmente amigo dele, o Aécio?

    Há quem explique por que o Aécio não foi nem chamado pra depor, nem como informante, se está comprovado que a droga foi encontrado no helicóptero do amigo dele?

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  4. Comprovação são papéis, caro Oliveira? Fatos não contam? A fazenda, o helicóptero e o piloto são do Perrela, e a droga não?Papéis são elaborações do ministério público estadual? Ou da polícia militar estadual de Minas ou PF mineira? Será que se poderia dever a algum aparelhamento do Estado mineiro, como se deve ao federal, após tanto tempo de PSDB por lá, alguma forma de camaradagem para com o político ex-governador? Ou, em vez de falar em aparelhamento, algum temor de perseguição ou de retaliação ou ameaças mesmo? O fato ocorre e é público e notório e é ignorada pela imprensa, e a delação do “ouvi dizer” recebe manchetes e reportagens de cinco minutos no Jornal Nacional? Isso é mesmo estranho.

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  5. Só sabemos que o governo é do PT que deve cobrar atitudes dos órgãos federais contra os reclamados da esquerda. Se não acontece ou nada vem a tona e não são condenados, fico na opinião ou que nada incrimina ou não são ineficientes. Agora do lado do governo borbulha escândalos e novos nomes envolvidos a cada passo investigado. Estranho, né?

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  6. Jornalismo não é só feito pelo Globo, deve ser chorando, também, ausência sentida dos fatos as outras emissoras que divulgam mais ou menos que a globo, mas divulgam. Nenhuma delas com suas equipes de jornalistas investigativos conseguem atender aos anseios dos chorosos. Estranho né?

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  7. Porque a dama de vermelho não foi pessoalmente a indonésia pedir clemência pela execução dos brasileiros? Pediu ao Temer?
    Determinou o Ministro da Justiça? Por telefone ficar difícil sensibilizar se não é visto o semblante do pedinte.
    Agora se esse susto ocorre aqui, muitos pensariam duas ou mais vezes antes de cometer esse tipo de crime.

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  8. Amigo Lopes, você responde com mais perguntas. Então eu aproveito o que algumas delas sugerem para reiterar as minhas próprias perguntas, agora sendo mais específico: Se o Helicóptero é do Perrela, então a droga também era dele. Então, por que a polícia e/ou o Ministério Público não pedem a prisão do Aécio e a justiça não acata mandando prender o Aécio que é amigo do Perrela que é dono do Helicóptero e dono da droga?

    Se o Perrela é dono do Helicóptero, deve ser o dono da droga, então, por que o Ministério Público e/ou a Polícia não intimam o Aécio pra depor, ao menos como informante, já que ele é amigo do Perrela?

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  9. “Uma das heranças da ditadura militar é a seletividade de quem deve ser preso, já que nenhum político de direita ia preso sob o regime”

    Lopes, pelas queixas dos petista, hoje no governo Dilma é diferente?

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  10. As queixas são fundadas em fatos, Ferdinando. Que político de direita vai preso hoje, Ferdinando? Cunha, Aécio, Agripino, FH e Anastazia estão todos livres, leves e soltos. Só que hoje a seletividade parte justamente do Poder Judiciário.

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  11. Há tempos que o judiciário brasileiro não é confiável. Tente processar um político, ou um cara que tenha influência política. Eu sei o que é isso na prática, Lúcio Flávio Pinto também… O poder constituído por séculos pela elite nacional, vale dizer, desde a escravatura, é ainda baseada no status quo. E quando aqui falo em educação é para mostrar como as coisas são e sempre foram, porque o ridículo da ação do Estado brasileiro é mesmo pela manutenção do status quo. A eleição de Lula não mudou a apropriação do Estado pelas elites, mesmo porque um ou dois mandatos não são suficientes para isso. Em analogia, o fracasso da educação no Brasil não se deve somente à qualidade da escola pública porque a escola particular também é muito ruim. As notas melhores do ENEM para alunos de escolas particulares mostram a diferença crucial entre os estudantes que vêm do proletariado e o da classe média alta e alta. A diferença é de acesso a recursos, professores particulares, biblioteca, internet, curso de inglês, às vezes intercâmbio, etc. A diferença não é de uma suposta qualidade superior do professor, mesmo porque muitos lecionam tanto em particulares quanto em públicas. A diferença é de recursos disponíveis a um e a outro. De fato, a missão das escolas públicas e particulares é o de ensinar o status quo, a manutenção do apartheid social sugerido pelas elites e aceito pelo povo como parte do discurso liberal de que quem chega lá merece. No judiciário, a situação também prevalece porque o judiciário tem alguma independência do capital, mas que não é total, sem contar da influência que um exerce sobre o outro. A Lei sobre o capital, e o capital sobre a Lei. Ainda falta muito para que as instituições sejam mais confiáveis, mas o PT tem trabalhado para que as instituições trabalhem com independência, isso tem feito sim senhor. Mas a geração que aí está na carreira e em cargos de 1º, 2º e 3º escalão da PF, judiciário, são pessoas que vêm desde os anos 90 e 80, em alguns casos, e que, provavelmente, sempre desconfiaram ou rejeitaram ideias socialistas. Há muito mais que direito nessa discussão, há posicionamentos ideológicos, e toda uma história que mostra como o estado sempre foi apropriado pelas elites e continua sendo.

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  12. Nota da AJUFE sobre a Lava Jato

    Diante do manifesto de advogados da Operação Lava Jato com críticas à atuação do juiz Sérgio Moro, a Ajufe esclarece:

    A quebra de um paradigma vigente na sociedade nunca vem desacompanhada de manifestações de resistência. Gritam e esperneiam alguns operadores desse frágil sistema que se sentem desconfortáveis com a nova realidade nascente.

    Há décadas, a imprensa brasileira veicula notícias referentes a desvios de bens e recursos públicos, cujos responsáveis – políticos, empresários, pessoas poderosas – raramente pagavam pelo crime cometido. O poder financeiro lhes possibilitava contratar renomadas bancas de advogados para ingressar com infindáveis recursos protelatórios nos tribunais – manobras que, em geral, levavam à prescrição da pena e à impunidade do infrator.

    Tal quadro começou a se alterar nos últimos anos, fruto da redemocratização do país e da Constituição Federal de 1988. O Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal vêm adquirindo cada vez mais autonomia, tanto do ponto de vista orçamentário como operacional. É aí que surge um novo capítulo na história do Brasil.

    A Operação Lava Jato coroa um lento e gradual processo de amadurecimento das instituições republicanas brasileiras, que não se colocam em posição subalterna em relação aos interesses econômicos. A Justiça Federal realiza um trabalho imparcial e exemplar, sem dar tratamento privilegiado a réus que dispõem dos recursos necessários para contratar os advogados mais renomados do país. Essa ausência de benesses resulta em um cenário incomum: empreiteiros, políticos e dirigentes partidários sendo presos.

    Aqueles que não podem comprovar seu ponto de vista pela via do Direito só têm uma opção: atirar ilações contra a lisura do processo. Fazem isso em uma tentativa vã de forjar na opinião pública a impressão de que a prisão é pena excessiva para quem desviou mais de R$ 2 bilhões, montante já recuperado pela Operação Lava Jato.

    A Lava Jato não corre frouxa, isolada, inalcançável pelos mecanismos de controle do Poder Judiciário. Além de respaldada pelo juízo federal de 1º grau, a operação tem tido a grande maioria de seus procedimentos mantidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Aludir genericamente a violações de regras do “justo processo” sem a correspondente ação judicial reparatória é mero falatório, fumaça, que não gera benefício nem para o cliente pretensamente protegido.

    O desrespeito aos direitos dos réus, por quem quer que seja, é uma conduta passível de questionamento. Nada impede que um advogado, se estiver certo da violação, postule a devida correção no âmbito da Justiça.

    Quando há provas de um vício ou equívoco processual, o natural é apresentá-las ao Tribunal, para que se mude o curso do caso. Quando elas não existem, uma carta nos jornais parece um meio de dar satisfação aos próprios contratantes. Os advogados não podem tirá-los da cadeia – as condenações estão sendo corroboradas pelas instâncias superiores do Judiciário – então, a única solução encontrada é reclamar em alto e bom som.

    Interessante notar como as críticas de alguns poucos advogados revelam o desajeito deles com este novo contexto. Tal se revela sobretudo na busca de neologismos marqueteiros. Chamar de neoinquisição o funcionamento das instituições republicanas é um desrespeito com as verdadeiras vítimas históricas da inquisição, que – todos sabemos – perseguiu, torturou e assassinou por motivos religiosos. Na ausência do que dizer, atacam desmedidamente e revelam escasso conhecimento histórico.

    A impossibilidade de se ganhar a causa dentro do devido processo legal leva a todo tipo de afronta à decisão tomada em juízo. O manifesto desse pequeno grupo de advogados dá a entender a ideia absurda de que o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal se uniram com o propósito de manejar a opinião pública para pressionar o próprio Judiciário. Não só a história não é factível, como parece o roteiro de uma ficcional teoria da conspiração.

    A posição institucional da OAB, que mantém uma postura de respeito às instituições, é louvável. A maioria dos advogados têm respaldado as investigações conduzidas. Sabemos que a iniciativa de ataque à Lava Jato é isolada e decorrente do desespero de quem se vê diante da perda iminente e definitiva da causa. Diversos advogados têm endossado as ações da Lava-Jato, em pronunciamentos públicos. As leviandades expressas na carta não encontram eco na advocacia brasileira.

    Sobre os supostos “vazamentos” de informações sigilosas, destaca-se que os processos judiciais, em regra, são públicos e qualquer pessoa pode ter acesso, inclusive às audiências, salvo nas hipóteses de segredo de justiça de acordo com as previsões legais dos artigos 5º, LX, e 93, IX da Constituição. A publicidade dos processos e das decisões judiciais visa exatamente a garantir o controle público sobre a atividade da Justiça.

    A magistratura federal brasileira está unida e reconhece a independência judicial como princípio máximo do Estado Democrático de Direito. Assim, reconhece também a relevância de todas as decisões de todos os magistrados que trabalharam nesses processos e, em especial, as tomadas pelo juiz federal Sérgio Moro, no 1º grau, pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no TRF4, e pelos desembargadores Victor Luiz dos Santos Laus e Leandro Paulsen, que também compõem a 4ª turma.

    No STJ, sabemos quão operosos são os ministros Felix Fischer, relator dos processos da Lava Jato, e Jorge Mussi, Gurgel de Faria, Reynaldo Soares e Ribeiro Dantas, que compõem a 5ª turma. Eles não se prestam à violação de direitos de qualquer réu.

    Da mesma forma, confiamos plenamente nos ministros Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, e Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli, que integram a 2ª turma, bem como nos demais ministros da Corte. Eles dão a garantia final de que os processos da Lava Jato correram conforme o devido processo legal.

    A magistratura brasileira avançou muito nos últimos anos, assim como a nossa sociedade democrática. Os magistrados não sucumbirão àqueles que usam o Direito e Justiça para perpetuar impunidades sob o manto do sagrado direito de defesa.

    Antônio César Bochenek
    Presidente da AJUFE

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  13. Apesar de achar que toda generalização é inadequada, creio ser imperioso admitir que Se o Judiciário não for confiável, o governo petista em muito contribui para tanto, eis que, por exemplo, indicou, respaldou na sabatina e aprovação pela sua base aliada no Congresso e nomeou um ministro do Supremo que não apresentava currículo para tanto, e o que é pior, desenvolvia sua carreira como advogado do partido rubro.

    Quer dizer, isso dá mostra que a manutenção do status quo em muito é efetivada pelo governo que prometia para seus eleitores modificar o modo de governar e não modificou nada. Ao contrário, aderiu às práticas que condevava, as quais estão muito distantes de qualquer ideia saudável de socialismo como são estas que você sempre expõe para nós aqui no Blog.

    Quanto à educação, é verdade que muito frequentemente alunos da escola pública conseguem a maior nota no exame de acesso ao ensino superior, mas isso não infirma a baixa qualidade do ensino público em ralação ao privado, o que tem pouco ou quase nada a ver com a qualidade dos professores, mas, sim, com a desestrutura do ensino público que se caracteriza, dentre outras muitas marcas nefastas, pelo quase eterno estado de greve, por justos motivos, prejudicial da qualidade, eficácia e eficiência de qualquer processo pedagógico.

    Quanto à apropriação do Estado pela elite, não resta nenhuma dúvida que esta é uma verdade cristalina. Todavia, esta apropriação é de todo tolerada e até facilitada pelo governo, cujos integrantes, inclusive são noveis integrantes desta elite. E as medidas tomadas declarada e confessadamente em prol dos banqueiros, empreiteiros, usineiros, e plutocratas capitalistas em geral, é verdade que não pode ser neutralizada por nenhum programa social de ‘duvidosa inclusão’, como muito bem diz o LFP.

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  14. Caro Antônio. As teses petistas são fáceis de contradizer como você muito bem esclareceu na postagem acima. Afirmam agora que o judiciário não é confiável, mas as indicações são do partido, mais precisamente da Dilma. No mais, é continuar fazer vê-los enxergar que o Brasil já foi melhor do que agora.

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  15. Argumentos extremamente maneirosos, Ferdinando. Afinal, a que indicações você se refere? A Justiça não é constituída só por magistrados egressos, ligados ou indicados pelo partido governista. Muito pelo contrário. A equipe da Polícia Federal, idem. A campanha sórdida nas redes sociais contra Dilma, Lula e o PT, envolvendo agentes da PF e promotores, alguns dos quais integrantes da equipe da Lava Jato, confirmam isso.

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  16. A nota da AJUFE é mais política que jurídica. É mais um exercício de retórica que de dialética, caro Elton. A verdadeira democracia não se pauta pelo discurso de autoridade, mas pelo que se pode verificar de igualdade e respeito ao direito.

    No mais, caro Ferdinando, como assim as teses petistas são fáceis de contradizer? Pelo que entendo que sejam as teses petistas, que consistem essencialmente de dirigir o Estado pela via socialista, há mais que o suficiente de provas disponíveis para consulta em alegação a favor do socialismo na nossa pobre democracia. E, com todo o respeito Ferdinando, você é daqueles que acham que a popularização de viagens aéreas trouxe a rodoviarização dos aeroportos? Porque, francamente, afirmar que o Brasil era melhor antes, só me faz perguntar onde o senhor esteve durante a ditadura? Melhor perguntando, durante a ditadura seu status quo era o de um cidadão de classe média?

    E, uma vez que as provas tenham sido elaboradas, caro Oliveira, a justiça julga, até aí parece tudo certo. No entanto, o problema é que não há interesse em produzir provas contra o regime neoliberal dos tucanos de ontem e de hoje. E quando há essa disposição elas estranhamente desaparecem ou são deixadas de lado. Ora, o que se passa? É uma clara assunção de posição político-ideológica que tem disposição para investigar adversários e ser conivente com velhos parceiros. A queixa é exatamente essa, a de que não há imparcialidade sobre política nessa máquina pública que é o governo federal, nas três esferas de poder: no executivo, no legislativo e no judiciário. Desde sempre, entre funcionários de todos os órgãos e níveis da administração há aqueles pelo liberalismo e aqueles pelo socialismo. Mas há mais liberais que socialistas. A disposição para condenar petistas é meramente política, é dizer, derivada da própria concepção política daquilo que seja estado, isto é, uma convicção partidária.

    E nada disso é pouca coisa. A tendência de desvalorização da política como discurso funciona apenas como alienação, para sugerir que o partidarismo, ou o partidarismo de esquerda, não pode trazer frutos. O discurso é incrivelmente bem sucedido, mesmo depois dos ganhos e conquistas populares após o governo socialista ter tomado posse. Mas, enfim, vamos em frente.

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  17. Elton, achei esta nota muitíssmo oportuna e muito bem fundamentada, ferindo os pontos cruciais da questão, e trazendo à luz o verdadeiro motivo da grita de quase todos aqueles que aparecem como signatários da carta dos advogados. E, digo quase todos, porque não é garantido que todos os advogados que aparecem como signatários, tenham mesmo sido signatários da missiva. Afinal, pelo menos um dos nomes que lá constan já declarou de público que não a assinou e que seu nome constou indevidamente. Sabe-se lá quantos mais existem na mesma situação.

    Todavia, queria dizer que há um aspecto no texto que merece uma ponderação. Deveras, acho que ainda não dá pra falar que houve um coroamento na tendência de reversão na mudança de paradigmas no que respeita à punição de malfeitores, ou da reversão da justiça dos famosos “três p’s”. De fato, sob meu ponto de vista, para alcançar dito patamar, para se falar em um legítimo coroamento, é necessário disseminar os efeitos da lava a jato, para alcançar todos os malfeitos e todos os malfeitores de todos os partidos. Entendido este “todos” no sentido conotativo de generalização do alcance das medidas de investigação, responsabilização e punição de quem tiver responsabilidade. Por exemplo, não pode haver este descompasso de tratamento que está havendo entre a responsabilização da presidência do senado em relação à responsabilização da presidência da Câmara. Os dois casos eram pra estar no mesmo estágio.

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  18. Amigo Lopes, se o partido no poder tivesse esta mesma fibra e incansável inflexibilidade em prol das boas práticas socialista que você demonstra ter nos seus escritos certamente não haveria necessidade de operações como a lava a jato, ou seriam outros os alvos da mesma. Mas, só que não. O governo atua com uma desproporcialidade gritante no tratamento que dá à elite da qual é parte integrante e aos menos favorecidos e os intermediários que fou de inde hauriu a esmagadora maioria dos seus votos na apertada vitória que obteve nas últimas eleições.

    Quer dizer, pra elite a fartura a não mais poder, aos demais o arrocho asfixiante. Resultando daí que estruturalmente nada essencialmente mudou daquilo que era praticado nos governos anteriores. Por exemplo, o mapa da violência, publicado recentemente sob os auspícios do próprio governo, mostra , a funesta realidade a que está submetida a população brasileira, principalmente a carente, e a qualidade do socialismo praticado no Brasil.

    Aliás, sobre o socialismo no poder no Brasil, mais exatamente sobre a esquerda no poder no Brasil, de ler o que confessou, há dois ou três dias, um histórico e insuspeito perseguido pela direita, eis que possui até Certificado dado pelo governo, o qual, ao contrário daquele conferido ao Coronel Nunes, nunca teve sua legitimidade contestada:

    “Realmente, nunca houve
    Carlos Heitor Cony

    “*(…) O governo do PT é, em muitos sentidos, uma confusa colcha de retalhos, e faltando a costura interior, adotou um desenho eminentemente conservador.

    “Mas há esquerdistas no poder, isso é evidente, alguns deles sérios, provados e comprovados na prática política dos últimos anos. São, por sinal, os mais humildes, os menos espalhafatosos, os que mais trabalham – ou começaram a trabalhar.

    “Evidente que, no governo central e pelos estados afora, os nomes que mais buscam o noticiário – em diligente aproximação com jornalistas, colunistas e pessoas da área artística – são os esquerdistas de salão, os progressistas de coquetel. Uma raça, por sinal, que guarda admirável coerência em termos de badalação, pois conseguiu atravessar 21 anos de autoritarismo na mesma base de salões e coquetéis.

    “Lembro a noite em que, nos idos de 1965, juntamente com outros jornalistas e escritores, fomos recolhidos ao batalhão da Polícia do Exército. Soubemos mais tarde, pelo testemunho das folhas, que foram promovidas reuniões as mais extravagantes. Em nome da causa, organizaram-se comes e bebes, chegaram a armar um show de solidariedade no qual brilharam atrizes e atores que, no fundo, julgavam-se ofuscados pela discutível e provisória glória que nos fora atribuída.

    “Esta turma, ou parte dessa turma, chegou ao poder, mas ainda não conseguiu ir além do óbvio: entrevistas, generosos espaços na mídia. E é o que realmente pretendem. Alguns chegam a trabalhar, mas de forma errada, em contradição com as causas que defenderam.

    “Além disso, habituaram-se a uma corrupção que nunca houve igual. Estou parafraseando a famosa frase de Lula: nunca houve tamanha corrupção que está transformando o Brasil num país pré-falimentar e ridículo.”

    * as reticências entre parênteses logo no início, indicam um trecho do artigo o qual eu suprimi da transcrição, por considerá-lo ofensivo e completamente discrepante da minha opinião.

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  19. No entanto, caro Oliveira, há ganho real no salário mínimo, então, como assim arrocho? Até concordo que ainda seja pouco, mas sabemos bem que os patrões reajustarão os preços quando de aumentos do salário mínimo, prática corriqueira que acaba mal disfarçando o desejo de lucrar mais e mais, julgando ou alegando que o aumento seja um favor, desleal, desmerecido, barganha ou populismo, o que mesmo numa economia liberal é inaceitável. Digo, e digo bem, que a corrupção no estado brasileiro sempre esteve para os interesses das elites, o que não deve acabar tão cedo, ainda mais pelo enfraquecimento político do governo, que deve acabar cedendo mais e mais espaço às elites, novamente. O governo de coalizão tem se mostrado politicamente adequado para a implantação de algumas políticas públicas, sempre que significam investimento em infraestrutura, como o luz para todos, ou giro de valor na economia, como no Bolsa Família. Mas sempre redunda em crítica quando não retorna capital, como o Mais Médicos (do qual, aliás, não se tem mais dito uma palavra em crítica), o PROUNI, o ENEM, e outras políticas que visam mesmo equilibrar a condição de acesso à saúde e à educação, por exemplo.

    Outro aspecto que devemos considerar é que a longa história de apropriação do Estado pelas elites não se encerram com a eleição do PT, basta ver a pressão diuturna realizada pela mídia, e agora apoiada por alguns segmentos da sociedade, mormente pela classe média, que nunca deixaram de associar as mazelas de sempre ao governo, qual seja, mesmo nos momentos em que a economia experimentou crescimento expressivo, com as prefeituras e governos estaduais de braços cruzados a maior parte do tempo, como que de mau humor por não poder fazer o que quiserem com o erário. O Estado brasileiro acaba que sempre está alegadamente em crise, mesmo quando a economia vai bem. É dizer, ser de oposição tem significado não dar segmento a projetos, e quase sempre a alegação é a de que o dinheiro não chega, não é suficiente. Aqui mesmo na nossa região metropolitana, com prefeitos alinhados com o governador, pouco ou nada tem-se mostrado de avanço tanto estrutural, como socialmente. É uma pena porque o discurso de unidade perde o sentido, pelo menos no Pará, assim como o de coalizão não tem mais qualquer efeito benéfico sobre o Estado, a não ser pela guerra pelo comando do governo.

    É contra a política de sempre que é preciso lutar, e a coalizão deve ser combatida, principalmente por se tratar de um aliado ferino e mortal, como o PMDB, que não apoia o governo, mas que, ao contrário, tenta desde sempre tomar as rédeas do governo. A coalizão tem desfigurado o PT como partido, e o governo como socialista.

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  20. Amigo Lopes, estes índices oficiais são sempre muito questionáveis, até mesmo os do dieese que após a subida do partido rubro ao poder também se acomodou numa atitude bem diferente da que tinha quando o partido rubro era oposição. Aliás, aqui no Pará o dieese tem se limitado, como atividade mais destacada, a calcular o número de romeiros do Círio.

    Bom, mas, mas partindo do princípio que o salário mínimo realmente tenha experimentando um ganho real, me diga se com R$ 880 é possível atender com dignidade o que estabelece a Constituição no que diz respeito à educação, à saúde, à alimentação, à moradia, ao transporte, ao lazer, à higiene, transporte à previdência social?

    Pois bem, como eu sei que você só pode me dizer que com o salário mínimo atual não é possível atender com dignidade estes itens básicos, vejo que mesmo que o salário mínimo tenha tido mesmo um ganho real, resta confirmada minha afirmação de que para os rentistas, plutocratas, para a elite como sempre foi, o GOVERNO CONTINUA entregando as muitas benesses, e para os menos favorecidos, como sempre foi, o governo CONTINUA dedicando o arrocho.

    Quanto ao mais, ainda que com uma ou outra divergência de pouca relevância, estou de acordo com o que você escreve, só registrando que o governo federal peca muito gravemente quando não adota as medidas fiscalizatórias e corretivas que lhe sejam autorizadas pela constituição e pela lei contra os muitos e graves desmandos que os governos estaduais cometem, especialmente na área da saúde, educação, segurança e meio ambiente.

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