O jornalista esportivo Wanderley Nogueira, da rádio Jovem Pan de SP e do programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, passou por um grande susto na noite desta segunda ao sofrer um assalto na capital paulista.

Sob a mira de revólver, o profissional chegou a ser ameaçado pelos bandidos, que levaram seu automóvel e pertences, quase tudo posteriormente recuperado, segundo relato feito pelo jornalista em suas redes sociais.

“Eu sei que não fui o primeiro e nem serei o último. Infelizmente. Início de noite, o telefone celular tocou dentro do carro. Eu poderia ter atendido pelo Bluetooth. Preferi parar o carro e atender a ligação. Segundo depois, surgiram dois homens brancos , um deles armado. Colocou o revólver na minha cabeça e gritou para que eu saísse do carro”, iniciou.

“Abriu a porta e continuou ameaçando atirar: ‘Vou matar você’. Desci e pedi para que deixassem eu levar a bolsa com meus documentos. Não fui atendido e ainda sob a mira do revolver e ameaçado fui deixado na rua. O carro com os dois bandidos partiu em alta velocidade. E eu fiquei sem nada. Carro e meus documentos, telefones, tudo foi levado… Ficou a vida, motivo de intensa comemoração interior”, prosseguiu.

“Ainda estava atordoado quando passou um carro e o motorista gritou ‘gostei do programa de hoje’ e imediatamente eu levantei o braço e pedi para ele parar. Contei que tinha sido roubado e pedi o telefone emprestado. Liguei para o 190 e avisei sobre o assalto. Fui bem atendido. O motorista ofereceu uma carona até a minha casa. Aceitei. Lá, liguei para a Carsystem avisando do roubo. Atendimento eficiente. Minutos depois, decidi ligar para o meu telefone roubado. Chamou, chamou, chamou…”

“Telefonei para a redação da Jovem Pan e pedi ao repórter Fredy Junior que tentasse bloquear o meu telefone. O Fredy abriu um sistema de rastreamento e disse que o telefone estava ‘na rua tal….’. Pensei que era só o telefone, talvez jogado pelos ladrões. Fui até o local e …encontrei o meu carro estacionado. Liguei para o 190 e informei: ‘encontrei meu carro’. A PM disse que mandaria uma viatura para o local”, continuou.

“Eu fiquei esperando e minutos depois chegou um carro com o pessoal da Carsystem, que também rastreou o carro e deve ter acionado o bloqueio do veículo. De novo, fui bem atendido. Logo depois, chegaram dois carros da PM .

Carro trancado, minha mulher foi buscar a chave reserva. Abri o veículo e vi que o telefone estava dentro dele (os ladrões sabiam que esse equipamento permite rastreamento até mesmo desligado). Mas a minha bolsa, com todos os meus documentos e cartões de crédito tinha sido levada”, contou.

“Enquanto eu respondia algumas perguntas dos policiais, o meu telefone tocou.

Era a Léo, amiga e funcionária da Jovem Pan: ‘Wanderley, você perdeu alguma coisa?’. Contei que tinha sido assaltado, recuperado o carro , mas todos os meus documentos tinham sido levados. ‘Pois é…- disse a Léo – ligou uma pessoa para a rádio, dizendo que é um gari e que encontrou a sua bolsa e deixou o número do telefone’. Liguei para o gari (Fél é o seu nome) e disse que iria ao encontro dele. Fui à uma especie de base desse pessoal trabalhador. Lá estava ele na porta, esperando. Chamou todos os seus companheiros. Fizeram uma grande recepção. Fez questão de dizer que era corinthiano. O pessoal da administração e o pessoal da operação, os varredores, os coletores entregaram a bolsa que encontraram jogada na rua do prédio onde eles se recolhem no final do dia. Estava tudo lá, menos o documento do carro e um telefone pré pago usado em situações de emergência.”

E seguiu com o relato: “próximo passo, registrar o Boletim de Ocorrência na delegacia ( como o carro está em nome de empresa, não é possível fazer o BO pela internet). Fui até a 10a. Delegacia, Penha. Lotada, com os policiais registrando flagrantes. Durante todo o dia as delegacias ficaram sem sistema e o trabalho estava acumulado. Constrangidos os policiais disseram que não tinham condições de atender naquele momento. E estavam certos. Fui para outra delegacia, a da Vila Matilde.”

“Lá, encontrei dois investigadores (Sergio e Marcos). Educados, falaram sobre a falta de comunicação , as dificuldades e a tristeza por não poder atender melhor o público. Enquanto revelavam as dificuldades o sistema voltou…Ufa, feito o Boletim de Ocorrência com autorização do delegado. Hora de voltar para casa.”

E finalizou: “e agora apenas com a luz da tela do computador ainda estou ‘ouvindo’ o barulho feito quando o bandido engatilhou o revolver e colocou perto do meu olho esquerdo… Mas, eu ainda voltei para casa vivo… Muitas outras vítimas não conseguiram…”. (Do UOL)

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