Até Marina é contra a aventura golpista

A Rede Sustentabilidade, sigla da ex-senadora Marina Silva (AC), decidiu que vai se posicionar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) a legenda concluiu que “pelos fatos apresentados até o momento, não se encontram presentes os elementos necessários” para o afastamento de Dilma.

“A Rede acredita que a Justiça é o melhor caminho e defende o aprofundamento das investigações e o avanço de todas as ações no Judiciário, livre de chantagens e ameaças”, disse.

Ele ressaltou ainda que seu partido milita pelo “imediato afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)” da presidência da Câmara. Segundo Molon, Cunha “continua usando o cargo que ocupa para obstruir o avanço do processo contra ele no Conselho de Ética proposto pela Rede e o PSOL”. (Do Brasil247)

16 comentários em “Até Marina é contra a aventura golpista

  1. CRONOLOGIA DA INCOERÊNCIA.

    1992 – PT pede impeachment de Collor
    1994 – PT pede impeachment de Itamar
    1999 – PT pede impeachment de Fernando Henrique

    2015 – PT DIZ QUE IMPEACHMENT É GOLPE.

    Explica ai companheiro, se puder favor explicar sem insultos.

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  2. Não tem golpe nenhum. Parem de repetir clichê bobo. Impeachment foi feito pra tirar presidentes eleitos pela maioria mesmo. Isso é democracia. Se não pudesse tirar é que seria ditadura.

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  3. Me parece importante atentar para a dintinção que há entre:

    1) aceitar o processamento de admitir como válido o pedido de impeachment, que foi o que fez o Cunha;

    2) admitir que comece o processo de impeachment; e, por fim,

    3) que se condene a presidente à perda do cargo, impedindo que ela continue presidindo.

    Sobre a primeira fase, a admissão do pedido pelo Cunha, que é só o que temos até agora, o que, na realidade, o que disse a Marina, em entrevista à Época, foi o seguinte:

    “EPOCA – A senhora acha um erro ter sido acolhido o processo de impeachment?
    Marina – Não estamos contestando o acolhimento. O impeachment não é golpista, é um instrumento previsto na Constituição. Obviamente no decorrer do processo firmaremos nossas posições. Achamos que o mais importante é que o processo que está no TSE seja devidamente debatido. Se o PT tem um líder do governo preso e um tesoureiro preso, se o PMDB tem um presidente da Câmara e um presidente do Senado igualmente denunciados, deveríamos pensar na inviabilização da chapa como um todo. Não adianta pensar que as denúncias que pesam sobre o PT não pesam também sobre o PMDB, ambos estão envolvidos em denúncias de corrupção.”

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  4. Sobre o indubitavelmente descredibilizado Cunha ter aceito o pedido de impeachment, eis o que disse a Marina, na mesma entrevista:

    “EPOCA – O fato de o processo de impeachment ter sido aceito por um presidente da Câmara sem credibilidade e ameaçado de cassação deslegitima, por si só, o processo?

    Marina – O processo de impeachment, já disse, é legal. Cunha está no exercício do cargo e o encaminhou do ponto de vista legal. Não importam aí seus motivos por trás da atitude. Quanto a ser legítimo, o que é diferente de ser legal, acho que tanto o Executivo quanto o Legislativo, que se acusam mutuamente hoje de chantagem, carecem de legitimidade.”

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  5. Sobre punir a presidente com os fatos apontados no pedido de impeachment, eis o que foi dito pela Marina, na mesma entrevista:

    “EPOCA – Em sua opinião, havia razões suficientes no texto do jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, para abrir um processo de impeachment contra a presidente Dilma?

    Marina Silva – Os fatos que estão ali, no texto, já eram de conhecimento da Rede e a única novidade é que Eduardo Cunha, presidente da Câmara, resolveu acolher. Ainda não são suficientes os argumentos para um afastamento, mas debateremos com independência e isenção, sem barganhar com ninguém, sem nenhum acordo. O fundamental é dar apoio a todas as investigações de corrupção e desvios, feitas pelo Ministério Público e pelo TSE.”

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  6. Amigo Celira, tenho conhecimento do que a Rede declarou, mas acho importante distinguir o que disse a instituição partidária do que dizem seus integrantes pessoalmente, definindo bem claramente os respectivos e específicos contextos. Afinal, uma situação contextual de se admitir como válido um pedido é diferente de outra que é acolher o conteúdo do pedido. E a diferença existe porque são diferentes os requisitos exigidos para se aceitar como válido o pedido dos requisitos exigidos para se acolher o conteúdo do pedido.

    Daí que a Marina mesmo entendendo que não há motivos para acolher o conteúdo do pedido, ela entende que foi correta a admissão do pedido mesmo que tal tenha ocorrido por ato do Cunha.

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  7. A questão exposta na matéria do Brasil247 e das outras agências é que Marina não apoia o processo de impeachment iniciado por Cunha na Câmara.

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  8. Amigo Oliveira, estamos diante da situação hilária de ver o amigo tentando desmentir a afirmação da própria Marina. Sabemos que você é favorável ao impeachment de Dilma, por isso mesmo não precisa se esmerar tanto em ir contra os fatos. A inconstante Marina desta vez optou pelo lado mais sensato e seu partido REDE (assim como PSOL, PDT e outros) se manifestou contra a ação do mequetrefe que ora presidente a Câmara.

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  9. Antonio, nesse jogo de empurra dos ex-aliados(?) Dilma e Cunha, o tempo vai passando e o País parado, ou melhor, vai entrando na recessão.

    Ainda bem que o Carnaval é cedo em fevereiro, assim esse enredo acaba logo.

    Falqndo nisso, espero que o titular do blog mantenha a tradição de anos anteriores e divulgue as marchinhas de sucesso, dentre as quais a Marchinha do Japonês, rsrsrs.

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  10. Antonio, essa briga dos ex-aliados (?) Dilma e Cunha vai se arrastando e enquanto isso nada de projetos de crescimento para o País, que vai entrando cada vez mais na recessão.

    Pelo menos o carnaval esse ano vai ser cedo em fevereiro, aí o enredo termina logo.

    Falar nisso, será que o blog manterá a tradição de noticiar as marchinhas preferidas pela população?

    Tem uma Marchinha do Japonês que parece fará muito sucesso ainda, rsrsrs.

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  11. Amigo Gerson, eu não tento nada. Eu não atribuí nenhuma palavra à Marina. Eu transcrevi com fidelidade o que a Marina disse. E aquilo que a Marina disse e eu transcrevi encerra uma diferença nada sutil daquilo que consta no post.

    De outra parte eu preciso fazer um desmentido: eu não sou a favor do impeachment. Igual a Marina, eu sou contra a pregação escapo-ilusionista, segundo a qual o referido instrumento constitucional é, pura e simplesmente, um golpe. Não, sob o meu ponto de vista, como diz a Marina, entendo que um presidente, se for o caso, como é agora, tem de enfrentar a acusação e demonstrar que ela não procede.

    Com verdade, a própria presidente já se conscientizou desta realidade, pelo menos pra consumo externo. E já declarou expressamente que vai seguir o caminho que a democracia traça na Constituição: vai se defender.

    Aliás, ela sempre se conscientiza antes dos seus defensores. Foi assim no caso da Petrobras. Enquanto a turma jurava que tudo corria bem na petrolifera, ela resolveu admitir que as contas estavam fazendo água e mandou a Graça Foster revelar a verdade no balanço. O mesmo se diga relativamente à Pasadina. A mídia petista insistia que fora um bom negócio e ela admitiu publicamente que o negócio foi ruim, ainda que tenha atribuído o mico à informação incorreta do Cerveró.

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