Raça, sangue e vibração

POR GERSON NOGUEIRA

Foi um jogo tenso, com raras oportunidades para os dois lados e vencido pelo time mais organizado e a fim de chegar ao gol. O Remo de Cacaio lembrou, no sábado à noite, o Remo do primeiro semestre, que conquistou o Parazão e foi vice-campeão da Copa Verde. Um time aguerrido, vibrante e extremamente disciplinado. A vitória premiou essa determinação.

Não foi uma atuação brilhante. As falhas habituais estavam todas lá. Os chutões no rumo do ataque, as saídas estabanadas pelas laterais e a má utilização de Eduardo Ramos no meio-campo. Mas, ao contrário de outras vezes, o time foi raçudo, vibrava a cada lance bem executado e jamais permitiu que o Operário se impusesse em campo.

Quando Cacaio anunciou um 5-3-2, surpreendendo a todos, fui um dos primeiros a opinar que a estratégia era temerária. Observei que o time ficaria muito exposto e preso ao campo de defesa, o que é sempre perigoso contra um adversário bem treinado.

O esquema, porém, funcionou bem. Os zagueiros estiveram quase impecáveis, com destaque para Ciro Sena, que reaparecia depois de longo tempo na suplência. A rigor, pela insistência do Operário em buscar o gol através de bolas cruzadas na área, nem havia necessidade de três beques. Dois já seriam suficientes para executar o serviço.

Com a preocupação de construir um bom resultado, o Operário confundiu rapidez com afobação e se perdeu ao longo do primeiro tempo. Sua meia-cancha se portava de maneira dispersiva, errando passes e não conseguindo aproveitar a posse da bola.

Kiros se movimentava bem nas jogadas aéreas, mas levou um cartão amarelo bobo, logo no começo, estabelecendo o recorde de uma advertência por jogo. Por conta disso, está fora da partida de volta. Ilaílson também foi punido antes dos 25 minutos, o que diminuiu a pegada de marcação na entrada da área.

Mas, aos 43 minutos, após cobrança de falta por Eduardo Ramos, Max subiu com dois zagueiros do Operário e Alemão acabou desviando para as redes, fora do alcance do goleiro William Alves. A vantagem deixou o Leão ainda mais animado e fez baixar o desespero no lado paranaense.

No segundo tempo, o Operário veio disposto a resolver a parada a qualquer preço. Eliomar Bombinha entrou para dar ainda mais força ofensiva ao time, mas acabou sentindo contusão e saiu antes dos dez minutos.

Sem criatividade, os donos da casa mantinham um domínio apenas aparente, pois não criavam as chances necessárias para igualar o placar. A zaga do Remo manteve o nível do primeiro tempo, atuando com firmeza e não dando espaços.

Apesar do incentivo da torcida e dos cruzamentos constantes, o lance mais agudo da etapa final só aconteceu aos 35 minutos. Em investida rápida pelo lado esquerdo, a bola foi cruzada da linha de fundo, mas o goleiro Fernando Henrique se antecipou aos atacantes e a zaga completou afastando o perigo.

Com atuações discretas de Léo Paraíba e Kiros, o Remo não criou maiores oportunidades no ataque, mas soube controlar o ímpeto inimigo e conduziu o jogo sem maiores problemas até o final.

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Providências básicas para o confronto da volta

Para o jogo de volta, baseado no que o Operário apresentou, cabe ao Remo adotar algumas providências básicas. Continuar atento às bolas aéreas, marcar firme no meio e vigiar bem os corredores laterais.

E não deixar de lado a vibração e a entrega, itens fundamentais na conquista dos três pontos no Paraná.

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Direto do blog campeão

“Gostaria de ratificar minha crença de que o Remo subirá este ano. Tenho dito isto desde o início do torneio. Minha afirmação é baseada basicamente em dois um aspectos:

1) Os clubes do Pará gostam de subir nas adversidades, o que é típico de grandes clubes.

2) O grupo de jogadores do Remo está fechado com Cacaio (lembra muito aquele acesso do PSC a série B com Lecheva), quando os jogadores fecham com o treinador as chances de bons resultados se multiplicam.

Parabéns à torcida do Remo e à agremiação.”

Por Carlos Lira, torcedor do Papão, convicto do acesso remista à Série C.

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Segundinha começa a definir finalistas

A Segundinha de acesso ao Parazão 2016 entrou na fase de definições e alguns times já livram boa vantagem, candidatando-se a finalistas. No grupo A1, São Raimundo e Pinheirense disparam na ponta, mas o Águia está pertinho, a dois pontos apenas.

Já no grupo A2, o equilíbrio é maior. O Castanhal lidera com 7 pontos, mas a Desportiva e o Vênus dividem o segundo lugar, com 4 pontos, tendo ainda Tuna e Vila Rica 2 pontos atrás.

Para alguns, o empate tunante em Castanhal soou como canto do cisne para os lusos, mas o resultado de certa maneira foi bom, pois foi obtido no Maximino Porpino e segurou o Japiim, que vinha acumulando vitórias. E ainda manteve a Cruz de Malta com uma réstia de esperança.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 12)

11 comentários em “Raça, sangue e vibração

  1. Na minha opinião se o Alemão lateral direito do Operário não faz contra o Max iria cabecia como ele cabaciou tirando do goleiro mais ta bom o Remo tem quer jogar pra ganhar não da a minha chance pra esse time do Operário

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  2. Olha só como a diretoria azulina reconhece aquele que mais lhe apoia
    Ingressos a 60 reais arquibancada

    Esses nossos dirigentes são muito olho gordo

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  3. Amigo Edson, de certa forma estão corretos. Perceberam que com a vantagem, as chances de subir no proximo jogo são altas sem contar que é a única receita do remorto.

    Devem explorar esse fator. Mas caso o remorto fique pelo caminho, será a maior derramento de lágrimas da história do clube.

    Dificilmente o remorto perde essa classificação, mas pé no chão é preciso.

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  4. Veja bem Rodrigo, esse jogo é lei da oferta e procura.
    O que eu digo é o não reconhecimento e mesmo o clube necessitando, repassar a ele tudo.

    Outra coisa Rodrigo, em relação ao jogo eu não tenho a menor dúvida da classificação do Fantasma
    Eu conheço um pouquinho de futebol
    O Remo se iludiu com esse papo de 3 zagueiros, é aí que o Operário vai se dar bem
    Anote!

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  5. O Remo dificilmente jogará como no Paraná. Quero dizer, com o mesmo esquema tático e acuado. Talvez insista nos três zagueiros, mas num 3-5-2, e não no 5-3-2, como o amigo Gerson postulou. E penso isso porque o Kiros vai fazer falta nos escanteios na defesa e tirar um zagueiro alto significa mais liberdade pros cabeceadores do Operário, um time que vive de bola aérea. No Paraná eram 3 zagueiros mais o Kiros nos escanteios. Se tirar um zagueiro, terá seu poder de marcação dessas jogadas aéreas reduzido à metade, porque não há reposição para isso no elenco. E como o ataque sofrerá mudanças, devendo entrar Paty e Aleílson, a saída de bola precisa ser feita com mais precisão e velocidade, com alas bem dispostos ao ataque. Mas, para Alex e Levy funcionarem como alas, precisam se aproximar mais dos cabeças de área e do articulador, Eduardo Ramos, e não se comportarem como laterais que esperam a bola lançada à linha de fundo. Alas também são um pouco como meias, mas mais abertos, esperando oportunidade para chegar à linha de fundo numas vezes, e entrar na área para finalizar, noutras. Alas não são novos pontas, são atletas especializados em marcar como laterais e às vezes atacar como lateral, e às vezes aparecer como um ponta. Alex Ruan tem jogado muito aberto e pouco se aproxima da entrada da área, lembrando mais um lateral que um ala, e a mesma coisa para Levy. Ambos, Levy e Alex Ruan, serão mais decisivos que os outros, conforme se decidam por serem alas ou laterais. Com 3 zagueiros e Chicão e Ilaílson na cabeça-de-área, o Remo pode fazer do esquema defensivo apresentado no Paraná, um esquema ofensivo apenas reposicionando os laterais-alas do time e mudando a atitude para o ataque, mantendo a mesma disciplina tática e vontade de ganhar do último jogo. Acredito em Remo 2×0 Operário.

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  6. Não vi a partida, mas pelos lances dos melhores momentos ficou claro que o treinador do Operário desconhecia o time do Remo,ou embarcou no oba-oba, ridículo, por sinal, de que a classificação estava ganha.
    Mas posso dizer que para o jogo da volta o único adversário do time paraense será ele mesmo!

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  7. Amigo Edson, não acredito que o Cacaio caia nessa burrice de repetir a escalação com 3 zagueiros. Como o Proprio declarou que jogou em ponta grossa por apenas uma bola.

    É bem verdade que se o time do remo jogar como jogou, fatalmente perde a classificação. Diferente dos anos anteriores o grupo parece realmente estar unido e focado.

    Só saberemos isso no Sabado que vem.

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  8. Minha opinião é ir para o 4 4 2, mantendo o Matheus na lateral esquerda, entrando com o moleque do sub 20 no meio, e no ataque Paty e Aleilson, deixa o Silvio para o segundo tempo para matar o jogo.

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