Aclep se manifesta em defesa de associado

Íntegra da nota emitida nesta quarta-feira (19) pela Associação dos Locutores e Cronistas Esportivos do Pará (Aclep) em desagravo público ao seu associado Paulo Fernando “Bad Boy”:

NOTA DE DESAGRAVO PÚBLICO

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.  – George Orwell

Onde a imprensa é livre e todo homem é capaz de ler, tudo está salvo.” – Thomas Jefferson

A Aclep – Associação dos Locutores e Cronistas Esportivos do Pará, vem a público desagravar o colega Paulo Fernando, conhecido na cônica esportiva paraense como “Bad Boy”, em razão das deliberações emitidas, em nota, pela Diretoria do Paysandú Sport Club, no dia 19 de agosto de 2015.

Em curto arrazoado, a Diretoria do Clube acusa o profissional em questão de proferir reiterados “ataques gratuitos desrespeitosos e patrocinados” e, por conta disso, “deliberou em suspender qualquer atividade do referido jornalista nas dependências do clube, bem como proibir seu acesso ao Estádio Leônidas Castro (Curuzu), Sede Social e Sede Náutica, até ulterior deliberação.”.

Foi com muita tristeza e apreensão que a Aclep tomou conhecimento de tal deliberação. Tristeza  tal cerceamento partir daqueles que tem a obrigação de zelar e manter viva a história de uma instituição centenária que, como toda sociedade brasileira, passou pela auguras de uma ditadura. Apreensão por constatar uma inadmissível inversão de valores, onde a censura, abominável em todos os sentidos, volta a surgir onde menos se espera, junto a uma sociedade formada por homens e mulheres esclarecidos.

Por outra banda, com mais preocupação, ainda, se constata a total falta de respeito pelas Leis Pátrias, posto não ser crível o desconhecimento, por parte de quem faz uma das mais importantes instituições deste Estado, do que dispõe o art. 90-F (incluído pela Lei no 12.395/2011), da Lei no 9.615/98, conhecida como Lei Pelé – “Os profissionais credenciados pelas Associações de Cronistas Esportivos quando em serviço têm acesso a praças, estádios e ginásios desportivos em todo o território nacional, obrigando-se a ocupar locais a eles reservados pelas respectivas entidades de administração do desporto.” (destacamos).

Desta feita, vimos a público, não somente para desagravar um colega ofendido em suas prerrogativas profissionais, como, também, para deixar claro que a Aclep usará de todos os meios para fazer valer os direitos arduamente conquistadas por nossa categoria, não calando ou sendo subserviente a atos autoritários e de censura.

A liberdade de imprensa é um direito de toda sociedade brasileira.

Belém, 19 de agosto de 2015.

GEO ARAÚJO – Presidente

27 comentários em “Aclep se manifesta em defesa de associado

  1. Nota muito bem colocada pela ACLEP.

    Em que pese os excessos de Paulo Fernando (pelo menos eu entendo que muitas vezes ele exagera na arguição), penso que o PSC não pode e nem deve andar na contra mão do mundo (seriam nossos diretores tucanos pu aprendiz de Aecio?), liberdade de pensar e dizer é o bem mais valoroso que conquistamos no último século.

    Ps.: Vandick, fortemente atacado ano passado por uma parte da imprensa local e vítima de uma brincadeira ridícula (chamaram ele de pamonha), teve a altivez de relevar tudo… Este sem sombras de dúvidas um grande homem.

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  2. Nesse caso do post eu não sei o que está acontecendo, e quem é o certo ou o errado, mas acho que o Bad Boy precisa baixar a bola e se reciclar.
    O passatempo dele é contar vantagem no rádio e na tv. diz que só fala para os inteligentes, que ninguém discute futebol com ele, que é mais macho que todo mundo, que é isso, que é aquilo e aquele outro.

    Ontem ficou dizendo que pra discutir futebol com ele tem que conhecer o puskas, o futebol de 1940 e um monte de outras coisas, dando a entender que é melhor e mais qualificado que todos.

    Pessoalmente acho que ele precisa se reciclar profissionalmente, e principalmente como comentarista de futebol. fazer cursos e voltar a estudar.
    Ontem eu estava ouvindo o programa de meio dia de esporte na radio clube e achei fraco o nível do programa por causa do Bad Boy.
    Não houve quase nenhuma discussão sobre os aspectos técnicos e táticos do embate com o fluminense.
    O Sr. Gerson por várias vezes tocou no tema mas era logo interrompido pelo Bad Boy, que se limitava a fazer declarações do tipo:
    O paysandu é muito grande.
    O paysandu tem muita história.
    Tem que se vestir de macho.
    Tem que chegar no vestiário e falar pra todo mundo: olha aqui é paysandu, aqui é papão…
    Tem que olhar a bola como um prato de comida
    tem que mostrar pra todo o brasil que aqui é papão.

    só coisas desse tipo.

    Ele não faz um comentario consistente sobre posicionamento de jogadores, opções táticas, alternativas de situações possíveis de jogo. Quando fala alguma coisa se limita a espectos elementares como que prefere um jogador a outro.

    Nem ouvi o programa até o fim.

    Diga-se de passagem que ele vive soltando a pérola: lisos abandonem o futebol.

    Num grupo que tem Jones Tavares, Guilherme Guerreiro, Gerson Nogueira, Claudio Guimarães e Claúdio Colúmbia ele deveria se tocar e partir para um período de reciclagem.

    Desculpe o desabafo Sr. Gerson, não tenho intenção de ofender ninguém, mas alguém deveria dar um toque pra ele.

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  3. É disso que se espera da Aclep. Mais, se a turma da imprensa se unir em defesa do Bad Boy, passando a cobrir os jogos do Paysandu na série B somente o estritamente necessário, a arrecadação do time do Maia vai cair pelas tabelas, assim como o o clube na série B. Hora da imprensa mostrar para o Maia que o futebol paraense somente tem esse fanatismo da torcida graças a imprensa, que publica de manha, a tarde e a noite, nas redes sociais, no jornal impresso, na TV e nas rádios, noticias da dupla Re x
    Por fim, alerto à imprensa que evitem mostrar a imagem do Alberto Maia, pois estão fazendo, ao agir assim, propraganda gratuita para o Escritorio de Advocacia dele.

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  4. Não tenho conhecimento do que comentou o jornalista, por esta razão fica difícil uma opinião justa a respeito, porém, tenho conhecimento da postura, em casos polêmicos, como se expressa o profissional portanto-se de maneira afrontosa no seu programa esportivo. Deve ser lembrado sempre que a liberdade de expressão não deve ser vista como soberania para dizer o que bem entende, principalmente quando se tem um microfone como instrumento exclusivo de trabalho ao alcance de milhares de pessoas.

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  5. Paysandu não proibiu a liberdade de imprensa, ele o Bad Boy ta livre para verbalizar o quer quiser. Se alguem falase mal de mim e da minha familia, eu tambem proibia tal pessoa de entrar em minha casa, ainda mais se fosse calunia mentirosa.

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  6. Antonio Oliveira essa moeda tem duas face, assim como a imprensa ajuda a motivar a torcida a ir aos jogos e nao podemos negar isso, a Instituiçao Paysandu e Remo tambem ajuda a imprensa a ter patrocinadores para manter a torcida sempre informando dos Clubes e falando de seus produtos.

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  7. Muito bem lembrado, amigo Lira. Vandick suportou estoicamente alguns ataques rasteiros e infundados, mostrando espírito democrático e capacidade de tolerância. Já o admirava como atleta e passei a respeitá-lo mais ainda pela firmeza de caráter.

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  8. Luis Papão, eu sempre defendi, inclusive aqui no Blog, a existência de uma reciprocidade quanto aos ganhos nesta relação de clube/imprensa, com uma tendência de vantagem para a imprensa.

    A propósito, me parece que no seu comentário 9 você queria se referir ao ALÁDIO Oliveira, né? (cx alta só prá destacar na falta de recurso apropriado no telefone).

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  9. Não sei sequer quem é o cidadão em tela, mas sei que quando fala ou escreve o faz para um orgão de comunicação, logo, este é solidariamente responsável pelo que o dito cidadão produz enquanto profissional, excluindo os casos em que é feita a ressalva a respeito de produções independentes.
    É por isso que continuo defendendo que os ofendidos busquem a reparação judicial contra eventual infâmia, jamais cercear a quem quer que seja o direito de ir e vir em local de grande afluência pública. Vale dizer, se a justiça julgar procedente os reclamos, o reclamado será privado de frequentar as dependências não só do Paysandu, mas também do Remo, da Tuna, shoppings, ruas e tudo o mais. Simples assim.

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  10. Isto é incrivelmente inacreditável, desculpem a redundância rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr mas dizem que todo este tititi, esse fato desagradável que pode prejudicar seriamente o Paysandu, porque a diretoria mexeu com a imprensa e aí é cruel, foi causado por um desconhecido caluniador onde afirmam que ele é torcedor Paysandu e justamente após um bela vitória bicolor. Aí perguntar não ofende: Esse indigno é mesmo bicolor??? Se ele é bicolor como dizem e se suas acusações são verdadeiras, porque ele não procurou as autoridades competentes para fazer a denúncia, apresentar as provas e com isso ajudar o clube e até a nação bicolor porque não aturamos mazelas???? Porque ele resolveu fazer acusações justamente a um repórter de uma grande emissora esportiva de Belém se ele tinha intenção de ajudar o clube?????

    sinceramente amigos, a menos que seja verdade o que falou e o cara esteja de posse das provas do que acusou, eu penso que esse jamais foi Paysandu na vida dele e não acredito nem se ver ele vestido com a camisa bicolor, porque verdeiro bicolor como dizia o LOP, se tiver qualquer prova de atos de corrupção no clube e quiser ajudar, ele certamente as apresentará às autoridades para tomada de providências, jamais um verdadeiro torcedor bicolor vai caluniar ou fazer acusações vazias a um repórter. é minha opinião

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  11. Registro que concordo com aqueles que entendem que o profissional afetado pela medida restritiva do Clube é contumaz nos excessos verbais. Por outro lado, também concordo que há medidas judiciais para freiar e reprimir os excessos quando estes se distanciando do genérico partirem para algum insulto específico ou alguma acusação objetiva.

    Mas, também não se pode perder de vista que a atitude do Clube realmente não constitui censura, eis que se restringe a um único profissional.

    Na verdade, me parece mais uma questão meramente pessoal do presidente que não gosta de ser contrariado (como mostra a atitude completamente destemperada que teve perante o Carlos Estácio no pós jogo de sábado), com um jornalista irrevererente além da conta.
    (…)

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  12. A medida da diretoria do PSC é ilegal e antipática, quando se trata do membro da imprensa sr. Paulo Fernando, que não pode ser impedido de exerce a sua profissão. Mas a pessoa Bad Boy, aqui pra nós, não cabe nesse meio chamado de crônica esportiva, o cara é chulo demais, e isso é unanimidade.

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  13. As pessoas estão ficando chatas demais!!! O estilo do Bad Boy é o que salva a mesmice que tem se tornado o futebol!!! Futebol vive de Jogadores e Radialistas irreverentes!!

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  14. Censura? Ditadura ? Venhamos e convenhamos não é tudo isso não, sejamos proporcionais ao caso concreto, pelo que eu sei apenas o “bad boy” está barrado e não a imprensa de forma geral.

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  15. De fato, William, a situação exige proporcionalida, razoabilidade. Então, cabe perguntar, esta proibição de acesso se extende, por exemplo, aos jogos eventualmente marcados para a Curuzú, onde o jornalista as vezes é escalado para trabalhar como ponta de gol ou debatedor das análises dos comentaristas no intervalo e após o fim das partidas? Caso se extenda, isso não seria, desproporcional, sem razão?

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  16. Absurdo que estao fazendo com o Bad Boy, os mandos e desmandos que esses dirigentes perpetram contra os clubes merecem intervencões do tipo que o Bad Boy faz. Nao o conheço, mas tem o meu total apoio. O cabra tem coragem para dizer o que tem que ser dito de verdade. Acho até que ele é um desperticio pois poderia comentar a política e os políticos paraenses com o mesmo vigor que fala do futebol.

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  17. Vejam só, lendo os vários comentários sobre o radialista bad boy, o qual eu falei que ja conheço a postura dele microfone, eu peço licença aos amigos para discordar da opinião de alguns em relação a esse radialista e concordar com a opinião de outros, inclusive o poste 5 do amigo nação bicolor no qual concordo e faço o seguinte relatório sobre o Bad BOy: o Bad boy , do qual já conheço a postura de trabalho há muito tempo desde quando era apenas setorista bicolor, onde naquele momento já irritava torcedores rivais e fazia muito torcedor remista ficar tinido de raiva pelo sarro que tirava, bad boy era tão enjoado como setorista, que às vezes até eu como bicolor ficava preocupado pelos sarros que tirava com os sofridos e fanáticos remistas, que se remoiam de raiva, tinha remista que ligava pra radio e mesmo no ar ofendia o bad boy., os quais certa vez não aguentando tanto sarro do Bad boy, destruíram totalmente o carro novinho do radialista no estacionamento do mangueirão, deixando-o furioso. Isso ocorreu pouco tempo antes dele deixar de ser setorista bicolor. A saída dele como setorista bicolor foi ainda mais esquisita e até hoje nunca esclarecida, onde ele que era amigão do Tourinho, depois virou talvez o seu pior inimigo, e quando Bad Boy assumiu as últimas do esporte no lugar do Dom Chico Chagas que era o comandante do programa, bad Boy pegou tanto no pé do Torinho e só esqueceu quando Tourinho foi expulso do Paysandu pelo LOP. Nesse período eu ainda era um ouvinte das últimas do esporte mesmo porque ainda lembrava do bad boy como setorista bicolor, onde eu na maioria das vezes gostava do sarro dele contra os remistas. Porém de um certo tempo Bad boy se tornou chato como falaram aí acima, iniciando uma onda de ataque a tudo quanto é personalidade esportiva e política que que lhe desagrade, onde os dirigentes de remo e paysandu e da FPF e atletas tem penado não mãos dele. e inclusive a torcedores que lhe desaponte ou lhe faça alguma crítica. Ele não aceita crítica. Algumas palavras de baixo calão são normais na boca do bad boy, onde vagabundo, imbecil, idiota, são mais comuns. O cara ja tem um slogan inicial onde ele ao mandar o torcedor ligar para dar opinião, ele já diz antes que quer falar e ouvir com torcedor inteligente( que concorde com ele é claro) porque se discordar dele é burro e imbecil. por conta dessa postura já não aprecio mais nenhum programa comandado por esse radialista, nem mesmo as últimas do esporte do qual eu era fã. Isso tudo que falei é verídico e quem assiste o bad boy hoje sabe que ele se acha intocável onde ele mesmo afirma que vários dirigentes, polticos ou outras personalidades já pediram a cabeça dele ao Dr centeno. E ele continua gritando que peçam a cabeça dele na emissora porque o dia que o Dr centeno pedir para ele moderar, ele pega os panos dele, pede o boné , sai da emissora mas não vai mudar como já afirmou. esse é o bad boy e por isso que é chamado bed boy, o cara é travoso mesmo.

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  18. E não tenho medo de afirmar que na própria emissora dele tem alguns confrades ou radialistas que tem medo de contrariar o Bad boY. Se eu fosse o DR Centeno eu conversaria com esse radialista sobre sua postura.

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  19. 1. Acho ele fraco para compor o quadro de comentaristas da Clube;
    2. O método que ele usa de decorar datas e nomes não o qualifica mas agrada o publico (dele) e no final, é o que interessa (a ele);
    3. Como não gosto, e sei que ele não vai mudar, não o ouço;
    3. Não concordo com a proibição.

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  20. Tem descerebrado por todo lado mesmo. Para de falar besteira, rapaz. Vai meditar, passear, andar de caiaque, praticar tiro ao alvo…

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  21. Penso que a educação, urbanidade e polidez são valores que devem ser mantidos em qualquer circunstância.
    Tenho minhas preferências quanto aos comentaristas de futebol e quando não gosto da abordagem feita por este ou aquele profissional, simplesmente deixo de prestigiar o trabalho.
    Lembro-me do saudoso Grimoaldo Soares e do atualíssimo Carlos Castilho como os dois maiores da crônica esportiva paraense e, na narração, não encontro ninguém à altura do Guilherme Guerreiro.
    Este espaço tem como princípio ser democrático e permitir a manifestação de idéias, sem descambar para críticas pessoais.
    Espero continuar frequentando este blog que traz muitas informações a todos que o frequentam com regularidade.

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