O futebol no combate ao Alzheimer

DO BLOG TIKI TAKA

Um vídeo que vi hoje ajuda a renovar a crença no futebol. Faz parte da campanha publicitária da revista espanhola Líbero, mostrando um projeto da Universidade Autônoma de Barcelona que usa o futebol como meio para estimular a memória de pessoas que sofrem com o Mal de Alzheimer.
A Líbero publicou revistas com notícias das primeiras décadas do século passado e as distribuiu em centros de tratamento da doença em Barcelona para serem usadas com fins terapêuticos. A ação está sendo expandida para toda a Espanha. Quem compra a versão online no site da revista doa o equivalente a um exemplar a ser entregue nesses centros de tratamento.
A ação, assim como o vídeo é de uma sensibilidade e beleza de emocionar.
Esqueça, por um momento, a imensidão de regras, regulamentos, brechas e recursos que poluem o esporte. Esqueça Maríns, Blatters, Hawillas e demais corruptos. Esqueça os interesses obscuros, os ingressos que ninguém pode pagar, as cifras pagas por jogadores que não parecem pertencer ao mundo real. Esqueça o estrelismo ou não de Neymar, a quase-traição de Leo Moura ou as desculpas do 7 a 1.
Lembre que o futebol não é só isso, aliás ele não é isso. Futebol é boas recordações, boas histórias e lembranças que ficam para a vida inteira. Independentemente dos problemas que a vida pode ter.
Nos próximos dias vou produzir reportagens falando mais do projeto “Futebol x Alzheimer”. Por enquanto fique com o vídeo. Uma das coisas mais bonitas que já vi. No futebol e fora dele.

Um comentário em “O futebol no combate ao Alzheimer

  1. Que legal. Gerson e amigos , eu já utilizo há bastante tempo, de forma empírica, o futebol adaptado à nossa realidade, como método simples de trazer pessoas confusas e agitadas, desorientadas e alheias ao meio, a uma interação básica. Explico. Sou médico intensivista e vivo entre pacientes de UTI há exatos 20 anos. Nada mais comum no meu dia-a-dia do que pessoas agitadas, agressivas, desorientadas, surtadas num leito, seja por ação da doença, pelo despertar anárquico de um longo período de sedação, pelo estresse do ambiente ou mesmo por um quadro demencial prévio etc. Eles muitas vezes mudam seu comportamento ao ouvir palavras que lhes são familiares, que parecem tocar num ponto qualquer da memória, do subconsciente, e o futebol é meu recurso preferido. Costumo dizer coisas como: “bom dia seu fulano! E o nosso Papão?”. “Que tal, o senhor é do leão ou do Papão?” Tem pacientes que falam de imediato, como se perguntássemos a uma criança: “sou Papão!…sou Leão!” etc. Pessoas que trabalham comigo ficam admiradas da reação e eu falo sempre que o futebol, esse negócio de Remo-Paysandu no nosso caso, são marcas indeléveis na memória e soam como algo extremamente familiar e que logo induzem uma resposta qualquer. Gosto de fazer isso num momento de visitação dos familiares, que também ficam surpresos e satisfeitos. Daí é só puxar outros assuntos e as coisas vão se encaixando hehe. A alternativa de dizer: ” ollhe quem tá aqui pra lhe ver, o fulano!” perde feio pra frases que tenham Leão e Papão, pode acreditar.

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