Esses nordestinos…

Cearense atinge nota máxima na prova de matemática do Enem. Jefferson Vianna, de Jijoca de Jericoacoara, acertou todas as questões no exame decálculos. “Não foi complicado”, disse o estudante. Cearense de Jijoca de Jericoacoara, ele acertou todas as questões do teste das contas e tirou nota máxima (973.6). Um exemplo de que o ensino transforma, e transformou a vida de Jefferson Vianna, 17 anos.

dilmaFilho de professora e funcionário público, o garoto sempre demonstrou interesse nos estudos. Estudando em escola pública, ele completou o ensino fundamental e se destacou nas olimpíadas de matemática. Foram três ouros e uma prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O desempenho proporcionou Jefferson conhecer o Rio de Janeiro – local da premiação – o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, de quem recebeu as medalhas.
As performances nas provas despertaram o interesse de projetos financiadores que buscam alunos com baixa renda e com ótimas notas. “Quando estava no 9º para o 1º ano, o Projeto Primeira Chance veio atrás de mim. Eles procuram alunos para o ensino médio. Fui um dos primeiro deles (projeto). Eles pedem duas coisas: seu máximo para atingir o melhor desempenho possível e que no futuro você retorne ao projeto para ajudar outros alunos”, conta Jefferson em entrevista ao O POVO Online.

Leão treina em busca da forma ideal

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Cézar Luz; Levy, Ciro Sena, Max (Rafael Andrade) e Alex Ruan; Dadá, Ilaílson, Fabrício (Felipe Macena) e Eduardo Ramos; Rafael Paty e Roni (Flávio Caça-Rato). Este é o provável time titular do Remo para a estreia no Campeonato Paraense no dia 1º de fevereiro diante do Parauapebas, no estádio Mangueirão.

O técnico Zé Teodoro continua observando os jogadores, solicitou mais quatro contratações e vai esperar que alguns jogadores, como Caça-Rato, readquiram a melhor forma. Nesta quarta-feira, o elenco fez treinamento físico e tático no Baenão. Para esta quinta-feira há previsão de coletivo à tarde. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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A cisma contra os nativos

POR GERSON NOGUEIRA

A discussão é tão antiga quanto a fome e está longe de chegar a uma posição esclarecedora. A história se repete a cada nova temporada. Sempre que um dos grandes da capital contrata jogador revelado por clubes emergentes surge a interrogação na cabeça do torcedor: será que vai emplacar?

Como o resultado é quase sempre decepcionante, firmou-se o conceito de que a camisa pesa e os jogadores amarelam. Óbvio que nem tudo é tão esotérico assim. Há muito mais por trás dessa história de fracassos dos boleiros nativos na dupla Re-Pa, quando oriundos de equipes mais modestas.

Leandro Cearense é a bola da vez. Depois de uma temporada de altos e baixos no Remo, marcando oito gols em 30 partidas, o futebol do homem que despontou como artilheiro no Cametá há três anos foi colocado em xeque.

Entre os remistas, ficou a imagem de um jogador caro – para os padrões regionais – com aproveitamento pífio. Há quem veja na produção de Cearense um reflexo da instabilidade reinante no Remo, que venceu o Campeonato Estadual e naufragou na Série D.

O time não rendeu o esperado na competição nacional e a verdade é que poucos jogadores se salvaram da campanha ruim, mas as críticas da torcida e da mídia esportiva se concentraram quase exclusivamente em Cearense. Talvez pelo fato de ser um jogador regional.

Até porque gente que custou muito mais ao clube e com histórico bem pior foi esquecida, passando em brancas nuvens. Cearense, não. Ficou aqui, reapresentou-se ao clube depois das férias e encaminhou sua permanência. Com o fim do contrato, porém, o Remo não demonstrou interesse e ele terá que buscar outro clube.

É provável que seu novo destino seja a Curuzu. A diretoria do Papão não confirma ainda as negociações, mantém o habitual silêncio, mas surgiu a informação de que o contrato será curto, de risco, levando em conta o retrospecto recente do jogador.

Apesar da curta duração do acordo, caso isso de fato se confirme, jogar no Papão é uma tremenda chance de recomeço para Cearense. Terá a chance de provar que não desaprendeu a jogar e a fazer gols, como nos gloriosos tempos de Cametá.

Detive-me no caso Cearense porque é bem exemplar do nível de dificuldades enfrentado pela prata da casa no futebol do Pará. Vale aqui a velha máxima de que santo de casa não faz milagre. Uma fase ruim já é suficiente, na maioria dos casos, para decretar o fim de uma carreira.

Cearense é apenas o mais recente de uma longa lista de jogadores vitimados pelo implacável crivo crítico das torcidas de Leão e Papão. Flamel, Robinho, Michel, Rubran, Soares, Maicky Douglas, Cassiano e Jader, entre outros.

Já vai longe o tempo em que a indiscutível categoria individual garantia o sucesso de nomes vindos de equipes mais modestas do interior ou da periferia da capital. Manoel Maria, Cuca, Tuíca, Oberdan, Belterra, Darinta, Chico Monte Alegre, Marajó, Balão e Vânderson foram jogadores que marcaram época, integrando grandes esquadrões da dupla Re-Pa.

Uma característica deste grupo de vencedores é que nenhum deles tremeu ou desistiu diante das adversidades e as desconfianças habituais do torcedor. Com talento, superaram todos os obstáculos, brilhando e deixando saudades.

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Um justo tributo à Enciclopédia

unnamedMesmo sem o endosso das autoridades estaduais, a nova diretoria do Botafogo resolveu abrir uma campanha pela troca do nome do estádio Engenhão (atual João Havelange) para Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol e melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, segundo vários levantamentos feitos no mundo inteiro.

A causa é das mais nobres – e justas.

Ninguém merece tanto ter seu nome eternizado no estádio do clube como o grande Nilton, um caso raro de jogador de uma só camisa e que nunca deixou de externar seu profundo amor pelo Botafogo.

Ao contrário, o ex-presidente da Fifa é cada vez mais um nome visto com desconfianças – e até certezas negativas – no universo do futebol. O envolvimento com irregularidades e subornos, além o apadrinhamento de seu ex-genro Ricardo Teixeira são apenas alguns dos pontos que mancham sua biografia.

Vejo, porém, como principal razão para a necessidade de mudança a ausência de qualquer vínculo entre Havelange e a história do Botafogo. Para ser justo, o cartola só teve algum contato com o clube quando na juventude disputou algumas partidas pelo time de vôlei alvinegro.

Por outro lado, se as leis do Estado do Rio não contemplam o projeto de mudança do nome do estádio, também não amparam a homenagem a pessoas vivas. Portanto, o Botafogo começa muito bem 2015 ao abraçar uma bandeira que é também a de todos os desportistas do mundo.

Viva Nilton!

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Re-Pa amistoso pode esfriar o Parazão

Um clássico Re-Pa para reabrir a temporada vem sendo defendido por dirigentes dos dois clubes, mas padece de um sério problema de origem: o pouco atrativo representado por times que ainda se estruturam e estão longe da melhor forma física e técnica.

Quem advoga a ideia está mirando exclusivamente no faturamento. O motivo é mais do que justificado, mas é forçoso observar que até essa meta pode estar comprometida pela tradicional ojeriza do torcedor por amistosos caça-níqueis.

A história de que o jogo serviria para apresentar os novos jogadores dos dois rivais também não convence, pois o Campeonato Estadual começará em duas semanas e todos os recém-contratados poderão ser vistos em ação.

O mais importante de tudo é que um clássico a poucos dias do pontapé inicial do Parazão funcionará como anticlímax, podendo até queimar algumas das atrações maiores do campeonato.

Que ninguém se engane: apesar da ansiedade, o torcedor remista quer ver Flávio Caça-Rato em ação, mas em jogo oficial. O mesmo ocorre com os bicolores, que esperam ver Rogerinho com a camisa 10 bicolor em confronto valendo ponto.

Badalar o Parazão é o melhor caminho para garantir boas rendas a médio prazo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 15)