Golpe pode se virar contra os golpistas

Por Miguel do Rosário

Aconteceu uma coisa interessante, que fará os coxinhas surtarem.

O chamado “petrolão”, ao atingir as principais empreiteiras do país e chamuscar todos os partidos, em especial os núcleos representados no Congresso, resultará no fortalecimento de Dilma Rousseff.

A tentativa da “Republica do Paraná”, de orientar politicamente as investigações, fornecendo vazamentos seletivos à imprensa de oposição, acabou surtindo efeito contrário.

O escândalo é vasto demais mesmo para a nossa grande imprensa.

Junto à opinião pública, apesar dos esforços da mídia (que só tem um objetivo em mente: golpe), prevalecerá a impressão de que Dilma está cumprindo o que prometeu.

Não sobrar pedra sobre pedra.

Até porque é isso mesmo o que está acontecendo.

Ao dar liberdade e autonomia aos delegados e agentes da PF, nem exercer qualquer pressão sobre o Ministério Público, Dilma fez a sua grande aposta.

Ela também fez seu movimento no Grande Jogo.

Deu corda para os golpistas se enforcarem.

Pense bem.

É interessante para Dilma que os delegados da PF, os procuradores e o próprio juiz não tenham identificação política ou ideológica com ela, nem com seu partido.

Se tivessem, todos estariam acusando-na de “bolivariana”. E seus próprios aliados, no Congresso, vários deles prejudicados pelas investigações, a estariam acusando de “traição”.

O fato evidenciará o republicanismo da presidenta e de seu governo, dando autonomia – inclusive a delegados ligados ao PSDB – para que todos exerçam seu trabalho com independência.

É uma jogada arriscada, naturalmente.

Mas que, se conduzida com firmeza, poderá dar resultados concretos contra a corrupção política.

Dilma sancionou recentemente a lei que, pela primeira vez em nossa história, permitirá a condenação também dos corruptores.

Quando a Lava Jato chegar nos políticos, estará em mãos de Teori Zavascki, um juiz severo, garantista, reservado, sem amor aos holofotes.

Zavascki é garantia de que o processo não se transformará em circo golpista, e, ao mesmo tempo, de que ninguém será poupado.

Ou seja, o juiz perfeito para levar adiante um processo doloroso de depuração.

Isso se a República do Paraná não melar tudo antes com delações forjadas e vazamentos ilegais.

O único perigo seria paralisar as obras em andamento, visto que os executivos presos pertencem às principais empreiteiras do país.

Sergio Moro ao menos teve essa preocupação, e não pediu nenhuma medida que pudesse paralisar as atividades de empresas que empregam centenas de milhares de trabalhadores, e respondem por obras estratégicas no Brasil: obras para governadores e prefeitos de todos os partidos, que fique bem claro.

O golpe vai se virar contra os golpistas.

O jogo de xadrez está mais complexo e surpreendente do que nunca.

Ao que parece, Dilma permitiu que seus adversários fizessem alguns movimentos apressados, até mesmo comessem algumas peças.

Mas preparou um xeque-mate.

14 comentários em “Golpe pode se virar contra os golpistas

  1. É preciso ver até quando “O Cafezinho” vai manter esta opinião sobre o Ministro TZ: “garantia de que o processo não se transformará em circo golpista, e, ao mesmo tempo, de que ninguém será poupado.

    “Ou seja, o juiz perfeito para levar adiante um processo doloroso de depuração.”

    Diz-se isso porque até bem pouco tempo, o Ministro DT gozava do mesmo conceito, o qual, todavia, se esfumaçou depois que a relatoria da prestação de contas da campanha da reeleição foi acabar nas mão do Ministro GM do TSE.

    Mas, até aqui, o que fica claro. é que “O Cafezinho” se enganou (pra dizer o menos) em tudo o que negou sobre a petrolífera brasileira. E se enganou a tal ponto de que ele agora se rende aos movimentos adotados pela presidência (que desde o início admitia a existência de problemas) os quais ele se atrevia a contestar numa veemência que questionava até a capacidade de gestão da patroa.

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  2. Acho estranho uma parte da mídia tratar um caso de desvio de verba bilionário como um mero problema político, pra atacar um partido ou que vai acabar respingando em outro. E mesmo com tantas evidências, ainda há quem tente justificar ou minimizar o caso. Logo a mídia… Em vez de se preocuparem com o caso, com o dinheiro público que foi desviado, preocupam-se com a imagem desse ou daquele partido, esquecendo-se que o principal, o que o povo realmente quer, é justiça. Somente justiça. Isso não é briga política, isso é fraude, isso é roubo, não tem outro nome.

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  3. O cunho político do discurso da mídia se evidencia quanto mais o ponto de vista se permite uma crítica estética. Rostos, depoimentos, imagens ilustram a narrativa golpista. A estética do discurso da mídia seduz e convence. Todo golpe precisa de um discurso bonito, moralmente aceitável, convincente. Ainda não é o caso. O discurso também vem sendo dosado. A oposição é uma oposição elegante ao impeachment, outra parte bonita do discurso ensaiado. A cada nova imagem, a cada nova pista não conclusiva, a cada achaque à imagem, os investigados são diminuídos na individualidade contra a coletividade, um certo um contra todos, a uma insignificância que nunca se viu antes. A estética do discurso faz parecer desinteresse no impeachment como uma ação altruísta. Só quem é ingênuo não percebe a vontade de continuar com o entreguismo propiciado pelas privatizações e os juros altos… As ações da Petrobras despencam também porque a produção da mídia brasileira afeta a confiança do mercado simplesmente porque investidores leem jornais e temos aí um discurso de acusação de bolivarianismo como sinônimo de comunismo e, o pior, que agrega valores comunistas às ações de políticas públicas, principalmente na economia. Qualquer analista mais sério e técnico vê que a economia brasileira não é planificada. A mídia foi protetora outrora, mas agora é algoz, tomando o papel de representar a opinião pública. O jornalismo não representa a opinião pública, na verdade informar é um serviço de interesse público, tanto que é tido como comunicação social. Havendo provas de corrupção nessa ou naquela instituição federal, estadual ou municipal, a obrigação de investigar e de punir os culpados está na lei, e não na vontade pessoal, nos interesses pessoais ou corporativos.

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  4. É preciso entender que a ‘Operação Lava Jato’ não tem a ver com a compra da refinaria em Pasadena, mas com contratos firmados entre a Petrobras e empreiteiras para a construção de infraestrutura no Brasil. Aliás, muito desse vazamento seletivo e dos nós até aqui aparentemente indesatáveis só estão nessa condição em razão da ‘operação abafa’ da ‘Castelo de Areia’, que já havia colocado o dedo nessa ferida e estava à beira de fisgar peixes grandes, quando o STJ a trancou alegando ser a mesma oriunda de denúncias anônimas.
    Ora, quem dá guarida ao doleiro Youssef e a seu velhaco causídico, por sinal ex- cargo de confiança do governador tucano Beto Richa(PR), não pode se dar ao luxo de parar investigação em torno da ação de uma quadrilha apenas porque o denunciante não se identificou, mesmo sendo a dita consistente.
    Se essa investigação irá até suas últimas consequências no âmbito da justiça, não sei. Mas sei que a presidenta foi extremamente feliz quando afirmou, não ser esse o primeiro caso de roubalheira que ocorre nesse nível, é o primeiro que está sendo investigado a fundo, já proporcionando o fato inédito da prisão dos corruptores, com base em lei sancionada por Dilma no fim do ano passado. Não por coincidência, há muito vestal querendo parar por aqui, através da dissimulada operação impeachment.

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  5. Exatamente, amigo Jorge. Os desvios de recursos e subornos na Petrobras começaram há 17 anos e na ocasião foram denunciados por Paulo Francis, que era correspondente da Folha de SP e de O Globo em Nova York. O problema é que Francis não apresentou provas, foi processado pelos dirigentes da estatal e condenado a pagar uma alta indenização. Sem ter grana pra custear a causa, entrou em depressão e acabou morrendo em consequência disso. Só para não esquecer o detalhe importante: o governo daquele período era do magistral e iluminado FHC, o ético.

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  6. Desculpem mas não vejo isso como uma desculpa. “Começou lá atrás…”. Roubo é roubo, não tem justificativa. O que me espanta são as pessoas saírem em defesa. Isso que não entra na minha cabeça de jeito nenhum

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  7. Daniel, o problema é que no país a imprensa deveria ser neutra por princípio. Quero dizer, há uma questão ética evidente em jogo. Ah, mas o jornalismo dificilmente seria imparcial, sei, mas… Quando se volta a atenção para a estética, se percebe que há o desvio da ética porque é esteticamente aceitável a denúncia, como admira-se quem ajuda os pobres, trata-se de uma estética da moral, irrefletida. Sabe o cara que devolve a carteira com dinheiro ao dono? Isso causa admiração, empatia, uma reação humana, de “alguém se importa comigo”, “ainda há gente boa nesse mundo”. Existe aí uma construção estética, a elaboração de uma imagem. É claro que a mídia quer de si mesma uma imagem moral, esteticamente falamos mesmo em beleza porque achamos bonita ou feia certa atitude ou certo comportamento. Não é bonitinho o filho pedir a bênção dos pais antes de ir dormir? Dizemos da atitude, do comportamento e tudo o mais ligado a isso que é bonito ou feio naturalmente. A estética é um princípio moral do julgamento humano, que pode ser manipulado, ensinado. Contudo, a ética no jornalismo não alcança a consciência do leitor, a priori, receptor da mensagem, que se interessa mais em compreendê-la, interpretá-la, e sim a posteriori, quando se reflete na imprensa como agente político (que ela é de fato). Note, as motivações morais são subentendidas, mas elas estão lá? Cabe a pergunta. Uma estética da moral, certamente. Observe que os defensores do capitalismo da mídia não lutam pela livre iniciativa e a justa concorrência, e sim para manter seu status quo, seus financiamentos governamentais e anunciantes ligados ao estado e o próprio estado, a imprensa não quer perder uma fonte de receita (das mais importantes), e isso seria chantagem? Essa também cabe. O discurso da mídia é o “PT roubou”, mas poderia ser “houve roubo e o PT investiga”. Que tal era quando o PSDB roubava na privataria e tudo acabava em pizza? O ponto de vista da imprensa é legítimo, se assumida uma posição política porque o leitor/espectador deve pensar por si, não pode permitir que pensem por ele. Quando a imprensa assume que é livre e imparcial, fica a imagem de que não estaria vinculada aos interesse dos patrões e da política, quando os principais concessionários são políticos de carteirinha. Pense nisso.

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  8. Como eu sempre digo, a midia sempre foi assim mercenária, se não lhe dão o que ela quer, no volume que ela quer, ela está sempre divulgando os malfeitos, independentemente de sob qual governo o malfeito restou efetiva ou supostamente praticado.

    Senão, só para se ter uma amostra, confira-se o link abaixo:

    Daí que talvez fosse melhor agir.

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  9. Pois é Oliveira, a manchete existirá sempre, o problema é que as manchetes não tentaram derrubar FHC. As denúncias de corrupção não deram em nada e a imprensa silenciou. Da era FHC vem a expressão acabar em pizza… As manchetes de hoje vêm da mesma forma que vinham contra Vargas e, mais tarde, contra Jango, no pior estilo lacerdista. A tentativa de golpe é evidente. Tão evidente que o discurso golpista mal disfarçado encontrou seus representantes fascistas nas passeatas recentes. A estratégia do ódio ao comunismo foi ressuscitada. Nenhum dos que abominam o comunismo conhece Marx. Se conhecessem, veriam que Adam Smith assume um viés marxista, materialmente histórico, e errado, em sua epistemologia.

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  10. Bom, Lopes, agora pelo menos estamos de acordo que trabalho midiático contrário não é privilégio dos governantes atuais. E não eram apenas manchetes ou capas. Haviam as matérias também. Todas elas com conteúdo suficiente para derrubar qualquer governo. E tinham muito eco, muito mais eco que agora. Tanto tinham que a maioria de nós tínhamos um slogan forte, muito forte, fortíssimo, na ponta da língua e informando nossas ações: “Fora FHC!”. Aliás, intento que após muito esforço sacrifício, enfim, conseguimos, em 2002. A propósito, o esforço que foi premiado em 2002, nem foi tão grande quanto o que foi feito para também colocar pra fora o c o l l o r, uns pares de anos antes, e isso também contando com muito conteúdo nada desinteressadamente veiculado pela Veja e demais órgãos de imprensa e mídia que hoje são tidos como golpistas.
    O que eu tenho como certo é que o impedimento de um governante tem amparo na Constituição e condições bem definidas em norma que vem do século passado e que já foi usada com apoio inclusive de quem hoje está aí no poder. Então o que é preciso é que todo governante se comporte de modo a não praticar os atos que resultem no impedimento. Quanto a dar em pizza, o que garante que neste caso tudo não resulte em pizza também? As evidências mostram que há firme disposição em tal sentido. No mais não vejo ressucitar manobras golpistas, o que vejo é a imortalidade das práticas tendentes a fazer valer o exclusivo interesse individual dos que assomam poder em detrimento do coletivo, adotando fielmente os meios preconizados na cartilha maquiavélica.

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  11. Oliveira, estamos de acordo sobre a existência de capas e manchetes. Mas divergimos ainda sobre o conteúdo. Havia um ministro de FHC, o serjão, ou rolo compressor, alguma coisa assim, nesse sentido… “Serjão” e rolo compressor” eram apelidos carinhosamente elaborados pela mídia, e claramente intimidatórios, para a oposição. Quando ele aparecia na TV a chamada já era assim mesmo, que FHC mandou o rolo compressor e tal… Isso era até piada. Para mim, são duas estéticas diferentes, a de hoje e a de antes, uma inegavelmente pró-direita e outra indiscutivelmente anti-esquerda. O principal sinal de domesticação da mídia pela direita foi silenciar e apoiar a privataria. Sabe?, pode parecer obsoleto, mas ainda existe direita de um lado e esquerda de outro. Pode parecer meio retrô, ultrapassado, mas ainda não vi rico se preocupar com pobre, e nem o contrário. Francamente, vejo o pior lado da elite econômica brasileira, fascista e intolerante, se manifestar nas ruas, nas ruas mais chiques, né? Lembro do impeachment de Collor, embora fosse muito jovem, tinha lá meus 13 anos de idade. Sabe?, aquilo não me empolgava. Caras pintadas e aquela coisa toda soou meio artificial, meio banal para mim. Eu tinha só 13 anos. A estética da TV já me incomodava, mesmo que nunca tivesse ouvido falar em Adorno e Althusser, nem em estética, mas sempre me incomodou perceber a escolha das imagens da TV, a menina bonita, o cara branco de rosto corado, como se todo brasileiro tivesse uma cara da elite europeia. Por favor, a mídia brasileira queria estar na Dinamarca, ou na Suécia, mas tem que contentar com o Brasil mesmo.

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  12. Lopes, abaixo vai um link que mostra que os conteúdos das expressões da midia de antes e deste últimos 12 anos são idênticos:

    É verdade que sendo subjetivas as percepções estéticas, não se pode pretender que todo mundo as tenha igualmente; mas também é verdade que não tendo mudado os seculares objetivos tilintantes da midia e tampouco as práticas nada republicanas do governo atual em relação aos governos anteriores, não pode será demais sustentar, como sustento, lastreado no exame da produção anterior e da produção atual, que há nítida identidade.

    Quanto à privataria, meu sentimento é o de que não há meros silencio e apoio da midia com o resultado da privatização, posto que senão teriamos de atribuir a mesma postura ao governo atual que após assumir o poder abandonou silenciosa e completamente esta pauta, nada fazendo para reverter a ação deletéria do patrimonio nacional e ainda se aproveitando dos resultados da privatização (note que eu não disse da privataria). Sabia que há mais de 100 ações na justiça tentando reverter a gatunagem e nenhuma delas é do governo federal, o qual, aliás, é até réu nestas ações. Aliás, o governo federal se beneficia dos dois lados, eis que não tem nem pejo de usar a gatunagem para atacar o gatuno, mas não busca reverte-la usando dos poderes que tem pra tal.

    Na verdade, creio que a midia silencia não exatamente porque queira proteger os privatas. Creio que o silêncio se deve ao fato de que a multiplicação dos ‘tilintes” exige sempre fontes novas de escândalos, e estas se multiplicam em progressão geométrica em qualquer governo, como prova isso o governo atual. De fato, desde o início em 2003 até agora foi uma sucessão, em que o anterior muito grave, sempre é jogado no esquecimento, pelo mais recente gravíssimo. Será que por deixar de lado os escandalos do início e se concentrar no mais recente a midia apoia os escândalos do início? E, depois não podemos esquecer que a midia não é feita apenas pelos oposicionistas. Há também os chapa branca.

    Enfim, Lopes, tenho pra mim que a política e os políticos, cotiadianamente nos submetem a uma trágica paródia daquela “máxima” atribuída a um dos célebres da estética universal, quando nos impõem entre o teto e o piso a mais coisas do que pode imaginar nossa mais sincera e bem intencionada ideologia.

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  13. Pois é Oliveira, há capas e manchetes. Como disse antes, a privataria não chegou nem perto de derrubar FHC. A pouca melhora proporcionada pela estabilidade da moeda foi sentida e bem vinda certamente, mas não foi o que rendeu a FHC o segundo mandato. Note, a estabilidade da moeda veio antes da emenda à reeleição. O que lhe proporcionou o segundo mandato foi a compra do congresso. A mídia apoiou a emenda que estabeleceu a reeleição, como apoiou a privatização das estatais mais lucrativas. E apoia até hoje. Vira e mexe alguém lembra de como era a Embratel, de como era péssima… Vira e mexe, alguém chama a atenção dos problemas técnicos enfrentados pelas operadoras de telefonia e ninguém mais lembra de como era ruim a Telebras… Curioso, não? O apoio à privataria ocorre até hoje. É histórico e é de uma posição política bem definida, de direita. Já era maior de idade naquela época, não lembro exatamente de um discurso de um repórter na TV ou coisa assim, mas lembro do viés das opiniões, convergentes com o resultado apoiado pelo governo, e com as críticas nem tão contumazes quanto as de hoje. Lembro das explicações sobre economia que não explicavam nada, falando em superavit primário e alta da selic para conter a inflação, o que, para qualquer analista de mercado financeiro significa dinheiro fácil à vista para quem pode investir em papéis do governo. Quero dizer, suponha, que a informação de alta da selic seja publicada como positiva para alguém nos grandes jornais, algo como: se você é um grande investidor e quer dinheiro fácil empreste ao governo e tenha retorno de 45%… Francamente, isso seria aceitável ao grande público? Acho que pega mal não apenas para o governo, mas também para a imprensa. É evidente que há também algum controle social sobre a mídia, mas, este, subentendido, implícito. O desemprego é uma notícia que interessa a todo mundo, que preocupa e não muda em nada certa conduta de política econômica e política porque no contexto há subsídios para sustentar o mau desempenho. FHC só não conseguiu privatizar totalmente a Petrobras, ela é uma empresa de economia mista hoje e antes era estatal, porque houve forte reação popular sobre o assunto. O que se via era uma campanha esquerdista, não só do PT, mas também do PC do B , PCB, PSTU, entre outros e também de sindicatos e centrais sindicais, e movimentos populares explicando os efeitos de uma privatização da Petrobras, de olho no ocorrido com a Argentina. O Brasil perdeu patrimônio, como quem faz um negócio mal feito e do qual não pode se arrepender pois o negócio foi legalmente fechado… A maior crise do capitalismo desde 1929, que afetou até os EUA, não tem sido considerada no contexto do governo Dilma, crise vendida pela imprensa como pura incompetência petista e isso é pura mentira. A estética, Oliveira, a estética…

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